Minha Doce Menina.

116 Sempre será Sesshoumaru.


Notas iniciais
Depois de meses sem internet e com o capítulo pronto, eis o capítulo novo! Peço desculpas a todos. Eu realmente não postei porque não pude. Boa leitura.

Os longos cabelos balançavam à medida que caminhava pela casa. Quando chegou a sala, encontrou Yosuke e Kenichi sentados no sofá. Os dois a olharam no momento em que chegou ao local.

Desde o dia em que quis comer madeira, o youkai e o hanyo estavam a vigiando. Ela não podia negar que adorava aquela preocupação, entretanto o que mais gostava era saber que os olhos de Yosuke estavam sobre ela a todo o momento.

– Vamos caminhar um pouco? – Sugeriu e os dois encerraram o que faziam e a seguiram.

Kenichi caminhava ao lado de sua mãe, de mãos dadas a ela. Yosuke caminhava um pouco mais atrás. Eles estavam muito bem ali e tanto Nobuko quanto Kenichi não se deram conta de que se afastaram de casa.

Um cheiro conhecido inundou o local em que estavam. Kenichi largou a mão de sua mãe e correu na direção em que ele vinha. Nobuko olhou para Yosuke preocupada e o olhar do youkai era tranqüilizador.

– Ele farejou Natsumi. – No mesmo instante os olhos da humana se arregalaram. Se a filha estava, a mãe provavelmente estaria. – Fique tranqüila. – O youkai previu seus pensamentos. – Akiyo não está aqui.

Sentindo-se completamente envergonhada pelo que havia acabado de pensar, Nobuko desviou o olhar de seu amado. Akiyo ainda era uma pedra em seu caminho, mas Yosuke já havia demonstrando que em seu coração só havia espaço para ela.

O que fazer quando o ciúme e a insegurança dominam seu coração? Nobuko sentia medo de perder o grande amor da sua vida para aquela mulher outra vez. No entanto, não havia necessidade deste tipo de pensamento. Ela era a fêmea marcada de Yosuke. Ela havia lhe dado um herdeiro e estava gerando outro. Tudo o que lhe faltava era perceber isso.

Eles caminharam até onde Kenichi estava e encontraram-no conversando com a pequenina hanyo. Pela primeira vez Nobuko a olhou sem qualquer mágoa ou rancor. Observou os traços da menina: cabelos negros e lisos como os do pai, mas as ondas nas pontas eram como as da mãe. Os olhos vermelhos e o sorriso idêntico aos do pai, mas a maneira como falava e se portava com as pessoas eram como a da mãe. Sorriu ao constatar isso. A pequena era a mistura perfeita dos dois, enquanto Kenichi era a cópia idêntica de seu pai, exceto pelo fato de seus cabelos serem do mesmo tom escuro pertencente à ela.

Naquele momento, analisando-os, Nobuko percebeu a maneira como Kenichi ficava perto de Natsumi e também percebeu como ela sorria para ele. Seu queixo caiu um pouco e ela olhou surpresa para Yosuke que sorria. Naquela troca de olhar, sorriu abobalhada.

– Eles eram muito próximos. Depois que voltamos a morar juntos, percebi que ele sente a sua falta. – Justificou o youkai.

– Meu filho está apaixonado? – Ela perguntou ainda incrédula.

– Ele não parece ser o único. – O youkai olhava para Natsumi que tinha as bochechas levemente coradas. Nobuko sorriu mais uma vez e segurou a mão do youkai.

– Não podemos ficar aqui atrapalhando. Ele pode se sentir constrangido. – O youkai arqueou a sobrancelha.

– A empregada de Raiden está aqui.

– Exatamente. Se fossem os pais dela, certamente não estaria tão à vontade. — Ela o puxou e caminhou até algumas árvores.

A humana queria muito ver o que seu filho estava fazendo e ficou atrás da árvore. Enquanto a segurava, colocou seu corpo atrás da mesma, apenas seu rosto estava na direção em que eles estavam. Yosuke a observava de braços cruzados e sorria. Ela parecia a criança e não seu filho e sua amiga. Nobuko se virou para falar algo e ficou completamente assustada.

– Yosuke! Você não pode ficar aí! Eles descobrirão! – Em uma fração de segundos o youkai estava a sua frente e a olhava profundamente. Nobuko perdeu o fôlego.

– Aqui está bom? – Ela bem que tentou falar, mas não conseguia.

As mãos de Yosuke estavam no largo tronco da árvore. Seu corpo estava bem próximo ao dela, assim como seu rosto. Os olhos dele faziam com que ela não conseguisse desviar seu olhar. Ele aproximou ainda mais seu rosto ao dela. Nobuko tinha as bochechas coradas.

– Diga-me: está bom? – Ele insistiu com a voz terrivelmente sedutora.

– S-sim… — Yosuke juntou ainda mais seus corpos e uma de suas mãos desceu da árvore até a cintura de Nobuko.

O youkai sorriu; depois baixou seu rosto para ficar na altura dela e beijou seus lábios de maneira intensa. As mãos de Nobuko circundaram o pescoço do youkai e ele a envolveu também com o outro braço pressionando-a contra a árvore, cuidando para que não comprimisse sua barriga.

Fazia muito tempo que ambos desejavam fazer aquilo. Seus lábios e língua se misturavam juntamente com o amor que sentiam um pelo outro. Yosuke a puxou ainda mais para si e ela suspirou em seus lábios. Maldosamente, ele terminou o beijo mordendo seu lábio inferior. Isso fez Nobuko ficar quente, pois um fogo se acendeu dentro dela. Eles terminaram o beijo e sorriram um para o outro.

– Agora eu estou me sentindo jovem e apaixonada. – Eles sorriram mais uma vez e voltaram a se beijar, até que Kenichi voltasse de seu encontro com Natsumi.

*

Akiyo estava sentada em sua cama obedecendo às ordens de Raiden, que diziam que ela deveria ficar em repouso absoluto, quando Natsumi chegou. A hanyo passou correndo pelo corredor e sequer olhou para a mãe. Ela estranhou o fato.

– Natsumi? – A resposta de Akiyo foi à porta batendo.

A humana caminhou até o quarto de Natsumi e bateu a porta. Mediante o silêncio da filha, entrou de mansinho no quarto e a viu deitada de bruços com o rosto no travesseiro. Achegou-se a ela e sentou na cama. Delicadamente alisou seus cabelos.

– Minha estrelinha. – Chamou, mas a pequenina não respondeu. – Por que não diz à mamãe o que está a incomodando?

Natsumi demorou, mas virou-se de barriga para cima. Não olhava para mãe, olhava para os dedos que se moviam sobre a pequena barriga.

– Eu encontrei o Kenichi hoje.

– E…? – Akiyo a incentivou a continuar.

– Ele estava com a mãe e o pai dele. Nós conversamos e brincamos um pouquinho. Ele me disse várias coisas e disse também que vai ter um irmãozinho.

Akiyo entendeu naquele exato momento o que se passava com sua filha. Sorriu por constatar um dos motivos que a deixavam triste, mas o outro também a entristecia. Nesse momento, a porta do quarto foi aberta e Raiden entrou.

A humana encarou o youkai durante alguns segundos e depois se virou para a filha. Ele percebeu no mesmo instante que sua herdeira não estava como costumava ser e olhou intrigado para Akiyo que retribuiu o olhar. Não foi necessário dizer que ela já havia decifrado seus pensamentos.

– Durante seu passeio da tarde ela encontrou Kenichi e sua família. Chegou e veio direto para cá. – Os olhos de Raiden tornaram-se duas linhas. – Eu não encontrei Yosuke, se é o que pensa.

O youkai não poderia negar se perguntassem se aquela resposta foi um alívio. Os sentimentos de Akiyo com relação à Yosuke ainda eram confusos para ele, então preferia que eles não se encontrassem o que era estranho, já que demonstrava não ter a intenção de voltar a ter um relacionamento amoroso com ela.

– Natsumi. – O pai chamou. – Diga-nos o que lhe incomoda.

A menina moveu-se na cama e foi até sua mãe, deitando sua cabeça em seu colo. Akiyo alisou seus fios negros e ela se sentiu a vontade para começar a falar.

– Antes eu não me importava de não ter um irmãozinho, porque eu tinha sempre o Kenichi para brincar comigo.

– Então você sente falta de Kenichi? – Raiden cruzou os braços e os olhos tornaram-se fendas outra vez.

– Sim. — Natsumi admitiu e Akiyo olhou para ele.

– Hum… Passarei a sair com você a partir de amanhã. – A humana sorriu ao ver que ele estava com ciúme.

– E também… Eu queria muito ter um irmãozinho, mas vocês não querem me dar e só vivem de mal. – Natsumi fez uma cara emburrada e Akiyo e Raiden se olharam naquele momento. O youkai ajoelhou-se perante a filha, mas foi sua humana quem tomou a palavra.

– Tudo tem um tempo certo de acontecer, filha. Quem sabe um dia seu pai não te dará um irmãozinho? – Akiyo tentou consolá-la. O antigo casal voltou a se olhar, mas ele percebeu que Akiyo não se incluía nesses planos. Natsumi também e no mesmo instante ficou ajoelhada na cama.

– Mas eu queria um irmãozinho da sua barriga, mamãe, assim como a senhora disse que eu nasci. – Akiyo ficou sem palavras ao olhar para a filha, pois suas esperanças com relação à Raiden haviam morrido.

– Natsumi. – Raiden chamou e ela o olhou. – Independente de sua mãe e eu estarmos sempre distantes, nós amamos você e este é o único motivo de estarmos aqui. Quanto a ter um irmão, isso é algo que só o tempo pode nos dizer.

– Certo… — A hanyo baixou o olhar e foi abraçada e beijada por seus pais, que ficaram com ela até o momento em que a menina foi colocada para dormir.

Quando saíram do quarto e ficaram sozinhos no corredor, Raiden segurou a mão de Akiyo e isto a deixou completamente surpresa. Ela olhou para sua mão e depois olhou para seus olhos.

– Quero que saiba de algo. – Ela esperou com as batidas de seu coração aceleradas. – Não pretendo ter outra esposa.

– Por que não? Você é um homem, não pode viver sozinho. Precisa ter alguém ao seu lado.

– Por que eu tentaria outra vez? – Ele soltou sua mão e cruzou os braços.

– Por que não tentaria? Talvez um dia você encontre alguém que seja capaz de te fazer feliz da maneira que eu não fui. – Raiden estreitou seus olhos.

– E quanto ao amor? Não acredita que eu encontrarei alguém que será capaz de me amar mais do que você? – Ele ansiava pela resposta.

– Ninguém será capaz de te amar como eu te amo. – Quando percebeu o que disse, percebeu seu erro. Não deveria ter confessado mais uma vez o que sentia.

Raiden caminhou lentamente até ela. Seus olhos, agora completamente abertos, pareciam hipnotizá-la. Akiyo sentiu-se encurralada, mas não recuou. Eles ficaram bem próximos, mas o youkai não se aproximou mais, impedido pelas correntes do passado que sempre o prendiam. Ela percebeu isso e seu peito se encheu de tristeza.

– Se você esquecesse o passado, eu juro que o esqueceria também. – Ela se desvencilhou dele e entrou no quarto. Estava cansada demais para continuar com tudo aquilo. Estava cansada demais de viver do passado, cansada demais de sofrer por ele.

*

Rin gritou e em um rompante levantou apavorada do terrível pesadelo que teve. Já não chorava mais, visto que de alguma maneira estava acostumada com o ocorrido. Basicamente era a mesma coisa: Kaname, perda e morte.

Sentada na cama, colocou a mão sobre a testa molhada de suor. De repente o quarto estava abafado e ela tinha dificuldades para respirar. Se ao menos seu marido estivesse ali, sentir-se-ia melhor, mas ele havia saído à procura de seu inimigo.

Ela tentou de todas as maneiras convencê-lo a ficar, mas ele estava decidido a buscar aquela que expôs sua esposa a todo esse tormento. Rin apenas viu um amor em tudo aquilo, mas sentia-se vulnerável em sua ausência.

Yosuke havia dito que a influência vinha de fora para dentro e não o contrário. Havia dito também que algo não se encaixava na história. Rin sabia que ele não havia entrado em sua mente para vasculhar qualquer coisa, mas sabia que ele desconfiava de algo pela forma como a olhou profundamente e era a verdade. Ela havia contado tudo a Sesshoumaru, exceto o fato de que em todos os sonhos, Kaname estava presente.

A humana se levantou da cama e caminhou até a janela olhando o céu que tinha poucas nuvens refletindo a beleza do luar. Não entendia qual era a ligação com ele, mas sabia que se ao menos visse seu rosto quando fechasse os olhos, terrível seria seu pesadelo que cada vez estava mais real.

Suspirou ao pensar no que estava acontecendo e nas coisas que deixou de contar a Sesshoumaru por falta de coragem. Sentiu que estava mudando. Ela nunca antes havia escondido nada de seu youkai, mesmo a pior das coisas. Agora, aquilo que vivenciou na mata com Kaname pesava sua consciência e comprimia seu coração. Tinha medo da reação de Sesshoumaru, mas não podia continuar com aquilo.

Ainda olhando através da janela, algo apareceu diante de seus olhos. No primeiro momento assustou-se, mas depois identificou a figura do lado de fora. Abriu a janela no mesmo instante e depois de uma intensa troca de olhar, ela decidiu falar.

– O que está fazendo aqui?

– Desça. Temos que conversar. – Ele foi direto. Falava enquanto flutuava.

– Não devo conversar com você agora. Já é noite, Sesshoumaru não está em casa. – Rin tentou se esquivar.

– Não pretendo fazer nada que desrespeite a mulher de meu senhor. – Kaname usava um tom debochado ao pronunciar as palavras.

Rin hesitou, mas acabou cedendo. Fechou a janela e o viu flutuar para baixo. Colocou uma roupa adequada para vê-lo e desceu as escadas com um candelabro na mão. Encontrou alguns empregados pelo caminho, mas nenhum deles ousou interferir no que estava fazendo. Foi até o jardim que ficava abaixo da janela de seu quarto e o encontrou de costas, a sua espera.

– O que você quer? – Foi direta. Sabia que não deveria estar ali.

– Quero que me diga exatamente o que está acontecendo a você. – Ele se virou. Rin pôde identificar seu olhar como de alguém preocupado.

– Isso não é algo que você precise saber. Sesshoumaru já está lidando com isso.

– Diga-me o que incomoda a você. – Ele insistiu. A voz um pouco mais alta que o normal.

Rin o analisou por alguns instantes e percebendo que sua reação em se negar a envolvê-lo seria perda de tempo, decidiu que o melhor era dizer a verdade.

– Algo ou alguém está brincando com a minha mente. Está me fazendo ter sonhos maliciosos, em um sentido perverso. O cenário muda, mas a história é a mesma.

Kaname pareceu refletir por mais alguns instantes e depois olhou de maneira diferente para Rin. Ela sentiu algo se mover em seu estômago. Sabia que não deveria continuar com aquela conversa, muito menos continuar ali.

– O que acontece neste sonho? – Ele perguntou se aproximando. Rin balançou a cabeça negativamente.

– Kaname, não… – Ela pedia.

– Apenas responda: o que acontece neste sonho? – Eles estavam muito próximos e Rin sentiu seu coração disparar.

Demorou alguns instantes, mas ela finalmente respondeu. Seus olhos estavam fixos nos dele.

– Em todos os sonhos eu vejo você. Em todos os sonhos tento pedir desculpas pelo que aconteceu entre nós e tento lhe dizer que meu coração sempre pertencerá a Sesshoumaru. Não importa qual seja a situação, se eu tiver de escolher, eu escolherei a ele. Sempre será ele. Por mais que exista esta estranha ligação entre nós, que é algo que eu nunca permiti e que nunca aceitei, é a Sesshoumaru que eu amo e sempre amarei.

– Não foi o que me pareceu quando as minhas mãos estavam sobre você. Não foi o que entendi quando estávamos deitados no chão e você queria que eu a aquecesse.

– Não importa o que senti naquele momento. O que importa é o que sinto agora e isto me leva a Sesshoumaru. Não vou traí-lo.

– Você já o traiu, Rin. Já o traiu quando se deixou apaixonar por mim. – A voz de Kaname era baixa e tensa. Isso fez com que Rin ficasse paralisada.

Um silêncio terrível pairou sobre o local e um vento gelado fez as velas do candelabro na mão de Rin crepitarem e apagarem. Uma sensação estranha tomou seu corpo. Era como um tornado encontrando um vulcão. Sentia a frieza do repúdio misturada a chama flamejante do ódio. Involuntariamente virou-se para trás.

Viu a última pessoa que esperava ver e sua expressão não era tão boa. Sesshoumaru estava com os olhos carregados de ódio e estendeu sua mão direita e em seguida estalou os dedos. Rin sabia o que viria a seguir.

– Sesshoumaru, por favor, ouça-nos. – Ela pediu sabendo que era em vão.

– Já ouvi o suficiente. – E em uma fração de segundos, o youkai avançou contra o casal.

*

– Ah! – Kagome gritou ao despertar de seu pesadelo e sentou chorando na cama. Inuyasha levantou-se assustado, ainda nu pela relação que teve com sua esposa antes de dormir e pegou a Tessaiga.

– O que foi Kagome? Algum youkai está aqui? – Ele parecia alterado, mas a resposta de Kagome não veio. Ela continuou chorando compulsivamente.

Percebendo que o que a perturbava não era algo que vinha de fora, ele se aproximou e sentou ao seu lado, olhando-a sem saber como agir. Nunca se acostumou com a idéia de vê-la chorar.

– O que foi Kagome? Você teve algum pesadelo? – Ela balançou a cabeça negativamente e soluçou alto. Depois colocou a mão sobre o peito.

– Eu senti Inuyasha. Eu sei. – Ela continuou chorando compulsivamente. A declaração daquelas palavras tornava tudo ainda mais aterrorizante. – Sesshoumaru. – Kagome levantou os olhos para seu marido. — Ele vai matar a Rin.

Notas finais
Sesshoumaru será capaz de matar sua adorada esposa? Beijo e até a próxima. Aos leitores de Leis da Vida: O capítulo já está quase pronto. Finalmente teremos o pedido de namoro de Naruto a Hinata. Será que Sakura impedirá isto?