Minha Doce Menina.
79 Instintos.
Notas iniciais
Boa leitura.
Mais uma vez, um dia intenso e repleto de atividades se findava. Levemente fresca, a noite trazia a paz aqueles que já não mais podiam lutar contra o torpor que o sono depositara em seus corpos e um deles era o pequeno príncipe das Terras do Oeste.
Ninado por sua mãe, tinha os olhos dourados sendo fechados vagarosamente. Gostava de olhá-la, gostava dos momentos que passava com ela e também de seu calor e amor. Mesmo sendo pequenino reconhecia sua voz e suas orelhinhas sempre se agitavam quando ela se aproximava.
Após minutos com seu filho nos braços, a humana conseguiu fazer com que ele pegasse no sono. Ao constatar que ele dormira definitivamente, ela o colocou em seu berço onde o olhou e acariciou mais uma vez. Sempre sorria quando o via dormindo, pois ele sempre estava lindo.
Saiu de seu quarto mais uma vez sorrindo. Havia adquirido este costume, sempre sorria ao ver seu filho. Entrou no recinto e não foi espantoso para ela ver seu marido ali admirando o céu através da janela. Agora isto era normal.
Desde o dia em que decidira não viajar com Yoi, Sesshoumaru esteve ao lado de Rin. . As flores, os perfumes, os quimonos e outros inúmeros presentes que ele lhe dera estavam espalhados pelo quarto. Ainda tinha reuniões a fazer, coisas a resolver, mas estava ao seu lado e isto a fazia muito feliz. No início fora estranho para ela toda esta novidade, mas ele era seu marido, ela se acostumaria então.
Dirigiu-se diretamente até a sala de banho onde demorou longos momentos deliciando-se com a água fresca e perfumada que lhe cobria o corpo. Agora todas as noites fazia isto, banhava-se antes de dormir, pois com toda a correria que vivia durante o dia, o banho lhe ajudava a relaxar.
Direcionou-se até suas roupas secas e as vestiu, ainda no local de seu banho. Depois, foi até seu quarto, onde se sentou frente à penteadeira. Sesshoumaru ainda estava na mesma posição, não havia se movido um milímetro.
- Como foi seu dia hoje? – Perguntou a humana realmente interessada. A voz doce despertou o youkai com expressão dura. Os olhos dele continuaram no mesmo lugar.
- Tudo correu como deveria. – Respondeu ainda sério. Fez uma pausa e fez como ela. – Como foi o seu?
- A mesma correria de sempre. – Disse sorrindo levemente sem desviar os olhos do espelho.
Sesshoumaru olhou-a e viu uma cena que a muito lhe era agradável. Os cabelos de Rin estavam presos em um coque. Iria dormir e penteá-los, então os soltou no momento em que o youkai a olhou os longos fios escuros e lisos escorreram uns sobre os outros até que estivessem todos alinhados. Sesshoumaru aproximou-se dela, ficando atrás da humana que o olhava pelo espelho.
- Há muito não os deixa livre. – Os dedos do youkai tocaram de seu couro cabeludo até suas pontas, ação esta que causou um arrepio em Rin.
- Torna-se mais prático quando apenas o prendo. – Ela disse quando ele retirou a mão de seus cabelos. Olhou-o pelo espelho. – Acaso se agrada de quando eles estão soltos?
- Sim. – Ele disse e ela sorriu. – E não sou o único.
- Oh, eu sei. Hideaki adora mexê-los. Mesmo quando estão presos. – Ela sorriu ao lembrar-se do filho e Sesshoumaru ainda a olhava sério. A humana ficou sem jeito, os olhos de seu marido mesmo sobre o espelho, pareciam querer invadir-lhe a alma. – O que foi? – Ela perguntou para encerrar aquele momento constrangedor.
- Humanos envelhecem rapidamente. – Observou ele.
- Isto lhe incomoda? – O youkai não respondeu. Ela entendeu que sim. – Não se preocupe. Viverei ainda por muito tempo para incomodar-lhe. – E sorriu novamente.
- Nunca me incomodou Rin.
- Foi apenas uma brincadeira, meu amor. – Ela voltou a pentear os cabelos e ele agora a olhava ainda mais intensamente. Ela o havia chamado de meu amor. Há muito não fazia tal coisa.
- Sente-se feliz Rin. – A pergunta feita em tom de ordenança.
- Sim. Muito. Não poderia estar mais feliz aqui. – Ela olhava para ele. — E você? Sente-se feliz? – Ele não respondeu.
- Sente falta de algo. – Frio, como sempre, esperou que ela respondesse. Ela pareceu pensar e pensar muito no que diria a ele.
- Não. – Respondeu por fim, ainda não o olhava.
- Não minta Rin. – Ela o olhou.
- Está bem. – Levantou-se e encarou o youkai face a face. – Sinto falta de algumas coisas.
- Diga o que quiser e imediatamente lhe será dado. – Os olhos dourados intensos sobre os olhos castanhos.
- O que eu quero não pode ser comprado Sesshoumaru. – Ela disse e ele esperou. A humana se aproximou mais do youkai deixando com que seus corpos ficassem próximos.
- O que quer Rin.
- Quero saber como as coisas entre nós ficam. – Ainda aguardava que ela especificasse, mas sabia do que se tratava. – Até quando vamos ficar fingindo não nos conhecermos? Até quando vamos agir como se você nunca estivesse sido meu antes?
- Até quando você confiar em mim. – As palavras foram ásperas, mas verdadeiras.
- Eu confio.
- Não estou certo disto. – O youkai virou-se para começar a caminhar e ela o interrompeu. Eles se olharam ainda mais.
- Você foi lindo Sesshoumaru. Esteve ao meu lado todos os dias, mesmo que não pelo dia inteiro. Fez-me sentir bem, importante e me mostrou o quanto está preocupado comigo. Como posso lhe provar que me sinto apreciada? – Ela perguntou com a cabeça de lado.
- Siga seus instintos. – Ele disse simplesmente e voltou a caminhar.
O nervosismo tomou conta do corpo da jovem. O que poderia fazer? Sesshoumaru lhe provou muito antes do que esperava e de todas as formas possíveis que a apreciava e amava, mas não havia recebido o retorno. Precisava agir e rápido, mas apenas uma coisa vinha a sua mente. Tinha certeza de que seria rejeitada, mas era isso que desejava fazer.
- Sesshoumaru. – Ela o chamou e ele parou de caminhar. – Vou segui-los.
Sem esperar por qualquer reação dele, Rin se dirigiu até onde estava e eliminou a distância de seus corpos com um beijo. Ele correspondeu de imediato e ela se surpreendeu, achou que ele não mais a desejava.
- Eu sinto sua falta Sesshoumaru. – Disse entre o beijo. – De todas as formas. – Pararam o que faziam e seus olhos se encontraram. Se era o que ela queria, seria feito.
- Está certa disto? – Perguntou ainda com seu tom frio.
- Eu sou sua mulher. – Disse transbordando orgulho. – Eu preciso que me faça sentir viva novamente.
Não precisou de muitas explicações. O youkai a tomou em um beijo ardente e avassalador que fez seu corpo se curvar para trás. As mãos estavam sobre ela e a puxavam para mais junto de seu corpo.
Rin tinha urgência, logo pôs suas mãos sobre o quimono de Sesshoumaru e tratou de abri-lo. Queria desvencilhar-se de todos os panos o mais depressa possível e lhe parecia que ele também queria tal coisa. Abriu o quimono da mulher e admirou se corpo, para depois beijar seu pescoço e puxá-la, para que seus corpos quentes se chocassem.
Sesshoumaru desceu os lábios até os seios e uma de suas mãos tocava as nádegas de Rin puxando-a até ele. Ela já estava entregue, sentindo-se completamente excitada. Ficou muito tempo sem seu marido e desejava-o imediatamente.
Ele a pegou no colo e a deitou na cama, logo após o feito deitou-se sobre ela. Os lábios se colaram e a temperatura subiu. Quando iriam começar a verdadeira saciedade de seus desejos um som os interrompeu. Hideaki acordou e chorava muito. Rin ou viu seu filho protestar e jogou a cabeça na cama sorrindo. Não era costume de seu pequeno acordar assim que acabava de dormir.
O choro aumentou e ela não teve mais como esperar. Levantou-se rapidamente da cama e olhou para o peito forte e nu de seu amado. Sorriu mais uma vez enquanto fechava o quimono. – Prometo não demorar, meu amor. – Ela disse e saiu do quarto correndo.
Quando Rin já havia saído, ele deitou-se na cama com as duas mãos atrás da cabeça. Mirava o teto. Pensava em todas as coisas que fizera para ganhar a confiança de Rin e havia conseguido. Agora ela voltou a encher sua casa de alegria. Depois de um instante sozinho sorriu discretamente.
Estava feliz. Sua Rin tinha voltado.
*
Ela lia o pergaminho atentamente. Ao terminar, ficou completamente irritada. Chegou-se a presença do youkai com a carta nas mãos e não foi novidade ele parecer estar em outra dimensão olhando pela janela. Chamou sua atenção nervosamente.
- Veja isto! – Gritou. Ele apenas olhou o pergaminho com uma sobrancelha erguida. – Vai demorar ainda mais para voltar! O que está acontecendo, afinal de contas! Quem ele pensa que é para deixar o filho aqui sentindo sua falta! – Raiden não lhe deu atenção e ela se virou ainda mais irritada e marchou até o quarto.
O youkai estava com a mesma expressão de sempre, mas seu interior estava diferente. Ele sentia, ele sabia. Alguma coisa tinha acontecido a sua Akiyo.
Notas finais
Beijo e até a próxima.
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