Minha Lady, Minha Marinette
7 Stars Candied
Notas iniciais
Estávamos andando por muito tempo pela floresta com a professora, depois a noite chegou, e todos foram para suas cabanas.
Eu não queria dormir com a Chloé, de jeito nenhum, até tentei falar com a professora sobre isso, mas ela trancou a cabana dela.
Quem é que o ser deste universo que tranca as cabanas? Isso, a professora, o pior é que eu nem sabia que a cabana dela trancava…
Me arrumei para dormir e depois entrei na minha cabana, Chloé já estava deitada, me esperando.
— Adrieeeeeen!! – Ela choramingou – Você me deixou aqui sozinha por MUITO TEMPO!!
— A professora fez a gente andar, não é culpa minha se você fugiu.
— Ugh, você só fica com Marinette agora!
— E você vai me proibir? – Me deitei, se afastei dela, mas ela chegou perto de mim e me abraçou, fechando os olhos.
Ela dormiu rapidamente, e começou a roncar.
Deus, eu não faço a miníma ideia do que eu fiz pra merecer isso, mas perdoa meus pecados!
Fiquei um bom tempo olhando pro teto da cabana, traumatizado com os roncos da Chloé, até que avistei Plagg na minha bolsa, e logo o chamei para fazer alguma coisa pra me tirar dessa. Ele pegou um pedaço fedorento de queijo, planou até Chloé e colocou o queijo próximo ao nariz dela.
Ela logo desfez aquele abraço, colocando as mãos no nariz para não sentir aquele fedor insuportável de queijo.
Peguei minhas coisas e coloquei na minha mochila, sai da cabana e agradeci Plagg. Fiquei andando por ai na floresta, na tentativa de achar a cabana da Catherine.
— A cabana da tua prima fica perto da praia. – Plagg me lembrou.
— Obrigado. – Fui para um atalho que Nino me disse algumas horas atrás, que levava para a praia.
Eu não parei na praia, e sim, em um local sem árvores, somente com grama e algumas flores.
Era o suposto local das luzes, estava cheia delas.
Eram lindas e brilhantes, pareciam até estrelas. Se aproximei de uma e toquei, ela estourou que nem uma bolha, e saiu algumas luzes de lá.
Se um dia eu me casar com Marinette, aqui vai ser o local do casamento.
Não podia ficar muito tempo aqui, eu tinha que ir para a cabana de Catherine, então eu vi uma placa que estava entre os arbustos, deve ser o local que a Catherine me disse.
Fui até lá e entrei nos arbustos, havia três cabanas lá, e só uma estava com a luz acesa, provavelmente era Catherine me esperando.
— Catherine? – Me abaixo e abro lentamente a cabana, entrei sem fazer muito barulho na cabana, e vejo que não era a Catherine dormindo, era a Marinette.
Eu entrei na cabana de Marinette.. Droga, o que eu fiz? Uma das cabanas estava aberta, e a outra estava com o nome “Alya” colado.. Onde se meteu Catherine?
Não queria sair dali, só queria observar Marinette dormindo.. Eu não conseguia pensar em nada, só nela.
Me aproximei um pouco mais, já que ela estava distante, e Plagg me impediu de dar alguns passos.
— Você ia pisar nela! – Sussurrou Plagg, me puxando.
— Nela? – Sussurrei de volta – Mas ela está distante de… – Olhei para baixo, e havia algo pequeno e vermelho no chão.
— Tikki. – Plagg se aproximou daquela coisa vermelha e preta, que me lembrava a Ladybug.
Ladybug…
Me sentei no chão da cabana, e fiquei observando Plagg junto com a “Tikki”.
— É o kwami da Ladybug, Adrien, é a Tikki. – Disse Plagg, com os olhos colados no kwami de joaninha dormindo.
— Então um kwami preguiçoso e mal-humorado é apaixonado por uma joaninha também? – Dei uma risada baixa.
— S-shhh! – Ele olhou para mim, dava pra ver que o rosto dele estava um pouco vermelho.
Dei uma risada baixa para não acordar Marinette, e depois voltei a olhar ela. Era bom ver ela dormindo, por que eu nunca pensei nisso?
Ela dorme de luzes acesas? Ela costuma dormir com um pijaminha curto? Com uma camisola? Ah, ela é fofa de qualquer jeito.
Ela deu um curto gemido, e começou a se mexer, ela estava acordando.
IDIOTA IDIOTA IDIOTA! Era essas as palavras que ecoava em minha cabeça, e agora? Ela vai me odiar? Estou em desespero.
Ela virou pro lado, abraçando o travesseiro, estava abrindo os olhos lentamente. Ela se levantou e se sentou, parecia estar com muito sono.
— Hum… – Ela coçou os olhos, e depois olhou para Plagg perto de Tikki, que logo se escondeu atrás de mim, em seguida, ela olhou para mim. – A-Adrien.. O-o que você… D-digo, o que faz a-aqui?
— Ah… Desculpa Marinette, e-eu ia dormir com a minha prima, mas ela não está na cabana.. E-e eu pensei que essa era a cabana dela e.. Uh.. – Olhei para a kwami de joaninha dormindo, mas Marinette a puxou levemente para trás dela.
— S-se quiser dormir aqui você pode! D-digo, não é que eu esteja o-obrigando você a dormir.. E-eu só estou convidando e.. S-se quiser pode ir na cabana d-de Nino!
— Eu ia pedir isso. – Passei a mão na minha nuca, meu rosto levemente corou.
— Q-que ia dormir na cabana de Nino?
— Ah? N-não… Era para dormir com você, tenho medo de te incomodar..
— Certo… – Me deitei, eu estava um pouco distante de Marinette, mas ela tentou ficar um pouco mais próxima de mim.
Ficamos de costas para um ao outro, e Plagg só ficou me observando com aqueles olhos.
Eu conseguia ouvir algo de Marinette, ela estava falando com.. Tikki?
— D-desculpa em te acordar, Tikki, m-mas eu vou morrer! – Ela falava baixo, mas muito baixo mesmo, mas deu para ouvir.
— Você não vai! Se acalme! Só feche os olhos e durma.. – Apareceu uma voz fininha e baixinha, era da kwami de joaninha.
— Me acalmar.. Me acalmar.. – Ela sussurrou de novo, indo um pouco pra trás até se encostar em mim, ela estremeceu. – Desculpa Adrien…
Plagg colocou a patinha dele na minha boca antes de eu falar algo, então ele sussurrou para mim:
— Não. Fale. Nada. Finja que está dormindo.
Eu nunca mais segui os conselhos de Plagg, mas eu o segui. Fechei meus olhos e me encolhi um pouco, fingindo dormir.
— Adrien..? – Ela se levantou, se sentando na cama. Não conseguia ver ela, mas ela estava próxima de mim, eu sentia a presença dela. – Ele é fofo dormindo.. Queria ter mais oportunidades como essa. – Ela se deitou novamente. – Tikki, tinha algo preto perto de você.
— Preto? Como assim Marinette?
— …Bem, ele era do seu tamanho, e… uh, ele é o Chat Noir?
— Marinette, de onde tirou isso?!
— E-eu não sei! Eu pensei que aquela coisa preta era o kwami dele e.. – Já que eu estava fingindo dormir, abracei ela, era bom sentir o calor do corpo dela..
Ela se virou e retribuiu o abraço, encostando a cabeça em meu peito.
— …Acho que eu não me importo nele ser o Chat Noir, eu amo ambos… – Ela levou a mão para meus cabelos, acariciando.
Meu rosto corou acidentalmente, mas acho que ela não percebeu. Fiquei ronronando baixo, espera, humanos ronronam?
Ah é mesmo, eu sou o Chat Noir.
Ela logo estremeceu quando sentiu os meus ronronados, o travesseiro que ela estava abraçando antes estava entre nós, e ela continuou a acariciar meus cabelos.
Fiquei aproveitando as carícias da minha amada, e levei minha mão até os cabelos dela, acariciando também.
“Ele está acordado”, disse ela, em um tom de voz muito baixo.
Abri lentamente os olhos, eu pude ver o rosto dela corado, e os olhos azuis dela me encarando.
Ela desviou o olhar, então apertei um pouco mais o abraço.
— Quero ter mais oportunidades de ficar assim com você, Mari. – Fiquei fitando os olhos azuis dela, e seu rosto ficou mais rubro ainda. – Por favor, não me solte.
Ela concordou com a cabeça, e afundou um pouco o rosto em meu peito.
Essa foi uma das melhores noites da minha vida.
~~
Acordei de um sono profundo, me levantei lentamente e me sentei, confusa. Abri meus olhos e minha visão estava turva e embaçada, havia luzes azuis ao meu redor, um azul bem claro. Não conseguia identificar muito bem o que era aquilo.. Mas era tão bonitinho.
Esperei minha visão voltar ao normal, e não eram luzes.
Eram borboletas azuis, que voavam no local.
Borboletas… São as borboletas que o Hawk usa para fazer os akumas?!
— Eu era isso…? – Me levantei, indo até as borboletas. – Eu era azul, e purificada…
Vi uma janela enorme, em forma de um círculo, e no meio, parecia uma borboleta.
Havia um pequeno buraco no meio da janela, ou para ser clara, no meio da borboleta. Era uma pessoa que tinha a minha voz, e estava conversando com o ruivo.
Era eu, mas não eu, e sim o akuma que estava na pulseira.
Droga! Então é aqui onde fica as pessoas inocentes e tristes? E INCONSCIENTES?!
Fiquei andando pelo local, tentando achar uma saída, até que eu vi uma porta que estava muito longe de mim. Me aproximei da porta e tentei abrir, estava trancada.
Ugh, como eu vou sair daqui? …Ah, eu preciso controlar o akuma para fazer eu sair daqui… mas eu preciso primeiro do kwami do Hawk.
Onde vou achar aquela coisa?
Bem, procurar o kwami dele ou a Lullu não é uma boa ideia, então decidi observar o que o akuma queria com o ruivo.
Eles estavam no local que eu fiquei inconsciente, e havia algumas luzes flutuando no fundo.
Então… São as estrelas que caíram? Ah como eu queria ver! Esse akuma é sortudo.
Certo, mas não posso ficar muito tempo aqui, preciso avisar alguma coisa para esse ruivo!
Hum… Ele fala com as pessoas aqui, certo? Ele já me disse que tudo o que ele pedia, as pessoas akumizadas cumpriam.
Espero que isso funcione.
— Uhhh… Papillon! – Gritei. – Chamando, Papillon! Terra Papillon! Berufung, Papillon! Chiamando, Papillon! Erde zum Papillon! Pamant catre Catherine. Buuuuună? KONICHIWA?! – Tive que falar algumas línguas diferentes para ver se ela falava comigo, mas aconteceu nada.
Vou apodrecer dentro desse local, entre as borboletas.
Me sentei no chão e fiquei olhando para a janela, fiquei encarando a cena do ruivo conversando comigo, ou com a akuma, dei um piscar de olhos e minha visão mudou na frente do ruivo. Eu fiquei um tanto assustada com o que aconteceu, também fiquei quieta, com os olhos arregalados.
— Ah… C-Cathe? Você está bem? – O ruivo perguntou.
— E-eu? Ahaha! Sim, sim! Ah.. Eu esqueci o seu nome, você poderia me dizer novamente?
— N-Nathanael.
— Certo Nath, eu preciso ir, foi bom conversar com você, até! – Me levantei e entrei nos arbustos ao lado. Sai dos arbustos e parei na praia, ao lado havia uma placa, “Praia Stars Candied”.
Tirei meus chinelos e corri na areia, até a água do mar, a sensação de pisar numa areia de praia era muito ótima.
Me aproximei do mar, a luz da lua refletia no mar, olhei para a água e refletiu a minha aparência.
— Eu fiquei… Assim? – Olhei um pouco assustada, não sabia que o akuma podia mudar a cor dos meus cabelos.
— Catherine! Não temos muito tempo!
— Lullu?! – Olhei para a minha pulseira. – Pode sair dai?
— Infelizmente, não! Estou akumizada, e estou tentando controlar o akuma, tenta falar com a Marinette!
— Certo! …Mas quero fazer algo primeiro.
— Ah?
Coloquei meus pés na água do mar, andei alguns passos e olhei para baixo. – Droga, meus seios não cresceram!
— E por que cresceriam?
— Se o akuma mudou minha aparência, imaginei se ele ia mudar meu corpo!
— Para de falar bobagens! Vai logo para Marinette!
Sai da água e corri para a areia, calcei meus chinelos e entrei entre os arbustos, parei nas três cabanas que eu, Mari e Alya deixamos ali.
Entrei na cabana com a luz acesa, achei que Alya e Marinette estavam conversando, mas não era o que eu estava pensando.
Estava lá, Adrien de costas, abraçando Marinette. E dois kwamis dormindo ao lado, um era de joaninha, então era provável que seja da Marinette.
Será que ele fez um convite pra Marinette… Igual aquele cara fez o convite pra Marilene?
“Olá Marinette, hoje a noite, tainha, vinho, e muito sexo.” dei uma risada curta e baixa, eu queria muito ver o Adrien falar aquilo.
— Marinette, vai logo, eu não consigo segurar ela!
— Certo. – Peguei um bloco de notas que tava na mochila de Adrien, e uma caneta. Anoitei um “me ajuda” e coloquei na mochila dele. Em seguida eu sai da cabana.
— Cathe… E-eu não consigo segurar mais o akuma!
— Certo, pode soltar ele, vou fazer algo para o akuma não fazer porcaria.
O Akuma novamente possuiu meu corpo, pensei que eu estava desaparecendo.
Mas era só impressão, eu acordei naquela sala de novo, cheio de borboletas.
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