Minha Lady, Minha Marinette
4 Akuma
Notas iniciais
Depois de eu ouvir a despedida de Chat Noir e voltei ao normal, eu ouvi novamente a voz dele.
– Não imaginava que uma pirralha de 12 anos sabia fazer todas aquelas coisas – Disse Chat Noir.
Eu me aproximei do muro da escola, e ele estava falando com a Papillon, como é possível? Ele conhece ela?
– Não sou uma pirralha, gatinho tonto – Ela bateu levemente o dedo no nariz de Chat – Só sou 3 anos mais nova que você.
Esse resultado dá 15, Chat Noir tem a minha idade?
Eu corri dali, para bem longe, eu não estava muito bem. Por que eles sabiam de tudo e eu sabia de nada? Eu sentia um pouco de raiva, mas não sabia o motivo dela.
Seria ciúmes? Ugh, claro que não! Eu amo o Adrien, não posso amar mais ninguém, só ele! E isso seria muito errado, não posso trocar ele por um gato de rua.
Entrei na sala e sentei ao lado de Alya, como sempre. Adrien não estava lá, eu me preocupei muito, mas logo depois ele entrou na sala e fiquei aliviada, me pergunto onde ele estava.
– Alunos, a escola está oferecendo um passeio para vocês – Todos comemoravam – Será um acampamento na floresta, e não serão só vocês! Os alunos do 7ª, 8ª e 9ª ano também vão ir!
Ótimo! Posso conversar mais com a Catherine! Espero encontrar ela lá.
– Professora – Sabrina se levantou – Todos dormirão em uma cabana só?
– Não, cada um vai dormir em uma cabana, e se não sobrar cabana, infelizmente terá que dormir com alguém.
– Marinette! – Alya sussurrou pra mim – Se não sobrar cabana pro Adrien, você pode convidar ele pra dormir na sua cabana!
– Oh, eu quase me esqueci disso! – Dei pequenos surtos, não parei para pensar sobre isso.
– O acampamento será daqui a dois dias, não se sintam obrigados a irem no acampamento, e avisem aos seus pais! – Ela entregou um papel para cada aluno, com as informações e regras do acampamento.
Acabou a aula, todos guardaram os materiais e saíram da sala.
Havia um ursinho na minha bolsa, era o ursinho da Catherine, ela deixou comigo quando fugiu, eu devia entregar para o Adrien pra entregar a ela, mas.. Observei ele com cuidado, tinha uma parte solta, essa parte acabou caindo, e havia uma tela.
Era um celular camuflado de pelúcia… Ela queria me mostrar algo.
Eu me sentei no banco e liguei o celular, não tinha senha, a foto de bloqueio era da Papillon, a borboleta que lutou com a gente… Eu não acredito, ela conhece ela?
Deslizei o celular e vi que não havia muito aplicativo nele, o papel de parede era uma foto de uma borboleta branca, parecia ser um akuma purificado.
Ela deve gostar muito de borboletas, nossa.
A galeria estava aberta, e tinha um vídeo aberto também. Estava Catherine arrumando a câmera com alguns cadernos na mão, Adrien estava sentado na cama, e eu ouvi algo parecido como “Não é para se encostar na porta”, era a voz de Félix?
Eles começaram a conversar, Adrien estava inexpressivo, Félix queria ajuda para me conquistar?
Adrien disse as seguintes palavras, “Desculpa Félix, mas Marinette já é minha namorada”.
Acidentalmente eu dei pausa e joguei o celular pro alto, tremendo, ele caiu em minhas mãos novamente. Então era por isso que Félix perguntou se eu era namorada dele?
Adrien me ama?
Eu não sei se ficava feliz ou triste, feliz porque minha paixão me ama também, e triste por causa dessa briga. Eu não sabia como eu deveria ficar…
Dei play novamente, e tinha um barulho alto, como se alguém caiu da escada, uma voz de uma mulher gritou o nome de Catherine, então Catherine caiu da escada.
Félix foi para a porta e trocou olhares de morte para Adrien, depois Félix saiu do quarto, Adrien correu para a porta para ver o que tinha acontecido.
Dava pra ouvir vozes do andar de baixo, a mulher gritava pelo nome de Félix dizendo que não era para enforcar Catherine.. Então Catherine foi estrangulada.. que horrível...
O vídeo acabou, fiquei traumatizada e surpresa, não sabia que Félix era assim.. Realmente, eu devia desconfiar.
Coloquei a parte cortada do ursinho no lugar, se encaixando perfeitamente. Guardei na bolsa e me levantei, Alya já foi pra casa, então o jeito era ir sozinha.
Adrien já foi pra casa, sabe o que significa? Sem Adrien é: Sem Félix, e sem Catherine, então vou entregar amanhã.
Cheguei em casa, disse oi para minha mãe e subi pro meu quarto, me deitei na cama, eu estava cansada. Coloquei o ursinho na mesa, perto do computador.
– Você devia fazer alguma coisa, hoje não veio tarefas! – Disse Tikki, na tentativa de me animar.
– Sim, mas… – Lembrei da cena que eu vi na escola – Ei, você tem alguma ideia de onde o Chat conhece a Papillon?
– Papillon? Aquela borboleta? Bem, possa ser uma amiga dele?
– Ela sabe a identidade dele e ele sabe a dela! Por que eles não falam nada para mim?!
– Você não gosta de falar da sua identidade secreta para o Chat… – Disse Tikki, ela tinha razão, toda vez que ele pedia minha identidade, eu dizia que não.
– …Tem razão! Eu não devo ligar pra isso! – Levantei a cabeça, confiante.
– Marinette, você está com ciúmes?
– CLARO QUE NÃO! Quer dizer, uhh… Desculpa por gritar Tikki! Eu realmente não sei o que sinto.
– Aceito suas desculpas, pode está brotando uma pequena paixão pelo Chat Noir… hein? Não tem problema, se Adrien te rejeitar, ainda tem o Chat! …Ele tem uma queda pela Ladybug.
– Sim, mas não pela Marinette! Ugh… Eu acho que devo descansar um pouco – Afundei o rosto no travesseiro, acabei adormecendo.
Acordei por causa de um barulho estranho que vinha da varanda, estava chovendo muito, também estava tarde..
Me levantei e subi as escadas no quarto, vi na janela, era Chat Noir lá fora, batendo na janela.
Eu abri a janela e ele caiu no sofá que tinha, todo molhado.
– O que estava fazendo lá fora?
Ele ficou calado, tremendo de frio.
– Ok, entendi – Desci as escadas e fui até a porta, saindo do quarto. Fui para o banheiro e peguei uma toalha e fiz um chocolate quente pra ele. Subi pro quarto, ele estava sentado no chão – Toma – Dei a caneca de chocolate quente para ele e a toalha, ele se enxugou com ela.
– O-obrigado – Ele agradeceu, sorrindo e tomando o chocolate quente.
– Está chovendo muito, por que diabos você estava lá fora? – Liguei as luzes, vi que o rosto dele estava bem vermelho debaixo da máscara, deve ser por conta do frio.
– Bem… teve uns probleminhas na minha vida pessoal, e me expulsaram de casa. Eu também queria te ver, faz um bom tempo que não vejo você, princesa.
– Gentil da sua parte, mas por que te expulsaram? Fez porcaria, gatinho?
– Meow, meu irmão fez merda e colocou a culpa em mim, meu pai ainda acreditou na mentira dele e me colocou fora de casa.
– Seu pai é cruel.
– Concordo com você – Ele olhou para o ursinho que estava na mesa – O que é isso?
– Uh? Ah, minha amiga deixou comigo, acabou esquecendo de pegar.
– Catherine?
– Como sabe que é dela? – Sentei na cama, então ele conhece ela?
– Eu já a vi com essa pelúcia – Ele pegou a pelúcia – Deixe-me entregar a ela.
– Se é assim, certo então. – Ficamos calados por uns segundos, mas quebrei o silêncio – Ei, você conhece a … Digo, quem era aquela menina com asas de borboleta lutando com você e a Ladybug?
– Ela é a Papillon, ela é nova no nosso grupo, e ela é bem fofinha.
– ….M-mas você não vai trocar a Ladybug por ela… Né? – Olhei um pouco preocupada para ele, eu realmente estava com ciúmes, eu não queria que ele ficasse com a Papillon.. Quero que ele continue me chamando de “my lady”, como sempre.
– …Ver só, Marinette, uma coisa que eu nunca vou fazer é trocar a Ladybug por outra. Meu coração já é dela, só dela, mais de ninguém. Eu a amo muito, um dia direi isso na frente dela, eu tenho certeza!
Meus olhos brilharam, ele então gostava de mim? Uhn… Já estava na cara, não era uma queda qualquer, era realmente uma paixão. Meu rosto ficou levemente vermelho com a confissão dele, mesmo sendo para “Ladybug”, e não para “Marinette”.
Acordei para a vida real e chacoalhei levemente a cabeça.
– Você deve gostar muito dela… E ela sabe que você ama ela?
– Infelizmente, não. – Ele fez um olhar de decepção.
– Oh… é triste – Disfarcei, o que ele não sabia é que ele confessou na frente da própria Ladybug.
– Acho melhor eu ir, a chuva já parou.
– V-você não foi expulso de casa?
– Eu dou um jeito, princesa. – Ele se aproximou e deu um beijo na minha testa, depois ele subiu as escadas do quarto e abriu a janela – Até mais – Ele saiu, indo para varanda.
Meu rosto ficou levemente avermelhado, me deitei na cama e adormeci.
~~
Eu fui para varanda de Marinette, como Papillon, e me encontrei com o Chat Noir, saindo do quarto de Marinette. Eu estava sentada na grade da varanda, olhando pra ele.
– Idiota, por que tava ai? – Sussurrei.
– Hein? Queria só ver minha princesa, e como soube que eu estava aqui?
– Era provável, você é caidinho pela Marinette e pela Ladybug, vamos pra casa, tio Gabriel sente sua falta.
– Ok, vou acreditar nisso – Ele me pegou no colo, meu rosto ficou levemente vermelho.
– Ei! O que está fazendo?!
– Tá chovendo, Cath, borboletas não voam na chuva.
– …Me chame de Papillon. – Falei inexpressiva, e realmente era verdade, eu não podia voar na chuva.
Chegamos em casa e ele me levou pro quarto dele, entrei pela janela e voltei a ser Catherine. Enxuguei meu cabelo, já que estava um pouco molhado, depois eu desci as escadas e encontrei aquela secretária enxugando os cabelos de Adrien. Eu corri e fui para os braços dele.
– ADRIEN! ONDE VOCÊ ESTAVA?! FIQUEI PREOCUPADA! – Fiz o meu papel de “Eu não sabia que ele tava na casa da Marinette”, ou pra ser clara, inocente, fiz um choro falso.
– Eu estou bem sim, Cath, eu vou tomar banho, e já é hora de você dormir mocinha.
– Ok! – Eu subi para o quarto, já que ele ia se trocar no banheiro mesmo.
Me joguei no sofá, tudo aquilo era por causa do Félix. Ele meio que quebrou acidentalmente uma jarra de tio Gabriel, e bem, era a jarra favorita dele. Adrien estava ao lado e Félix colocou a culpa nele. Infelizmente tio Gabriel acreditou, e Adrien fugiu de casa, pois não aguentava mais Félix.
Todos ficaram preocupados, até mesmo tio Gabriel, e Félix acabou ficando de castigo, de novo.
– Catherine – Lullu apareceu em minha barriga, ela não estava com sono e nem preguiçosa.
– Sim?
– Lembra do contrato?
– …Lembro.
– Chat Noir está próximo de você. Sabe muito bem o que acontece se você não pegar as pedras, né?
– Eu sei…
– Por que não faz isso logo? Você só faz enrolar e está ficando chato demais.
– Eu não quero fazer isso… Eu não quero! …Eu estava tão feliz, por que me lembrou disso, Lullu?
– Eu quero ver você viva, Catherine.
– E eu só quero fazer o bem.. Eu não sou uma vilã. – Me levantei.
– Você não é uma vilã, só era obrigada a fazer o contrato… Você está nas mãos do Hawk Moth.
– ….Eu só quero ver mamãe de volta. – Abaixei a cabeça.
– Eu não queria isso de você, Catherine, desculpa mesmo.
– Não é culpa sua, eu fiz o contrato para ver minha mãe de volta.
– Ela está morta! Como você vai encontrar ela?!
– Eu não sei! Mas ele disse que eu encontraria ela.. Eu não queria viver sozinha nesse mundo! – Meus olhos enxeram de lágrimas. – E… Por que eu não fui akumizada quando eu fiquei triste?
– Eu sou o seu Akuma, só que eu não estou dentro de você, nem te controlando.
– É… Mas, por que ele teve essa ideia?
– Não sei, acho que ele ficou obcecado demais nessas pedras.
– ….Eu não quero fazer isso – Deitei novamente no sofá, abraçando o travesseiro.
– Desculpa Catherine.
– Tudo bem, Lullu, você é um akuma, um kwami-akuma, e brevemente será purificado… Pela Ladybug.
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