Minha Doce Menina.

17 O que seu coração não queria sentir.


Notas iniciais
Olá pessoas. Bom, gostaria de dizer que estou sobre proteção policial, pois recebi várias ameças de morte pelo capítulo anterior. Mas ainda não é neste capítulo que as coisas se resolverão.
Ah! E Seriana, meus parabéns minha flor, toda felicidade do mundo pra você. Sua idéia foi incluída aqui, mas do meu jeitinho.
O que estiver em itálico e lembrança.
Sem mais delongas, eis o capítulo.
Boa leitura.

Rin voltou para a Aldeia. Estava muito chocada com o que acabara de acontecer. Tocou seus lábios e fechou os olhos. O gosto de Hajime ainda estava ali e ela podia sentir todo o seu corpo estremecer com aquela lembrança, ela voltou para a casa de Kaede enquanto Akiyo a esperava.

– Rin-sama, por onde esteve? Estávamos todos preocupados!

– Eu apenas fui me banhar no riacho. Não se preocupe tanto Akiyo.

– Tudo bem, agora eu irei preparar o jantar e já volto. Com sua licença. – A humana a reverenciou e saiu.

Rin voltou à presença de Kagome que agora estava sentada observando seu filho dormir. Quando ela passou por Inuyasha ele pode sentir imediatamente o cheiro de Hajime em Rin e ficou boquiaberto. Logo depois ele fechou sua boca e decidiu que não se meteria afinal aquela era a vida pessoal de Rin.

Depois de se alimentarem e muito conversarem, todos ali foram dormir. Rin pensava somente no que acontecera no riacho e em como se sentia com relação a isso. Lembrou-se de Sesshoumaru. Ela o havia traído de certa forma, mas seu relacionamento com o youkai não estava mais dando certo. Se ele soubesse a perdoaria? Ela sabia que não. Agarrou-se ao corpo com medo do que Sesshoumaru era capaz de fazer se descobrisse a verdade e temeu por sua vida e a de Hajime. Foi dormir muito preocupada durante a noite e tinha razão para tal.

Acordou na manhã seguinte com pouca disposição. Espreguiçou-se e levantou. Akiyo já estava preparando o desjejum e Rin ainda podia se sentir uma princesa com a empregada ali. Kaede já havia acordado e conversava um pouco com a bela humana de cabelos enrolados. Rin aproveitou que estavam em uma conversa animada e foi fazer sua higiene matinal.

Tivera um sonho maravilhoso aquela noite. Hajime e abraçava e beijava e ainda dizia em seus ouvidos o quanto a amava. Depois fizeram amor de uma forma romântica e apaixonada. Então ela se lembrou que aquilo não era um sonho. Aliás, era na parte em que ele dizia que a amava e que fizeram amor romanticamente porque a realidade foi bem diferente. Ela afugentou os pensamentos de sua cabeça.

Aproveitou maravilhosamente o dia. Paparicou imensamente a Yuzo, que era um lindo bebê. Divertiu-se com todos os seus amigos. Retomou velhos hábitos e matou a saudade de todos ali. Mas havia algo que seu coração a impedia de esquecer. Esperava não encontrar aquele que compartilhara algo tão íntimo com ela na tarde passada e depois de muito pedir aos céus para não encontrá-lo o viu e como imaginava preferia não tê-lo visto. Sentado em uma pedra estava Hajime e ao seu lado Kaori. Ele viu que a menina o olhava e colocou seu braço em volta do pescoço da moça e deu-lhe um beijo intenso olhando e sorrindo para Rin.

Era a mais humilhante sensação. Fora traída, magoada e enganada mais uma vez. Porque o destino agia dessa forma com a menina? Era tudo conseqüência de seus próprios atos impensados. Lembrou-se mais uma vez de Sesshoumaru. Será que ele teria feito algo assim? Não. Mas era tarde. Rin lembrou-se de cada toque do rapaz e sentiu nojo de si mesma. Esse era o preço de se ouvir o coração. Sempre haveria a decepção. Será que sempre? Já não importava mais, pois na mente da menina amar não era tão lindo.

Ela sentiu seus olhos encherem-se de lágrimas, mas não chorou. Manteve-se firme. Seria impassível, assim como o grande Sesshoumaru era. Caminhou para a cabana de Kaede, as lágrimas e um nó em sua garganta pressionavam-na ao choro, mas ela manteve-se firme.

Durante a manhã do dia seguinte Raiden apareceu para buscá-las. O youkai olhou para Rin e levantou uma sombra celha como questionamento. Seu faro apurado não estava enganado, ela havia estado com outro homem. Embora fosse fraco era perceptível. Pensou imediatamente em Sesshoumaru. A vida da humana estava em perigo. Sesshoumaru tinha Rin como propriedade sua. Tentou focar sua mente em outros pensamentos, afinal assunto de seus senhores, não lhe convinha se meter.

Chegaram às Terras do Oeste ao anoitecer. Todos estavam terrivelmente cansados pela viagem e precisavam se alimentar e dormir. Após fazerem suas refeições cada um voltou a sua vida normal. Sesshoumaru não esteve presente durante o jantar e fora avisado para que não o esperasse. Nem mesmo Jaken estava em casa, havia viajado com o grande youkai.

Ela passou pelo quarto de Sesshoumaru e entrou. Sentia-se muito sozinha naquele imenso castelo quando Sesshoumaru não estava. Ficou parada observando todo o quarto. Fechou a porta atrás de si e decidiu abrir o armário de roupas do youkai. Passou as mãos por todas elas, aproximou-as de seu nariz e sentiu o cheiro daquelas roupas tão macias. Deitou-se na cama do youkai e imaginou como ele deveria passar a noite ali. Acabou pegando no sono.

Acordou ouvindo o resmungar do pequeno youkai verde.

– Como ousa deitar-se na cama de Sesshoumaru-sama!

– Desculpe-me Jaken-sama, eu estava com sono... – Ela disse ainda meio sonolenta. – Ah eu senti tanto a sua falta.

Jaken sorriu um pouco, mas logo depois retomou sua postura séria. Séria até demais. Ficou boquiaberto e então permaneceu desta maneira.

– Jaken-sama? Jaken-sama? – Ela o chamava, mas nada disse o youkai. – Bom eu vou sair agora...

A menina deu de cara com Sesshoumaru que tinha uma expressão muito séria no rosto.

– Jaken, saia. – O pequeno youkai verde reverenciou a Sesshoumaru e retirou-se dali imediatamente. Ele olhava furiosamente para Rin.

– Eu senti sua falta Sesshoumaru-sama... – Ela disse sorrindo, mas percebendo que havia algo de errado parou de falar.

–Você permitiu que Hajime a tocasse. – A voz demonstrava raiva.

– Co... Como assim Sesshoumaru-sama? – Ela dizia gaguejando.

– Não se faça de ingênua Rin. O cheiro dele está em você. – Ela estava chocada. Não sabia o que dizer. – Seu espanto prova que é verdade.

– Perdoe-me Sesshoumaru-sama eu... – Não terminou, pois foi impedida. Sesshoumaru a segurou pelo braço e a empurrou para a parede tão rápido que ela só soube que isso aconteceu, pois onde ele apertava doía e ela acabou batendo fortemente na parede.

– Como ousa me desrespeitar? – Ele dizia entre os dentes.

– Sesshoumaru-sama eu juro que não fiz nada. – Ela começava a beirar o desespero. Os olhos de Sesshoumaru estavam vermelhos.

– Eu não... Eu não... – Ele apertou o braço.

– Não minta pra mim.

– Ah! Meu braço... Meu braço... – Ela começaria a chorar. Ele apertou mais. Se ela tinha coragem para fazer, deveria ter para assumir. – Eu não fiz nada!

– Acaso acha que sou um tolo Rin? Acha que pode enganar meu faro? – Ele a apertou mais uma vez contra a parede.

– Eu juro não me entreguei a ele!

– Assuma.

– AH! O meu braço está doendo! – Ela gritava agora e ele a soltou. Ela acabou caindo no chão segurou-se com as duas mãos porque cairia sobre o rosto. O braço esquerdo que Sesshoumaru pressionou estava doendo. – Eu não fiz! Eu não fiz!

O youkai estava de pé em frente à humana. Olhava-a com desprezo. Tinha retomado o controle.

– Como ainda consegue mentir Rin.

– Eu não fiz Sesshoumaru-sama eu juro pro tudo o que há de mais sagrado! – E mesmo que seu corpo provasse o contrário, os olhos de Rin mostravam que o que defendia era verdade.

– E porque não fez.

– Por sua causa. – Ele espantou-se, mas mantinha a pose de antes.



Ele a pegou no colo e a levou para fora da água deitando-a no chão. Logo depois, beijou todo o corpo da moça a tocando em lugares muito sensíveis. Hajime nem ao menos se importou se ela estava pronta ou não, pensava apenas em seu prazer, e ela? Bom ela literalmente se entregou.

Mas a grande verdade é que ela não se entregou a ele e sim a voz que veio em sua mente, fazendo a despertar do transe maligno que aquele que abria caminho entre suas pernas a deixara. A voz dizia:

– Fazê-la minha agora quando hoje mesmo pela manhã estava irritada por minha falta de atenção só lhe traria arrependimentos. Não se esqueça de seus sentimentos.

Sentimentos, ela pensou. Será que Hajime a amava a ponto de ter qualquer tipo de sentimento? Ele abriu ainda mais a perna da moça. Acariciou o local e Rin sentiu-se estranha. A voz de Sesshoumaru assombrando sua mente.

– Hajime?

– O que foi?

– Você me ama? – Ele olhou-a sorrindo, mas não amorosamente.

– Ainda é a mesma melosa de sempre, não?

O rapaz decidiu acabar com aquilo tudo de uma vez. Colocou seu pênis na entrada de Rin e com uma força brutal empurrou-o para o caminho nunca antes explorado da garota. O membro do rapaz não entrou, porque suas palavras a fizeram se travar e isso causou uma enorme dor na moça. Hajime continuou tentando, mas ela o mandou parar. Ele vestiu suas roupas rapidamente e saiu dali usando várias palavras de baixo calão.

A humana sentou e olhou a sua volta. O que aquele rapaz era? Que sentimento era esse que se permitia voltar e voltar quantas vezes fosse preciso? E no momento especial como o que estava vivendo aquela outra voz à chama a atenção? A vira era realmente complicada.

Ela abraçou-se em volta dos joelhos.

–Sesshoumaru-sama, será que um dia você será capaz de me fazer sentir amada? – A verdade era que se pudesse Rin jamais aceitaria. Ele era frio demais. Hajime seria sua ultima ferida.



A menina chorava com aquelas palavras. Estava sentada da mesma forma com que descrevera anteriormente. Sesshoumaru impassível, apenas olhava para a menina a sua frente. Ela esperava uma resposta.

– Isto não muda o fato de você ter querido e ter se proposto a isso.

– Mas eu me arrependi Sesshoumaru.

– Não se arrependa, é inútil. – Ele se virou e começou a caminhar ela o impediu segurando-lhe as pernas.

– Não faça isso, por favor. Eu te peço perdão, mas não me abandone aqui. – Ela dizia chorando.

– Te perdoar não é o suficiente para que tudo fique bem.

– É sim! É sim! Por favor, Sesshoumaru-sama. Eu quero te amar.

– Você não pode sentir o que seu coração não queira sentir.

– Por favor, Sesshoumaru-sama.

– Solte-me Rin. – Ela apertou um pouco mais o abraço e depois o soltou. Ele caminhou em direção a porta e saiu.

Rin o observou ir embora e chorou ainda mais. Ela se deu conta de que o mesmo sentimento que a fez se arrepender de ter permitido que Hajime a tocasse, agora a fez se arrepender de tê-lo deixado ir embora.

Mas Sesshoumaru poderia ir embora para sempre e esta era uma perda que a menina poderia nunca suportar. Pobre Rin. Quando perceberá que seus sentimentos por Sesshoumaru vão muito além do que pode imaginar?


Notas finais
Parece que agora quem não quer é o nosso querido Sesshy. Será que este é o fim para o romance deste casal?
Beijo e até a próxima.