Minha Garota De Nova York
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Fazia tanto frio naquele fim de tarde, eu lembro que estava com 3 casacos e ainda sim morrendo de frio, não foi um dos meus melhores dias, tinha acabado de perder meu emprego. Mas talvez, perder o emprego naquele dia e naquela hora não fosse tão ruim, talvez se não fosse demitido não estaria na rua, não teria conhecido ela.
Estava completamente furioso, senhor Lee, o chinês picareta da cafeteria onde eu trabalhava, tinha acabado de me demitir. Tudo bem que eu odiava aquele emprego, mas Nova York valia a pena, não queria voltar pra Alemanha, pelo menos não agora. Sai da cafeteria sem nem olhar pra trás, eu não voltaria naquele lugar de novo, então sai dali andando depressa e desnorteado pelas ruas, foi então que esbarrei em alguém.
– Ei magrelo, não olha por onde anda? — ouvi alguém dizer, mas não tinha condições para discutir com quem quer que seja — Não vai dizer nada magrelo?!
– Me desculpe moça, eu não vi você — disse baixando a cabeça, tentando controlar o choro, mas era impossível.
– Ei, o que foi? Me desculpe, não queria magoar você, me desculpe!! — ela disse preocupada
– Não foi nada, não sei preocupe comigo, é melhor você ir, deve ter um compromisso — disse tentando tranquiliza-la
– Não mesmo, não posso deixar você assim, vamos até a cafeteria da esquina e você me conta o que houve, certo? — Como assim voltar na cafeteria, ela estava louca??!
– Ah, não obrigada, mas não volto naquele lugar nem se Steven Tyler me pedisse! — disse convincente
– Sem problemas, podemos conversar ali no banco da pracinha! — Que mulher insistente,mas eu precisava de alguém pra desabafar, meu único confidente era meu irmão Tom, mas ele estava em nossa casa, na Alemanha.
– Tudo bem então...como é seu nome? — olhei esperando uma resposta, ela parecia distante e preocupada
– Jéssica Sliveshar, mas pode me chamar de Jess!
Jess era com certeza a mulher mais alta que já tinha visto,devia ter 1,89 sem aquele salto, ela tinha uma cara de malícia e ao mesmo tempo inocência, seu cabelos longos e loiros chamavam a atenção, seu olhos eram de um verde tão intenso que não conseguia tirar o olho deles.
– E como é seu nome, magrelo? — ela perguntou, mas no primeiro momento eu não respondi, estava hipnotizado por aqueles olhos grandes e verdes – Oi, estou falando com você!
– Ah, desculpe. Meu nome é Bill, Bill Kaulitz.
–Prazer, Bill — então ela me olhou nos olhos e deu um sorriso, um sorriso tão lindo, como o resto dela.
Nós sentamos daquele banco de praça, ela me fez contar tudo que tinha acontecido. Depois de instistir muito, finalmente ela me contou o que a preocupava, acabara de perder sua mãe em um acidente de carro, não pude deixar de perceber o sofrimente que ela inutilmente tentava esconder, então apenas ofereci meu ombro e ela se aconchegou em mim. Seria insano dizer que estava me apaixonando por aquela gatora que me ofereceu ajuda em Nova York, onde ninguém nunca tem tempo pra nada ou para ouvir o outro, mas ela parou. Algumas pessoas não acreditam em destino, mas eu acredito, e ela tinha que estar ali naquela hora e naquele momento para que nossas vidas fossem entrelaçadas, tinha realmente que acontecer.
Jess ficou ali, deitada nos meu ombros por bastante tempo, eu mesmo não me lembro o quanto, mas não me incomodava de forma alguma, não é todo dia que uma estranha troca suas frustações com você. Então ela finalmente voltou ao mundo real e saiu dos meu braços, me olhou nos olhos e sorriu, parecia que ela sabia exatamente como aqueles simples gestos me hipnotizavam por completo.
Ela se afastou do meu corpo, me olhou e disse:
– Bill, eu gosto de você cara, você é o semi- estranho mais legal que conheço! — confesso que fiquei surpreso ao ouvir aquilo
– Eu também gosto de você Jess, você é definitivamente a estranha mais legal que conheço
– Estranha? — ela perguntou como se aquilo fosse uma ofensa
– Ops, semi-estranha!
– Ah, agora sim, melhorou! — disse ela colocando a mão na cintura e abrindo um grande sorriso.
E então o celular dela tocou, o telefonema não parecia trazer boas notícias, não estava mais calma, estava desesperada agora, parecia ser algo muito grave. Então ela desligou o telefone e saiu correndo sem ao menos se despedir de mim. Ela se foi, estava tão desesperada que deixou sua bolsa para trás.
–Jess, espera, você esqueceu sua bols.... — ela virou a esquina e eu fiquei ali parado, vendo ela ir embora
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