Notas iniciais
A galera do Face deve estar roendo as unhas de tanta ansiedade! AHSUAHSU Logo, logo postarei a prévia do próximo lá. Boa leitura.

Era mais uma tarde e outra vez Yosuke estava fora de casa. Ele havia recebido outro pergaminho e saído rapidamente de casa para resolver seu problema. Deixou Nobuko e Kenichi sentados a mesa enquanto tomavam seu chá da tarde.

O ciúme, que é sempre uma arma perigosa nas mãos daqueles que se sentem inseguros, tratou de fazer com que a mente de Nobuko a levasse a procurar aquilo quer queria achar. Assim que terminou de se alimentar e Kenichi se dispersou em uma de suas inúmeras atividades, ela foi à procura do que queria descobrir.

Entrando na sala de negócios do youkai, Nobuko procurou por pistas que a levassem a uma conclusão. Em meio às altas estantes e uma mesa cheia de papéis, a humana decidiu começar pelas gavetas.

Procurou por todas e na ultima, percebeu que vários pergaminhos existiam ali. Com o coração a mil e as mãos tremendo ela abriu o primeiro e sentiu ódio ao perceber de quem era. Akiyo. Pensou, por um momento, em desistir, mas já que estava ali seguiria em frente. A humana começou a ler o que estava escrito no papel.

Meu querido Yosuke,

Como todas as vezes que inicio algo a você, irei dizer que sinto sua falta e nada é o mesmo quando você não está presente. Sei que tem suas obrigações e sua própria família, mas não posso negar que sinto sua falta.

Natsumi e eu estamos bem, embora as coisas tenham sido estranhas no primeiro momento. Agora comecei a me acostumar com essa nova rotina e espero poder contar com você para me ensinar. Sabe, ela também sente sua falta e o vê como um pai.

Todas as tardes tenho ido até a cachoeira. Fujo de tudo e todos para ter um momento só para mim, onde eu consigo pensar melhor na minha vida. Isso sempre me remete ao passado, me leva ao tempo em que nós morávamos juntos e que você saia comigo. Minha nossa! Como sinto sua falta.

Prometa que virá me ver em uma das minhas tardes, só para que possamos desfrutar dela juntos...

Nobuko nem quis terminar de ler. Se antes estava trêmula, ao terminar sua leitura muito mais. No mesmo instante, Nobuko sentiu seus olhos encherem-se de lágrimas e uma raiva crescente consumir seu peito.

Impulsionada pelo sentimento negativo e pelo desejo de vingança a humana se levantou e foi em direção a saída de sua casa. Largou o pergaminho de qualquer jeito sobre a mesa de Yosuke. Dane-se ele! Agora ela havia descoberto sua traição.

Com a raiva que estava não demorou muito até chegar à casa de Raiden. Parou um pouco afastada e esperou que ele viesse até ela. Minutos depois Raiden estava em sua presença e a olhava com seriedade e atenção. Se ela havia ido até ali, alguma coisa havia acontecido.

– Onde está Akiyo? – Nobuko praticamente rosnou.

– Saiu. – Ele respondeu simplesmente.

– Saiu para onde? Saiu com quem? – O ódio apenas crescia na humana. Seus olhos brilhando pelas lágrimas e pelo ódio.

– Sozinha. – Quando essa palavra foi pronunciada pelo youkai, Nobuko quase explodiu.

– Ah! – Gritou tentando expulsar todos os sentimentos que davam um nó em sua garganta. Depois disso pôs-se a chorar.

– O que está acontecendo? – Raiden questionou mediante a reação da mulher.

– Yosuke também sai sozinho todas as tardes e hoje eu encontrei um pergaminho em que Akiyo dizia que sentia sua falta e que eles deveriam se encontrar durante à tarde para lembrar-se de seu passado. – Raiden continuou analisando Nobuko e suas palavras.

Ele não havia sentido o cheiro de Yosuke por ali desde que Akiyo fora morar consigo. O youkai sequer foi visitá-la. Se ela estivesse se envolvendo com alguém, ele saberia assim como soube da ultima vez. A humana ficou terrivelmente contrariada por sua reação e explodiu outra vez.

– Você entendeu Raiden?! Eles estão nos traindo de novo! – Vendo que ele não reagiria a isso, ela decidiu tocar em uma ferida que sabia estar aberta. – Sabe quais eram suas outras palavras? – Mediante o silêncio do youkai, ela continuou. – Ela disse que Natsumi também sentia falta de Yosuke e que o via como um pai.

As mãos de Raiden que antes estavam abertas ficaram em punhos. O maxilar que outrora estava relaxado trincou. Sua energia sinistra manifestou-se de forma agressiva e ele teve de controlar-se para não acabar se transformando.

– E então? O que vai fazer? Vai permitir que eles continuem nos fazendo de tolos? Vai permitir que eles continuem nos apunhalando pelas costas? Vai permitir que eles continuem nos traindo? – Nobuko gritava em meio a sua ira.

– Nós iremos até onde ela está. Se Yosuke e Akiyo estiverem juntos eu encerrarei esta história. Desta vez Akiyo não escapará. Se eu descobrir que ela se deitou com ele novamente, eu a mato. Sem sombra de dúvida eu a mato.

[...]

Como estar na Aldeia de Inuyasha lhe remetia aos momentos de sua juventude e lhe dava certa nostalgia, Rin além de matar a saudade de todos e não ter a oportunidade de fazer nada sozinha saiu para caminhar um pouco.

Sango achou por bem emprestar-lhe uma espada caso precisasse se defender, mesmo negando, Rin teve de levar. Kagome juntou-se a amiga e de maneira nenhuma permitira que ela, a Senhora das Terras do Oeste, andasse desprotegida daquela forma.

Inuyasha ficou um pouco receoso quanto a isso e iria com ela, mas seu primogênito Yuzo queria muito brincar e ele teve de ceder às vontades de seu pequeno hanyo. Todavia, ele avisaria Rin sobre o que poderia acontecer já que as notícias sobre sua visita correram rapidamente por toda a aldeia.

– Rin! – O hanyo chamou com seu filho nas suas costas. – Cuidado. Você sabe quem pode encontrar, não é?! – A humana apenas concordou com a cabeça. – Se precisar de algo, me chame. Não quero Sesshoumaru reclamando comigo porque você se machucou.

– Não se preocupe Inuyasha-sama. Nada vai acontecer. – Rin sorriu docemente para o youkai e logo depois ele começou a correr com seu filho, enquanto Kagome ninava seu filho mais novo Yuri que era parecido com mãe, mas tinha os olhos como os do pai.

Rin andou algum tempo sozinha enquanto olhava a paisagem ao seu redor. Seus pés a levaram por caminhos que ela adorava passear quando mais nova e que semelhantemente eram os caminhos que fazia com...

– Parece que eu ainda sei muito sobre você, nobre senhora das Terras do Oeste. — O tom debochado e cínico era inegável. Aquela voz sem sombra de dúvidas era dele.

– Hajime. – Balbuciou Rin enquanto virava-se para trás com os olhos em fendas.

Não muito longe dali, Kaname observava a Rin por cima de uma arvore. Ao perceber que um humano se aproximava, imaginou que fosse Hajime e tratou de se focar em Rin. Queria saber como ela se sentia em relação a ele.

Quando Hajime e Rin ficaram frente a frente, ambos se encararam sem qualquer tipo de hesitação. Ele mantinha um sorriso debochado no rosto, enquanto ela tinha a expressão séria e os olhos em fendas.

O homem deu alguns passos a frente e ficou muito próximo de Rin. Depois, decidiu rodeá-la e analisava cada parte de seu corpo. Percebeu que ela havia se tornado uma mulher e decidiu testá-la. Se ela ainda fosse tão tola quanto era, certamente cairia em sua lábia.

– Então parece que você realmente se tornou a esposa do grande youkai Sesshoumaru. – Rin não respondeu. Apenas o acompanhou com o olhar enquanto ele a rodeava. – Bem, soube que você teve um filhotinho de cachorro...

– Lave sua boca para falar do meu filho! – Rin esbravejou.

– Oh... E parece que aprendeu a ficar exaltada também. Seu youkai sabe que você costuma ser assim? – Hajime era debochado e desta vez ele questionou parando frente à Rin.

– Sesshoumaru sabe tudo sobre mim, entre nós não há segredos. – Ela revelou.

– Não?! Tem certeza que não? – O rapaz desafiou. – Ele sabe Rin? Ele sabe como você costumava ficar quando eu beijava seu pescoço? – Hajime deu um passo à frente e Rin continuava olhando em seus olhos. – Ele sabe que você sempre se arrepiava quando eu alisava seu corpo? Ele sabe Rin? – Hajime parou bem próximo à Rin, por pouquíssimos centímetros seus corpos estariam colados. – Ele sabe que por várias vezes você quase se entregou a mim?

Kaname sentiu algo dentro de si mover-se, mas continuou parado em seu lugar. Focou-se ainda mais em Rin e ficou surpreso pela forma como ela estava reagindo a tudo aquilo.

Diferente do que se poderia imaginar, Rin apenas deu as costas ao rapaz e voltou a caminhar, ignorando-o completamente. Hajime ficou furioso por tal ação e decidiu dar um corretivo nela, mas ele estava muito enganado se achava que naquele momento poderia enfrentá-la como fazia antes.

O homem segurou com força o braço de Rin, para se esquivar ela girou por baixo do mesmo fazendo com o braço do rapaz ficasse torcido. Sem que ele esperasse, ela deu uma joelhada em sua barriga e em uma manobra rápida, chutou a parte de trás de seu joelho fazendo com que ele caísse no chão pelas dores em seu corpo.

Assim que isso aconteceu, Rin o chutou para que ele se virasse para cima e sacou a espada que Sango lhe emprestara colocando sua ponta sobre a garganta do rapaz. Ele não conseguia reclamar de dor porque estava terrivelmente assustado.

– Nunca mais ouse me tocar ou insinuar qualquer coisa sobre mim ou sobre minha vida. Eu sou Rin, mulher de Sesshoumaru, mão de seu único herdeiro Hideaki e senhora das Terras do Oeste. A mulher que um dia você superestimou e que há muito tempo já te superou.

Rin moveu a espada e Hajime se assustou, mas ela apenas guardou-a na bainha e deu as costas ao rapaz que continuou amedrontado, surpreso e dolorido no chão. Da árvore que observava, Kaname abriu um enorme sorriso em satisfação. Essa era Rin. Com certeza aquela era uma mulher sem igual. Agora entendia por Sesshoumaru havia se casado. Aquela mulher, com certeza valia muito à pena.

[...]

A noite começou a se estender no céu e Akiyo sabia que aquele era o momento em se despedia da liberdade de seu ser e voltava para casa. Tranquilamente ela saiu da água completamente nua e pegou sua toalha para se secar.

Enxugou os cabelos e secou o corpo. Em seguida, pegou sua roupa para começar a se vestir. Iria fechar o quimono quando viu algo se movimentar na mata. Instantaneamente seu coração acelerou. Com calma e procurando ser o mais discreta possível Akiyo deu alguns passos para trás e acabou escorregando em uma pedra.

Cairia de cabeça no chão se não fossem duas mãos para lhe amparar. Confusa com tudo aquilo, ela olhou para cima e encontrou os belos olhos de Yosuke sobre si. Ficou assustada por um momento e foi colocada de pé.

– O que está fazendo aqui há esta hora? Não sabe que é muita imprudência andar na mata perto do anoitecer?

Sem pensar em dar qualquer tipo de resposta, Akiyo jogou-se aos braços de Yosuke. Ficou agarrada a ele por bastante tempo e só naquele momento sentiu-se livre para respirar. Esqueceu-se de tudo e todos. Esqueceu-se completamente de que estava com o quimono aberto.

– Eu senti tanto a sua falta Yosuke! – Ela declarou em meio ao sentimento de paz que ele lhe proporcionava.

– Eu também senti Akiyo. – O youkai deixou-se levar pela emoção de reencontrá-la, mas logo voltou a sua postura repreensiva. – Seu cheiro está indo muito longe daqui. Eu sequer passaria por esse caminho, mas senti uma presença se aproximar em grande velocidade e logo depois senti seu cheiro. Deduzi que você havia fugido e que está perigo.

– Eu não fugi apenas me retirei para pensar. – Ela ainda estava abraçada a ele enquanto falava. Seu rosto estava recostado ao seu peito. – Eu tenho tantas coisas a lhe dizer. Tenho tanto o que lhe contar!

Akiyo percebeu que o youkai ficou ainda mais atento naquele momento e levantou os olhos para ele. Segundos depois, o viu focalizar em um ponto. Curiosa para saber o que era Akiyo virou-se para trás e tal foi seu espanto ao ver a cena.

Nobuko tinha lágrimas que corriam por seu rosto, as mãos estavam em punhos enquanto ela mostrava os dentes presos ao maxilar tenso, pouco faltava para rosnar. Entretanto, muito pior do que vê-la foi ver Raiden.

Ele estava com os olhos completamente vermelhos e os cabelos esvoaçavam à medida que o vento ficava mais forte e nuvens negras cobriam o céu. Completamente consumido por uma enorme fúria, o youkai deu um passo a frente e depois outros na direção de Akiyo.

Ela não sairia ilesa daquela vez. Ele caminhava em sua direção para matar.

Notas finais
Dá-lhe Rin! Oh! O que será que Raiden vai fazer? Será que ele realmente matará a Akiyo? Beijo e até a próxima.