Minha Doce Menina.

119 O primeiro passo para a paz.


Notas iniciais
Primeiro, peço milhões de desculpas pela enorme demora. Segundo, este é o penúltimo capítulo, galera! Que emoção! Boa leitura.

Uma chuva fina e fria revelava que a temperatura dos próximos dias cairia e que muito mais chuva viria. Raiden já havia controlado o tempo por muitas vezes durante aquela viagem, mas ele não podia interferir o tempo todo. Yosuke podia sentir a mente por trás de toda a armação e Sesshoumaru sentia seu rastro fraco e nojento.

Eles já viajavam a mais de quatro semanas enquanto o alvo de Sesshoumaru mudava de lugar varias vezes. O ser astuto e repulsivo parecia querer enlouquecer o Dai Youkai. Talvez não conseguisse algo tão grande, mas era impossível não ficar minimamente aflito enquanto ele tinha sua amada esposa sozinha o esperando.

Uma rajada de poder veio na direção de Sesshoumaru e antes que qualquer um dos três youkais atrás dele fizesse algo, ele se desvencilhou. Com uma velocidade extremamente rápida, ele deferiu um golpe com suas garras venenosas e alguém usou um escudo para se defender.

– Finalmente me encontrou Sesshoumaru. – As palavras foram pronunciadas com audácia e deboche.

Kaname, que havia se juntado aos três youkais durante sua jornada, parou de voar e caminhou em direção ao local que seria o campo de batalha. Talvez, o melhor termo fosse campo de extermínio, já que Sesshoumaru não pretendia deixá-lo vivo.

– Desde o princípio eu soube que não existiria outra pessoa capaz de usar tais poderes além de você. Esperava que esta busca revelasse outro ser, mas eu estive certo o tempo todo. – O youkai de cabelos pratas se pronunciou. Seus olhos revelavam sentimentos muito profundos. Sua voz revelava ainda mais.

– E então você veio até mim.

– Eu esperava nunca mais vê-la, Hyuna.

*

Olhando para a janela e coberta por grossos cobertores, Akiyo olhava para a chuva fina que caía do lado de fora. Sua mente vagava longe. Seus pensamentos eram desordenados. Seus sentimentos completamente mudados.

Seiko bateu a porta e a humana ordenou que entrasse. Sem retirar os olhos da janela, ouviu o que sua empregada tinha a dizer.

– Senhora, a esposa do General Yosuke está aqui.

– O que ela quer? – Perguntou sem emoção. Ainda olhava a chuva fina.

– Disse que deseja conversar senhora. – A empregada a observava minuciosamente. – Sente-se em condições de recebê-la? Deseja que eu a dispense?

A humana não respondeu de imediato. Não queria começar uma discussão, mas estava curiosa para saber o que aconteceria.

– Pegue um casaco bem quente. Descerei para recebê-la.

Alguns minutos depois, Akiyo apareceu no topo das escadas de sua casa. Olhou para Nobuko que estava sentada em seu sofá atenta a tudo que acontecia ao seu redor. A humana segurou firme no corrimão e iniciou sua descida. Nobuko olhou para trás e se levantou. Alisou a barriga instantaneamente. Akiyo caminhou lentamente até ela e as duas ficaram frente a frente.

O clima de tensão estendeu-se por toda a sala. Enquanto os olhos de Akiyo eram frios, os olhos de Nobuko revelavam que seu estado de espírito era completamente oposto ao de Akiyo. Tudo se confirmou pelo sorriso que ela deu ao acariciar lentamente sua barriga. Cansada fisicamente e mentalmente, Akiyo decidiu terminar logo com aquela situação.

– O que você quer. – Disse de maneira fria, distante.

– Conversar. – Nobuko respondeu calmamente.

– Então fale. – Akiyo a pressionou. Nobuko a olhou de alto a baixo e percebeu inúmeras mudanças em Akiyo.

Ela parecia estar com os seios maiores. Seus cabelos, que haviam adquirido um tom mais escuro desde que ela voltou para as Terras do Oeste estavam mais claros como quando elas eram jovens. Seu rosto estava pálido e ela respirava com dificuldade. Nobuko sorriu ao somar tudo aquilo e obter sua resposta.

– Vim até aqui para dizer que eu sou oficialmente a mulher de Yosuke e que não existe absolutamente nada que você possa fazer para mudar isto.

Nobuko parou para analisar Akiyo. Achou que ela explodiria em ódio e começaria uma grande discussão, mas a mulher a sua frente limitou-se a olhá-la. Decidiu prosseguir.

– Como você pode ver, estou gerando o segundo fruto do meu amor por Yosuke e agora estamos unidos não somente pelas leis youkais, mas pelas tradições humanas também. Nós estamos muito felizes Akiyo. Minha família nunca mais será destruída.

Os olhos de Akiyo continuavam frios. Nenhuma das provocações de Nobuko foi capaz de quebrar aquela fortaleza que ela construiu em volta de si. Isto era um incômodo.

– Você não vai responder? – Questionou, ainda alisando sua barriga volumosa.

– O que quer que eu diga? – Akiyo a perguntou. – Quer que eu grite ou mesmo discuta com você afim de que mais uma vez Raiden te ouça e tente me matar?

– Raiden não está aqui.

– E nem Yosuke, por isso veio até mim.

Touché. Nobuko ficou em silêncio e seus olhos que antes eram atrevidos passaram a ser cautelosos.

– Se você estivesse convicta de que não existe qualquer ligação entre Yosuke e eu, que não existe a mínima chance de seu relacionamento ser rompido outra vez, não teria vindo até aqui para me dizer tais palavras.

– Você ama o meu marido! – A humana de cabelos lisos não se conteve.

– Sim, amo. Sempre vou amar. Todavia, sua mente é muito limitada para entender o laço que nos une.

Nobuko começou a se agitar.

– Você tem que amar a Raiden!

– E eu amo. Eu o amo com toda a minha vida, com tudo o que há em mim, entretanto, não posso dizer que meus sentimentos por Yosuke não existem. Ele foi meu companheiro, melhor amigo e protetor. Foi o único que nunca me deixou sozinha ou desamparada. Foi o homem que me ajudou a cuidar da minha filha. Foi o único que independente de qualquer coisa, só quis o meu bem. Todas as vezes que eu me vi perdida, ele estava lá para me guiar. Todas as vezes em que eu chorei, ele secou as minhas lágrimas e quando eu queria desistir de tudo ele me dava inúmeros motivos para continuar. – Os olhos de Akiyo se encheram de lágrimas. – Eu nunca… Nunca… — Ela precisou controlar a voz. – Nunca vou esquecer tudo o que ele fez por mim.

Um silêncio terrível se instaurou sobre a sala de estar. Akiyo deu alguns passos até ela, para que a mesma percebesse a verdade em seus olhos.

– Eu não me surpreendo mediante o seu silêncio. Sabia que sua intenção era vir até aqui para me afrontar. Você é burra demais para entender qualquer sentimento que não seja seu. Infelizmente os anos que viveu ao seu lado deixaram Raiden exatamente como você. Cego. Consumido completamente pela raiva e pelo ódio. – Nobuko abriu os lábios para falar, mas Akiyo continuou. – E nem pense que eu não sei qual eram as suas intenções desde a ultima vez em que nos encontramos. Você tinha esperanças de que ele me matasse.

– Sim, eu tinha. – Nobuko assumiu. — Mas ele não te matou.

– E se ele consumasse o fato? E se eu estivesse morta agora? Você estaria feliz?

– Provavelmente não, porque Yosuke não iria me perdoar.

– Ah… Yosuke não iria te perdoar! – Akiyo usou um pouco de sarcasmo. – Isso significa que hoje você não teria chance de vir até aqui para me dizer estas coisas, não é?! – Mediante o seu silêncio Akiyo continuou. – Coloque nessa sua cabeça que Yosuke não precisa que eu esteja morta para ficar com você. Coloque também nessa sua cabeça de vento que agora que estão juntos, você tem a oportunidade de fazer a coisa certa e ser uma pessoa melhor. Agora vá embora daqui. Nós não temos mais nada para conversar. – Akiyo lhe deu as costas.

– Eu também sou grata a Raiden por tudo o que ele fez por mim, mas não é fácil saber que o homem que eu amo tem uma ligação com a mulher que o fez abandonar o seu casamento. Eu não suporto a maneira como vocês se olham! Eu não suporto a maneira como vocês falam um do outro! – Os olhos de Nobuko se encheram de lágrimas e ela começou a agitar as mãos enquanto falava. – Eu odeio saber que ele amou a você! Que ele tocou em você! Que um dia os dois foram completamente apaixonados um pelo outro! Você não sabe o que é sentir isso!

– Sei sim. – Ela se virou para Nobuko. – Sei exatamente como são esses sentimentos. Acaso se esqueceu de quando voltou a morar naquela casa por causa de sua marca? Eu morava naquela casa também. Eu vi Yosuke lutar por seu amor enquanto você desejava voltar a viver aqui por saudade de Raiden. Eu o via visitar aquela casa todo dia só para saber como você estava. Eu via o carinho e cuidado que ele tinha por você e a maneira amorosa com que ele te tratava. – Akiyo se alterou e as lágrimas inundaram seus olhos outra vez. – Eu vi aquela casa cheia de flores, porque Raiden as levava para você! Eu via seu olhar encantado todas as vezes que ele olhava para você! Eu presenciei o beijo que vocês deram no baile de Kaname! – Dessa vez as lágrimas de Akiyo caíram. As de Nobuko também. – Vocês viveram como marido e mulher durante seis anos. Seis anos. Eu vi Yosuke ser rejeitado porque você estava ligada a Raiden. Raiden sequer me olhava porque suas atenções eram todas direcionadas a você. Portanto, nunca diga que eu não sei o que é ver o amor da sua vida estar envolvido com outra mulher.

As duas continuaram chorando por alguns minutos. Eram lágrimas que foram acumuladas desde sua adolescência. Akiyo foi a primeira a se recuperar e enxugou suas lágrimas, mas foi Nobuko quem falou.

– Você acha que estamos do lado errado? Acha que eu deveria estar com Raiden e você com Yosuke? Acha que tudo até aqui foi um erro?

– Não. – Akiyo falou ainda com a voz embargada. – O que eu acho Nobuko, é que você tem que esquecer o passado. Você precisa se desapegar desse sentimento de ódio que nutre por mim. – Ela secou algumas lágrimas que caíram. – Se eu soubesse que você era apaixonada por Katsuo, jamais teria me envolvido com ele. Teria dado uma madeirada em sua cabeça quando ele disse que gostava de mim.

As duas sorriram em meio às lágrimas. Olharam-se, enxugaram o rosto e continuaram sorrindo. Depois de um tempo, as duas ficaram sem jeito e perceberam que estava na hora de encerrar aquele assunto.

– Eu não sei se sou capaz de pedir…

– Não quero que me peça nada. Só quero que você viva a sua maneira sem achar que eu serei uma pedra em seu caminho. – Akiyo disse sinceramente. – Eu só estou muito cansada de tudo isto Nobuko. Quero seguir em frente e acho que você deveria fazer isto também.

– Eu vou tentar. Não vou dizer que gosto de você, porque ainda não gosto, mas eu vou tentar.

Pela primeira vez Nobuko disse algo a Akiyo sem qualquer sentimento ruim. Ela realmente falava a verdade. O que as duas precisavam fazer era entender que o passado deveria ser esquecido e que a vida tinha muito mais para elas.

Pelo menos para Nobuko, para Akiyo a situação era bem diferente.

*

Sesshoumaru mantinha os olhos fixos em sua presa. Hyuna. Uma youkai de cabelos negros e olhos cor de mel. Sua feição era meiga e inocente, sua vestimenta nobre e bonita. Seu sorriso hipnotizante, mas seu cheiro era de cadáver.

– Eu sei que te matei. – Disse Kaname. – Quem ressuscitou você?

– Acredito que seu nobre senhor saiba. – Hyuna olhou para Sesshoumaru. – Ele está aqui para me matar.

– Hyuna por qual motivo fez isto? – Kaname estava indignado. Mesmo que nunca admitisse, para ele era difícil olhar a youkai que tanto amou e que o traiu de maneira baixa e suja.

– Achei interessante o fato de poder vê-lo outra vez. – Ela dizia com sua voz delicada. – A quem eu quero enganar? A única coisa que me atraiu foi à possibilidade de matar você. Também devo acrescentar o fato de que você se mostrou verdadeiramente envolvido por essa… humana. Eu nunca aceitaria isto. Seu eu morri por suas mãos, aquela garota também tinha que morrer. – O sorriso doce e meigo tornou-se cruel. Finalmente ela estava revelando sua face.

– Você se aliou aos meus inimigos para tentar matar todo o meu clã! O que esperava que eu fizesse? Deveria ter te matado no momento em que te conheci!

– Já chega Kaname. – Finalmente pronunciou-se Sesshoumaru. – Hyuna é minha presa e eu vim até aqui para matá-la.

– Já esperava que dissesse isto, Sesshoumaru-sama. – A youkai pronunciou com desdém. – Saiba que não será uma batalha muito fácil. Eu permiti que vocês me encontrassem.

No mesmo instante Yosuke enviou uma onde gigantesca de poder para a mente de Hyuna. Isto fez com que ela baixasse a cabeça pela dor. Raiden fez com que um redemoinho cortante arranhasse sua pele. Ela não teria como escapar.

– Você pode fugir, mas não pode se esconder. – Disse Yosuke.

– Não nos subestime, Hyuna. – E um filete de sangue correu do pescoço da youkai. Ela percebeu que Raiden podia controlar o redemoinho e sabia exatamente onde cortá-la.

Raiden sorriu ao ver sua expressão. Yosuke paralisou todo o seu corpo fazendo com que ela temesse.

– Parem. – Sesshoumaru finalmente se pronunciou. – Ela é minha presa. – No mesmo instante seus generais cessaram o ataque.

Hyuna voltou a sua posição elegante e encarou ao Dai youkai a sua frente. A luta começaria naquele momento.

*

Rin estava tomando mais um pouco de chá quando Kagome se aproximou dela para conversar.

– Rin-chan… Está… Tudo bem? – A sacerdotisa estava receosa, mas sabia que a senhora das Terras do Oeste precisava conversar.

– Não. Eu sinto falta de Sesshoumaru. Sinto falta do meu filho Hideaki. Sinto falta da minha casa e sinto-me péssima por saber que estive ligada a Kaname por poderes youkais sem perceber. Eu não sei se Sesshoumaru…

– Ele sabe. – Kagome se pronunciou e mordeu o lábio inferior demonstrando seu nervosismo.

– O quê?! – Rin se sobressaltou.

– Keh! Você nunca consegue ficar com essa boca fechada, não é Kagome?! – Questionou Inuyasha, que entrava em sua casa com seu filho mais velho sobre seus ombros e seu filho mais novo no colo.

– Inuyasha…

– Sesshoumaru pediu isto a nós dois. Rin não deveria saber. – Ele fechou os olhos e balançou a cabeça. – Por que você é tão fofoqueira?

– Mamãe, fofoqueira! – Repetiu Yuzo, seu filho mais velho e Kagome explodiu de tanto ódio.

– Como você se atreve a falar isto na frente dos meus filhos! Eu só não digo aquela palavra porque você está com eles no colo! – Kagome gritou.

– Nem adianta gritar comigo! – Defendeu-se Inuyasha.

– Espere um pouco… — Rin se levantou, interrompendo a discussão do casal. – Então Sesshoumaru veio até aqui e pediu para que vocês cuidassem de mim?

Inuyasha e Kagome olharam para Rin e depois se entreolharam. Eles se questionavam apenas com o olhar se deveriam ou não contar a ela, mas pelo fato de Kagome já ter falado, eles perceberam que era melhor continuar.

– Eu tive um sonho horrível com você. Sonhei que Sesshoumaru a matava. Poucos dias depois ele veio até aqui e me pediu para desfazer uma terrível ligação youkai. Ele nos falou que você não sabia sobre isto. Nós pensamos que Sesshoumaru estava se separando de você, mas não era nada disso. Ele fez tudo isto para te proteger.

– Ele provavelmente está em batalha agora. – Afirmou Inuyasha.

Rin ficou completamente parada, chocada. Ela não tinha palavras para expressar tudo o que estava sentindo naquele momento. Sesshoumaru havia feito tudo aquilo para protegê-la.

– Mas por que ele não me contou… Ele poderia ter me dito que…

– O inimigo tinha total acesso a sua mente, mas não a de Kaname. Por ser um youkai com poderes da mente, havia uma parte de seus pensamentos que ele podia ocultar. – Explicou Kagome.

Rin colocou as mãos sobre seu rosto e respirou fundo. Foi inevitável não sentir as lágrimas que se acumularam em seus olhos. Sesshoumaru havia feito tudo aquilo porque a amava. Isto significava que a sensação que vinha a inundando há tempos de que deveria apenas esperar por ele era real.

Ela estava muito feliz. Estava verdadeiramente feliz.

*

Hyuna foi lançada para trás com violência pelo chicote de Sesshoumaru. Ele liberou pouco do seu veneno, mas foi o suficiente para que lhe causasse muita dor. Sua visão estava ficando turva, mas ela ainda podia sentir Kaname olhá-la com pena. Isto a irritou.

– Acho que está na hora de usar tudo o que tenho.

E então a youkai se ergueu. Com um sorriso perverso no rosto criou um escudo de poder em torno de si e o lançou em direção a Sesshoumaru. Ele desviou e todo aquele poder atingiu em cheio uma árvore, fazendo com que a mesma se desintegrasse.

– Não é isto que sua Bakusaiga faz? – Questionou com audácia.

Sesshoumaru analisou o estrago que ela havia feito na árvore e sorriu de lado. Isto era um péssimo sinal, claro. Voltou a olhar para Hyuna, que mantinha os olhos fixos sobre ele. Sesshoumaru não tinha mais tempo a perder com aquela youkai. Iria exterminá-la.

Rapidamente ele a atacou e deferiu vários golpes com seu chicote contra ela. Hyuna usava inúmeras rajadas de poder, mas não conseguia penetrar na mente de Sesshoumaru para domá-lo. Procurou alguma influência psíquica do outro youkai no campo de batalha, mas não encontrou. Após ser atingida outra vez por Sesshoumaru e ser lançada para longe, ela percebeu que não teria chance.

Seus olhos ficaram brancos, seus cabelos balançaram. Ela uniu as mãos e iniciou o pronunciamento de palavras desconhecidas. Quando Sesshoumaru se aproximou dela para outro ataque, percebeu que ficou mais difícil acertá-la. Certo de que deveria ir até Rin o mais rápido possível, ele decidiu finalizar seu ataque.

Aumentou sua velocidade e a força com que executava seus movimentos. Mais uma vez jogou Hyuna para longe, mas diferente de antes, agarrou o chicote ao seu tornozelo e a trouxe de volta. Enquanto a youkai vinha em sua direção, ele sacou a Bakusaiga, ela desviou caindo de joelhos, mas não a tempo de ver o movimento que ele realizou com seu outro braço.

E em milésimos de segundos, Sesshoumaru atravessou a Tenseiga no peito de Hyuna.

A youkai arregalou os olhos. Anos atrás, Kaname atravessou seu peito com sua espada. Golpe que a levou a sua morte. Ali naquele momento, de joelhos, perante o grande Sesshoumaru, filho de Inu no Taisho, a fêmea sentiu a morte vir até ela mais uma vez.

– Yashino Tenseiga. – Pronunciou Sesshoumaru.

A youkai olhou para Kaname.

– Eu te amei. – Segundos depois, seu corpo que era vindo do submundo se desintegrou e foi levando pelo vento.

Sesshoumaru guardou suas duas espadas e se dirigiu aos seus generais. Olhou diretamente para Kaname, somente para obter a certeza de que ele sabia que aquela fêmea era apenas um cadáver despertado para um propósito.

– Esta batalha ainda não acabou. Devo caçar Mai. – Um vento forte soprou e nele Sesshoumaru captou um cheiro conhecido. – Vocês estão dispensados.

Os três youkais reverenciaram a Sesshoumaru e o mesmo transformou-se em uma esfera azul para alcançar o local onde deveria estar. Os restantes tomaram a liberdade de voltar para as Terras do Oeste, onde eles encontrariam suas próprias batalhas a enfrentar.

*

Enquanto aproveitava o sol fraco do fim de tarde para colher as mais belas flores que encontrava, Rin cantava sua canção favorita desde sua infância.

– Nas montanhas, na floresta, no vento, nos meus sonhos, Sesshoumaru-sama onde você está? Com o seu fiel Jaken-sama atrás de você. – Um leve vento soprou, fazendo com que a humana se arrepiasse e parasse a canção.

– Rin. – Chamou uma voz.

A menina virou-se para trás e viu seu amado. Tinha um sorriso no rosto que morreu quando o viu estalar seus dedos. As flores que segurava, caíram no chão.

Eu estarei esperando sozinha pelo retorno do Sesshoumaru-sama…

Notas finais
Por que nosso adorado Sesshoumaru está estalando seus dedos para Rin? O que será que aconteceu? O sonho de Kagome seria uma profecia? Beijo e até a próxima. NÃO PERCAM O ÚLTIMO CAPÍTULO.