Minha Doce Menina.
67 Felicidade e realização.
O anoitecer já se instalava e ele pode ouvir claramente o suspiro aliviado de Rin junto com suas palavras.
– Rin-sama! Rin-sama, por favor, acorde! – Mika falava desesperadamente.
– Acalme-se Mika. – Tentava consolar Makoto, enquanto limpava o quarto. – Vá com ele para o lado de fora, enquanto eu reorganizo aqui. – E a jovem empregada obedeceu.
Quando caminhava em direção a porta viu a mão que estava sobre o chão no espaço da fresta e parou pelo medo. Definitivamente não sairia do quarto, olhou para Makoto que trocava os lençóis. Olhou para Rin desacordada e olhou para a criança em seu colo. Ele chorava alto, balançava os bracinhos. Com a mãe desacordada, não saberia como chamá-lo e o pai deveria estar fora numa grande batalha, até que viu a mão ser retirada dali e Sesshoumaru adentrou o quarto.
– Sesshoumaru-sama! – Exclamou Makoto. – Aqui não é um bom lugar para o senhor ficar, eu preciso fazer a limpeza do quarto. – Ele sequer a olhou, caminhou em direção a mulher e acariciou a testa suada. Fechou os olhos e suspirou aliviado, ela estava apenas exausta.
– Sesshoumaru-sama. – Chamou Mika enquanto caminhava em direção ao youkai. – Este é o seu filho. – Com um enorme sorriso ela o mostrou a ele.
Sesshoumaru nunca sentiu algo tão grande em sua vida. Aquele pequeno ser que agora estava com a mãozinha na boca, tinha os olhos brilhando, olhos dourados por sinal como os dele. O youkai fez menção em pegá-lo no colo e a empregada o deu. Depois olhou para Rin, que ainda estava desacordada. Sentiu que não era apenas um desmaio e se preocupou, seu filho precisava dela.
– Mande chamar um médico imediatamente. – Ele ordenou e logo Mika tratou de fazer aquilo, mas temeu quando se lembrou do que havia em frente à porta. – O corpo já foi retirado. – Ela concordou com a cabeça e foi mandar chamar o doutor Nakajima.
Ela abriu os olhos lentamente e já era noite. Reconheceu o lugar que estava, seu quarto na casa de Yosuke, mas não se lembrava como havia chegado até ali. Tentou se levantar, mas sentiu seu corpo todo dolorido. O que havia acontecido afinal?
– Não se esforce tanto. Você sofreu outra pequena descarga elétrica. – A voz era conhecida e o tom utilizado era muito doce.
– Em que momento? — Ela perguntou repousando a mão sobre sua cabeça que doía.
– Quando foi salva por Raiden.
– Ah. – Ela disse simplesmente e Yosuke ficou em silêncio. Ela parecia ter se lembrado do que havia acontecido e continuou em silêncio. Depois de alguns minutos resolveu falar. – Você sabia que ele estava perto.
– Sim.
– E me mandou para ficar sozinha com ele.
– Sim.
– E o que aconteceu depois?
– Ele a deixou aqui e foi embora.
– Eu lhe disse. Raiden não me ama mais. – E convencida de tais palavras, Akiyo deu aquela conversa por encerrada.
Ele analisava o corpo imóvel de Rin e depois de algum tempo saiu do quarto e encontrou-se com Sesshoumaru.
– Esta menina está muito fraca. O parto exigiu muito de seu frágil corpo humano e ela precisa de muito descanso. Surpreendo-me cada vez mais com ela, muitas humanas em seu lugar já teriam morrido. Yosuke tem algo haver com isso?
– Ele ajudou a Rin quando ela sentia dores. – Explicou Sesshoumaru.
– Imaginei. – O doutor disse entendendo. – Quando ela acordar, por favor, faça com que se alimente. Vou deixar aqui algumas ervas medicinais, se não melhorar, tem também medicamentos.
Sesshoumaru e Mika ouviam atentamente as instruções de Nakajima, mas parecia que ele poderia mesmo dizer isto a Rin que acordava no quarto.
– Ora, veja nossa queria senhora. – Disse o doutor. Com muito esforço Rin manteve os olhos abertos. Imediatamente pensou em seu filho.
– Meu filho... – Ela disse fracamente.
– Acalme-se Rin. Antes de ser mãe você precisa de algumas instruções. – E o doutor começou uma nova série de exames e recomendações de forma que ela entendesse.
Nakajima foi embora e os empregados estavam afoitos com o pequeno príncipe. Depois de muito esperar finalmente a porta de seu quarto abriu e ela pôde ver Sesshoumaru entrar.
– Sesshoumaru. – Ela disse com a saudade evidente na voz. – Eu senti tanto a sua falta meu amor. – E quando se aproximou e sentou na cama, ela o abraçou.
– Digo o mesmo minha Rin.
– Perdoe-me, perdoe-me por não ter me despedido é que eu estava com muita raiva, aliás, ainda estou, mas eu te amo e estou muito feliz por você estar comigo agora.
Eles se olharam e Sesshoumaru depositou um longo beijo apaixonado sobre os lábios de Rin, também tinha sentido sua falta e também havia ficado chateado com ela, mas nada disso tinha mais importância. Agora sua mulher e seu filho estavam a salvos e nenhum sentimento poderia superar a felicidade que estava em seu peito.
Depois de se beijarem, ele se levantou e ela não entendeu. Ficou olhando para ver o que o youkai ia fazer. Ele abriu a porta e saiu do quarto, para logo depois entrar com o filho nos braços. Os olhos de Rin brilharam tão intensamente que pareciam duas estrelas e estendeu os braços para a criança que estava no colo de Sesshoumaru.
– Meu amor. – ela o pegou nos braços. – Olá meu amor. Desculpe a mamãe ter dormido, mas agora ela está aqui para você. – Ela apertou seu pequeno filho em um abraço.
– É uma criança forte e saudável. – Disse Sesshoumaru.
– Claro que é. Esqueceu-se de quem é o pai? – Ela olhou para o youkai. – Sesshoumaru ele é idêntico a você.
– Mas o formato do rosto e dos olhos são como os seus. – Ela se virou para observar o filho e era verdade. – Como se chamará?
– Hideaki.
– Meu lindo príncipe Hideaki. – Olhou para Sesshoumaru e ficou séria, demorou, mas falou. – Muito obrigada pelo lindo filho que você me deu. Não existe felicidade maior do que a que estou sentindo agora Sesshoumaru. Você me faz a mulher mais feliz e realizada que pode existir. Eu te amo.
E sem mais o que dizer, selou seus lábios aos do marido. Tanto ela quanto ele estavam muito feliz pelo nascimento de seu filho. O beijo calmo e apaixonado foi interrompido pelo choro do bebê que sentia fome. Ela sorriu e deu de mamar a criança que tinha os olhos lindos fixos a mãe.
Notas finais
Beijo e até a próxima.
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