Minha Doce Menina.

18 Estado preocupante.


Notas iniciais
Pelo visto fui perdoada, não?! Na minha cabecinha já estava tudo planejado. (Enganei o bobo na casca do ovo ♫ Brincadeirinha) ASHUASHUASHUAHSUAHSU
Boa leitura.

Deitada sobre sua cama observando um ponto fixo no quarto estava Rin. Não sabia que dia era aquele. Apenas sabia que ficar naquele quarto era a sua vontade. Akiyo estava terrivelmente preocupada. Rin que outrora era uma moça extrovertida e simpática, agora nem mesmo sorria. Eram assim todos os dias desde que Sesshoumaru fora viajar. Ele estava fora a pouco mais de três meses e Rin sabia muito bem o porquê disto. Depois do dia em que a moça voltou da Aldeia de Inuyasha e eles tiveram a conversa no quarto do youkai, ele mudara completamente. Era como quando se conheceram. Tudo o que ela fazia ele reprovava. Ela começou a perceber que as coisas não tinham mais sentido. Perdeu aquele a quem amava e perdeu a única pessoa que em toda a sua vida se importou e cuidou da menina que ela era.

Depois que o youkai foi embora, ela percebeu o que sua razão tanto tentou lhe mostrar, mas era tarde. Agora não haveria chance, ou haveria? Ela não sabia mais de nada, não queria pensar em nada. Apenas desejava que Sesshoumaru estivesse ali.

Rin percebeu muito tarde que por mais forte que fosse Hajime seria seu ponto fraco e ao invés de enfrentá-lo ela se entregou. Essa entrega lhe custou muito caro. Sesshoumaru nunca a perdoaria. Sesshoumaru... Sesshoumaru... Será que um dia, quem sabe... Uma lágrima rolou de seus olhos com aquele pensamento. Ele havia ido embora e nem sequer lhe disse adeus. Sem uma palavra, sem um olhar.

- Raiden, eu não sei mais o que fazer! – Disse Akiyo completamente aflita. Estava sentada no colo de Raiden, na cama do youkai.

- Acalme-se minha Akiyo.

- Como eu posso me acalmar? Ela pode adoecer, ou mesmo morrer! – A menina tremeu com o pensamento.

- Isso tudo acabará quando Sesshoumaru-sama retornar. Não se preocupe.

- Agora mesmo é que devo me preocupar. Raiden, quando é que Sesshoumaru voltará?

- Eu não sei.

- Era essa resposta que eu temia. – Ele abraçou fortemente a moça e depois beijou seu pescoço.

- Porque não esquecemos estes problemas? Vamos aproveitar mais um pouco... – O youkai a beijou e ela correspondeu. Depois de beijos intensos ele a deitou em sua cama e ia deitar-se sobre ela quando a moça fugiu. Ficou de pé na frente do youkai ofegando.

- Raiden... Eu preciso voltar para o castelo. – Ele sorria ao ouvir o coração acelerado da moça. Levantou-se e ficou em frente a ela. Abraçou-a e beijou seu pescoço.

- Fique mais um pouco meu amor... – Ele sussurrava.

- Raiden...

- Prometo que a levo daqui a pouco, mas agora... – Ele a beijou intensamente. Estava louco de desejo por aquela mulher, mas ela conseguia se desvencilhar dele com muita facilidade, mesmo ele sabendo que ela o deseja talvez na mesma proporção que ele a desejava.

- Para Raiden... – Ela dizia fracamente entre o beijo. Ele continuava a beijando até que colocou a mão nas nádegas da menina e a puxou fazendo com que ela saltasse e despertasse de seu transe. Separou-se e buscou por ar. – Eu estou indo para o castelo. Meu horário de refeição já vai acabar.

- Tudo bem, você venceu. Eu a levo.

Ela abriu-lhe um sorriso e ele correspondeu. A moça havia vencido mais aquela batalha, mas no final Raiden venceria a guerra.

A empregada chegou ao castelo acompanhada pelo youkai. Na despedida ele deu-lhe um beijo na testa e ela foi diretamente para o quarto de Rin. A bandeja com a comida estava intacta e Akiyo suspirou.

- Rin-sama, a senhora precisa comer. – A humana não respondeu. – Deseja ao menos comer uma fruta?

O silêncio foi à resposta de Rin.

- Por favor, Rin-sama. Diga alguma coisa.

Nada, nenhuma palavra. Akiyo se dirigiu até Rin e viu que ela estava de olhos fechados. A menina estava mais pálida que o normal. Ela pegou um lençol para cobrir o corpo da menina e percebeu que ela estava muito fria. Decidiu chamá-la.

- Rin-sama? Rin-sama? – Akiyo estava ao lado de Rin. Ela encostou a mão na testa da menina e aí sim ela pode perceber o quanto Rin estava fria, sua respiração era muito fraca. – Rin-sama, por favor, acorde. Rin-sama!

A empregada começou a desesperar-se ela sacudia Rin e esta não a respondia. Ela saiu do quarto correndo e chegou até o corredor, por onde Nobuko passava.

- Nobuko, chame um médico agora! – A humana tinha os olhos cheios de lágrimas.

- O que aconteceu Akiyo? – A outra empregada perguntou preocupada.

- Rin-sama, ela desmaiou.

- Kami-sama! – A humana correu por todo o castelo e dirigiu-se até a casa do médico.

Quando o doutor Nakajima que era um excelente youkai com amplos conhecimentos medicinais chegou ao castelo, a humana ainda estava desacordada.

- Ela se alimenta bem? – Perguntou o youkai com sua voz grave.

- Ultimamente não senhor. – Akiyo logo respondeu.

- E desde quando dura esse ultimamente?

- Desde que Sesshoumaru-sama saiu em viagem. – O youkai balançou a cabeça negativamente. — Ela logo acordará.

Depois de alguns minutos Rin abriu os olhos e deparou-se com o youkai a sua frente.

- Konnichiwa Rin-sama. – Disse simpaticamente o médico. – Me parece que anda causando muitas preocupações em seus empregados.

Ela ainda não entendia e nem sabia quem era aquele homem.

- Eu sou o doutor Nakajima e estou aqui somente porque a senhorita não se alimenta corretamente. Desmaiou porque seu corpo não podia mais se sustentar sozinho. Seus batimentos estão terrivelmente baixos. Se não comer, pode pegar uma gravíssima doença e morrer porque seu corpo pode não agüentar reagir contra ela.

Rin via tudo ao seu redor girar. O youkai se levantou e deu instruções a Akiyo que pediu que ele viesse novamente dentro de uma semana e ele rapidamente concordou. Despediu-se de Rin e de Akiyo e foi embora.

-Rin-sama, Sesshoumaru-sama não gostará nada de saber que isso aconteceu. – Disse a empregada em tom de repreensão e Rin revirou os olhos.

Fora assim durante toda a semana, ela simplesmente não queria, mas tinha que comer. Era sempre uma briga e Akiyo queria muito poder obrigá-la e até mesmo esbofeteá-la para que ela comesse e mesmo assim comia pouco, mas comia.

Depois de uma semana de seu desmaio o doutor voltou ao castelo.

- Vejo que está bem melhor Rin-sama.

- Sim, estou me sentindo muito bem. – Ela disse com um meio sorriso.

- Vamos ver. – Ele chegou perto de Rin e colocou a mão em sua testa. – Ainda não está completamente bem, mas está bom de início.

Akiyo suspirou aliviada e logo depois o youkai despediu-se de Rin chamando a atenção de Akiyo para que ela o acompanhasse. A menina fechou a porta e ele se prontificou a falar.

- Seja o que for que aconteceu com ela, é melhor que resolva. Seus problemas não são físicos e sim mentais.

- Ela sofre de amor, Nakajima-sama.

- Jovens... – Ele sorriu. – Até logo.

- Muito obrigada Nakajima-sama.

O youkai se retirou do local, pensando em como humanos eram sensíveis quando se tratavam de sentimentos. Até que se deparou com uma figura imponente na entrada do castelo.

- Sesshoumaru-sama. – O youkai reverenciou-o.

- O que faz aqui. – Disse apenas.

- Eu vim por Rin-sama.

- Quem é que está dando trabalho na ausência de Sesshoumaru para que Rin se preocupe tanto assim!

- Não Jaken, entendeu errado. Reformularei minha fala. Eu vim aqui para cuidar de Rin-sama.

- Rin?! – Disseram Sesshoumaru e Jaken ao mesmo tempo, ambos espantados, mas Sesshoumaru ainda impassível.

- Sim Sesshoumaru-sama, parece que ela passou por um momento muito ruim emocionalmente e sua ausência piorou o estado da mesma. Fará bem a ela vê-lo.

Sesshoumaru nada mais disse o youkai médico o reverenciou e saiu da presença do youkai.

- Jaken.

- Hai Sesshoumaru-sama.

- Entre e veja o estado de Rin. Ainda tenho coisas a resolver.

- Como desejar Sesshoumaru-sama.

O pequeno youkai verde entrou no castelo e Sesshoumaru olhou na direção do quarto de Rin. Pensava muito em ir lá, mas seu orgulho não o deixava. Ficaria mais um tempo afastado dela.

Notas finais
Será que era realmente o momento dele ficar longe de Rin?
Beijo e até a próxima.