Minha Lady, Minha Marinette

5 O sorriso de Marinette


Notas iniciais
HELLOOOOOOW Gente, 32 leitores? Só uns 4 comentam frequentemente e o resto é fantasminha? Ah, tudo bem eu continuo amando vocês ♥ Bem, esse capítulo é um pouco longo e bem simples. Boa leitura~

Eu entrei no meu quarto e me joguei na cama, eu estava usando uma roupa de mangas compridas branca, e um calção. Considerava aquilo como meu pijama favorito.

Me levantei em seguida para ver a Catherine no sofá, ela estava dormindo, e ao lado estava sua kwami.

O rosto estava molhado com lágrimas.

Me aproximei um pouco mais dela e fiquei observando-a, como ela era pálida, o seu rosto estava mais vermelho que o normal.

Ela chorou muito então? Deve ter lembrado da morte da mãe, então…

Acariciei os cabelos dela e depois voltei para cama, ela realmente não estava muito bem, pois a primeira vez que eu a vi chorar foi quando ela chegou em casa.

Desliguei as luzes e fechei os olhos, na tentativa de dormir. Fiquei pensando na Ladybug, o quanto ela era durona comigo.. Ela parecia me desprezar, não? E se eu desistir dela? Ela vai ficar mais feliz? …Não, não é possível ela me odiar, ela somente me despreza, ou desprezava.. Ah eu não sei.

Eu amo muito ela, tanto Marinette quanto Ladybug.. E mesmo se essa teoria dela ser a Marinette falhar, eu vou ter que aceitar que sou apaixonado por duas pessoas bem diferentes.

Fiquei pensando muito na Ladybug, nos olhos azuis dela, nos cabelos negros dela, no corpo dela, aquelas nádegas..

Espera, o que eu estava pensando? Não posso ficar pensando nisso agora! …Mas tenho que admitir que a bunda da Ladybug é parecida com a de Marinette.

Merda! Não posso ficar pensando nessas coisas, não posso fazer “essas coisas” perto da presença de Catherine.

Me virei de lado e me cobri com o lençol que estava na cama, e adormeci.

~~

Me levantei da cama lentamente, Plagg estava do lado pedindo queijo, somente o ignorei e fui pegar minhas roupas para me arrumar.

– Bom dia. – Disse Catherine, puxando a minha camisa e coçando o olho.

– Bom dia, Cathe – Acariciei os cabelos dela – Você estava chorando ontem?

– Não, por que?

– Nada não – Coloquei meu casaco, para finalizar. – Vamos para a escola.

Desci as escadas com Catherine, Félix estava esperando lá, então entramos no carro e chegamos na escola, não demorou muito para chegar.

Entrei na sala e sentei no meu devido lugar, a aula estava muito entediosa. A professora falou que era para levar roupas de banho para o acampamento, pois só descobriram agora que perto da floresta tem uma praia.

Hum… Queria ver a Marinette de biquine, ela ficaria fofa com um de joaninha.. Ah… Eu realmente me sinto um idiota por não perceber o quanto Marinette é bonitinha, e que ela é a Ladybug.. Adrien seu tolo.

Depois de horas e horas com aula, finalmente o intervalo, fui comprar o lanche e depois fui para a praça de alimentação lanchar com Nino. A Cath apareceu ao meu lado.

– Oi, posso lanchar com vocês?

– Claro Cath. – Ela se sentou ao lado de Nino.

– Sua prima?

– Sim! Sou Catherine, você é o amigo do Adrien?

– Prazer, Nino. – Depois de se apresentarem, eles começaram a se falar.

Enquanto eles conversavam, eu ficava imaginando qual biquine a Marinette ia usar… Droga, eu não parava de pensar naquilo.

Por que eu pensava tanto no biquine da Mari? Deve ser porque eu nunca vi ela de roupa íntima? Quer dizer, roupas de banho.

Não queria perguntar isso para ela, eu precisava da ajuda de Catherine.

Quando Nino saiu, fiquei na frente da Catherine.

– CATHERINE POR FAVOR ME AJUDA.

– O que houve?

– ….É meio idiota isso, mas eu queria saber qual biquine a Mari vai usar.

– Mari? Até criou um apelido para ela? – Ela riu.

– I-idiota! Eu não consigo parar de pensar nisso, se eu descobrir qual biquine ela vai usar eu vou ficar aliviado!

– Por que você não pergunta pra ela?

– Somente pervertidos perguntam isso.

– Eu já vi você ereto.

– VAI LOGO!

– Ok, perguntarei para ela. – Catherine saiu dali e foi para uma mesa onde Marinette e Alya estavam. Eu me encolhi e fiquei tomando meu suco de caixinha.

Ela cumprimentou as meninas e ficaram conversando, eu fiquei observando elas.

– Qual biquine você vai usar, Marinette?

– U-uh?! Ah… Eu não sei.. Não tenho roupas de banho.

– Se quiser eu posso emprestar um biquine meu~ – Disse Alya, com um sorrisinho.

Eu conseguia ouvir a conversa delas, e elas estavam falando sobre o biquine da Marinette, eu só estava tomando meu suquinho de caixa.

Alya olhou para trás e viu que eu estava ouvindo a conversa, eu saltei pra baixo e derrubei o suquinho de caixa.

Ela me viu caindo, mas ela não vai contar pra Marinette… Né?!

Peguei o suquinho de caixa e corri pro canto, quase rastejando, e continuei observando elas, tomando o suquinho de caixinha.

Catherine viu que eu estava abaixado, observando elas, e logo foi no assunto do biquine.

– Marinette, você ia ficar bem fofa com um de joaninha. – Logo me levantei, ainda tomando o suquinho de caixinha, surtei silenciosamente.

– Eu tenho um biquine de joaninha, mas não dá mais em mim, deve dá em você Marinette~

– Sim! – Catherine estava mexendo no próprio cabelo – Vai que aparece um Chat Noir~

– Chat Noir? Uh… Não, é do Adrien que eu gosto…

– …Adrien de Chat Noir?! N-não compare o perfeito do Adrien com aquele gato imundo!

– EXCUSE ME MARINETTE – Catherine bateu na mesa e se levantou – Já parou pra pensar que eles são bem parecidos?!

– Eles são..? Ah, eles são sim! – Disse Alya.

– Ah?

– Sim, deixa eu ver… – Ela se sentou. – Ambos são loiros, tem a mesma personalidade, olhos verdes.. E ambos gostam da Ladybug!

Levei a palma da minha mão para a minha testa, não era para ela falar isso, não era.

– …Ele gosta… da Ladybug? – Ela passou a mão na nuca, um tanto decepcionada.

– …Sim, mas ele tá entre você e a Ladybug, não se preocupa Mari, e… Ele tem uma quedinha por você faz um tempinho.

Ela abriu um sorriso, o sorriso mais bonito que eu já vi na minha vida.

Tomei novamente o suco de caixinha, joguei a caixinha vazia no lixo e me afastei da mesa. Até que alguém puxou o meu casaco.

– Ela vai usar um de joaninha. – Era Catherine, eu dei um sorriso e acariciei os cabelos dela.

– Obrigado. – O sinal tocou, era para todos entrarem nas salas, eu entrei na minha e Catherine entrou na dela.

Havia um pequeno grupo no meio da sala, era Rose, Nino, Alix e Kim. Eles estavam conversando sobre o acampamento.

– Existem boatos que existem fantasmas lá na floresta! E alguns visitam a praia! – Disse Nino, na tentativa de assustar alguém.

– Que meeedo! – Rose se encolhia.

– Não existem fantasmas, para de ser medrosa Rose. – Alix estava de braços cruzados, olhando para Rose.

– Não está confundindo aquelas luzes com fantasmas? – Kim franziu as sobrancelhas.

– Luzes? Como assim?

– Existem umas luzes misteriosas e azuis na praia… e em um canto da floresta.

– SÃO FANTASMAS! AAAA!

– M-mas as luzes são realmente lindas! Não fazem nenhum mal para a gente, e quando tentamos tocar, elas estouram que nem bolhas! Diz uma lenda que essas maravilhas são estrelas que caíram do céu!

– Se eu não me engano, elas tem formas de espirais. – Disse Alix, desfazendo os braços cruzados.

– Então devem ser lindas! Será que tem rosa?!

– Eu imagino como devem ser… Parece que tem várias cores.. Em vários lugares. – Citou Nino, ajeitando seu óculos.

Eu sentei no meu lugar, e fiquei me perguntando que luzes são essas. A Catherine deve saber sobre isso, já que quando ela tinha 9 anos ela não parava de falar em luzes brancas que tinham em uma praia lá em Tokyo.

Elas não fazem nada, só fazem flutuar. São coloridas e muito brilhantes!! Eu já peguei uma e tranquei em um potinho de vidro, mas ela estourou e deixou o potinho bem brilhoso!!

Ela disse mais ou menos isso quando ela me visitou uma vez com a mãe dela, ela também trouxe o potinho, havia luz nele.

A professora entrou na sala e todos se sentaram, e logo depois Marinette entrou na sala, ofegante, e ela se sentou em seu lugar.

Depois de horas a aula acabou, e eu sai junto com Catherine. Como sempre, estávamos procurando Félix, e ele estava na entrada, conversando com Marinette. Alya estava do lado dela, observando tudo.

– De boas, eu vou matar ele – Andei alguns passos, mas fui impedido por Catherine.

– Vamos ver o que ele está conversando com ela primeiro! Não pode matar todo mundo assim, Adrien. Eu vou dar uma olhada. – Ela correu para um canto, me puxando e me jogando nos arbustos.

Dava para ouvir muito bem a conversa, ele estava convidando ela para o cinema.

Sem problemas convidar alguém pro cinema, mas ele só estava convidando a Marinette.

Me levantei novamente e andei alguns passos, mas infelizmente fui impedido de novo.

– Não se preocupe, Adrien, eu dou um jeito, ehehe~ – Ela andou até elas, e abraçou Marinette, empurrando Félix. – Marinetteeee, Alyaaa~ Podemos ir pro parque? O Adrien estará lá. – Ela deu o seu típico sorriso.

– Ah… M-mas é..

– Desculpa, pirralha, mas a Marinette já vai pro cinema comigo. – Ele apoiou a mão na cabeça da Catherine, olhando para Marinette com um sorriso estranho.

Catherine inflou as bochechas, com raiva, pensando em sair daquela situação.

Ela pisou no pé de Félix, e não uma pisada qualquer, foi uma bem forte.

– MEU PÉ! – Ele deu saltinhos engraçados, pegando no próprio pé. – POR QUE FEZ ISSO?!

Catherine não conseguiu segurar a risada, nem mesmo Marinette e Alya, e a limousine logo chegou.

– ADRIEN! – Catherine gritou na minha direção, eu estava morrendo de rir ali, nem sequer percebi que a limousine chegou.

Sai magicamente dos arbustos, com uma expressão um pouco assustadora.

– Então né Félix parece que a limousine chegou não é mesmo?!? Então né ENTRA NA PORCARIA DO CARRO SEU RETARDADO DE MERDA – Catherine abriu a porta e chutei ele para dentro da limousine, em seguida Catherine entrou. – Até mais, Mari e Alya! – Acenei calmamente e depois entrei na limousine e fechei a porta, pulei pra cima dele na tentativa de enforcá-lo, mas Catherine tava me segurando.

– C-calma Adrien…

– CALMA UM CARALHO! VOCÊ TA FAZENDO A MINHA VIDA UM INFERNO SEU PEDAÇO DE MERDA!

– SE ACALMEM! – Catherine bate no meu rosto, na de Félix também. – Ambos estão apaixonado pela mesma menina, certo??

– Sim. – Dizemos em um coro.

– Ok, por que não deixa a Marinette escolher um dos dois?

– Boa ideia, é bem obvio que ela gosta de mim. – Disse Félix, a minha raiva só transbordava.

– Mas amigo, ela gosta do Adrien..

– Ela gosta do ADRIEN? – Ele tentou se levantar, mas Catherine impediu.

– Shhhh, sim, ela ama ele, por isso eles namoram, por isso eles transam.

Félix estava furioso, eu não sabia se eu devia rir ou se eu calava Catherine por falar tanta besteira…

Chegamos em casa, e Félix correu para o escritório do meu pai, batendo na porta.

– SR. AGRESTE, O SEU FILHO TA TRANSANDO COM UMA GAROTA!

Meu pai abriu a porta, olhando para Félix.

– Oi?

– Será que Félix não entende sarcasmo?! – Catherine subiu as escadas, indo para o escritório de meu pai. – Eles não namoram, eles não transam!

– Catherine, você só tem 12 anos, não é para falar essas coisas.

– E eu ligo? Mamãe sempre dizia que é normal falar essas coisas na minha idade!

– Sua mãe está morta, e você está se comportando muito mal depois da morte dela.

– Disse o viúvo que ficou depressivo por anos por causa da morte de sua amada, e foi sugado pela solidão. Aliás, já superei isso, você não.

– Vá já pro quarto, mocinha.

– Sem argumentos? Ok então. – Ela andou até o meu quarto, eu subi as escadas e fiz o mesmo.

Ela entrou no quarto e se jogou na minha cama, a kwami dela rolou pro lado.

Fiz minhas tarefas e tomei um banho, depois me deitei na cama.

– Ei, sabe aquelas luzes brancas que você falou quando tinha 9 anos?

– Nem lembrava mais, por que?

– Bem, a floresta que vamos ir amanhã tem um canto que tem umas luzes iguais a que você disse, sendo que azuis.

– Que legal! Dá pra você e a Marinette ficarem juntos vendo as luzes, né?

– …É, seria muito bom. – Dei um pequeno sorriso.

Meu pai estava me chamando para ir na sessão de fotos, eu sai do quarto e desci as escadas, um pouco apressado.

Fiquei a tarde toda na sessão de fotos, e finalmente voltei, já estava anoitecendo. Entrei no quarto e vi a Catherine fazendo as tarefas dela, depois me joguei na cama.

– Acho que vou ver a Marinette.

– Vai lá, eu tomo conta das coisas aqui~

– Certo. – Me levantei, transformei em Chat Noir e sai pela janela.

Fui para a varanda da casa de Marinette, a janela estava aberta, então entrei no quarto dela.

– Princesa~? – Andei pelo quarto, e vi que o computador estava ligado.

Tinha uma imagem com fotos minhas no desktop.

Eu já sabia que ela me amava, mas não sabia que ela me amava loucamente… Tinha até um cartaz com os horários das sessões de fotos, e o que eu faço no cotidiano.

Gente essa menina é louca? Esse seria o comentário da Cathe, certeza.

Me sentei na cadeira e fiquei olhando pro monitor, ela não editava muito bem, mas a imagem era bem legal e… rosa.

Marinette entrou no quarto, já com o pijama e de cabelos soltos, e eu girei a cadeira de rodinhas, olhando para ela com uma expressão maliciosa e ao mesmo tempo estranha, aquelas expressões de gato.

– Então, você é fanática por esse… loiro?

– ….Não, não, não. – Ela se afastou. – O que. Está. Fazendo. Aqui?

– Queria te dar um oi, princesa. – Eu dei um sorriso.

– E por que…

– O painel estava ai e o computador estava ligado, não é culpa minha.

– …Ugh, certo, mas você não leu…

– Li sim, amanhã ele tem um tempo livre.

– Então, eu estou tentando criar coragens para convidar ele para um encontro.

– Não é os garotos que fazem isso?

– Sim! …Mas eu não consigo ficar perto dele sem falar uma palavra correta.

– Hum… Quer ajuda para conquistar ele?

– Não preciso, gatinho, a prima dele já está fazendo isso para mim. – Ela desligou o monitor e colocou o painel para cima.

Então além da Catherine me ajudar, ela ajuda a Marinette? Nossa eu amo essa menina.

– Catherine? Ownt, ela realmente é uma boa pessoa, mesmo com um passado triste.

– Passado triste? – Ela andou na minha direção. – O que você sabe sobre ela? O que você é dela?

– Uh? Eu sei muita coisa sobre ela, mas se eu dissesse o que eu sou dela, perderia a graça. Bem, a mãe dela morreu em um acidente de carro lá em Tokyo, e ela veio na mi- Quer dizer, na casa do Adrien para morar lá.

– E o pai dela?

– Dizemos que… O pai dela está 100% nem ai para ela, pobrezinha né?

– Coitada… Ela é uma garota tão alegre…

– Sim, e ela gosta de ajudar os outros, mesmo ninguém ajudando ela.. Quer dizer, a presença de Adrien deixa ela feliz, então…?

– Como você sabe de todas essas informações?

– Meow, eu sei de tudo princesa.

– Então… Você deve saber o motivo de Adrien ficar nervoso quando Félix fala comigo né?!

Depois dela perguntar, eu estremeci e paralisei, mas depois voltei ao normal.

– B-bem… Adrien e Félix não tem um relacionamento muito bom… Ele sempre maltrata Adrien e pega tudo dele quando fica insatisfeito, e Félix evita contato humano.

– Mas ele fala comigo..

– …Pois ele é apaixonado por você.

– …Uh, três pessoas apaixonadas por mim, e só duas estão em guerra..

– Uma só é tímida em falar com você?

– É, mas ele é uma pessoa tão legal…

– Não vai trocar um loiro por um ruivo né?

– Como você sabe que ele é ruivo? – Ela olhou para mim, surpresa.

Paralisei e estremeci novamente, me levantei da cadeira e coloquei ela no lugar. Subi as escadas do quarto e abri a janela.

– Vou indo, até my Lady. – Sai pela janela e fui para a varanda, e saltei para um prédio.

Espera, eu chamei ela de my Lady? Droga, coloquei minha vida em risco, ótimo Adrien.

Olhei para trás, e ela estava na varanda, olhando para mim. O vento levava seus cabelos soltos e bagunçados, também fazia bagunçar mais ainda, a luz da lua iluminava ela toda, e dava pra ver que o seu rosto estava corado.

O meu rosto também estava corado, pois deixei escapulir o apelido que eu dei para a Ladybug. Nós estávamos se encarando, ela na varanda e eu no prédio, pensei que ela ia ficar com raiva porque descobri a identidade dela, mas ela só estava me encarando, com os olhos brilhando e com as maçãs do rosto coradas.

Ambos nossos olhos estavam brilhando, mas eu tinha que ir logo, então dei um último sorriso e acenei para ela, saltando os prédios.

Ela acenou de volta, retribuindo o sorriso.

Notas finais
O amor está no ar mentira gente Aliás, sobre a floresta das luzes, foi uma coisa que eu inventei, ok? Até o próximo capítulo!