Notas iniciais
Hellow! Título estranho e um tanto familiar, huh? Boa leitura!

Eu estava na aula de ciências, ao lado de Nino como sempre, e Lucas entra na sala junto com Marinette.

— O que deu em você Lucas? – Sussurrou Nino para Lucas.

— Problemas com irmã. – Ele sussurrou de volta, e sentando em seu lugar.

Graças a Deus, a professora não percebeu a presença de Marinette e Lucas antes, então ela continuou com a aula. Depois de algumas horas de aula, ela terminou, então deu o intervalo, todos saíram da sala.

Eu saí da sala e fui atrás da minha amada.

— Posso falar com você, my Lady? – Peguei na mão dela e deu um beijo suave.

— A-Ah… Sim! Mas não me chame de my Lady na frente dos outros… Ok..?

— Tudo bem então, princesa~ Quando assumirá nosso namoro?

— …Eu não sei… Ainda não estou preparada!

— Oh, ok… Sabe, podíamos ir para um encontro, seria bem legal.

— S-Sim… Quando será?

— Esse sábado, que tal?

— É claro! D-digo, sim, claro! Eu não estarei ocupada e…

— Eu te amo princesa. – Dei um sorriso e um beijo na testa dela, Marinette corou completamente e deu um sorriso tímido.

Fomos lanchar juntos na cantina, e avistei Catherine conversando com Sam e uma garota que já vi em algum lugar. Ela agora está fazendo amigas, né? Isso é bom. Ficamos quase o intervalo todo juntos, já que ela tinha que falar com Alya.

— ADRIEN AGRESTE. – Lucas apareceu atrás de mim, eu dei um pulo de susto.

— O-Oi! Algum problema?

— Sim, vários problemas! Mas primeiro, só para ter certeza… – Ele pegou a minha mão, e olhou para o meu anel. – Você é o Chat Noir, certo?

Estremeci quando ele perguntou aquilo, olhei pros lados e olhei para ele, com os olhos quase fechados. – Como você sabe? – Murmurei.

— Calma, sou o Lion. – Ele apontou pro broche dele, então eu suspirei, aliviado. – Espero que você e a Marinette estejam namorando.

— Sim, estamos namorado.

— Ótimo, pois tem uns caras atrás da Ladybug.

— …Primeiro, como você sabe de todas essas informações? De eu ser o Chat, de ela ser a Ladybug, só falta você descobrir que a Papillon é a Catherine! – Disse sem pensar, mas logo arregalei os olhos e encostei a palma da minha mão na minha testa. – …Ah não.

— …Adrien, quem você acha que eu sou?

— Você é… O Lucas?

— Lucas Rafael de Freitas, um brasileiro que descobre tudo só em alguns minutos. – Ele deu um sorriso, agora deu para entender um pouco o porquê da Cathe gostar de brasileiros.

— Hah… Parece interessante… brasileiros descobrem rápido, huh? – Retribui o sorriso.

— Sim… Aliás, no meio das lutas, você já viu alguma garota com um celular na mão sem ser a Alya?

— Várias, mas tem uma que sempre aparece… É uma de cabelo curto, não? Ela também usa um óculos vermelho e… Ah! Ela parece está fazendo uma amizade com a Cath!

— Então… Ela é a minha irmã e… Eu trabalho em um restaurante do meu tio, as vezes ela ajuda, mas toda vez que eu trabalho ela foge de casa, indo para a casa de um tal de “Mestre”… Ela também fica muito próxima as lutas, eu tenho medo dela se ferir… Enfim, eu queria que você cuidasse dela hoje depois da escola, tem algum problema?

— Sem problemas, qual o nome dela?

— Rebecca Ashley, ela tá na sala de Catherine. – O sinal tocou, então fomos para a sala.

A professora logo entrou na sala e começou a dar a tarefa de matemática, era entediante, mas dava para entender alguma coisa. Depois de algumas horas, a aula acabou e todos saíram da sala, eu me despedi de Marinette e logo em seguida fui para a sala da minha prima, ela estava conversando com Sam e a menina do óculos vermelho, provavelmente a irmã de Lucas.

Catherine me viu e acenou para mim, com um sorriso, ela parecia estar me chamando, então eu me aproximei das meninas.

— Olá meninas.

— Adrien! Eu não posso ir com você e o Félix hoje, eu vou para casa da Sam pegar uma coisa com Rebecca e…

— Lucas disse que era para eu cuidar de Rebecca, então acho que sou obrigado a ir com vocês….

— …Pra mim tudo bem, não irei me importar. – Disse Sam, inexpressiva.

— Ok então! – As meninas se levantaram e saíram da sala, eu fui atrás delas.

Avisei a Félix que eu não podia ir para casa hoje, então fui apé para a casa de Sam com as meninas.

Era constrangedor ficar ao redor de várias meninas, sinto que a qualquer momento uma vai dar encima de mim.. Se recomponha, Adrien! Duas só tem 12 anos, e a Sam é quase um menino! Ela deve ter interesse por meninas… O QUE RAIOS EU TÔ PENSANDO?!

Chegamos na casa de Sam, Catherine foi diretamente para a cozinha com a Sam, então fiquei vagando pela casa junto com Rebecca.

— Então… Você sabe um pouco em francês?

— Uh… Sim, mas bem pouco… haha… – Ela disse, com um pouco de dificuldade e constrangida.

Subimos a escada de madeira que tinha lá, e passamos por vários corredores. Uma porta rosinha chamou a atenção da brasileira, que logo depois de ver a porta, pegou na maçaneta e abriu. Eu tentei impedir ela, mas era tarde demais… Então brasileiros também são curiosos…

O quarto havia várias borboletas coloridas na parede, era um verdadeiro quarto de menininha, a única diferença era que estava todo bagunçado.

— …É muito feio entrarmos em lugares sem permissão… Vamos sair daqui, ok?

— Certo, mas preciso da… – Ela ligou o computador, e se deparou com um background verde, cheio de corações e com fotos mal cortadas do Chat Noir, ou para ser claro, eu. – ….Santo pão com queijo do céu, nunca vi algo tão… obcecador.

O pior é que ela tinha razão, não era só o computador, e sim as paredes, com vários pôsteres do Chat Noir, montagens mal feitas que pareciam ser dela e etc.

Aquilo me assustava.

— Está assustado, gatinho? – Rebecca me encarou com um olhar esquisito, eu logo estremeci quando ela disse a última palavra em voz alta.

— …Como assim? O que é que você sabe sobre mim? – Perguntei, eu estava muito nervoso naquela situação.

— “Brasileiros descobrem rápido, huh?”, foi você que disse isso pro meu irmão algumas horas atrás, não? – Ela estava com um sorriso no rosto, que podia assustar qualquer um.

— ….Ugh, ok! Todo mundo tá descobrindo que eu sou o Chat Noir agora é?!

— Pra falar a verdade, eu só descobri por causa da conversa entre você e meu irmão, e sinceramente, eu nunca descobriria com aquele cabelo todo bagunçado e aquela roupa preta colada até o talo, e ainda mais com aquela máscara que muda totalmente os seus olhos!

— Ok, e a história do “eu não sei falar francês”?

— Eu realmente não sei, uso magia para isso, oras. – Ela cruzou os braços, inflando as bochechas. – Aliás, você corre perigo~

— ….Perigo?

— Isso mesmo, Loup está mais próximo de você, e mais próximo de roubar a Ladybug de você! E não me pergunte como eu sei disso, eu estava lá quando o Mestre estava prestes a entregar o miraculous para ele!

— TÁ, MAS QUEM É ESSE MESTRE?!

— Não conhece? Puts, ele é o Mestre Fu! Você realmente não lembra de ajudar um senhor com uma camisa vermelha com algumas flores brancas?

Uma visão passou na minha mente, o primeiro dia que eu recebi o miraculous… O primeiro dia que eu vi Plagg… O primeiro dia que eu virei Chat Noir!

— Ah… Sim, então se eu não ajudasse-o eu não ganharia? Aliás, e como funciona essa magia de falar francês? – Coloquei a minha bolsa na cama rosa.

— Correto! E… Bem, tá vendo esse anel? – Ela estende a mão, o dedo anelar estava com um anel com um formato de coelho, havia uma barra roxa no meio. – Ai está a magia, posso falar à vontade em francês, mas tenho um tempo limitado.. É igual ao tempo que você tem para ser Chat Noir.

— Interessante… B-Bem, é melhor sairmos daqui!

— Tudo bem então. – Saímos do quarto e descemos a escada, Catherine já estava esperando eu e Rebecca para ir embora.

Fomos para casa a pé, quando chegamos, eu fui diretamente pro meu quarto junto com Rebecca, e Catherine foi pro quarto de Félix, sinceramente eu não sei o motivo. Entramos no quarto e Rebecca ficou observando todo o meu quarto, o quanto era grande e “maneiro”.

— Meu quarto é dez vezes menor que este! – Ela disse, admirada. – …Aliás, cadê seu kwami?

— Meu kwami? Ah…

— Aqui estou, senhorita. – Apareceu Plagg na frente da brasileira, e ela deu um sorriso, acariciando a cabeça de Plagg.

— Ele é uma gracinha!

— Sim, mas também é muito chato, sempre está com fome e… – Olhei ao meu redor. – Ué, cadê a minha bolsa?

— Deixasse lá, não?

— Ótimo! – Suspirei. – Vou te levar para o restaurante do seu tio, para te entregar pro Lucas. Tenho certeza que esse horário ele acaba por hoje.

— Certo, mas não conte para ele sobre o anel, ok?

— Tudo bem então. – Dei outro suspiro e sai do quarto junto com a brasileira.

Saímos da mansão e fomos diretamente para as ruas de Paris, ela me mostrou o caminho do restaurante para eu seguir, enquanto andávamos, a gente conversava sobre várias coisas dos miraculous, e do dela também. Reparei que ela era muito alta para ter 12 anos… Ela repetiu então?

Chegamos no restaurante e Lucas estava lá, limpando as mesas, com um uniforme que parecia ser de garçom. Quando ele me viu, ele parou o que estava fazendo e foi na direção de Rebecca e de mim.

— Obrigado Adrien, e bem, será que podemos conversar?

— Claro. – Lucas me arrastou para a cozinha do restaurante.

— Adrien, eu tenho três amigos virtuais, e parece que um deles gosta da Ladybug, eu suspeito que algum deles seja o Loup…

— Depende, Lucas! Onde eles moram?

— Bem, um mora no Brasil, interior de São Paulo, outro por aqui, e o outro é meio russo, mora em Marselha, na França.

— Ah… Primeiro seria bem impossível, e o segundo meio possível, e o terceiro…. Eu não sei.

— É claro que você não sabe, você não lembra da Sam falar que veio de Marselha? – Paralisei logo na hora. – E minha irmã conseguiu coletar informações sobre ela, ela é meio russa.

— ….Não é possível ela ser esse tal de Damien e ao mesmo tempo o Loup, idiota! Não lembra que o Loup salvou ela daquele Akuma? E hoje eu fui para a casa dela, olhei o quarto dela e ela é apaixonada pelo Chat Noir!

— Vou me arrumar, e iremos para a casa dela. – Ele saiu da cozinha.

— Ótimo, vou aproveitar e pegar a minha bolsa. – Esperei pacientemente o brasileiro.

Lucas voltou para a cozinha e depois saímos do restaurante, andando pelas ruas de Paris, procurando a casa de Sam. Depois de um certo tempo, chegamos em uma rua e ficamos em frente da casa da Sam, Lucas pegou a maçaneta e girou, a porta estava aberta.

Entramos na casa dela, e estava silenciosa, como se fosse uma casa abandonada, e então entramos na cozinha que ficava logo a nossa frente.

Sam estava perto da geladeira, com um roupão azul e segurando a minha bolsa, parada, ela estava mais alta que o normal.

Não era a Sam.

— Bem-vindos a casa dos gêmeos russos, essa bolsa seria sua, Chat Noir? – O albino olhou para o meu rosto pálido, balançando a minha bolsa.

Notas finais
E aí? Gostaram? Sinto que alguns vão tacar pedras em mim... mas fazer o quê né? :^) Enfim, Lyon e Gustavo só eram personagens inúteis mesmo /apanha mas tô afim de fazer algo com eles... Comentem o que acharam, por favor~