Minha Doce Menina.
105 Acertando.
Notas iniciais
O sol já iluminava o céu quando eles decidiram que era o melhor momento para partirem. Poucas coisas das quais havia trazido separou para levar e a maioria delas era de Natsumi. De maneira alguma conseguiu dormir na noite anterior e sentia-se ainda pior agora que caminhava em direção a sua nova antiga casa.
Refazer aquele caminho era doloroso para Akiyo, embora as circunstâncias fossem diferentes. Lembrou-se das inúmeras vezes que caminhou por ali com Natsumi em sua barriga, na esperança de que ele pelo menos assumisse sua filha.
– Mamãe! – Chamou a hanyo despertando-a de seus pensamentos. – Mamãe o que está acontecendo? Por que está tão séria?
Akiyo não sabia o que responder. Por um instante olhou para Raiden que continuava caminhando à frente. Depois olhou para sua filha que caminhava a seu lado sem nada saber.
– Acho que... Acho que eu só estou com saudades de Yosuke e Kenichi meu amor. – Mentiu Akiyo descaradamente e embora Raiden soubesse disso, não gostou de ouvir.
– Mas a gente acabou de sair de lá!
– Eu sei filha... É que...
– Natsumi. – Chamou Raiden e a menina logo correu até seu lado. – Esta é sua nova casa.
Os olhos da hanyo brilharam intensamente quando encontraram a estrutura. Ficou encantada e nem por um minuto quis mais ficar do lado de fora. Correu imediatamente para a casa enquanto Raiden e Akiyo a observavam.
Era difícil para a humana aceitar o que via agora, afinal de contas, estava exatamente no lugar onde Raiden a havia renegado e expulsado de casa. Com uma sensação estranha dentro de si, percebeu que talvez não devesse estar ali e olhou para trás na esperança de ainda poder ir embora.
– Akiyo. – A voz de Raiden lhe roubou essa idéia. Ela o olhou e viu que seu olhar estava sobre Natsumi.
– Mamãe, para de se distrair! Venha aqui na nossa nova casa! – Disse a menina e entrou mais uma vez correndo.
– É... Nossa nova casa... – Repetiu as palavras da filha e caminhou para dentro da residência.
Lá, as lembranças pareceram-lhe invadi-la cada vez mais. Por um instante fechou os olhos e voltou a se concentrar em Natsumi, que aquela altura já havia andado por toda casa e corrido alegremente.
– Bem vinda de volta Akiyo-sama. – Cumprimentou Seiko com um leve sorriso no rosto. A humana sequer havia reparado que a youkai estava ali e logo direcionou seu olhar a ela.
Seiko muitas vezes agira como uma mãe para Akiyo. Era, com certeza, uma das poucas pessoas daquela casa que cuidou da moça e esteve sempre pronta para ouvi-la e ajudá-la. Não importa se eram senhora e empregada, para Akiyo importava saber que havia alguém com quem pudesse conversar.
– Obrigada Seiko. Senti muito a sua falta. – Ela revelou com um pequeno sorriso no rosto.
Nesse momento Natsumi voltou para a sala depois de dar várias corridas pela casa.
– Satisfeita? – Questionou Akiyo olhando para ela. A hanyo apenas sorriu. – Esta é minha pequena filha, também conhecida como fonte de energia infinita Seiko. Essa é minha Natsumi.
– Olá Natsumi-sama. – A hanyo sorriu outra vez.
– Papai... Eu quero ver o meu quarto. – Ela pediu já ao pé da escada.
– Suba com sua mãe e eu lhe mostrarei. – Ele ordenou.
Akiyo apenas olhou para trás e depois olhou novamente para a filha. Segurou sua mão com cuidado e subiu a escada que levariam até o andar superior.
Quando Akiyo e Natsumi já haviam sumido de suas vistas, o youkai olhou para sua empregada.
– Quero que prepare o desjejum para nós. Não há necessidade de ser em grande quantidade. Quanto ao almoço, quero uma bela refeição e da mesma maneira quero o jantar.
– Sim meu senhor. Deseja mais alguma coisa? – Raiden olhou para as escadas e pareceu pensar um pouco.
– O que achou da minha filha Seiko? – A empregada foi pega de surpresa com aquela pergunta, mas de imediato respondeu.
– É uma bela hanyo senhor. É idêntica ao senhor, mas me parece com Akiyo-sama em outros aspectos. – Raiden concordou e sorriu, mas logo o sorriso desapareceu.
– E quanto a Akiyo? O que achou dela? – A expressão no rosto de Seiko também se alterou e ela pareceu escolher as palavras antes de dizer:
– Parece-me muito diferente senhor. Parece que algo está... Algo está... Faltando. – Raiden apenas balançou a cabeça concordando. Ele sabia muito bem o que era.
Natsumi soltou-se de sua mãe e abriu a porta de todos os quartos do longo corredor, mas Akiyo sentiu algo parar suas pernas. Naquele corredor, ele havia tentado matá-la. As lembranças vivas ainda invadiam sua mente e um leve tremor percorreu seu corpo.
Um medo súbito lhe tomou e ela não sabia o que fazer. Agarrou-se a parede e recostou, fechando os olhos e respirando fundo.
– Algo lhe incomoda? – A voz de Raiden fez com que ela abrisse os olhos imediatamente.
Ela queria falar, mas não conseguia. Natsumi voltou até eles naquele momento e olhava preocupada para a mãe. Quando viu a filha ali, recomeçou sua interpretação.
– Foi apenas uma... Tontura. Vai passar. — Ela mentiu outra vez.
– Papai, qual é o meu quarto? – Indagou Natsumi.
– O único que você não entrou. – Ele anunciou e a menina abriu um enorme sorriso voltando a correr pelo corredor. Segundos depois estava em seu quarto e havia deixado Raiden e Akiyo sozinhos no local.
Ele sabia que provavelmente não seria fácil para ela, mas precisava fazer com que sentisse segura.
– Akiyo. – Ele chamou e ela o olhou nos olhos. – Sei que não deve ser fácil para você e que as coisas ficaram complicadas a partir de agora, mas quero que tente. Não desejo viver em um inferno dentro de minha casa, então apenas dê sua palavra de que viveremos em paz. Se não quiser fazer por mim, faça pensando em Natsumi.
A humana olhou profundamente nos olhos do youkai. Por um momento imaginou ter visto aquele que amou com tanta intensidade um dia. Encorajada por aquela onda de calma que os olhos vermelhos lhe direcionavam, balançou a cabeça afirmativamente. Eles haviam sido felizes uma vez, não custaria nada tentar.
Pelo menos era o que Akiyo pensava.
*
O sol já estava a pino enquanto Rin caminhava alguns passos atrás de Kaname. Desde que saiu naquela manhã ele não havia dito sequer uma palavra. Fizeram uma parada ou outra pra que Rin pudesse beber água ou descansar, mas aquela altura ela estava faminta e muito cansada. O sol queimava-lhe a cabeça.
– Kaname. – Chamou com delicadeza, mas ele não respondeu. – Kaname, por favor, eu preciso descansar.
O youkai continuou caminhando sem sequer olhar para trás e Rin revirou os olhos. Não entendia o porquê daquele comportamento, ela não havia feito algo errado. Havia? Fechou os olhos e suspirou, deu mais algum tempo a ele que continuava trancafiado em seu interior.
Não demorou muito até que Rin já não agüentasse mais caminhar. Ela viu algumas árvores e resolveu que o melhor seria parar por ali. Sem esperar por qualquer resposta de Kaname direcionou-se até uma delas e se sentou.
Ao perceber o que a humana havia feito, parou de caminhar e continuou olhando para frente, até que em questão de segundos estava próximo a ela. Foi tudo muito rápido para Rin e a mesma não percebeu. Só viu quando uma cobra voou para longe e sangue pingou em sua roupa.
– Oh, meu Deus! Kaname! Você está ferido! – Ela disse alarmada, com as mãos sobre a boca.
O youkai apenas olhou o braço e virou para voltar à caminhada, mas as pequenas mãos de Rin o impediram.
– Você não pode continuar caminhando assim, é uma cobra venenosa! Sente-se aqui. – Ela o puxou e fez com que ele se sentasse a sombra.
Assim que o youkai estava frente a ela, abriu a bolsa que trazia e retirou dali algumas ervas e uma faixa branca. Como o caminho entre as Terras do Oeste e a Aldeia de Inuyasha era longe, precisava andar precavida.
– Isto não é necessário. – Ele se limitou a dizer, mas Rin não deu ouvido. Ajoelhou-se frente a ele e pegou seu braço para depois jogar água. Feito isso, colocou as ervas por cima e enfaixou os braços.
– Agora sim. – Disse a humana satisfeita com o resultado. Levantou os olhos e mirou as esferas douradas de Kaname. – Está se sentindo bem? – Indagou, ainda segurando seu braço.
Kaname não se moveu, ou mesmo pensou em responder. Continuou ali, parado, frente à Rin, tendo-a entre suas pernas para que cuidasse de seu braço. Algo dentro de si dizia para que eliminasse a distância entre ambos e selassem seus lábios, mas havia outra parte, a mais racional, que dizia que ambos tinham de se levantar e continuar a caminhada.
Ele nada falou apenas se levantou deixando Rin no chão esperando por sua resposta. Ela baixou o olhar triste por constatar que nada que fizesse ou dissesse faria com que Kaname mudasse de idéia. Ele seria frio com ela, sem qualquer motivo ou razão aparente.
A noite chegou e o youkai percebeu que precisariam de um lugar para acampar. Fechou os olhos e com seus poderes procurou por uma caverna ou algo do tipo que estivesse próximo. Assim que o encontrou, caminhou em sua direção.
Chegando lá, ele procurou por qualquer coisa que pudesse ferir a Rin e constatou que nada havia de perigoso naquele lugar, imediatamente tratou de procurar por galhos secos para colocar fogo, sabendo que a noite que viria seria muito fria.
Olhou para trás e encontrou os olhos de Rin atentos a seus movimentos e não se deixou levar pelas lembranças que ele lhe despertava.
– Não saia daqui. Irei verificar se o riacho que fica por perto é seguro. Caso algo aconteça, me grite. – E deu início a caminhada, passando por ela.
– Kaname, espere! – Ela o chamou virando-se para trás e ele parou atento as suas palavras. – Obrigada. – Ele continuou imóvel esperando a conclusão. — Obrigada por me salvar daquela cobra. – O youkai apenas balançou a cabeça em sinal de concordância e continuou seu caminho.
Minutos depois, ele já estava de volta, enquanto a mulher o esperava a frente dos galhos que o mesmo havia juntado. Quando ouviu os barulhos dos passos, tratou de levantar-se.
– Posso ir? – Questionou.
– Siga pelo caminho que me viu partir. – Disse o youkai e entrou na caverna, sentando frente aos galhos que mais tarde serviriam para a fogueira.
Rin chegou à cachoeira sabendo que não poderia demorar em voltar. Despiu-se logo que constatou que poderia se banhar e entrou na água com um mergulho de cima de uma pedra. Há muito tempo não fazia isso, para falar com mais exatidão, desde que foi morar com Sesshoumaru.
Sentia falta de muitas coisas que fazia durante sua morada na Aldeia de Inuyasha, mas não voltaria atrás por nada. Nunca abriria mão de Sesshoumaru e Hideaki. Eram os dois amores de sua vida, eram as pessoas que ela levaria para sempre em seu coração. Eram suas duas maiores preciosidades.
Lembrou-se de que aquela altura, seu filho provavelmente já estaria viajando com seu pai. Sentiu falta do pequeno. Ele era para Rin, tudo o que ela poderia ter. Adorava a forma como ele sorria e a abraçava. Adorava o jeito como ele a olhava preocupado quando desconfiava de alguma coisa e principalmente adorava quando ele dizia que a amava.
Ficou distraída até que sem querer, pisou em algo que se moveu rapidamente na cachoeira. Sentindo que seu pé havia começado a doer, saiu da água e colocou suas roupas. Voltou ao local que Kaname a esperava. Comeu e depois de longas horas de silêncio deitou-se para dormir.
O youkai estava sentado, com as pernas esticadas, enquanto observava a natureza ao seu redor. Rin apenas olhava aquele belo macho a sua frente. Pôde notar naqueles breves momentos características que nunca antes havia percebido e assim ela pegou no sono. Admirando e observando Kaname.
*
Nobuko estava no quarto de seu filho o colocando para dormir. Assim que seu pequeno príncipe pegou no sono, a humana levantou-se de sua cama e caminhou em direção ao corredor.
Quando estava prestes a abrir a porta de seu dormitório, pôde observar que Yosuke estava naquele andar, pois a luz irradiava pelas frestas de sua porta. Um desejo que a incitava há bastante tempo fez com que ela, em um impulso de coragem, caminhasse até a entrada do quarto do youkai.
Sentindo seu coração bater descompassado pelo que haveria de fazer, levantou as mãos que estavam trêmulas em direção a porta para dar a batida, mas no ultimo momento, desistiu.
Nobuko nunca fora uma das mulheres corajosas. Ela sempre havia obedecido sem questionar e acreditado sem duvidar. Sua personalidade fez com que perdesse muitas coisas e uma delas era o youkai que estava bem perto naquele momento.
Ele era aquele a quem seu coração pertencia e nunca haveria outro que pudesse tomar seu lugar. Foi o youkai que ela amou, se entregou que lhe permitiu ser mãe e que agora tinham todo um futuro pela frente.
Desde o dia do beijo, ele se manteve um pouco afastado para saber o que ela desejaria. Mas a humana sentia que precisava dar um passo, pois ele não mais o faria, visto que tentou um relacionamento com a mesma durante seis anos.
Tomada por um impulso que agitava seu coração, Nobuko refez o caminho e parou frente à porta dos aposentos do youkai. Estendeu a mão e deu leves batidos na porta, esperando que a mesma se abrisse.
– Entre. – A voz do youkai se fez ouvir e ela entrou no recinto.
Yosuke estava em pé de costas para a porta. Observava pela janela tudo ao seu redor. Não se virou para fitar a mulher e permaneceu de pé, esperando que ele iniciasse. Um vento frio soprou pela janela, fazendo com que a humana cruzasse os braços. Ele a fechou no mesmo instante e se virou para ela.
Assim que os olhos cinza de bordas azuis encontraram os olhos castanhos de Nobuko, todo o seu discurso havia se perdido. Mesmo depois de anos convivendo, a humana ainda sentia-se dominada por aquele olhar.
Yosuke continuou esperando que ela iniciasse, enquanto sua mente vasculhava todas as reações de Nobuko. Ele percebia que suas mãos tremiam que seus batimentos cardíacos estavam acelerados e que a mesma estava hesitante.
Caminhou em direção a ela e pôde constatar que tudo aquilo era por sua causa, ou talvez pelo fato de estar sem a parte de cima de sua vestimenta, que revelava seu peitoral forte e definido, o qual ela se deliciou apenas uma vez em sua vida.
– Yosuke eu... – Tentou começar, mas as palavras fugiram de sua garganta. O youkai arqueou a sobrancelha para que ela continuasse. Nobuko olhou para todos os lados, mas não encontrou as palavras. Respirou profundamente e voltou a encarar o youkai. – Yosuke eu... – Engoliu a seco. – Eu sei que muita coisa vai mudar a partir de agora, mas quero que saiba que eu vou tentar ter o seu amor outra vez. Desde aquele dia em que você me beijou...
De repente algo em seu coração fez com que uma coragem surgisse nela e com passos lentos e comedidos aproximou-se do youkai a ponto de ficarem a poucos centímetros de distância.
–... Eu não consigo entender o porquê de nós dois ainda não estarmos juntos. Eu te amo. Incondicionalmente, eu te amo e te amarei por toda minha vida. Preciso de você Yosuke, de todas as formas possíveis... – Ela estendeu uma de suas mãos e tocou o rosto do youkai. Depois aproximou seus lábios dos dele e o beijou. Yosuke continuou parado, até que ela decidisse se afastar.
Triste por ele não ter correspondido, Nobuko se afastou e encarou os olhos do youkai. Ele estava muito sério e ela esperava que dissesse qualquer coisa, até que ouviu dizer:
– Sabe o que significa estar no quarto de um macho durante a noite? – A humana não respondeu, apenas baixou a cabeça sentindo-se completamente rejeitada e ouviu os passos do youkai distanciarem-se dela, até que a porta se fechasse.
Os olhos arderam pela situação e Nobuko entendeu que ele não desejaria ficar com ela. Mas tudo isso, todos os seus pensamentos foram levados, quando sentiu duas mãos pousarem sobre sua cintura.
– Tem certeza do que quer? – A voz foi sussurrada em seu ouvido e ela sentiu-se arrepiar.
– Tenho. Eu te amo e nada que me faça ficar com você irá fazer com que eu me arrependa.
Eram as palavras que ele precisava ouvir. Uma das mãos do youkai tocou os cabelos de Nobuko reunindo-os sobre o ombro direito. A mão que realizou tal tarefa alisou os cabelos descendo por seu pescoço, colo e seio e parou na cintura.
Abriu o quimono da humana que já estava em suas mãos, pronta para que ele fizesse dela tudo o que quisesse. Desceu a vestimenta até a altura de seus ombros, revelando os seios da jovem que ainda estava de costas para ele.
Iniciou as carícias beijando seu ombro e depois, foi à vez de beijar o local onde sua marca se fazia presente. Os lábios subiram até seu pescoço e as mãos alisaram seus braços. Podia sentir a pele arrepiada e os batimentos cardíacos da jovem aumentar.
Beijou sua orelha e pescoço, depois alcançou seus lábios depositando um beijo completamente apaixonado. Ela correspondeu à altura, sedenta por mais e mais. Depois de alguns beijos, ele a virou de frente e teve a visão completa de seu colo despido.
Os lábios do youkai tomaram os lábios da jovem com mais sede e ela correspondia à medida que procurava fôlego para se recuperar. Percebendo que ela não hesitava, o youkai terminou de retirar sua roupa e segurou seu corpo agora completamente nu.
Yosuke continuou beijando os lábios de Nobuko com intensidade, mas também com calma. Ele não tinha pressa, tudo o que queria era aproveitar aquele momento. Tudo o que queria era dar pleno prazer a ela. Tudo o que queria era selar a volta de sua felicidade.
Ainda beijando-a, ele a pegou nos braços e deitou na cama. Depois, tratou de deitar-se sobre ela e cobri-la completamente de si. Ele sentia saudade, ele sentia falta. Tocá-la, beijá-la, abraçá-la era algo que o youkai queria há muito tempo.
Nobuko envolveu o youkai em um abraço caloroso e seus corpos se colaram. Os beijos eram cada vez mais intensos e apaixonados e os dois apenas se entregavam. Por uma única vez ela o sentiu daquela maneira. Só havia feito amor quando ele tirou sua virgindade e nunca mais.
Yosuke estava com os antebraços apoiados ao lado da cabeça de Nobuko e enquanto a beijava acariciava seus cabelos. Quando separaram seus lábios, se olharam intensamente. Ela arfava e tinha dentro de si milhares de sentimentos transbordando.
Ele desceu os lábios por seu pescoço e colo, fazendo com que ela fechasse os olhos e se entregasse aquela sensação. Segundos depois, seus lábios e língua iniciaram uma carícia nos seios da jovem que não eram grandes, mas eram suficientes para chamar sua atenção.
Suas mãos desceram pelo corpo da jovem e fizeram com que ela suspirasse mais alto. Um delas chegou a tocar seu sexo, fazendo com que o corpo da jovem se retraísse. Ele não parou os beijos, desceu por sua barriga onde beijou delicadamente.
A barriga de Nobuko se contraía com as carícias e Yosuke desceu mais até chegar a seu sexo. Quando estava bem próximo de acariciá-la de outra forma, ele beijou entre suas coxas fazendo com que ela desejasse inúmeras coisas.
O youkai parou as carícias para retirar a ultima peça de roupa que a impedia de ver seu corpo forte e definido completamente nu. Ele sorriu ao constatar que ela o admirava e retirou a calça. O membro de Yosuke já estava ereto e Nobuko sentiu seu rosto esquentar.
Ele olhava em seus olhos e admirava a beleza que eles possuíam. Seduzido pelo corpo desnudo que tanto desejava, ele parou para admirá-la e ela ficou completamente corada. Ele sorriu de lado, ato que raras vezes fazia e isso a encantou profundamente. Ele ficava lindo quando sorria.
Ele esticou uma de suas pernas e beijou seu pé. Depois, subiu até o tornozelo, joelho e coxas. Dessa vez sua língua dançou e incitou sua intimidade, fazendo com que ela agarrasse firmemente os lençóis e pressionasse os olhos.
As sensações que invadiam Nobuko eram muitas e um calor que ela não sabia de onde vinha tomou conta de seu corpo. Não foi necessário muito tempo para que seu corpo tremesse e ela se derramasse.
Enquanto sua respiração normalizava, Yosuke voltou a beijar sua barriga, beijar seus seios, colo e parou no pescoço. Dedicou algum tempo ali enquanto sua mão acariciava a intimidade da jovem. Ela tremia, gemia, arfava, suspirava e sua excitação aumentava cada vez mais.
Ele voltou a beijar seus lábios, até que a penetrou com um dedo. Ela o envolveu em um abraço e o beijava com ainda mais intensidade. Sentir aquele corpo incrivelmente sedutor sob si e ainda quando a excitava, fazia com que ela beirasse a loucura.
Yosuke colocou o segundo dedo enquanto ela tentava de todas as formas beijá-lo, mas acabava sempre gemendo. Ele retirou os dedos de dentro dela e segurou seu membro. Colocou a entrada da mulher e ela olhou em seus olhos. Beijaram-se outra vez e ele a penetrou.
Diferente da primeira vez, não doeu tanto para ela. Ardeu sim, mas não doeu. Ele se movimentou lentamente no interior da jovem e continuou com esse ritmo. Enquanto a penetrava, Yosuke olhava em seus olhos e ela também olhava o seu.
– Eu te amo Yosuke. Eu... – Não terminou a frase, porque algo mais forte dentro de seu corpo a fez perder a fala.
Yosuke manteve o ritmo das estocadas devagar e potente enquanto ela se deliciava. O orgasmo estava bem próximo quando ela segurou seus ombros com força e o arranhou. A sensação tomou conta de seu ser e ela teve seu segundo orgasmo pelas mãos do youkai.
Ele parou de se movimentar e beijou os lábios da jovem sem se retirar dela e quando sua respiração se normalizou, ela abriu os olhos e mirou os dele. Encontrou um brilho diferente.
Ela havia se saciado. Agora era vez de fazê-lo se saciar.
O beijo que se seguiu foi completamente voluptuoso. Ele não dava tempo sequer de Nobuko respirar. Suas grandes mãos apertaram sua cintura, enquanto seus lábios sugaram o lábio inferior dela.
Ele faria dela o que quisesse e queria muitas coisas naquele momento. Yosuke sugou o pescoço de Nobuko e apertou ainda mais sua cintura fazendo com que ela gemesse um pouco mais alto que antes. Enquanto fazia isso se sentou na cama e a puxou junto fazendo com que os longos cabelos negros da jovem ficassem suspensos no ar.
Ele a colocou sentada em seu colo e ela deslizou sobre seu membro. Perdeu o ar por um momento pelo ato. Ele segurava sua cintura quando ela começou a se movimentar, mas desceu as mãos por suas nádegas para ajudá-la a descer com mais força. Parou de fazer os movimentos quando ela teve outro orgasmo.
Yosuke voltou a sugar o pescoço de Nobuko e a segurou com força, levando-a até a parede. Ela não tinha mais controle de sua respiração e um calor incontrolável apossou-se de seu corpo. Ele a prensou contra a parede e a segurou suspensa, com as pernas encaixadas a seus quadris. Yosuke não perdoava, penetrava-a com vigor. Só parou de fazer isso, quando ela teve outro orgasmo.
Agarrando-a com força, o youkai sentou-a na cama e ajoelhou-se frente a ela. Penetrou-a mais uma vez e Nobuko jogou a cabeça para trás. Com força, intensidade e rapidez ele a invadia e olhava seu rosto. Ela não o olhava, pois seus olhos estavam fechados. O youkai mordeu o lábio inferior, aumentando o ritmo das estocadas e mais uma vez só parou quando ela teve outro orgasmo.
Yosuke pegou Nobuko nos braços e a deitou na cama outra vez. Ela estava deitada de frente, mas ele colocou para o lado apenas seus quadris e suas pernas. Penetrou-a devagar dessa vez e fechou os olhos soltando a respiração pela boca. O interior de Nobuko era apertado e com as pernas fechadas daquela maneira ficava ainda mais. Ele voltou a olhar para ela que tinha os grandes olhos castanhos sobre ele.
Ainda assim na troca de olhares, o youkai começou a penetrá-la com força e a viu fechar os olhos pelo prazer que a tomava. Não demorou muito até que tivesse outro orgasmo. Sem perder tempo, ele a virou de costas e a colocou apoiada sobre os joelhos e cotovelos. Ficando atrás dela, penetrou-a outra vez e movimentou-se com extrema volúpia.
Nobuko sequer conseguia gemer. Seu corpo estava suado, pois um calor enorme tomou conta daquele quarto e parecia nunca acabar. Ali naquela posição com Yosuke penetrando-a fortemente por trás, ela o sentia atingir um ponto que lhe dava ainda mais prazer. Pouco depois, seu corpo começou a tremer e seu interior se contrair. Estava em outro orgasmo.
Cansada ela deixou o corpo cair na cama, mas enganou-se se pensou que Yosuke pararia. Daquele jeito mesmo continuou as estocadas e ela segurou firme o travesseiro enquanto afundava seu rosto nele. Yosuke ia cada vez mais forte, cada vez mais intenso e ela atingia o orgasmo cada vez mais rápido e antes que se desse conta, já havia chegado ao ápice outra vez e o sentiu vira-la de frente.
Agora de frente, ele abriu suas pernas e se posicionou entre elas. Penetrou-a com força e a humana arqueou o corpo pelo prazer que aquilo lhe proporcionou. Deu um ritmo intenso as estocadas e só agora sentia o ápice chegar para si.
Nobuko gemia enquanto o sentia se movimentar em seu interior. Estava completamente entregue as sensações que tomavam seu corpo e arranhava as costas do youkai com força extrema. Yosuke sentia que não agüentaria mais por muito tempo e decidiu chamar sua atenção.
– Nobuko. – A voz completamente retorcida pelo prazer e a transformação iminente. – Olhe para mim. – Ordenou e ela com relutância abriu os olhos.
– Ah...Yo-Suke... – Os gemidos da humana eram como musica para o youkai.
Foi à vez dele de fechar os olhos e quando os abriu estavam completamente vermelhos. As estocadas aumentaram ainda mais e Nobuko perdeu completamente o ar. Seu interior começou a se contrair outra vez e ela teve o maior orgasmo de todos naquele momento, até que sentiu algo escoar dentro de si.
Um rosnado saiu da garganta do youkai enquanto se despejava no interior da jovem, completamente satisfeito pelo que haviam acabado de fazer. Fechou os olhos outra vez e quando os abriu, eles estavam normais.
Procurou por qualquer expressão de espanto em Nobuko, mas ela o olhava completamente apaixonada. Retirou-se dela e deitou sobre a mesma. Beijou seus lábios com tranqüilidade, mas parou o carinho com rapidez, pois ainda estava normalizando sua respiração.
Ele beijou seu rosto e chegou até seu ouvido.
– Satisfeita? – Questionou com um tom malicioso.
Ela sequer tinha forças para responder. Estava muito cansada. Ele sorriu e beijou seus lábios delicadamente. Depois desceu por seu pescoço, colo, seios até chegar sua barriga. Iria continuar as carícias, mas ela suspirou demonstrando todo sua exaustão. Ele sorriu e voltou a seus lábios percebendo que os mesmos estavam vermelhos, bem como algumas partes de seu corpo já que sua pele era branca.
– Acho que deixarei que você descanse. – Ele disse ainda sorrindo enquanto ela sem sequer abrir olhos balançou a cabeça em concordância.
Deitou-se ao lado da jovem e a abraçou, permitindo que ela o abraçasse também e apoiasse sua cabeça em seu peito. Pela primeira vez naquela noite, Yosuke usou seus poderes para saber o que ela estava pensando e não pôde deixar de sorrir.
Nobuko estava muito feliz. Ela realmente o amava. Aquilo era tudo o que sempre quis. Deitar-se e dormir nos braços de seu amor. Sentia que ali era seu lugar.
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