Notas iniciais
Olá!!!
Dessa vez, no dia certo!
Primeiramente, queria agradecer a Just Me que deixou uma recomendação FODA!!! :D :D :D fiquei MUITO feliz :333 Esse capítulo vai pra ela (:
Segundo que... Alguém mais ai, por algum acaso... Tá sentindo cheirinho de ~reta-final~?
kkkkkkkkk calma, não entrem em pânico, só perguntei u-u
Enfim, espero que gostem, boa leitura!


Não sei quantos dias, mas passaram muitos. Muitos... Eles passavam cada dia mais rápido, cada vez mais conversava melhor com as pessoas lá, fazia novos amigos e Marcy...

Ah, Marcy! Ela estava cada dia mais linda, e a única coisa que ela se lembrava dali era eu. Agora se lembrava todos os dias de mim. E cada dia estávamos mais... Próximos. Não nos desgrudávamos mais, andávamos sempre juntos.

Hoje era um bom dia. Estava um pouco frio, mas nem tanto, do jeito que eu gosto. Eu e Marcy estávamos sentados em um banco isolado daquela grande mesa onde todos sentavam.

- Por quanto tempo será que vamos ficar aqui? – Ela perguntou, encostando a cabeça no meu ombro.

- Não sei... Na verdade, nem me importo mais com isso.

- Não? – Ela perguntou, curiosa.

- Não. Não tenho motivos para viver lá fora, praticamente ninguém gosta de mim lá. Aqui, somos todos iguais, tem pessoas legais e que gostam de mim.

Aquela era a pura verdade. Eu não voltaria para a liberdade só para ter amigos falsos e ser traído por uma idiota de novo não é?

Marcy se encostou melhor no meu ombro, e fechou os olhos. Será que ia dormir?

- Eu não vou dormir – Ela disse assim que pensei aquilo. Tenso – Me abraça?

- A-abraçar? – Perguntei.

- É... Tá meio frio.

Abracei a garota. Estava um tanto frio mesmo. Ela tinha um perfume muito bom... Fiquei ali, sentindo o cheiro dela, ouvindo sua respiração lenta... Até que um guarda chegou perto de nós, e nos soltamos. O guarda tinha óculos quadrados, bigode enorme, roupa de guarda e uma postura bastante reta de guarda.

- Paciente Fred? – Ele perguntou, olhando pra mim, por cima dos óculos quadrados dele.

- Sim, sim.

- Venha comigo, agora – Ele disse. Será que...

Será que eu estava saindo? Do hospício? Tinha se passado tanto tempo assim? Levantei e olhei para Marcy que ficou lá no banco com um biquinho.

- Espera – Peguei no braço do guarda – Eu estou... Indo embora? Daqui do hospício?

Ele olhou bem na minha cara e começou a rir. “Talvez” ele disse, e continuamos andando. Entramos dentro do prédio, passamos pelo corredor dos quartos que estava vazio, e entramos numa sala ampla e estranha.

Tinha uma mesa com um telefone. Na frente dela, uma janela para a sala do outro lado, que também tinha uma mesa e um telefone. Eu tinha... Uma visita. Me sentei devagar, e vi quem era. A última pessoa que eu esperava ver.

- T-tio?! – Falei, então o guarda me apontou o telefone. Peguei, coloquei no ouvido e falei de novo – Tio!?

- É, sou eu – Ele falou, me encarando com uma cara séria.

Ele estava... Um tanto diferente. Gordo como sempre, com um óculos escuro vagabundo, uma jaqueta que parecia cara, mas estava rasgada, uma barba e com cara de... Cansado.

- Você achou que ia vir pra cá e eu não ia me preocupar com você?

- É... Pensei! – Falei. Era a última pessoa que ia se preocupar comigo, é claro.

- Mas eu me preocupei! E muito! Tá certo que autorizei que te trouxessem pra cá, para curar um pouco dessa sua... Doença, mas fiquei bastante preocupado!

- Obrigado, me mandar pra cá foi a melhor coisa que você já fez! Agora me dá licença, que eu tenho de...

- Licença nada! Vou tirar você daí garoto – Ele disse, mais sério do que nunca.

- Me tirar daqui? Por quê? Eu só dava dor de cabeça pra você, só te atrapalhava, só...

- Eu sei! – Ele gritou de repente, mas logo abaixou o tom após um olhar duro do guarda – Eu sei... Mas acontece que eu me preocupo muito com você.

- Se preocupa?

- É! Todos os meus amigos de bebedeira sabem que você está aqui, e eles ficam me zoando por isso, dizendo que não sei cuidar direito de uma criança igual você, que toda a minha família é louca e que eu também sou. Por isso vim te tirar daqui.

- Então é por interesse, não é porque se preocupa comigo – Falei. Queria deixar ele bravo, para não me tirar do hospício. Eu queria... Ficar aqui, com Marcy.

- Cale a boca garoto. Eu vou tirar você sim, e ponto final. Porque você quer tanto ficar?

Hesitei.

- Ah... Aqui, eu sou igual a todos os outros. Ninguém me xinga, nem maltrata, ninguém me trai, e tem... Pessoas legais aqui...

A expressão séria dele virou de deboche, e ele começou a rir.

- Não me diga que... Encontrou uma menininha ai?

- Ela não é só uma menininha! – Falei, subindo o tom da voz.

- Mas louca com certeza ela é, pra ficar com você só sendo pirada mesmo! Arrume logo suas coisas e vamos embora.

- Eu não vou embora seu imbecil! – Gritei para ele, e o guarda se aproximou de mim.

- Você vai sim! – Ele berrou de volta. Nem sei porque ainda estávamos com o telefone – Vou te trancar num quarto, e você vai ficar pra sempre lá, sozinho! Aí ninguém vai te achar estranho, seu idiota!

- Hey! – O guarda interrompeu – Essa é uma ameaça grave! Se você vai retirar o paciente daqui para fazer isso com ele e tirar os direitos de ir e vir dele, seu direito de tirar ele se dissolve!

- Quer dizer... – Meu tio tentou se retratar.

- Não tente tio, eu e o guarda ouvimos bem a sua ameaça.

- Seu imbecil, eu... – Ele disse, e eu falei ao guarda:

- Você tinha de ver como ele me maltratava e me batia, quando eu morava com ele...

- Desse jeito – O guarda olhou para o tio – você não vai tirá-lo daqui. Levante-se!

Levantei, e o guarda do outro lado também tirou meu tio dali.

- Você vai ver Fred! – Consegui ler os lábios dele – Você ainda vai enlouquecer ai dentro, vai querer sair de qualquer jeito!

- Du. Vi. Do. – Falei bem devagar.

O guarda me levou pelo corredor novamente até lá fora. Estava como antes, a maioria sentados, alguns de pé, e Marcy ainda sentada no mesmo isolado banco. Só que agora estava deitada.

- Olá! – Disse pra ela, assim que me aproximei.

- Fred! – Ela levantou de repente, sorrindo – Pensei que você ia embora!

- Eu também pensei! – Sentei do lado dela, e contei do meu tio.

- Que viado! – Ela falou, assim que terminei de contar tudo o que ele havia dito.

E não, eu não queria mesmo sair dali. Estava bastante feliz. Não sentia mais nada pela Claire, já tinha esquecido meus amigos falsos. Aqui eu estava feliz, no sossego.


Notas finais
Gostaram? :3
Aliás, não percam DE JEITO NENHUM o próximo capítulo! Tem uma surpresinha esperando por vocês ;)