Minha Doce Loucura
27 Todo Mundo Explica
Notas iniciais
Tudo bem?
Então... Tenho duas notícias pra vocês!
1 - CAPA NOVA! Ok, vocês gostavam da outra? Ah vai, essa ficou boa também :c kkkk Tenho de ajeitar ela direitinho, aumentar o título, coisa e tal ainda. Mas se quiserem a outra de volta, só comentar!
2 - Temos... Uma promoção! O nome é "Uma Tarde Com Fred" (ok, inventei esse título agora)
É assim: vou fazer uma pergunta, sobre a fic. O autor da resposta mais criativa, vai... Poder ver o próximo capítulo sendo feito! Isso mesmo! Vai "me ajudar" a escrever o capítulo, podendo dar dicas, palpites, essas coisas!
Tudo o que vocês precisam é ter uma conta no Google Docs, e pra prevenir, ter eu adicionado em alguma rede social (para o caso de algo dar errado, sei lá)
Meu msn é jonathanj2007@hotmail.com e o meu facebook é Jonathan Bemol , pra quem ainda não tem (:
Como isso é possível? Um leitor ajudar a fazer o capítulo sem sair de casa? Isso é o futuro! KKK
O ganhador vai gostar, tenho certeza Vou dizer quem ganhou no próximo capítulo, de sábado =3
E a pergunta é: "Qual personalidade Fred deveria encontrar e porquê?"
Sejam criativos! Atenção... VALENDOOOOOOO
ok parei
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Enfim, vamos ao capítulo!
E sobre os reviews, vou responder todos amanhã, prometo!
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Boa leitura! (:
Absolutamente de tudo fizeram em mim. Exame de sangue, exame de urina, exame de sistema nervoso, radiografia, consulta de nutricionista, e agora, uma conversa com um psicólogo.
Era crepúsculo, e eu estava cansado de tantos exames e consultas e tudo mais. Aquilo era cansativo mesmo. A sala do psicólogo não ajudava muito também. Era toda azul, com divãs azuis, mesas azuis, paredes azuis, tapetes azuis, lâmpadas azuis, e o doutor estava com um terno azul, calça azul e, provavelmente, cueca azul. Havia três divãs por ali, algumas cadeiras, várias almofadas, e um quadro de um velho com cara estranha, em baixo escrito “Freud explica”.
— Deite-se, por favor, senhor Fred – o doutor disse, apontando um divã. Ele sentou na poltrona que havia perto do mesmo.
— É, ta – eu tinha mais alguma coisa pra dizer?
— Então Fred, sabe porque está aqui? – ele falou, e olhou por cima do óculos para mim, após anotar algumas coisas no seu caderno, que provavelmente custava uns 200 reais.
— Claro que eu sei, porque dizem que sou louco e tudo mais.
— Você é? – ele perguntou, e assim que eu falasse uma sílaba, ele anotaria algo no caderno.
— Não sei, talvez eu não seja louco. Talvez eu só seja feliz – falei, olhando pro teto.
— Certo certo certo – ele falou, escrevendo rabiscos no caderno – certo. Você pode explicar pra mim, com poucas palavras, como é a sua loucura? – ele perguntou, olhando pra mim daquele jeito de novo.
Aquela pergunta era difícil. Olhei para o teto, olhei para as paredes, olhei para o quadro, e disse:
— Freud explica.
***
Trouxeram-me até o manicômio. Era afastado de tudo, perto de uma estada interestadual. Assim que saí da ambulância, amarrado da camisa de força, o Sol me deixou um pouco cego e eu vi como era o lugar.
Era no meio do nada, e parecia... Um presídio? Parecido, só que branco como um papel higiênico. Antes de ser utilizado. E aquela grande estrutura de 2 andares... Olhava pra mim. Tinha uma atmosfera ruim. Quanto tempo eu teria de ficar ali? Espero que não muito.
Andamos (eu e os guardas) devagar, passando pelos portões de alta segurança e entrando no prédio. Tudo era muito limpo e organizado, e haviam guardas por todas as partes. Eles estavam uniformizados mas pareciam bastante entediados.
Me conduziram por vários corredores, descemos algumas escadas, e me deixaram em um quarto branco. Provavelmente, era a famosa “solitária”. Um quarto branco, com uma cama, uma cadeira, uma mesa, e só. Tudo era branco. Eu acabaria ficando louco trancado aqui dentro. Quer dizer... Enfim.
Fiquei ali um pouco, até abrirem a porta e jogarem um uniforme pra mim. “Troque-se” a mulher disse, e fechou a porta. Peguei o que ela tinha jogado, e vi que era um uniforme parecidíssimo com o de um presidiário, só que era cinza e macio como um pijama recém lavado com um bom amaciante.
Vesti aquilo, e realmente era bastante confortável. Joguei as roupas que estava antes em qualquer lugar e sentei na cama. Era macia. Nossa, macia como... Não tinha comparação.
Não, eu já estava começando a ficar louco. Não podia gostar desse lugar.
Mas é claro, que na primeira semana, acabei gostando.
***
Alguns meses atrás. Vários, na verdade. Mas não o suficiente para completar 2 anos.
Tinha acabado de sair da escola.
O céu estava alaranjado. Um alaranjado tão laranja quanto um suco dessa fruta. Nunca tinha ficado daquela cor. E hoje estava.
Saí da escola e comecei a andar sem rumo. Meu tio estava nervoso quando saí de casa, devia estar até agora.
Fiquei prestando atenção nos animais que seguiam as pessoas aonde quer que elas fossem.
Um sapo seguia um homem baixo e gorducho, uma garota bem alta era seguida por um gato preto e tinha um cara de jaqueta de couro que tinha uma cobra atrás dele.
Cheguei no centro e sentei em um banco, ainda observando o zoológico à minha volta.
— Interessante, não?
Olhei para o lado e vi um homem de quase sessenta anos sentado ao meu lado.
— Muito interessante. — respondi, olhando pra frente. — O que é interessante?
— As pessoas, a civilização — ele falou, olhando as pessoas.
— Civilização... O que há de errado com ela? — perguntei, estudando melhor o velho. Ele segurava um charuto na mão esquerda e apoiava o queixo na mão direita, numa posição que curvava as costas. Como aquela estátua do “Pensador”.
— Eu explico. A civilização, que temos hoje, é uma das maiores culpadas da nossa desgraça. Seriamos muito mais felizes se...
— Quem é você? — perguntei, sem ligar para o que ele disse.
— Me chame de Freud. Agora, a civilização...
— Freud? Mesmo? — falei, interrompendo-o — Aquele cara que explica as coisas?
— Se você diz... — ele falou pra mim, e desviou o olhar de novo para a multidão — Então, como eu ia dizendo, se nós voltássemos...
— Você já não morreu? — interrompi ele de novo. Acho até que eu já estava sendo um pouquinho chato. Um pouquinho. Porque agora ele estava franzindo a testa.
— Estou aqui, não estou?
— Está...
— Enfim, a...
— Pra um morto, você é bem limpo não é? — falei, e ele se irritou.
— Vocês, acomodados com a vida, não percebem que...
— Você toma banho mesmo depois de morto? — Perguntei, franzindo o cenho.
Freud abriu a boca e apontou o dedo indicador para o céu.
— Você já parou pra pensar que...
— Quantos litros de perfume você gasta pra tirar o cheiro de defunto? — Perguntei, realmente curioso.
— Menino, isso não vem ao caso! — ele se levantou, e ficou parado na minha frente — Acontece que...
— Nossa, pensei que o senhor era mais alto!
— Fred, me escuta, eu...
— Você foi pro céu ou pro inferno?
— Isso — ele apontou o dedo pra mim — é outra coisa! Religião, que é o mesmo que uma neurose de infância!
— Neurose aonde? — falei, olhando os meus cotovelos.
— Neurose de infância! — Ele repetiu, alterado. — Um homem livre da religião tem...
— Você prefere Cheetos ou Doritos?
— O que? — pela primeira vez, ele ficou confuso. Agora era a minha vez de falar.
— Cheetos é bem mais...
— Não vem ao caso! — ele me interrompeu. Nossa, como era chata uma pessoa assim.
— Mas é sério! Cheetos é muito mais consistente que Doritos, porque...
— Fred, isso não muda em nada na sua vida. Agora, a religião...
— Claro que muda! — Retruquei. — E se eu for no cinema com uma garota, por exemplo, e ela...
- Cale a boca! — ok, agora ele se irritou de verdade — pra começar, eu nem sei o que é Cheetos!
E, nessa hora, eu me surpreendi.
- Quem é idiota, retardado, débil mental ao ponto de não saber o que é...
— Mocinho, o que você está fazendo? — disse um policial, se aproximando de mim. Só ai
que eu percebi que estava falando muito alto.
— Eu, é, bem...
— Pare de tumultuar aqui e vá para casa! — ele disse, me fazendo levantar e direcionando-me para outro lado. Freud ficou lá perto do banco, e gritou de lá pra mim:
— Fred! Não se preocupe! O governo proíbe e rebaixa atos infratores não porque quer aboli-los, mas sim porque quer monopolizá-los!
Basicamente, isso foi a única coisa que eu entendi daquele velho.
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