Minha Doce Menina.
117 A fonte.
Antes que Sesshoumaru se aproximasse de Rin, Kaname interferiu. Ele a puxou para trás de si e a protegeu. Os olhos de Sesshoumaru tornaram-se assustadores e os de Rin, encheram de lágrimas.
– Sesshoumaru, por favor, você precisa me ouvir! – Ela implorava, mas ele não a ouvia. Tudo o que queria era matar a ambos.
– Sesshoumaru. – Kaname chamou, mas ele também não o ouviu. Tentou avançar contra Rin mais uma vez, entretanto o segundo Inu youkai não permitiu.
Sesshoumaru controlou-se e olhou para o casal naquele momento. Enquanto Rin chorava, Kaname tinha uma expressão firme e decidida no rosto. Independente de qualquer coisa ele a defenderia, mesmo que o custasse à vida, mesmo depois de tudo o que ela havia acabado de lhe dizer. Isso lhe causaria mais ódio se as batidas do coração de seu segundo herdeiro que estava sendo gerado por Rin não o tivessem controlado.
– Meu bem… — A humana pedia em meio às lágrimas. Colocando-se a frente do youkai. – Se escutou o que disse sabe que eu nada fiz.
– Ele tocou em você. – Não era uma pergunta e não era necessária a confirmação. O youkai já sabia o que havia acontecido.
– Mas eu não permiti que isto se estendesse! Eu não aceitei suas propostas! – Rin se virou para Kaname. – Diga a ele! Diga a ele, Kaname! Diga que nós não tivemos nada! Diga que a todo o momento eu disse que o amava e que não o trairia!
Kaname olhou profundamente nos olhos de Rin. Ele poderia dizer que ela estava certa e toda aquela confusão seria desfeita, mas se afirmasse o contrário, poderia tê-la só para si. Certo de que suas reações estavam sendo observadas, ficou em silêncio. O mundo de Rin desapareceu.
Novamente a estranha sensação de ter seu corpo completamente paralisado a tomou e ela sentiu algo intenso pulsar em seu peito. Como se o ar estivesse rarefeito, teve dificuldades para respirar e sentiu-se sufocar. Por que Kaname estava fazendo aquilo? Por que agiria daquela maneira depois de tudo o que havia acabado de acontecer?
– Rin! – Gritou Kaname e se aproximou dela. Percebendo que suas forças estavam acabando, não conseguiu sequer resistir.
A falta de ar a empurrava para o chão e ela caiu de joelhos. O youkai a pegou nos braços e olhava diretamente em seus olhos. Depois, olhou para Sesshoumaru a sua frente.
– Ela não está em condições de resolver isto agora, Sesshoumaru. – Os olhos dourados dos dois youkais demonstravam sentimentos diferentes.
– Leve-a daqui. – Ordenou apenas e Kaname se virou e caminhou com Rin em seus braços.
A única consciência que lhe restava permitiu que ela visse o rosto de seu amado e ouvisse suas palavras. Sentiu seus cabelos balançarem à medida que Kaname andava. Pouco a pouco a escuridão a puxou e ela percebeu que era inútil lutar. Decidiu que o melhor era ficar desacordada. A realidade não a agradava.
*
Nobuko estava deitada na cama quando Yosuke entrou. Ela não conseguia dormir e ele parecia disposto a ajudá-la. Depois da tarde em que saíram para passear e trocaram inúmeros beijos, a humana passou mal e ele foi ampará-la.
– Como está se sentindo? – Questionou sentando-se na cama e colocando a mão sobre sua barriga.
– Seu filho não me deixa dormir. – Ela reclamou e fez um pequeno bico. O youkai sorriu um pouco.
De repente uma onda de calma invadiu a Nobuko. Ela fechou os olhos e sentiu-se relaxar. Moveu seu corpo lentamente e abriu um sorriso.
– Sinto-me muito melhor, obrigada. – O sono começou a tomá-la. – Pode continuar com isso? – Sua voz era lenta e arrastada.
– Continuar com o quê? – Indagou o youkai.
– Continuar a me relaxar dessa maneira.
– Não sou eu quem está fazendo isto. – A humana abriu os olhos assustada.
– Se não é você então… — Sua fala foi interrompida por um leve bocejo.
A humana olhou para sua barriga e depois olhou para Yosuke que tinha um sorriso no rosto. Ele sentia seu filho se acalmar e inconscientemente transmitir tudo aquilo para sua mãe. Ela colocou sua mão sobre a de Yosuke e se sentou na cama.
Nobuko tocou o rosto do youkai que olhou para ela. Continuou acariciando seu rosto e pressionando sua outra mão sobre a dele em sua barriga. Não havia como descrever tamanha felicidade por gerar outra criança de seu único e grande amor. Aproximou seu rosto do youkai lentamente e o beijou.
Yosuke correspondeu ao beijo da maneira que ela desejava. Através daquele ato eles podiam sentir o quanto estavam apaixonados um pelo outro e que o desejo de ficarem juntos estava corroendo seu ser. As mãos de Yosuke seguraram firmemente a cintura de Nobuko e isso mexeu com o interior dela.
A humana, que já não conseguia se segurar moveu-se na cama e se aproximou de Yosuke. O beijo que antes era lento e apaixonado, agora se tornara rápido e voluptuoso. Nobuko sentia seu corpo aquecer. Completamente tomada por um fogo incontrolado, sentou-se no colo de Yosuke e o puxou mais para si. Iria mais além se as mãos do youkai não a tivessem travado.
– Nobuko, não é um bom momento. – Ele dizia entre o beijo.
– Sim, é um bom momento, Yosuke. Nosso bebê está bem. Não me negue isso. – Ela dizia entre os beijos, mas o youkai era cuidadoso e não continuaria com aquilo.
Ele lutou contra seus próprios instintos, mas a afastou de seu corpo e a sentou na cama. Ela protestou, mas ele a manteve ali.
– Não podemos abusar. Você precisa descansar.
– Mas eu já estou bem e… – Foi interrompida pela fala dele.
– Prometo que quando estiver melhor, eu farei amor com você até que não consiga mais respirar. – Essa declaração deixou o rosto da humana completamente vermelho. – Mas agora, você precisa descansar.
– Certo. – Ela se deitou na cama e não olhou mais no rosto do youkai por estar envergonhada por sua atitude. Yosuke a cobriu e beijou sua testa, estava pronto para sair quando ela o impediu. – O bebê fica mais calmo quando você está por perto.
Aceitando ao convite implícito em sua fala, o youkai se deitou ao lado de Nobuko na cama e ela apoiou seu rosto em seu peito. Ele a abraçou e acariciou seus cabelos. Não demorou muito até que ela dormisse tranquilamente.
*
Raios de sol incomodavam seus olhos que estavam acostumados com a escuridão. Ao se mexer na espaçosa cama, percebeu que estava sozinha e isto não a agradou. Abriu os olhos lentamente e identificou um teto que não conhecia. De repente o desastre da noite anterior veio à tona e junto com ele as lágrimas.
Sentou-se na cama e colocou as mãos sobre o rosto. Chorava compulsivamente. Tivera sorte em sair viva de lá, ele deveria mesmo amá-la, já que não a matou. Uma dor surreal tomou conta de seu peito e ela sentiu como se uma espada estivesse atravessada em seu coração. Nunca, em toda sua vida, achou que perderia a Sesshoumaru. Imaginou-se separada dele apenas pela morte, não por mentiras.
Por pensar em mentiras, lembrou-se da maneira como Kaname se portou e sentiu raiva, repulsa. Não sabia onde estava, mas sabia que queria encontrá-lo e exigir que ele dissesse a verdade. Sentiu seu coração magoado esquentar pela raiva, mas isso de nada adiantaria.
Levantou-se da cama e caminhou até a porta. Quando a abriu deparou-se com Kaname a esperando e o ódio de lhe consumiu.
– Kaname! – Gritou. – Por que fez isso? Você sabia que Sesshoumaru jamais perdoaria! – Ela dizia com as lágrimas rolando por seus olhos.
– Tem água quente para seu banho e logo um de meus empregados lhe trará comida.
– Não me interessa! – Rin o interrompeu. – Eu vou voltar para minha casa, para minha vida! Você não poderá me impedir!
Quando deu o primeiro passo, Kaname a segurou e a colocou de volta no quarto. A troca de olhar era carregada de decisão. Enquanto ela queria sair, ele não permitiria. O conflito entre eles era crescente.
– Deixe-me sair. – Rin praticamente rosnou.
– Se encontrar Sesshoumaru agora, ele a despedaçará juntamente com a criança que você carrega. O que vai fazer Rin?! Vai matar a você a seu filho?!
– Cale-se! Não quero ouvir sua voz! – Ela gritou e tapou os ouvidos. – Eu esperava qualquer coisa de você, Kaname, exceto o fato de mentir. – As lágrimas continuaram caindo de seus olhos e ela fechou a porta.
O youkai fechou os olhos naquele momento ainda de frente à porta do quarto onde Rin estava. Não conseguia se mover porque se preocupava com sua saúde. Maldita Rin! Demoraria até que ela entendesse seus propósitos.
*
– Mamãe! Não posso demorar! – Natsumi gritou esperando uma resposta de sua mãe.
A humana saia da sala de negócios e caminhou apressada até sua empregada. Chegou até Seiko com a respiração acelerada tendo um pergaminho enrolado e preso com o carimbo da casa de Raiden em mãos.
– Entregue isso a Yosuke. Diga-lhe que fui eu mesmo quem planejou tudo e peça para ele realizar meu desejo.
– Que desejo? — A voz de Raiden soou pelo local e Akiyo fechou os olhos pensando em palavras nada agradáveis. Maldita hora pra voltar de seus compromissos!
Vendo que Akiyo não pretendia responder, decidiu questioná-la mais uma vez.
– Diga-me Akiyo: que desejo seria este?
A humana se virou para onde a voz vinha e encontrou uma expressão nada amistosa na face do youkai que um dia a marcou. Ela não responderia a sua pergunta, entendendo que o quer que tentasse explicar não seria ouvido.
Ele começou a caminhar em direção a ela e o olhar de Natsumi desviava rapidamente de um para o outro. A pequena teve medo de que ele machucasse sua mãe. Antes que pudessem reagir, o youkai parou e estendeu a mão a Seiko que depositou o pergaminho ali.
Raiden olhava duramente nos olhos de Akiyo enquanto ela esperava o que estava por vir. Ele abriu o selo e leu o pergaminho. Enrolou-o. Voltou a olhar para Akiyo com ódio.
– Leve Natsumi para passear e volte ao pôr do sol. – Ordenou a sua empregada. – Certifique-se de que levará uma roupa quente. Nunca se sabe quando o tempo pode mudar. – Isto era uma clara ameaça a Akiyo.
– Sim senhor. – Seiko respondeu. – O pergaminho ficará senhor?
– Sim. – Ele apenas concordou e Akiyo olhou para o lado enfadada. – Vá.
– Até logo, mamãe. – Despediu-se Natsumi.
– Até logo, meu amor. – As duas se abraçaram e se despediram. Depois disto, Seiko e Natsumi saíram de casa. Akiyo e Raiden ficaram sozinhos.
Ele se aproximou dela e a segurou pelo braço com força. Akiyo revirou os olhos, tudo começaria outra vez. Estava farta daquilo.
Ele praticamente a arrastou até o quarto e trancou a porta. Acendeu a lareira e se virou para a mulher que um dia chamou de sua. Abriu novamente o pergaminho e pôs-se a ler.
– Querido, Yosuke. Natsumi sente falta de Kenichi tanto quanto eu sinto a sua. Posso lidar com isso, mas minha filha ainda é uma criança e não posso permitir que esse sentimento a consuma. Permita que eles se encontrem para brincar alguns dias. Nada de ruim acontecerá, eu prometo. Com amor, Akiyo.
Assim que terminou de pronunciar as palavras ele olhou friamente nos olhos de Akiyo. A humana já esperava os gritos e agressões.
– O que pretendia com isto? – Ele estendeu o pergaminho, mas ela se recusou a responder. Isso o irritou. – O que pretendia com isto?! – O grito poderia assustar, mas ela não se assustou.
Raiden caminhou até ela e a segurou novamente pelo braço. Depois a arrastou até a lareira e jogou o pergaminho no fogo, que rapidamente consumiu o mesmo. Assim que o pergaminho virou cinzas, ele a virou de frente para si e segurou seus ombros.
– Você pretendia se encontrar com Yosuke novamente? Responda! – Raiden gritou. Akiyo revirou os olhos mais uma vez.
– Você me proibiu de andar pela casa. Como acha que eu iria me encontrar com ele? – A resposta parecia óbvia.
– Você é inteligente. Não perderia a chance de me ludibriar para se deitar com Yosuke mais uma vez. – Akiyo que olhava para o lado, olhou nos olhos de Raiden ao ouvir suas palavras.
– Você leu aquele pergaminho! Sabe que eu não pretendia encontrá-lo! – Ela tentou desviar de suas mãos, mas ele não permitiu.
– Se eu souber que você saiu desta casa para se encontrar com ele, eu a mato de uma vez por todas. Nem tente, Akiyo. Nem tente!
– Por que eu me encontraria com ele sabendo que posso morrer?
– Diga-me você vadia: por que mulheres da sua laia gostam tanto de viver a vida perigosamente?
O ultimo resquício de paciência de Akiyo sumiu ao ouvi-lo chamá-la de vadia. O ódio tomou conta de seu corpo.
– Sabe por que eu sou uma vadia? Porque mesmo te traindo, eu gerei um filho seu. Porque depois de tanto chorar e implorar, fui eu quem te deixou. Porque eu fiquei seis anos longes e quando voltei, foi você quem veio me procurar. Porque para que minha filha reconhecesse a você, eu deveria ser a ponte. Porque mesmo quando tem a minha vida em suas mãos não consegue me matar. Porque mesmo dizendo que me odeia mortalmente você não consegue me deixar ir embora, não consegue me deixar ficar longe de seus olhos e seu controle. Sabe por que eu sou uma vadia, Raiden? Porque depois de tudo isso, você ainda me ama.
O ódio consumiu o olhar de Raiden naquele momento e sua vontade era despedaçá-la. Ele estendeu uma de suas mãos e iria batê-la, percebendo isso, ela não recuou.
– Bata! – Gritou. – Espanque-me, Raiden! Derrube-me no chão! Mate-me! Quem sabe assim você não acaba de uma vez por todas com todo esse maldito sentimento que ainda tem por mim!
– Você é mesmo uma vadia. – Sua voz era assustadora.
– Ainda assim você gosta. – Desta vez o youkai não se segurou. Deferiu o tapa.
O rosto de Akiyo foi virado com força para o lado, mas não demorou muito para que ela reagisse. Completamente movida por seu ódio devolveu o tapa no rosto de Raiden. Ele ficou ainda mais irritado e lhe outro tapa, desta vez com tanta força que a fez girar o corpo, se desequilibrar e cair de bruços na cama.
Raiden emaranhou suas mãos nos cabelos de Akiyo e a levantou. Fez com que seus corpos se encostassem e não largou seu cabelo. Os lábios presos aos seus ouvidos.
– O que pensa que é sua vadia? Quem você pensa que é? – O youkai sussurrava em seus ouvidos e puxou com ainda mais força seu cabelo. Ele esperava uma reação diferente da que obteve. Ao invés de lutar, Akiyo liberou um gemido.
Ao ouvir o som emitido por ela, Raiden se desarmou completamente. Começou a prestar atenção no que esteve evitando durante muito tempo. Pensou no corpo quente e atraente de Akiyo que estava preso ao seu. Pensou em seu coração batendo descompassado e na respiração acelerada. Todavia, Akiyo foi mais forte e se afastou dele. Virou-se para encará-lo.
– Eu não devo qualquer submissão a você! Eu não sou sua escrava! – Em uma fração de segundos Raiden estava próximo a ela e segurava seu pescoço.
– Você será o que eu quiser que seja. Você me pertence. – As palavras foram pronunciadas de maneira baixa, quase sussurrada. Ele puxou a Akiyo pelo pescoço. Ficaram muito próximos um do outro. Raiden olhava profundamente nos olhos de Akiyo.
– Eu não um objeto para te pertencer. Eu sou uma mulher, Raiden.
– Então você será a minha mulher. – Ele apertou ainda mais seu pescoço e a trouxe para perto. – Minha mulher. – Faltava muito pouco para seus rostos se tocarem.
– Eu sou uma vadia, esqueceu-se?! – Ela usou o tom de deboche.
A mão que estava no pescoço de Akiyo subiu até seu rosto e foi para seu cabelo. Ele o puxou novamente e pescoço da humana ficou exposto. Ele a observou naquele momento e depois, mirou os belos olhos cor de mel da mulher a sua frente. Ela o olhava também esperando uma reação e a mesma veio. Raiden beijou os lábios de Akiyo com extrema volúpia.
Ela não aceitou aquilo e o empurrou. Ele se negou a ser rejeitado e a puxou de volta, beijando novamente seus lábios. Akiyo tentou protestar, mas não conseguiu fingir que o mero pensamento de que Raiden poderia tocá-la de maneira íntima deixava seu corpo quente. Não podia ignorar o fato de que aqueles olhos vermelhos demonstravam excitação.
Ele segurou sua cintura com força e a puxou ainda mais para perto. Ela o envolveu em um abraço apertado e repleto de paixão. Separaram seus lábios e se olharam. Akiyo arfava. Suas narinas já não eram suficientes para buscar ar.
– Você vai se arrepender. – Ela avisou.
– Talvez. – Raiden respondeu e novamente beijou seus lábios intensamente.
O calor aumentou por causa das que mãos que não conseguiam ficar no mesmo lugar. Raiden beijou o pescoço de Akiyo com força enquanto ela jogava a cabeça para trás. Somente aquela parte de seu corpo exposta não era suficiente. Ele queria tudo.
Raiden a pegou no colo e a jogou na cama, depois se posicionou sobre ela e antes de cobrir seu corpo retirou a parte de cima de sua vestimenta. Em seguida, rasgou a roupa que Akiyo usava de alto a baixo, revelando seu corpo atraente.
O youkai não se conteve e necessitou tocar todo aquele corpo com seus próprios lábios, antes de senti-lo por inteiro. Enquanto sugava um seio, uma das mãos apertava o outro e a mão livre acariciava suas pernas torneadas.
Akiyo estava de olhos fechados, concentrada em todo prazer que ele queria lhe dar. Esqueceu sua consciência, seus medos e privações. Apenas decidiu que iria se entregar a ele sem limites. Uma das mãos de Raiden tocou sua intimidade e a provocou. Ele olhava em seu rosto enquanto a via se deliciar com os movimentos circulares que fazia em seu clitóris. Tomou sua boca em um beijo quente.
As mãos de Akiyo procuraram a carne de Raiden e encontraram o tecido de sua calça. Tatearam mais um pouco e encontraram seu membro rijo. Ela não hesitou em acariciá-lo e isso só fez com que Raiden aumentasse o desejo de senti-la por inteiro. Com rapidez retirou sua calça e também retirou o restante daquilo que um dia Akiyo chamou de roupa, atirando-os para longe.
Naquele momento ambos se olharam intensamente procurando arrependimento nos olhos um do outro. Ainda havia chance de voltar atrás. Ainda havia chance de se arrepender somente pela queda e não pelo desastre. Eles sabiam as conseqüências que aquela tarde de prazer poderia trazer. Foi Raiden quem tomou a iniciativa. Foi ele quem beijou os lábios de Akiyo.
Ele continuava a excitá-la. Raiden conhecia o corpo de Akiyo, sabia onde tocá-la para que ela ficasse enlouquecida. Suas mãos a percorriam por inteiro e seus lábios refaziam o caminho. Ele a excitava na maneira como olhava, na maneira como tocava, no modo como a beijava, no jeito como alternava movimentos circulares ou sugava seu clitóris. Ele a provocada de todas as formas. Ela se derramou em seus lábios e seu corpo tremeu. Ele fez o caminho até seu pescoço com a língua e a mordeu, fazendo-a liberar outro gemido. Ele se posicionou entre suas pernas e olhou em seus olhos.
Ela estava pronta para recebê-lo e ele necessitava penetrá-la. Seus corpos pediam urgentemente a união e eles sentiram que não poderiam esperar mais. Assim, Raiden a penetrou com força e viu o corpo de sua mulher arquear. Ela fechou os olhos e arfou. Sentia-se completa, perfeita como há muito tempo não sentia. Raiden era tudo o que faltava. O momento de contemplação acabou quando ele começou a se mover.
Os gemidos não puderam ser contidos e Akiyo os liberou. Aquele som era como melodia para o youkai e ele amou. Arrepios percorriam por todo corpo da humana e ela desligou-se do mundo. A respiração de Raiden estava entrecortada e seu autocontrole estava quase no fim. Quando as unhas de Akiyo arranharam suas costas, seus olhos ficaram completamente vermelhos e tudo se tornou pura excitação.
O youkai a pegou nos braços e ela enrolou suas pernas ao redor de seus quadris. Akiyo sentiu encostar-se à parede e essa posição lhe deu ainda mais prazer. Sem dó nem piedade, ele empurrava fortemente seu membro no interior de Akiyo. Aquela cavidade quente e úmida se contraindo pelo orgasmo fez com que ele chegasse ao ápice também, inundando seu interior.
Os olhos de Raiden voltaram ao normal e assim que os abriu ele mirou a Akiyo, que tinha o corpo quente e molhado. Beijaram-se intensamente, apaixonadamente. Com calma e com amor. O youkai não se retirou dela e a desencostou da parede para levá-la a outro lugar. Sentou-se na cama e com Akiyo sentada em seu colo ele tinha total liberdade para acariciar seu corpo. Não cessaram o beijo em nenhum momento, nem mesmo quando a humana começou a mover seus quadris levemente.
Os movimentos lentos tornaram-se rápidos e intensos. Akiyo se movia freneticamente e Raiden beijava seus lábios, pescoço e seios. Suas mãos percorriam todo o corpo da humana. Não demorou muito até que ela chegasse ao orgasmo outra vez e ele invertesse suas posições.
Ele a segurou com força e a colocou deitada na cama. Depois a virou de bruços e fez com que ela se apoiasse sobre suas mãos e joelhos. Akiyo sabia que aquela era a posição preferida de seu youkai e tudo o que fez foi oferecer-se ainda mais a ele, que não perdeu tempo.
–Ah! – Ela exclamou quando o sentiu entrar.
Ele mordeu o lábio inferior e continuou a penetrando loucamente. Ela se arrepiava e delirava sentindo-o segurá-la pela cintura. Raiden debruçou seu corpo sobre o dela e diminuiu os movimentos. Mordeu e sugou sua orelha depois de jogar os cabelos de um lado só. Uma de suas mãos provocava um de seus mamilos e a outra segurava com força seu quadril, empurrando para encontrar seu membro.
Raiden se levantou e voltou a se movimentar de maneira rápida e a mão que estava nos seios de Akiyo foi até suas costas, descendo por sua coluna e parando na sua cintura. Os olhos de Akiyo se reviraram involuntariamente de prazer. Não demorou muito e ela sentiu outro orgasmo se aproximar e quando chegou ao seu prazer máximo, ele a virou de frente para si.
Agora, deitada de frente para ele, Raiden se posicionou entre suas pernas e a penetrou outra vez. O corpo de Akiyo já estava mole. A sensação de algo tomando sua garganta era abrasadora e um calor súbito inundou o recinto. O youkai se deitou sobre ela, mas não diminuiu o ritmo e a intensidade das estocadas.
Conforme sentia tudo aquilo, arranhava as costas de Raiden ao mesmo tempo em que gemia. Ao sentir seu membro ser estrangulado e suas costas serem arranhadas seu controle foi extinto e seus olhos ficaram completamente vermelhos. O orgasmo chegou para ele e sua semente foi deixada no interior de Akiyo outra vez.
Beijaram-se de forma intensa, mas logo Akiyo precisou de ar. Ainda com os corpos colados, ambos tentavam controlar suas respirações e finalmente se encararam. Agora estava feito, não poderiam voltar atrás. Era o momento de se arrepender e contar as perdas, mas um não viu arrependimento nos olhos do outro, pelo contrário, aquela era a certeza de que seus sentimentos não haviam sido apagados.
*
Quando a lua já estava alta no céu, Sesshoumaru foi para o lugar marcado. Raiden já trazia os ventos a seu favor. Yosuke já estava atento a qualquer manifestação de poder a quilômetros de distância. Kaname já estava presente.
O belo Inu Youkai se aproximou de todos e recebeu os cumprimentos. Olhou diretamente para Kaname que já sabia o que viria a seguir.
– Como ela está?
– Bem. Muito irritada e chorosa, mas bem. Gritou e brigou comigo, tentou vir até você e quando não conseguiu trancou-se no quarto e voltou a chorar. Deixei guardas vigiando a porta de seu quarto e as janelas. Ela não corre riscos. – Sesshoumaru apenas concordou com a cabeça e olhou para Yosuke e Raiden. Sentiu o cheiro de suas respectivas humanas neles, mas ignorou o fato.
– Já estamos prontos, Sesshoumaru-sama. – Anunciou Yosuke.
– Não há sinal de qualquer inimigo. – Informou Raiden.
– Comecemos. – Ordenou.
Kaname fechou os olhos e se concentrou. Iniciou o processo de transformação e quando a sua verdadeira natureza ressoou em uma batida de coração, Yosuke sentiu como se uma barreira tivesse trincado. Raiden sentiu um cheiro diferente.
– Como suspeitávamos. – Disse Yosuke.
Kaname voltou a sua forma humanóide e Sesshoumaru se aproximou dele. Enfim fora revelada a fonte da energia que dominava a ambos. O grande Inu Dai Youkai virou-se para a direção em que o cheiro vinha. Sua vontade era ir até ele e exterminá-lo, mas não poderia fazer isso. Não até ter absoluta certeza de que Rin não corria perigo.
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