Notas iniciais
Finalmente o último capítulo! Muito obrigada a todos que me acompanharam até aqui e me incentivaram a escrever esta história. Vocês são muito importante para mim e eu valorizo cada comentário, elogio e crítica que recebo. Hoje, posto o último capítulo desta história que me fez ter idéias maravilhosas! Espero que apreciem o capítulo e espero que seja um final maravilhoso para todos. Ótima leitura!

Rin só pensou que deveria baixar a cabeça. Atrás dela, o barulho das folhas sendo arrancadas foi ouvido. A humana virou-se para trás e viu a folhagem verde no chão. Ao olhar Sesshoumaru novamente, percebeu o ódio em seus olhos.

Por qual motivo ele estaria fazendo aquilo? Depois de tudo o que ouviu de Kagome e Inuyasha, Rin acreditou que ele voltaria para buscá-la, mas ele voltou para atacá-la. Quando o youkai moveu as mãos mais uma vez para machucá-la, a humana ouviu passos e viu que alguém saltou com uma espada.

– Tessaiga! – Era Inuyasha.

Ele acertou em cheio a Sesshoumaru que foi lançado para longe.

– Rin-chan! – Gritou Kagome que vinha logo atrás.

– Rin! – Gritou Inuyasha enraivecido. – Quantas vezes eu te falei para não sair de casa sozinha? Se algo acontecer a você Sesshoumaru vai me encher a paciência! – Ele falava olhando diretamente para o inimigo.

Pela maneira como Inuyasha falou, ficou claro que aquele a sua frente não era seu marido. Rin olhou em seu rosto. O inimigo avançou contra Inuyasha e o mesmo se defendeu com a Tessaiga. Ele olhou para Kagome que entendeu imediatamente o recado.

Não havia a menor possibilidade de Rin assistir aquela luta. Sua gravidez já estava muito avançada e caso algum ataque desviasse de seu rumo, provavelmente ela não seria capaz de desviar também.

Kagome puxou sua mão e as duas foram em direção ao caminho que as levava para a Aldeia outra vez. Rin não queria ir embora. Ela sabia que a qualquer momento seu marido apareceria. Caminhava contra sua vontade. Quando viu um clarão e um grande barulho onde era a batalha, seus pés pararam.

– Não é justo que Inuyasha-sama lute sozinho! – A senhora das Terras do Oeste falou.

– Não posso deixar você aqui Rin! Temos que voltar! O campo de batalha não é o melhor lugar para uma mulher grávida!

Outro clarão se fez no local que havia se tornado o campo de batalha. As arvores ao redor delas balançaram.

– Rin-chan! – Gritou Kagome outra vez. – Nós precisamos ir! Agora! – Ela puxou o braço da amiga.

Quando Rin se virou para Kagome na intenção de responder, algo veio em sua direção. A sacerdotisa, nem teve tempo de gritar.

*

– Meu filho, você está cada dia mais lindo. – Nobuko sorriu para seu hanyo enquanto penteava seus cabelos longos. Ele havia acabado de tomar banho.

– Obrigado, mamãe. A senhora é ainda mais linda. – Ele lhe sorriu amorosamente e depois de alguns segundos, pareceu distrair-se com alguma coisa.

– O que foi? Ficou tão sério. – Questionou Nobuko.

– Meu irmãozinho será parecido comigo? – Perguntou.

– Bem… — Nobuko fez voz de suspense. – Depende.

Kenichi se virou para ela no mesmo instante. Sua mãe sabia que ele gostaria de continuar aquela conversa.

– Depende de quê? – Nobuko se sentou em sua cama e o puxou pela mão para ficar bem próximo a ela.

– Hum… Vamos ver. – Ela procurou as palavras. – Ele pode se parecer com você por fora. – Ela tocou a ponta de seu nariz. – E pode parecer com você por dentro. – Espetou o dedo no local onde estava seu coração e fez cócegas nele. Depois o abraçou. – Se esse bebê que está aqui na barriga da mamãe for um filho bondoso e responsável como você, eu ficarei muito satisfeita.

Kenichi se abraçou a ela que correspondeu apertando o abraço. Nos dias da viagem de Yosuke, eles estavam ainda mais próximos que antes e o amor que sentiam um pelo outro agora era notável a quilômetros de distância.

– Qual vai ser o nome dele? – O hanyo questionou se soltando do abraço e olhando sua mãe.

– Eu ainda não pensei no nome de um menino. Só pensei no nome de uma menina. – Kenichi fez uma careta ao pensar na idéia e Nobuko gargalhou pelo ato.

– Posso senti-lo?

– Claro, meu amor. Você precisa saber que seu pai e eu precisaremos muito de você a partir de agora. Seu irmãozinho ou irmãzinha precisará da sua ajuda para tudo. Você será muito importante para ele.

Nobuko colocou a mão de Kenichi sobre sua barriga para que ele sentisse seu irmão. O hanyo fechou os olhos, mas logo em seguida os abriu espantado. Ele ficou sério no mesmo instante.

– O que aconteceu filho? – Nobuko perguntou preocupada.

– O papai está aqui. – Ele mexeu as orelhas. – Ele chegou.

Levantou-se correndo da cama e abriu a porta deparando com Yosuke parado à mesma. Nobuko abriu um enorme sorriso ao avistar seu amado youkai e se levantou para recebê-lo.

– Papai… — Disse o hanyo. – Bem vindo de volta.

– Nós sentimos sua falta, meu amor. – Pronunciou Nobuko, juntando ao filho.

Yosuke entrou no quarto e se juntou ao momento maravilhoso que sua esposa e filhos desfrutavam. Aquele seria um maravilhoso reencontro.

*

– Kagome-sama! – Gritou Rin quando a sacerdotisa foi atingida no braço e caiu de joelhos.

– Rin-chan… — Disse fracamente. – Fuja…

– Não vou fazer isto de jeito nenhum.

– Você tem que ir… — Disse Kagome com dificuldade. – Seu bebê…

– Não vou fazer isso! Sesshoumaru vai vir aqui nos salvar! Não fique com medo!

– Sesshoumaru… — Disse a voz de uma mulher e tanto Rin quanto Kagome olharam em sua direção. – Ele é mesmo filho de Inu no Taisho tanto quanto o maldito hanyo.

Passos puderam ser ouvidos e as duas mulheres no recinto ficaram alarmadas.

– Mulheres de youkais… Companheiras de youkais… — Disse a youkai saindo da mata. – Todas devem morrer.

No mesmo instante os olhos de Rin e Kagome se arregalaram. Elas já haviam ouvido aquelas palavras antes.

– Da primeira vez não deu certo, mas agora dará. Vão para o mundo dos mortos, você mulher de Sesshoumaru e seu filho hanyo e você mulher do maldito hanyo! – E Mai ergueu sua mão. Uma luz branca começou a se formar indo em direção as duas.

A youkai lançou o poder e todo o que as duas humanas puderam fazer foi gritar.

– Inuyasha! – Gritou Kagome.

– Sesshoumaru! – Gritou Rin.

E o golpe atingiu o local em que elas estavam.

*

Um vento frio soprou enquanto Raiden caminhava em meio a mata à luz fraca do sol. Aquele fora o mesmo caminho que ele fizera quando foi até Akiyo pela primeira vez para pedir que ela fosse sua. O contexto, todavia, era diferente. Ele havia acabado de chegar em casa e não encontrou as duas mulheres de sua vida. Sabendo de seu paradeiro e preocupado com a volta noturna, decidiu buscá-las.

Chegou ao local onde a beijou pela primeira vez e olhou diretamente para a árvore que a manteve presa a ele quando lhe mostrou seu desejo. Naquela noite, o céu era testemunha de que ele tinha o coração transbordante de amor e que a desejava mais que tudo.

Uma risada pôde ser ouvida. Passos pesados e cansados também. Não eram desconhecidos a Raiden e o mesmo virou o rosto na direção aonde o velho homem vinha. Ele chegou com o apoio de sua bengala e olhava ainda sorrindo para Raiden.

– Sabia que o encontraria neste local, general Raiden. Todas as vezes que venho aqui, lembro-me de você e de Akiyo. Não sei por qual motivo.

Raiden analisou as palavras do velho Arman, avô de Akiyo e ficou em silêncio.

– Venha até minha neta, general. Como pode perceber ela está logo adiante.

Os dois caminharam lado a lado em silêncio, até que chegaram a um ponto onde puderam ver a família de Akiyo.

Natsumi brincava e dançava com seu avô que obviamente caía de amores por ela. A mãe de Akiyo estava sentada em um dos bancos vendo os dois brincarem e sorria. Depois de alguns segundos, Akiyo saiu de dentro da casa de seus pais e sorriu ao ver sua filha e seu pai.

Os olhos de Raiden se arregalaram ao vê-la. Por um instante todos os pensamentos se dissiparam de sua mente. Tudo isto porque ele ouvia claramente a batida de um coração vindo do ventre de Akiyo.

O youkai ficou tão estupefado com aquilo, que nem percebeu que o homem que estava ao seu lado caminhou até ela e lhe deu o braço, levando-a por fora da mata a outro local. Ele reconheceu o caminho de imediato.

Quando chegou ao seu destino, Arman parou de caminhar com Akiyo e segurou sua mão fazendo-a ficar de frente para si.

– Minha filha… — Ele lhe disse calmamente.

– O que foi, vovô? – Perguntou curiosa. Ele parecia muito feliz.

– Vou deixá-los a sós. – Ele soltou sua mão e viu no rosto de Akiyo uma expressão de confusão.

– Deixá-los? – Questionou. – Mas eu estou sozinha aqui.

O velho Armam deu uma de suas longas risadas e começou sua caminhada de volta a sua família. Ele sorria o tempo todo e balançava a cabeça. Quando começou a perdê-lo de vista, Akiyo deu um passo de volta, mas parou no momento seguinte. Devagar, ela se virou para trás e seu corpo se paralisou.

Nem em seus piores sonhos, Akiyo cogitou a possibilidade de encontrá-lo tão desprotegida e despreparada como naquele momento. Raiden a olhava tão intensamente que ela julgou ser capaz de se perder pelo resto da vida. Pior do que tê-lo olhando para seus olhos, foi vê-lo descer os mesmos e focalizar em sua barriga.

Tentando desesperadamente saber o que fazer, Akiyo decidiu falar.

– E-eu não sabia que voltaria hoje. Se soubesse, teria te esperado em casa. – Raiden continuou em completo silêncio até que voltou a olhar nos olhos dela.

Ele começou a caminhar na direção dela e a mesma começou a dar passos para trás. Encostou-se a uma árvore e viu que não teria escapatória. Fechou os olhos e sentiu a mão de Raiden tocar seu ventre.

No mesmo instante, Akiyo sentiu-se completamente entregue. Ela queria muito chorar, mas manteve-se em silêncio. Raiden percebeu tudo aquilo. Olhou seu rosto.

– O que está acontecendo Akiyo.

Ela baixou a cabeça e respirou fundo antes de começar a falar.

– Desde que descobri que estava gerando um filho, eu imaginei inúmeras maneiras de te como lhe dizer isto. – Sua voz estava embargada e ela parou para respirar. Recomeçou ainda de cabeça baixa. – Quando eu estava prestes a dar à luz a Natsumi eu quase morri. Meu corpo ficou muito fraco e ela passou do tempo de nascer. – Akiyo reuniu toda a coragem que pode para dizer o que vinha a seguir. – Eu não deveria ter engravidado outra vez Raiden, mas eu já amo a esta criança incondicionalmente e sinto que não poderei…

– Não diga mais nada. – Raiden a silenciou. Ele sabia de toda a história de sua gravidez, pois Yosuke o havia mostrado. Ela manteve tudo aquilo em segredo e só estava o contando agora porque achou que ele deveria saber. Mesmo assim, não o revelou que quase morreu por causa da marca que ele lhe deu.

– Eu estou com muito medo… — Confessou e as lágrimas caíram de seus olhos.

– Olhe para mim. – Ele ordenou, mas ela não obedeceu. Então, ele segurou seu rosto e ela foi obrigada a fazê-lo. – Você e o meu filho ficarão à salvo. Portanto, tire esses pensamentos da sua mente. Entendeu?

Ela balançou a cabeça em concordância e o abraçou. Raiden não ficou parado; instantaneamente a abraçou. Sentir o calor e o cheiro dela foi tudo o que ele desejou fazer enquanto esteve longe. Fechou os olhos e afundou o rosto nos cabelos dela.

O youkai não podia negar que algo dentro dele havia mudado com relação a ela.

Depois de algum tempo, Akiyo se afastou dele e secou as lágrimas em seus olhos. Sentiu no fundo de seu interior que não deveria ter feito aquilo, já que ela e Raiden não mantinham uma relação profunda.

– Vou chamar Natsumi para que nós possamos voltar para casa e… — Quando ela começou a se virar, ele a puxou de volta pelo braço. Ela o encarou espantada pelo ato. Eles haviam ficado muito próximos.

– Você entendeu o significado das minhas palavras? – Perguntou olhando-a intensamente.

– Sim. – Ela o garantiu. – Você vai cuidar do nosso filho e de mim.

– Akiyo, você não precisa esconder a verdade de mim. Eu sei que o que quase causou sua morte foi a minha marca.

Os olhos dela se arregalaram um pouco e seus lábios se abriram. A humana não fazia idéia de como ele soube daquilo.

– Portanto, quando eu digo que você ficará bem, afirmo que esta marca nunca mais irá te ferir.

O coração de Akiyo disparou no mesmo instante. Suas mãos começaram a suar frio. Ela engoliu a seco.

– O que está tentando dizer? – Perguntou ansiosa pela resposta.

– Antes de tocá-la, eu disse que você me pertencia e que seria a minha mulher. Quero que isso seja verdadeiro.

Akiyo não sabia descrever todas as sensações que estava sentindo.

– Está me dizendo que…

– Seja minha esposa outra vez. – Ele a interrompeu. – Seja mãe dos meus filhos e a dona da minha casa. Seja minha, Akiyo.

Ela sorriu e chorou. Sorria e chorava ao mesmo tempo. Era uma mistura de felicidade e incredulidade. Sonho e fantasia.

– Por favor, diga que isto não é só mais um dos meus sonhos. – Ela implorou sorrindo e chorando. Ele decidiu lhe mostrar que era real.

E ali, no mesmo local onde um dia eles iniciaram sua relação, eles se beijaram.

Beijaram-se como há anos atrás. Beijaram-se como marido e mulher. Beijaram-se com fogo e paixão. Aquele foi o primeiro dia, do resto dos seus dias. Raiden e Akiyo finalmente voltaram a ser um casal.

*

Assim que toda a poeira baixou, Mai pode ver claramente o que estava acontecendo à sua frente. De um lado, Inuyasha estava com a Tessaiga em uma mão e segurava Kagome com a outra.

– Kagome! – Perguntou nervoso. – Está tudo bem?

– Sim, não se preocupe.

Do outro lado, estava Sesshoumaru. Ele segurava Rin em seus braços e a colocou no chão. A humana olhava em seu rosto e tinha os olhos marejados.

– Eu sabia que você viria me salvar, meu amor. – E ela abraçou a Sesshoumaru que fechou os olhos por um momento inalando o perfume de sua esposa e depois voltou a focalizá-los em Mai.

– Vá para a Aldeia dos humanos. Eu vou até lá quando exterminar a minha presa. – Sua voz estava carregada de ódio.

– Ninguém vai sair daqui! – Gritou Mai. Seus olhos vermelhos pela transformação iminente. – Eu não pretendia matar você sacerdotisa, mas agora, ao pôr os olhos no fruto da união entre aquela maldita Izayoi e Ino no Taisho não posso perdoá-los.

– O que quer dizer, desgraçada?! – Gritou Inuyasha e Kagome teve medo pelo seu tom de voz.

– Está mulher foi rejeitada pelo meu pai, pois ele escolheu se envolver e morrer pela sua mãe. – Respondeu Sesshoumaru.

– Ele deveria ter sido meu marido e eu me tornaria a youkai mais poderosa de todo o mundo. Herdaria todo o reino youkai e as três espadas que vocês nem souberam cuidar. Teria filhos perfeitos e sem fraqueza. Mas ele escolheu um inseto e teve um filho pior que um inseto. – Ela praticamente cuspiu as palavras para Inuyasha. – Mais é a você que eu odeio ainda mais Sesshoumaru. Você tinha potencial, você é um youkai completo! Você herdou o poder, a fama e o prestígio que Taisho sempre teve! Você herdou o reino e escolheu se envolver com esta raça imunda e inferior!

– Cale a boca! – Gritou Inuyasha atingindo-a com o Kaze no Kizu.

– Não interfira, Inuyasha! Ela é minha presa! – Gritou Sesshoumaru já ao lado dele com a Bakusaiga empunhada. – Rin! Vá para a Aldeia dos humanos! Você aqui irá interferir na luta!

– Sim. – Ela respondeu prontamente.

– Kagome! Vá junto com ela! – Gritou Inuyasha saltando outra vez contra Mai.

– Vamos, Rin-chan! – A morena chamou e as duas foram em direção a casa.

Rin olhou para trás mais uma vez desejando que tudo aquilo terminasse bem, depois, voltou a sua caminhada apressada. Lembrou-se de que Kagome estava ferida e precisava de cuidados.

Inuyasha foi lançado para longe por um golpe de Mai e Sesshoumaru não perdeu a oportunidade de entrar em seu lugar. As espadas se chocavam com violência enquanto os dois atacavam e se defendiam com excelente destreza.

Sesshoumaru aumentou a velocidade de seus golpes até onde Mai não podia mais acompanhar e quando finalmente a pegou desprevenida lançou-a para longe. Inuyasha aproveitou a oportunidade e voltou à luta.

– Morra maldita! – E levou uma cotovelada que o afastou para longe.

– Não interfira!

Inuyasha girou no ar e parou abaixado, apoiando-se com uma mão.

– Eu vou interferir sim! Ela atacou a Kagome e a Rin!

Mai trincou os dentes. Ver o filho hanyo do único youkai que amou defender duas humanas era ainda pior do que vê-lo junto a elas.

– Eu é que vou interferir e acabar de uma vez todas com isto!

A youkai moveu os braços em círculos e iniciou seu golpe. Sesshoumaru e Inuyasha se olharam e agiram no mesmo instante. Enquanto um vinha correndo pela frente da fêmea o outro vinha correndo por trás. Mai começou a liberar uma quantidade enorme de poder e sua técnica estava prestes a ser lançada. Se alcançasse seu alvo, não existiria escapatória para qualquer um deles.

– Morram! – Gritou e neste mesmo instante Sesshoumaru e Inuyasha passaram por ela.

Tessaiga e Bakusaiga estavam empunhadas.

Uma explosão se fez no local. O poder de Mai foi lançado. Inuyasha parou de um lado. Sesshoumaru do outro. Pelo choque do golpe entre os dois, a youkai foi girada com força e estava de frente para Sesshoumaru.

Ela foi atingida pela Tessaiga que lhe arrancou o braço. Do outro lado, foi atingida pela Bakusaiga que iniciou sua corrosão. Negou-se a cair perante os dois filhos de Inu no Taisho. Apenas olhou para o céu e pensou nele.

Certamente estaria muito feliz. Seus filhos honravam seu nome.

Seu corpo se desfez diante de Sesshoumaru e Inuyasha. Ambos guardaram suas espadas.

– Vamos voltar. – Disse o hanyo. – Rin estava ansiosa para seu retorno.

E os dois começaram sua caminhada em direção a Aldeia.

Não demoraram muito a chegar. Rin e Kagome estavam do lado de fora acompanhadas por Miroku e Sango.

Kagome correu em direção a seu marido e o abraçou. Rin continuou parada onde estava. Sesshoumaru caminhou até ela e parou a sua frente.

Os olhos castanhos dela suplicavam por algo que somente ele podia lhe dar. Era o mesmo olhar de quando ela era uma criança e precisava ouvir dele qualquer palavra de conforto.

– Sesshoumaru… — Ela pronunciou seu nome com cuidado. – Isto tudo… Esta guerra… Acabou de uma vez por todas? Nós poderemos voltar para casa e vivermos nossas vidas unidas em uma família feliz?

Longos segundos de silêncio se passaram e ele finalmente decidiu lhe responder.

– Sim.

Rin começou a chorar. Nunca, em toda a sua vida, sentiu tanta saudade de Sesshoumaru como naquele tempo. Sua única reação naquele momento foi correr para os braços de seu amado, onde era o seu lugar.

*

– Só mais um pouco, Rin-sama! – Incentivava a parteira.

– Eu estou tentando! Tente parir no meu lugar antes de me questionar! Ah! – Rin respondeu ofegante. É claro que a parteira não se ofendeu, já que o humor das mulheres ficava alterado enquanto pariam.

A humana estava em seu quarto, no castelo, dando a luz ao seu segundo filho. Depois da luta entre Sesshoumaru e Mai, tudo transcorreu tranqüilamente em suas vidas e os meses necessários para o nascimento da criança já haviam se completado.

Sesshoumaru estava em sua sala de estar, olhando o céu azul daquela tarde através da janela. Hideaki fora levado para outro local, no intuito de não presenciar o parto de sua mãe. Ele podia ouvir claramente tudo o que estava acontecendo no quarto, mas como sempre, estava inabalável.

Viu as nuvens se moverem no céu e se perguntou quando tudo aquilo começou. Ele, um Daiyoukai, ansiando pela vinda ao mundo de seu segundo filho, fruto de seu relacionamento com uma humana.

Relacionamento… Esta palavra tinha um significado novo para elas. Relacionamento para Sesshoumaru era somente de servo e senhor, mas Rin lhe mostrou muito mais do que ele poderia imaginar.

Ouviu-a gritar ainda mais que antes e um novo som ecoou sobre aquele local. Sua filha havia acabado de nascer.

Não demorou muito até que o convidaram para ir ao quarto. Mandou que chamassem Hideaki e os dois foram juntos até ela. Ao entrarem, tudo já estava limpo e ela já havia se banhado. O bebê estava enrolado em uma grossa manta.

Rin olhou para os dois homens de sua vida e sorriu. Hideaki subiu na cama e ficou de joelhos olhando sua mãe. Ela sorriu para ele, mas se deu conta de que ainda não sabia qual seria o nome de sua filha.

– Ela se chamará Hiromi. – Rin sorriu ainda mais e olhou para Hideaki.

– Está é sua irmãzinha, Hiromi. Ela se parece com você. – Disse a humana.

Hideaki se aproximou do bebê e viu que ela estava de olhos abertos. Eram dourados como os seus e ela tinha cabelos prata também. Achou-a tão pequena e desprotegida que no mesmo instante prometeu a si mesmo que cuidaria dela para sempre. A menina mexeu os lábios e fez uma careta, mas quando focalizou o rosto do irmão ficou olhando para ele, como se o conhecesse.

– Ela é linda. – Disse um pouquinho abobalhado.

Eles ficaram por muito tempo ali no quarto bajulando a nova vida que estava no mundo até que o horário de dormir chegou para Kenichi e ele foi colocado para dormir por seu pai. O youkai voltou para seus aposentos e Rin havia acabo de amamentar sua princesa. Ele fez menção em pegá-la no colo e ela a concedeu.

A pequena estava quase dormindo e ele ficou com ela até que conseguisse. Em seguida, colocou-a no berço e se deitou ao lado de Rin.

– Como está se sentindo? – Questionou aconchegando-a em seus braços.

– Eu estou bem. – Ela o abraçou e apoiou-se em seu peito. – Só estou cansada por todo o trabalho que tive. – Ela suspirou. – Eu tratei mal à parteira.

Sesshoumaru deixou um leve sorriso de lado escapar.

– Você estava fora de si. Ela entende perfeitamente.

Rin ficou em silêncio tentando convencer a si mesma de que não havia ofendido a parteira. Depois de algum tempo, suspirou em frustração.

– Tanto trabalho e esforço durante todo este tempo e ela nasceu com seus olhos e seus cabelos. Isto é uma injustiça.

– Isto lhe incomoda, minha Rin? – Ele disse em tom quase imperceptível de divertimento.

Rin moveu sua cabeça e ficou com o rosto bem próximo ao de Sesshoumaru.

– Faz muito tempo desde a ultima vez em que você me chamou de sua.

Sesshoumaru beijou a Rin delicadamente. Ela colocou a mão em seu pescoço e aprofundou o beijo até que o mesmo decidisse encerrar o carinho.

– Descanse. Não demorará muito e Hiromi acordará.

– Você ficará comigo?

– Sim. – Ele respondeu e ela sorriu aconchegando-se ainda mais a ele.

Sesshoumaru e Rin ficaram juntos durante toda aquela noite e assim como aquela noite, ficaram juntos até o fim de suas vidas. Não houve, depois dele, um youkai com tamanho poder e nem com descendentes híbridos tão fortes.

Sesshoumaru e Rin entraram para toda a história, tanto do amor, como da vida. Eles eram muito diferentes, mas viveram juntos e felizes para sempre.

*

Como sempre eles estavam atrasados. As nuvens que antes eram escassas já haviam coberto o céu e ele os esperava abaixo de uma árvore. Não demorou muito e sentiu o cheiro de dois hanyos se aproximando. Levantou-se da pedra em que estava sentado.

Kenichi e Natsumi chegaram de mãos dadas. Ambos devidamente preparados para o que viria a seguir. Hideaki os olhou seriamente como seu pai sempre fez e esperou pelas explicações.

– Desculpe príncipe. – Foi Natsumi quem tomou a voz. Agora que já era bem crescida, tornara-se ainda mais persuasiva do que quando era criança. Seu sorriso e seus olhos vermelhos sempre conquistavam e iludiam alguém. – Tive que cuidar da minha irmã e Kenichi do irmão.

Ela olhou para Kenichi que sorriu minimamente de lado assim como seu pai.

– Ela diz a verdade. – Ele confirmou.

– Sei. – Hideaki disse mostrando que não acreditava nas palavras deles. Principalmente pelo fato dos lábios dos dois estarem vermelhos. – Vamos logo. Já posso sentir que eles se aproximam.

E os três correram em direção ao exército inimigo que enfrentariam.

Fim

Notas finais
Muito obrigada a todos! Beijo e até a próxima fanfic!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!