Minha Lady, Minha Marinette
3 Marinette e Félix
Notas iniciais
Como eu fui tão idiota?
Essas palavras ecoavam em minha cabeça, enquanto eu ficava paralisado, olhando para o desenho da Marinette, com os olhos arregalados. Não esperava que a colega da minha classe era a Ladybug.. Mas… eram tão parecidas.. Então era por isso que eu fiquei com ciúmes quando Félix tava conversando com ela? Ela me lembrava a Ladybug?
– Adrien? Adrien!
– Ah – Sacudi a cabeça e cocei meus olhos – Como eu fui tão idiota?!
– Você é lerdo o suficiente para não perceber isso.
– …Marinette parece não gostar de mim, como vou conquistar ela?! Ela consegue falar normalmente com o Félix…
– Você ainda não percebeu?
– Uh?
– Marinette te ama.
– ….Me ama? – Fiz uma expressão confusa.
– Sim, ou você acha que uma garota quando fica nervosa perto de um cara significa ódio?
Pior que ela tinha razão, as meninas apaixonadas não conseguem falar com o cara que ama.
Catherine pegou a suposta cartinha de coração que ganhei no dia de São Valentim, e a leu.
– Essa é a letra dela, certo?
– Eu nunca vi a letra dela.
Ela me entregou um pedaço de papel, que havia o número dela.
“Marinette = xxxxxxxx”, tinha no papel. Realmente a letra era parecida.
– ….Tem razão, e eu achando que a cartinha era da Ladybug.
– Mas ela é a Ladybug – Ela bateu sua mão na própria testa.
Alguém bateu à porta, me levantei e abri ela. Era o Félix.
– Podemos conversar? Tem que ser privado – Ele lançou um olhar para Catherine, ela pegou os cadernos dela – Sem encostar na porta, mocinha.
– Ok – Ela deixou o seu pequeno ursinho na mesa.
Félix trancou a porta, e se encostou nela.
– Marinette é da sua sala, né?
– Sim, eu vi você conversando com ela.
– Ah, ela é minha amiga agora, eu sei que é raro eu ter um amigo.. Mas ela é uma garota muito gentil, e fofa.. Queria que você me ajudasse.
– Ajudar em quê?
– A ter ela como namorada, eu me apaixonei por ela – Ele se aproximou de mim.
Aquelas palavras que Félix disse, eu olhei para ele, sem expressão alguma. Tentei o máximo possível para não demostrar a raiva que eu sentia. Ele nunca falava comigo, nunca me fazia feliz, e sempre mandava em mim, como seu eu fosse um cachorro. Vou deixar ele fazer isso agora? Vou não.
– Desculpa Félix, mas Marinette já é minha namorada – Falei sem pensar, ouvi alguém caindo da escada.
– CATHERINE!! – Era a voz de Nathalie, ela estava escutando tudo?!
– Garota estúpida – Félix correu para a porta, abriu e olhou para mim depois, lançou um olhar de morte. Em seguida, saiu do quarto e desceu as escadas.
Me levantei e corri para as escadas, ela realmente caiu, de costas, e foi um tombo bem feio.
– E-eu estou bem! – Ela se levantou, sem nenhuma dificuldade, limpando a saia.
– Sua pestinha..! – Félix pegou ela pelo pescoço e a levantou, eu impendi junto com Nathalie.
Catherine mexia as pernas, ela estava sendo sufocada, mas por sorte, meu pai saiu do escritório dele e Félix logo a soltou.
Ele colocou Félix de castigo, e ele ficou berrando, dizendo que tinha 17 anos e não precisava disso e tal, mas, mesmo assim, ele ficou de castigo. Ninguém sabia o quanto eu estava feliz pelo castigo do Félix.
Eu e Catherine subimos pro quarto, levantei levemente a camisa dela para ver se tinha algum machucado nas costas. Infelizmente, tinha uma marca roxa.
– Por que diabos você caiu da escada?!
– Eu meio que fiquei abaixada pra ouvir a conversa, heheh, ai você disse que namorava ela e… TA-DAH! Eu tive um susto com aquilo e cai! Eu machuquei atrás do pescoço também.. – Ela passou a mão na nuca.
– Isso se chama nuca – Tirei um pouco do cabelo que havia na nuca e passei a mão, na tentativa de amenizar a dor – Tá roxo também.
– Meeh, eu não ligo pra isso.
– Hum… Vá dormir mocinha, tá ficando tarde – Acariciei a cabeça dela, depois me joguei na cama.
– Faz um tempo que não tem akumas, né? Queria muito lutar com você… – Ela se deitou no sofá.
– Qual é os poderes da Papillon?
– Os poderes? Ah, ela tem um poder de purificar akumas, igual da Lady. Também tem um poder especial de ficar pequena, e.. uh… ela tem um arco e flecha, que o arco pode virar um tubo igual do Chat Noir! E claro, ela pode voar.
– Por que ela tem o poder da Ladybug e do Chat Noir?
– Não sei, deve ser porque eu sou mais forte que vocês dois juntos.
– Ha-ha-ha – Fiz uma risada falsa – Vá dormir pequena sapeca – Apaguei as luzes e fechei os olhos, depois adormeci.
Quando eu acordei, Catherine já estava acordada, tentando passar remédio nas costas e na nuca. Me levantei e ajudei ela com os remédios.
Depois saímos do quarto e fomos comer o café da manhã, e depois fomos para a escola.
Félix e eu trocávamos olhares de morte, enquanto Catherine abraçava o seu ursinho, ele era bem pequeno, do tamanho de um celular, por que diabos ela gosta de coisas tão pequenas?
Eu simplesmente não entendo ela.
~~
Todos da minha sala me acham estranha, como vou fazer amigos assim? Só alguns ficam no meu pé dizendo “Ah Catherine me desenhaa!!” e isso é chato demais.
As únicas amigas que eu tenho é a Alya e a Marinette mesmo.
Falando nela, acabei esquecendo do ursinho que gravou toda aquela cena.. Não sei se devo mostrar pra ela ou somente pra Alya.. É melhor eu esperar um pouco, ela não está preparada pra isso, certeza.
A professora de lá passava os assuntos que eu já estudei lá em Tokyo, então não ligava muito para a tarefa, somente olhava para algumas pessoas que começaram a me chamarem de estranha e de alienígena ontem, por causa do meu cabelo. Gente, meu cabelo é um azul quase branco por causa da maldita genética! Não tenho culpa se meu pai tem cabelo azul e se misturou com o cabelo claro da minha mãe, que idiotice.
Idiotas, merecem morrer queimados no inferno.
Finalmente o intervalo chegou, peguei meu ursinho-gravador-de-altas-tretas e levei para fora, a procura de Marinette e Alya.
Enquanto eu procurava elas, alguém tocou no meu ombro.
– Você é a prima do Adrien, certo? – Me virei, era uma loira vestida de amarelo, com um óculos, era a tal da Chloé?
– …Sim, algum problema? – Falei gentilmente.
– Entãão, Adrien fala muito de você lá na sala, e é verdade que você gosta de fazer casais derem certo?
– Sim, faço de tudo para um casal ficar junto.
– ÓTIMO! Sabe.. Eu amo o Adrien, e eu sei que ele me ama também, você pode me ajudar?! – Ela fazia muito drama.
– Desculpa, mas eu não posso..
– EH?! Por que?! Ah, já sei!! Deve ser porque já somos um lindo casal! Ele fala muito de mim em casa?!
– Sinceramente, nunca ouvi ele falar de você.
– Meu nome é Chloé, tem certeza que ele NUNCA falou de mim?!
– Tenho. Sabe, ele fala mais da Marinette.
Ela bufou, parecia está com raiva, mas disfarçou.
– OH, CATHERINE!! NÃO VAI AJUDAR ESSA MOÇA INDEFESA E FRÁGIL? – Ela se jogou no chão, fazendo birra.
– Ver só, uma coisa que nunca vai dar certo é você e Adrien, eu já estou fazendo de tudo para ele ficar com Marinette – Sai dali, não aguentava aquela loira, ela batia os pés no chão, com raiva. Dei uma risadinha.
Avistei Marinette sentada em um banco, conversando com o Félix.
O que é que essa praga quer com a Lady?
Me aproximei, por sorte ninguém sentiu minha presença, eu podia ouvir eles falando algo sobre o a torre Eiffel.
– Ei, queria te perguntar algo, Marinette.
– Hum? Pode falar!
– …Você é a namorada do Adrien? Ele fala muito sobre você.
O rosto da garota logo ficou avermelhado, mesmo escondida, dava pra ver o quanto ela estava envergonhada.
– Ahn… B-bem…
– Mas é CLARO!! – Brotei ali, entre os dois – Pois bem, eu já vi o pedido de namoro dele, o beijo deles, e ele já me falou das cenas mais quentes que eles tiveram~ – Sussurrei a última parte para o Félix, sinto que vou ser estrangulada de novo mais tarde.
Ele saiu de lá, irritado, eu amo a sensação de irritar o Félix.
– P-por que fez isso?! Você é doida?!
– Não sei se você sabe, mas o Félix é irmão do Adrien, e ele está caidinho por você!
– Félix ou Adrien?
– Ambos.
Seu rosto ficou vermelho, ela colocou a mão na sua face para esconder a vergonha.
– Tem dois meninos que gostam de você, e são irmãos, vai dar guerra e morte nisso daí, hein? – Abriu um sorriso em meu rosto.
– M-mas… – Ouve um barulho enorme de coisas caindo, parecia rolar algo dentro da escola.
– Eu irei ver o que aconteceu – Guardei o ursinho e corri para um lugar onde não tinha ninguém
– Vamos, Lullu! – Levantei minha mão pro alto e Lullu foi “sugada” pra dentro da pulseira, a pulseira se tornou preta, e me transformei em Papillon.
Voei para o teto da escola, vendo o que ocorria lá. Alunos do colégio estavam gritando e correndo em desespero, havia uma menina akumizada, eu não sabia quem era ela, mas ela tinha cabelos negros com tons roxos. Ela usava um vestido super gótico e um chapéu gótico também, wow.
Localizei os akumas no aparelho que eu usava em meu rosto, um estava no chapéu, e outro na sombrinha que ela segurava. Ela tacava raios roxos pela sombrinha, dava pra ver que ela queria a infelicidade pros outros.
Queria saber o motivo disso, mas faço isso mais tarde.
Peguei meu arco e a flecha, na ponta da flecha havia um tipo de gosma bem nojenta, era rosinha. Essa gosma é fraca demais, mas dá pro gasto.
A flecha caiu no pé da garota akumizada, muitas pessoas olharam para cima, me observando com os olhos arregalados.
– QUEM É VOCÊ?! – A garota gritou, olhando pra mim com raiva.
Planei para o chão da escola e me curvei.
– Sou uma akuma que nem você, mas sou purificada – girei o arco e se transformou em um tubo.
Eu avistei Alya, ela estava perto da árvore acenando para mim, filmando com o celular. Acenei de volta gentilmente.
A menina akumizada saiu da gosma, ugh, aquilo é muito inútil. Ela começou a me atacar, e desviei.
Voei pra cima, sumindo dali.
Ok, minha missão agora é procurar Chat Noir e Ladybug, avistei eles se defendendo de algumas pessoas, magia de akuma deve ser aquilo.
Soltei outra flecha, desta vez, havia uma pequena bomba de fumaça. Aquela fumaça fazia as pessoas voltarem ao normal.
Ladybug olhou para a minha sombra, um tanto surpresa. Eu pousei na frente dela.
– Desculpa por não me apresentar naquela noite, sou a Papillon – Me curvei em frente deles.
– Hum… Será uma de nós? – Ladybug perguntou.
– Sim, vocês serão meus líderes, prazer em conhecê-los – Me levantei, olhei para Chat Noir, e ele lembrou que eu era a prima dele, então, ele disfarçou.
– Prazer, pequena borboleta – Chat Noir ficou se aproximou de mim, se abaixou e pegou minha mão, em seguida, a beijou delicadamente, em seguida se levantou – Bem, sabes onde está a garota do akuma?
Logo depois dele perguntar sobre a garota, ela apareceu, parecia que ela já estava querendo as pedras.
Chat, Ladybug e eu desviamos dos ataques dela, e eu sussurrei para Ladybug que estava do meu lado:
– Tem um akuma na sombrinha – Dei um pequeno sorriso, e a heroína concordou com a cabeça.
A joaninha usou um poder que se chamava Lucky Charm, provável que seja o especial, era trouxe pra ela uma joaninha de brinquedo. Ela olhou pros lados, enquanto eu e Chat distrai a garota.
– Papillon, jogue uma flecha na direção dela! – Eu fiz o que ela pediu, mas não sabia qual flecha era, então deixei a flecha como bomba de fumaça.
A flecha caiu perto de uma árvore, saiu fumaça, e muita, mas dava pra ver a Ladybug, ela soltou o brinquedo, e ele começou a andar. A menina olha confusa pros lados, e depois ela pisa no brinquedo acidentalmente e cai, deixando a sombrinha de lado.
– Chat, pega o chapéu e dê para mim! – Gritei, Chat já sabia o que eu queria fazer, então ele pegou o chapéu da garota e jogou pra mim.
Ladybug pegou a sombrinha e a quebrou, saiu uma borboleta negra, o akuma, ela joga seu ioiô pro lado e pega o akuma, e assim, ela o purifica.
Eu peguei o chapéu e rasguei, saiu um outro akuma, peguei ele e tirei todo o mau que tinha dele, e deixei a borboleta branca voar com a outra.
Ladybug olhou assustada os dois akumas voarem, mas depois jogou o ioiô pro alto, apareceu uma luz vermelha, que fez voltar tudo ao normal, até a menina akumizada.
– Você podia purificar akumas? Por que não me disse?
– Desculpe Lady, queria deixar isso como surpresa~
– Certo, bem-vinda ao grupo! – Ambos as pedras tocaram, já era um aviso que a transformação ia acabar a qualquer momento – Até mais! – Ela se despediu, indo para o outro lado da escola.
– Até mais, my lady – Chat olhou ela indo embora, depois olhou para mim – Não imaginava que uma pirralha de 12 anos sabia fazer todas aquelas coisas.
– Não sou uma pirralha, gatinho tonto. – Bati levemente o meu dedo no nariz dele – só sou 3 anos mais nova que você.
Ficamos conversando por um bom tempo, o que eu não percebi é que a Marinette estava observando tudo.
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