Minha Doce Menina.
104 Preciosidade.
Notas iniciais
- E essa mamãe? A senhora gosta? – Indagou Hideaki.
Ciente de que aquelas eram os últimos momentos em que estaria com ele, Rin decidiu que o melhor a fazer era passar a tarde inteira com seu filho. Logo, ambos iriam viajar.
- Sim meu amor. Todas as flores que temos aqui são lindas. Mas acho que estas são minhas preferidas. – A humana apontou para um canteiro de rosas vermelhas, que cresciam cada vez mais belas pelo jardim.
Abaixou-se para sentir melhor o aroma de uma delas e o filho observava suas reações. Sua mãe com certeza era alguém que apreciava e valorizava tudo a seu redor e ele não podia deixar de orgulhar-se.
Seus pensamentos com relação a sua mãe o levaram a lembrar que ela partiria em viagem assim como ele, mas para lugares diferentes.
- Mamãe. – Chamou o pequeno.
- Sim meu filho. – Disse Rin sem ainda tirar os olhos das rosas.
- A senhora partirá em viagem amanhã?
- Sim. Achei que já soubesse disso. – Ela o olhou.
- Eu sabia, mas é que amanhã é aquele dia. – Lembrou o filho e Rin jamais poderia esquecer.
O dia seguinte seria o da mudança de fase da lua, ou seja, o pequenino Hideaki se transformaria em humano. Entendendo a preocupação do filho, Rin não pôde deixar de compartilhar de seus sentimentos.
Hideaki estava receoso. Sua mãe era quem passava esses dias com ele e não seu pai. O hanyo não sabia o que seria dele sem ela, pelo menos naquele momento.
Rin abriu um enorme sorriso para seu filho e sentou no chão. Depois, estendeu-lhe os braços para que o mesmo se aconchegasse em seu peito. Ela o abraçava por trás, enquanto ele olhava para o céu assim como seu pai sempre fazia.
- Hideaki, seu pai assim como eu te ama incondicionalmente. Ele amou a mim humana e certamente ama a você hanyo. Quando nos casamos ele já sabia que você nasceria assim do jeitinho que é e jamais te renegou.
O pequeno pareceu refletir por mais algum tempo e então Rin continuou.
- Quando criança, ele cuidou de mim, me protegeu e me sustentou. Eu não era como ele, não tinha sangue youkai como ele e mesmo assim hoje estou aqui, não é?! Seu pai certamente te ama – Vendo que o menino ainda estava tenso, ela decidiu dar outro caminho aquela conversa. — Eu tenho certeza de outra coisa também.
O menino virou-se para trás aflito por saber o que sua mãe falava.
- Você é o filho mais lindo do mundo todo! – E ambos sorriram um para o outro.
- A senhora é a mãe mais linda também.
- E você me ama? – Indagou Rin com uma sobrancelha erguida.
- Assim como à senhora me ama. – Afirmou o menino.
- Quanto a isso não sei, porque te amo deste tamanho! – E Rin estendeu os braços para simbolizar seu amor ao filho.
Hideaki apenas sorriu e abraçou-a mais uma vez.
- A senhora é a pessoa mais importante para mim mamãe. Nunca quero te perder. – Disse sinceramente o hanyo e nesse momento Sesshoumaru se aproximou.
O youkai apreciava e muito os momentos em que Hideaki e Rin passavam juntos, mesmo que às vezes ele apenas os visse de longe. Nem todo seu reino, nem todos os seus soldados, nem suas inúmeras batalhas ganhas, nem mesmo todo o poder que tinha poderia ser comparado aos dois, valeria mais do que os dois. Era, com certeza, a maior preciosidade de sua vida.
Com passos firmes e calmos, aproximou-se deles e parou a curta distância. Assim que o viu, Hideaki se levantou e encarou o pai. O pequeno estava sempre atento a tudo o que seu genitor falava ou fazia.
- Não está no horário de seu treinamento Rin? – Indagou ele ainda olhando para Hideaki.
- Não quis fazê-lo hoje. Queria aproveitar com nosso filho, já que iremos nos separar. – Justificou ela.
- E quanto a você? Está preparado para partir comigo? – Questionou o youkai com a sobrancelha erguida.
- Sim senhor. Quando quiser podemos partir. – Disse firmemente o hanyo.
Sesshoumaru sorriu de lado com a postura de seu filho. Era certamente um menino que se dava orgulho e que merecia seu sentimento e atenção.
- Meu bem, por que não fica conosco? Faz muito tempo que não desfrutamos de uma tarde tão bonita quanto esta. – Pediu Rin de uma maneira que Sesshoumaru não soube resistir.
E assim os três ficaram ali, até que tivessem que entrar para banhar-se, jantar e depois dirigir-se a seus aposentos.
*
Sentada em frente sua penteadeira, Rin alisava seus longos fios negros enquanto Sesshoumaru olhava o céu do lado de fora. Algumas estrelas brilhavam nele e tudo parecia tranqüilo.
Porém Rin percebeu que algo parecia incomodá-lo. Como sempre foi muito direta, levantou-se da cadeira e o abraçou por trás, repousando sua cabeça em suas costas.
- Meu bem, aconteceu algo? – Sesshoumaru permaneceu em silêncio e Rin apenas esperou que ele a respondesse.
Mas a resposta não veio. O youkai sempre fora imprevisível quanto a falar sobre si mesmo e embora Rin não concordasse, sabia que sempre aconteceria.
Lutando contra a própria reclusão de Sesshoumaru quando o assunto era revelar sentimentos, a humana passou a frente do youkai e ficou de pé o olhando nos olhos. Depois de alguns segundos, os orbes dourados de Sesshoumaru encontraram os dela.
- Diga-me. – Pediu com a voz cautelosa. – Alguma coisa o incomoda?
- Não. – Respondeu simplesmente e voltou a olhar para o céu.
Naquele momento a humana entendeu que ele não queria conversa, entretanto, não significava que não desejasse outra coisa. Deu alguns passou a frente e seu rosto pousou sobre o pescoço do youkai.
- Meu bem... Amanhã nós dois partiremos em viagem... E eu já sinto sua falta. – Dizia enquanto era inebriada pelo perfume de seu amor.
O youkai apenas fechou os olhos e se deixou levar pelos desejos que aquela proximidade o despertava. Rin o abraçou e começou a distribuir beijos por seu pescoço. Então Sesshoumaru abriu os olhos e tomou seus lábios em um beijo ardente.
Os dois se abraçaram e entraram no quarto enquanto o youkai fechava a porta. Sesshoumaru beijava Rin com total volúpia e ela sentia que aquilo estaria longe de acabar. O youkai a pegou nos braços e a deitou na cama, para logo depois deitar-se sobre ela.
A humana abriu um enorme sorriso de satisfação. Era isso que queria. E o sorriso apenas aumentou quando sentiu Sesshoumaru beijar seu pescoço e abrir seu quimono.
A sensação de ser tomada por aquele youkai era algo cada vez mais encantador para Rin. Parecia-lhe que o prazer em suas mãos nunca teria fim. Enquanto ele a beijava e abria sua roupa, as mãos percorriam todo seu corpo lhe dizendo que queriam tudo de si.
Eles mal haviam começado e ela estava excitada, entregue. Não permitiu que ele continuasse, pois se levantou para que seus lábios encontrassem os dele. Ela gostava assim. Gostava de beijá-lo até seus lábios ficarem dormentes pelos movimentos repetitivos. Gostava porque beijá-lo era algo que fazia tudo a seu redor parar e algo dentre de si movimentar.
Ele sabia disso e sabia muito mais o que acontecia quando tocava o sexo de Rin.
Entre o beijo, ela liberou um gemido. Ele começou os movimentos e ela nãos os negou, pelo contrário, terminou de tirar a roupa e posicionou-se sentada em seu colo. Sedenta e voraz, Rin arrancou as roupas do youkai e o deixou completamente nu. Daquela maneira era melhor para ambos, sentiam-se inteiros.
Não demorou muito para que rolassem na cama, bagunçassem os lençóis. Os arrepios e gemidos não eram contidos, embora a tonalidade deles fosse moderada. Rin e Sesshoumaru podiam enxergar nos olhos um do outro o desejo contido.
Não demorou muito até que seus corpos exigissem uma carícia mais profunda. Deitado por cima de Rin, Sesshoumaru a penetrou e ela cravou as unhas em suas costas pelo prazer que lhe foi direcionado.
As estocadas permaneceram firmes e rápidas enquanto os olhos de Rin reviravam-se pelos sentidos que ali eram provados. Entregou-se completamente as sensações que lhe tomaram e como sempre, como todas as vezes que se deitara com Sesshoumaru, Rin chegou ao ápice do prazer.
Para Sesshoumaru ainda faltava um pouco e ele prosseguiu com os movimentos sentindo as unhas de Rin arranharem-lhe as costas e seu corpo quente recostar-se ainda mais. Pouco tempo depois, foi à vez de youkai chegar ao gozo e assim liberou seu liquido dentro da jovem.
Os movimentos dentro de Rin foram se acalmando e os olhos do youkai que outrora estavam vermelhos, agora voltaram ao dourado. Após terem as respirações normalizadas, Rin e Sesshoumaru se olharam intensamente e ela não pôde deixar de expor seus sentimentos.
- Eu te amo Sesshoumaru. Sempre te amei e sempre te amarei. – E alisou o rosto do youkai para em seguida beijá-lo.
Não demorou muito para que a temperatura aumentasse no quarto novamente, enquanto do lado de fora, o tempo congelava, porque do alto de uma colina, Kaname abriu seus olhos constatando o que Rin e Sesshoumaru acabavam de fazer.
*
As poucas coisas que separou para levar já estavam na sala e ela, com enorme aperto no coração, despedia-se de seu filho enquanto seu marido apenas observava a cena.
- Seja cuidadoso meu filho e obedeça sempre o seu pai. – Pediu Rin com as mãos no rosto do pequenino.
- Pode contar comigo mamãe e tenha cuidado também. – Pediu o hanyo preocupado.
- Eu terei. – Ela sorriu e o abraçou apertado, fechando os olhos em seguida. Procurava aproveitar o máximo os minutos que ainda estavam juntos. – Eu te amo. – Disse ela e depois beijou sua testa.
Levantou-se e encarou seu Sesshoumaru. A despedida já havia acontecido na noite anterior, mas o amor ainda a deixava com o coração aflito. Aproximou-se dele com passos calmos e uma expressão triste no rosto.
Uma de suas delicadas mãos tocou a roupa do youkai e um pouco ressentida, Rin fingia arrumar algo.
- Prometa que não vai demorar. – Pediu ela enquanto olhava para o que suas mãos supostamente arrumavam.
- Demorarei somente o necessário. – Disse o youkai e a humana continuou com os olhos baixos. – Não se preocupe minha Rin. Antes que possa imaginar, nós já estaremos em casa.
Rin levantou o olhar naquele momento e Sesshoumaru pôde constatar que seu rosto se iluminara. Ele sabia que ela adorava ser chamada de minha Rin. A humana aproximou-se dele e o abraçou sem se importar com quem estava ao seu redor.
- Eu te amo Sesshoumaru. – Declarou e depois beijou levemente os lábios do youkai.
Afastou-se dele e pegou o que havia separado. Deu um ultimo abraço em seu filho e caminhou em direção a porta. Olhou para trás mais uma vez e sentiu algo dentro de si movimentar.
- Faça uma boa viagem mamãe.
- Seja cuidadosa Rin.
Ela sorriu para os dois amores de sua vida e voltou a caminhar. Do lado de fora Kaname a aguardava com uma expressão nada amistosa no rosto. A humana se aproximou dele sorrateira, não haviam se falado mais desde o dia em que ele revelou seu passado.
- Bom dia Kaname. – O youkai não respondeu. Sequer se dispôs a olhá-la. – Nós já podemos partir.
Nesse momento, ele lhe direcionou um olhar frio e cortante. Um olhar que atingiu Rin profundamente. Ele deu início a caminhada e ela apenas o acompanhou. Só havia uma certeza sobre aquela viagem: estar ao lado de Kaname depois do que compartilharam não seria uma tarefa fácil.
Notas finais
Beijo e até a próxima.
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