Minha Lady, Minha Marinette
6 Luzes da floresta
Notas iniciais
Ele me chamou de my Lady?
Então ele vem aqui… porque ele sabia que eu era a Ladybug?
— Espera! – Corri para as escadas, indo para varanda, ele já estava no prédio ao lado. Ele paralisou por alguns segundos e depois olhou para trás, me encarando.
A lua iluminava o rosto de Chat Noir, e o vento balançava os cabelos loiros e bagunçados dele, ele olhava para mim, com os olhos brilhando. Ele então só viu agora que me chamou de My Lady?
Eu me aproximei um pouco mais da grade da varanda, continuei encarando ele, eu não queria chamar ele, eu não sabia o que fazer, eu só aproveitava aquela beleza toda que a lua iluminava.
Ele precisava ir, então acenou e deu um sorriso, indo embora.
Retribui o sorriso e acenei de volta, meu rosto estava um pouco vermelho. Entrei no quarto e me joguei na cama, Tikki saiu rolando na cama.
— Tikki, o que acabou de acontecer? – Minha voz saiu um pouco abafada, pois eu afundei meu rosto no travesseiro.
— Amor, Marinette, amooor~ – Ela olhou para mim, com os olhos brilhando.
— E-eu não acho! Ele sabia que eu era a Ladybug o tempo todo.. Mas como-
Dei uma pausa, me sentei e coloquei a mão no queixo.
— …CATHERINE! Ela tem a ver com alguma coisa! Ela deve ser a Papillon! E ela se comunica com o Chat e..
— Por que tá culpando a Catherine?! Ela é uma garota tão doce!
— Não estou dizendo que ela é má, só acho que ela é a Papillon. Ambas tem a pulseira no mesmo braço e o Chat Noir só fala delas! E também, naquele dia ele conversou muito com ela, como se ele a conhecesse pessoalmente.
— Oh… Tem razão. – Ela deu um sorrisinho, voando até minha perna. – Você ainda precisa fazer as malas, Marinette!
— Ah.. Sim, ela já está pronta, Tikki, só preciso pegar minha câmera e guardar na minha bolsa que vou preparar amanhã, boa noite. – Desliguei as luzes, me deitei e adormeci.
~~
Hoje era o grande dia, todos estavam na escola, era bem cedinho. Todos estavam com roupas de férias, de praia, e etc. Eu não conseguia achar o Adrien, e Alya só ficava junto de Nino, então eu tive que fazer minha busca sozinha.
Fiquei andando pelo pátio da escola, procurando Catherine, eu precisava falar com ela, urgentemente.
Alguém tocou em meu ombro, eu estava rezando para não ser o Adrien.
Era o Adrien.
— Oi, Marinette. – Ele deu um sorriso, ele estava usando uma camisa preta, com uma calça jeans azul, e sapatos verdes. Aliás, Catherine estava ao lado de Adrien, pegando na mão dele.
— Oi, Marinette~! – Disse Catherine, com o mesmo sorriso de Adrien, sendo que um pouco mais alegre. Ela estava usando um vestido azul pastel bem simples, e ela estava usando um rabo de cavalo, com um laço verde, chinelos da mesma cor. E ela não estava usando meia-calça, uma coisa rara de acontecer.
E ela parecia não largar aquela gargantilha preta, nem mesmo a pulseira.
A pulseira.
— Cathe! Ah… A-Adrien, eu posso conversar um pouco com a Cath?
— Claro! – Ele disse, sorrindo. Puxei Catherine para bem longe de Adrien, mas não puxei com tanta força.
— O que você sabe sobre o Chat Noir? E o que ele sabe sobre você?!
— …Hehehe. – Ela mordeu o lábio inferior. – Ficou com ciúmes do Chat com a Papillon? Não se preocupa, ele é só seu~ – Ela me abraçou.
— Ah… Certo, mas você sabe que eu gosto do Adrien.. E ao mesmo tempo do Chat Noir…
— Sim.
— E.. V-você sabe quem ele é né?
— Eu sei sim, Ladybug~ – Eu fiquei surpresa quando eu ouvi o que ela disse, ela foi até o Adrien e se agarrou em seu braço
Não entendi bem o motivo, mas peguei minha mala e entrei no ônibus que chegou a poucos minutos.
O ônibus por dentro era enorme, e havia uma boa quantidade de cadeiras, que dava pra levar o sétimo, oitavo, nono e primeiro ano para a floresta. Havia conjunto de três cadeiras no ônibus, eu sentei junto com Alya e aquela borboleta pestinha, a Catherine.
— Oê! – Catherine deu um sorriso. – Que bom ver vocês de novo!
— Awn, sua fofa! – Alya abraçou ela. – Vamos ficar a viagem toda junto com você! Estou tão feliz!
— Eu também estou… Ficamos muito tempo longe de você Cathe!
— É… Problemas e problemas pessoais com o Adrien.
— Uh… – Olhei para trás, Adrien estava um pouco longe, junto com Nino e Nathanael. – Eu queria sentar com o Adrien.
— Mari, sem problemas! Eu vou dar um jeito para você se aproximar mais dele! E Alya, você vai me ajudar.
— Certo! Qualquer coisa para Marinette ficar com o Adrien!
— SIM! – Dissemos em um coro.
— Só que não, garotas. – Brotou uma voz que eu e a Alya odiava, Chloé. Ela estava ao nosso lado, junto com Sabrina e Kim. – É obvio que eu vou conquistar ele, em vez de você.
Como ela consegue ser tão irritante? A única coisa que eu quero é dar uma voadora na cara dessa loira estúpida.
— Ver só. – Catherine se apoiou no colo de Alya, pois ela ficava no meio e eu na janela. – Eu, como prima do Adrien, que só vive no quarto dele, afirmo que ele fala mais da Marinette do que de você.
— Só se for falar mal dela, não? – Ela riu, junto com Sabrina.
— Sinceramente, ele fala muita coisa boa sobre ela, sobre ela ser uma garota bem bonitinha e fofa, e que não é igual a uma certa loira que ele odeia muito.
Chloé se sentiu envergonhada, e ficou calada, voltando a olhar para janela.
Era incrível como uma menina de 12 anos consegue fechar a boca de todo mundo. Mesmo ela na tentativa de fazer ciúmes em mim com o Chat Noir, eu ainda amo essa menina.
Ficamos horas e horas dentro do ônibus, até que adormeci, com a cabeça apoiada na janela.
~~
Eu estava de Ladybug, pulando algumas árvores por ai com Chat Noir, a procura do akuma. Chat Noir foi capturado por uma bolha roxa e preta, nem mesmo o Cataclysm de Chat Noir conseguiu destruir aquela bolha, ele não conseguia respirar, e ficou inconsciente na enorme bolha.
Algumas cordas me pegaram e fizeram eu cair no chão, me puxaram, fazendo eu rastejar, eu não sabia o que estava acontecendo, mas aquilo doía muito.
As cordas me levantaram, eu tentava me soltar, mas sem sucesso, não conseguia. Uma pessoa que nunca vi antes levou uma mão para o meu pescoço, provavelmente era o akuma. As cordas me soltaram, e a pessoa akumizada ficou apertando meu pescoço com a mão.
Ela levou a outra mão para minha orelha, queria pegar os brincos. Ela apertava mais forte, minha visão estava turva, mas dava para ver os olhos dela, de maldade, e familiares.
Os olhos dela, me lembrava de alguém.
Alguém cutucou o meu ombro, e eu logo despertei.
— Marinette? Acorde, todos já saíram do ônibus. – A voz era de Adrien, segurando a mochila dele.
— A-ah.. Waah! E-eu acabei dormindo! P-Por que Alya não me acordou?! – Me levantei, pegando minha mala, com o rosto vermelho.
— Ela parecia está ocupada conversando com Nino… Vamos, a professora vai te dar uma bronca se te ver aqui dentro! – Ele pegou meu braço e me puxou até a porta de saída do ônibus, meu rosto estava totalmente rubro, era bom sentir o calor da mão dele em meu braço…
Saímos do ônibus, e havia o 7º, 8º, 9º e a nossa sala. Eu e Adrien fomos até o grupo da nossa sala, a professora entregou uma cabana para cada um, e não sobrou para a Chloé.
— Chloé, peço desculpas, mas não sobrou cabana para você, terá que dormir com alguém.
— Por que ninguém lembrou de MIM?!
— Chloé. – Sabrina se aproximou. – Se quiser eu posso..
— Adrien disse que qualquer coisa, ele dividia a cabana dele comigooo! – Chloé abraçou Adrien, eu não conseguia controlar minha raiva.
— Mas-
— Tudo bem, Adrien, você dividirá a cabana com a Chloé.
Tudo menos isso, TUDO MENOS ISSO!! Isso já começou mal, muito mal! Não aceito ele dormir com a Chloé! Ugh, o jeito era aceitar aquilo…
— Você vai deixar ele dormir com ela, Marinette?! – Alya me cutucou.
— Eu sei que ele não é doido de dormir com ela, a noite ele vai abandonar a cabana e dormir com a prima dele, tenho certeza.
— Ótimo palpite, até porque a sala do sétimo ano é próxima do primeiro..
— Pois é.
— Oi meninas! – Catherine se aproximou, abraçando meu braço.
— A-ah, oi!
— Que tal procurar um lugar pra a gente dormir? Vamos dormir perto do canto das luzes!
— Vamos! – Eu e Alya dizemos em um coro.
Ficamos procurando algum lugar vazio para eu e as meninas dormirem, precisava ser um lugar calmo, e bonito, e longe de tudo.
Achamos um local da floresta, que era bem próximo a um canto vazio, sem árvores, somente grama e algumas flores. Deixamos as cabanas entre os arbustos, e Alya avistou uma placa que tava nos arbustos.
— “Você está próximo da praia Stars Candied”, ah então estamos perto da praia! – Alya sorriu.
— Que ótimo! Então, essa placa será o nosso ponto de localização das cabanas, é bom irmos para a professora agora, né? Ainda temos que passear por ai..
— Sim! – Catherine falou. – Vocês podem ir para a professora de vocês, eu vou com a minha!
Nós se separamos, e fomos para os nossos grupos.
~~
Eu fui para o grupo do sétimo ano, Lullu estava alertando que estava com fome, dei algumas uvas para ela e fui em frente.
Avistei Adrien, ele parecia querer falar comigo.
— Catherine! Eu estava te procurando, onde colocou sua cabana?
— Perto de uma placa dizendo que está próxima da praia, por que?
— …Na madrugada, eu posso dormir com você? É que a Chloé fez eu dividir a cabana com ela e…
— Sem problemas! Ver só, é ali. — Apontei para o local que sai.
— Obrigado! — Ele correu até o grupo de sua série, e eu continuei a andar até o meu grupo.
Cheguei no grupo, onde todas as cabanas do sétimo ano estavam juntas, algumas longes e outras perto, mas eram poucas, então eu não era a única que deixou a cabana em um lugar distante, hehe.
Fiquei andando pelas cabanas, até que uma garota da minha sala – e a que eu odiava – se aproximou de mim.
— Ei estranha, cadê sua cabana?
— Estranha tem nome, estranha se chama Catherine.
— Tanto faz, onde está sua cabana?
— Por que quer tanto saber?
— Talvez para te visitar a noite e pegar seu lanche.
— Você acha que vou dizer?
— Claro que não, por isso vou forçá-la. – Ela me puxou pelo vestido, mas dei um chute na barriga dela, e ela logo me soltou.
— Ver só, faça isso comigo o quanto quiser, mas eu estou perto de mais velhos, e do meu primo de 15 anos, agora, licença. – Corri para os arbustos, eu queria chorar agora.
— Que infantil.
De tanto correr, acabei tropeçando em uma pedra e cai na grama, não havia árvores no local, devia ser o suposto lugar das luzes.
Eu rolei para um lado na grama e comecei a chorar, Lullu saiu de seu esconderijo e voou até mim.
— Não fique assim.. É normal isso.
— M-mas eu não aguento mais! Eu não aguento! Desde que mamãe morreu minha vida está sendo uma porcaria, eu não quero mais eu não quero!! – Eu me sentei na grama, coloquei minha mão na minha cabeça, em desespero.
— Catherine. – Uma voz ecoou na minha cabeça, era familiar. – Você parece muito triste, Catherine. Aquela garota precisa de uma lição, que tal dar uma para ela, Papillon? – Eu comecei a suar, com os olhos arregalados, eu já sabia quem era ele. – E você lembra da promessa, certo? Que tal fazer agora?
— … – Fiquei calada, olhando para o chão, e depois me levantei. – Me perdoe, Hawk, mas eu não quero. Não quero pegar as pedras deles, eu… Simplesmente não quero, prefiro viver nessa vida de merda do que trair meus amigos.
Lullu olhava para mim, com um olhar preocupante.
— …Então é assim, Catherine? – Começou uma forte dor de cabeça em mim, e comecei a gritar, me levantei com dificuldade, e tentei olhar para a Lullu, havia algum tipo de aura negra ao redor dela, ela também estava gritando. Ela se tornou um kwami completamente negro, e os seus olhos ficaram um roxo mais escuro.
A dor de cabeça só piorou, e a minha pulseira brilhava, eu não sabia o que estava acontecendo, mas a pulseira sugou Lullu, e eu não me sentia a mesma pessoa, parece que eu me transformei em uma outra pessoa.
Alguém possuiu meu corpo, eu não podia me controlar.
Meus olhos ficaram sem vida, e eu cai lentamente na grama, até que um ruivo apareceu.
— O-olá…? – O ruivo parecia está assustado, provavelmente era por causa dos gritos que eu dei. Ele me avistou, sentada no chão, chorando. – V-você está bem, garotinha?!
— …Sim, eu estou.. Eu só me perdi na floresta.. – O akuma que me possuiu fez eu levantar minha cabeça, e olhar para o ruivo. Ele estava me controlando, e eu sentia que a minha aparência estava totalmente diferente.
Me perdoe, Ladybug.
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