Minha Doce Loucura
28 Aqui Tem um Bando de Louco
Notas iniciais
Heeeeeey sexy ladies (♪) como vão? :3
Aí está mais um capítulo pra vocês!!
E sobre a promoção... Duas pessoas disseram a mesma personalidade D:
Mas é claro que eu sei desempatar um concurso assim u-u
Então, a ganhadora éééé....
...
...
...
Ninashalow!!! :D :D :D
Ela disse Dercy Gonçalves, assim como a Kathy. Mas a nina disse primeiro, então, Kathy, fica pra próxima :/ kk
E eu sei eu sei que não posso colocar pessoas reais na fic, etc. e tal, porque o Nyah anda uma merda ultimamente, maaaaaaaaas... Eu pensei nisso, e sei como contornar ;))
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Enfim, espero que gostem do capítulo!
Boa leitura!
A sala ficou branca apenas no primeiro dia. Nos outros, ficou de todas as cores imagináveis. Vi coisas ali, que nunca imaginei que ia ver. A sala mudou de azul para rosa, verde, vermelho, amarelo, violeta e preto a cada 10 minutos. Vi um monte de animais soltos por ali, formas geométricas dançando uma valsa melancólica, e a cama andando de lá pra cá.
Não sabia se era dia ou noite quando eu estava ali. Mas me serviam três refeições por dia, um monte de remédios e era um tédio imenso, ficar sem nada para fazer. Além das loucuras, só uma coisa me passava pela mente: Claire. Mesmo sabendo o que ela tinha feito, ainda pensava nela.
Como ela estava? O que tinha acontecido com ela nesses dias? Será que sabia que eu fui pro manicômio, ou deram um jeito de esconder? Não sei. Mas pensei nela em quase todos os momentos que eu estive ali, naquela sala.
Uma semana depois (foi o que disseram, eu não sabia quanto tempo fiquei ali naquele quarto) me tiraram de lá. Estranhei as coisas que vi: vasos de plantas, portas, tapetes, lâmpadas, etc. e tal, porque eu fiquei uma semana só vendo aquelas coisas brancas e monótonas.
Os guardas me levavam para fora. Mas não para fora do hospício, e sim um lugar lá fora. Sei lá, um quintal? Passamos por uma sala, e ouvi uma televisão ligada num jornal:
“Hoje, o governo dos Estados Unidos tomou uma medida drástica para evitar o Fim do Mundo. A medida foi aceita, aprovada e aclamada pelo mundo todo. Ela é assim: Contamos os dias e anos depois do nascimento de Cristo, estamos no ano 2012 D.C., por exemplo. Os EUA decidiram contarmos os anos depois da crucificação de Cristo, ou, como eles chamaram, ‘Depois Que o Homem Foi Pregado num Pedaço de Madeira’. Então, como Cristo foi crucificado no ano 33 aproximadamente, acrescentamos 33 anos ao nosso ano atual. Ou seja, estamos no ano 2045 Depois-Que-o-Homem-Foi-Pregado-Num-Pedaço-de-Madeira. Assim, a data do fim do mundo – 21/12/2012 – nunca chegará. Essa estratégia ganhou renome pelo mundo inteiro e nem a Igreja tentou intervir”.
Aquela notícia foi a última coisa que fiquei sabendo do que acontecia no mundo lá fora.
***
O sol me deixou bastante cego por alguns segundos. Depois, voltei ao normal. O céu, por incrível que pareça, estava azul hoje. Será que eu ficaria curado da minha loucura, após alguns dias nesse hospício?
Levaram-me até um lugar bastante aberto. Tinha um grande espaço aberto de grama, duas quadras de esportes (uma coberta) e até uma academia. No espaço de grama, haviam várias mesas largas com bancos largos, como aquelas de jardim de infância, ou de refeitório.
Essas mesas estavam cheias de todos os tipos de pessoas, e vários animais atrás de cada uma. Curiosamente, não havia ninguém nas quadras ou na academia, só ali na mesa e algumas passeando, andando de lá pra cá no campo de grama. Quando olhei pra trás, os guardas que tinham me trazido pra cá já tinham saído. Mas muitos outros estavam por ali, observando atentamente as pessoas sentadas à mesa.
Não demorei muito para tomar juízo e sentar-me lá também. Será que eles estavam comendo? Não, o Sol não estava no seu ponto mais alto, não era meio-dia, então não estariam almoçando. Mesmo assim arrumei um lugarzinho e me sentei.
Então, reparei nas pessoas sentadas do meu lado e na minha frente. Na minha esquerda, tinha um velho negro, de óculos escuros e cabelos brancos. Ele conversava com um outro velho que estava sentado na sua frente. Do meu lado direito, tinha uma mulher de cabelos loiros e bastante atraente. Aparentava ter uns 30 anos, ou 25, ou 22, sei lá. Na minha frente, tinha um rapaz de olhos castanhos e cabelo castanho também. Ele tinha uns 40 anos, mais ou menos, e estava desenhando algo em uma folha.
— Você é novo por aqui? – perguntou a loira atraente, do meu lado.
— Hum... Sou sim – falei, um tanto tímido.
— Não converse com essa maluca – o rapaz na minha frente falou, sem tirar os olhos do seu desenho.
— O assassinato – o velho do meu lado virou pra mim e começou a falar – a falta de piedade, a traição, a guerra e a falta de lealdade podem dar poder ao príncipe, nunca a glória.
— Hn... É, interessante – não sabia o que falar pra ele, que ficou me encarando, mas logo foi conversar com outra pessoa.
— Então, como eu ia dizendo... – a loira ia falar, mas senti alguém puxando meu ombro.
— Vem cá.
Virei para ver quem era, e era uma garota. Acho que ela tinha a minha idade, aproximadamente. Talvez um pouco mais velha. Tinha cabelos longos, despenteados e negros. Olhos igualmente pretos mas uma pele clarinha. Levantei, e tínhamos a mesma altura. Ela me levou até um lugar no campo um pouco afastado das mesas. Ela me olhava com curiosidade, e após dar um soquinho no meu ombro, perguntou:
— Você é novo não é?
— Sou sim... Nunca estive num lugar... Assim – Falei, olhando pro céu.
— Não estranha, todos aqui são maluquinhos. Tá vendo aquele cara? – ela apontou pro rapaz que estava na minha frente desenhando, quando eu estava lá sentado – Ele ta aqui por que desenhava todas as pessoas que via pela frente. Mas desenhava essas pessoas se envolvendo em orgias, acidentes, carnificinas, etc. Algumas pessoas importantes, inclusive.
— Importantes?
— É, vários políticos – ela falou, ainda olhando pra ele. Então, apontou para o velho de óculos escuros – aquele velhinho pensa que é algum filósofo. Um dia ele é Sócrates, outro dia Nietzsche, outro Marx... Hoje ele é Maquiavel, pelo que ele disse pra ti.
— Ah sim, ele mencionou O Príncipe.
— E aquela loira, ela está aqui porque é uma... Viciada em sexo. Viciada mesmo, não pensa duas vezes antes de partir pra cima de alguém e abusar do mesmo. Dizem que ela abusava todos e saía totalmente pelada pelas ruas, sem motivo nenhum. Até que é bom, mas no inverno não.
— “Até que é bom”? Você já saiu pelada por aí por acaso? – falei, rindo dela.
— Já, mas só uma vez – ela deu de ombros, em seguida, apontou outra menina que estava sentada – aquela tentou assassinar o professor de matemática com uma escova de dentes. Aquele outro velho de cabelos azuis, criava elefantes dentro da própria casa e um dia os soltou no meio de uma praça. Todos aqui tem uma loucura e uma história especial.
Pensei naquilo um pouco. É... Eu também tinha uma história, não?
— Qual o seu nome? – perguntei pra ela.
— Marcy. E o seu?
— Fred. Fred Mercúrio – falei, com um sorriso.
— Mercúrio?
— Essa é a minha história especial.
Depois de alguns minutos em silêncio, ela de repente se sentou no chão. Sentei-me do lado dela.
— E qual o seu motivo, de estar aqui?
— Ah, me trouxeram pra cá só porque eu estava num festival psicodélico nos anos 60.
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