Notas iniciais
Heeeeeyy *----*
Ai está, saída do forno, minha nova fic "Minha Doce Loucura"
Gostaram do título? Nem eu -.-
Enfim... espero que gostem!
Já vou avisando que os capítulos não vão... sair tão rápidos u.u mas assim que eu acabar minha outra fic (Sex, Universe and Rock n Roll) essa vai ficar bem mais rápida :)
Boa leitura!

Eu estava bastante ansioso para ir à escola naquele dia. Mas era uma ansiosidade... ruim. Talvez. Não sei dizer ao certo.

Como sempre, tomei café da manhã na cozinha. Mandei a cafeteira fazer café, e depois de algum tempo o tomei. Não comi nada, sempre tomava só um café. Era suficiente para se manter durante a manhã.

Fui ao meu quarto, troquei de roupa, as de sempre também. O uniforme da escola. Do colégio na verdade; diziam que quem falava “escola” era criança lá.

E no banheiro... Escovei devagar meus dentes, que doíam por conta do aparelho. Felizmente já estava chegando na hora de tirar. Mais 1 mês mais ou menos, e chega daquela tortura. Me olhei no espelho, e vi aquela pessoa sorrindo pra mim. Um adolescente como qualquer outro, com cabelos castanhos, olhos verdes... Mas enquanto saia do banheiro, podia jurar que vi um leão sorrindo pra mim no espelho.

Peguei o material, sai de casa e comecei a caminhar para chegar à escola; ou melhor, ao colégio.

— Hey Fred, me espere! – gritou uma voz atrás de mim. Era meu amigo Paul.

Era um cara legal, o Paul. Tinha conhecido-o numa briga de rua em que havia me metido. Ele praticamente salvou a minha vida naquele dia.

— Feliz pra voltar pra escola? – ele disse, depois de me cumprimentar.

— Hum... Nem tanto quanto deveria- respondi com um sorriso.

— Todos sentiram a sua falta sabia? O Anthony, o Gilbert, a Julia... – ele deu um tom de malícia nesse último nome. Ah, a Julia, aquela garota linda...

— Só esses três? Ninguém mais? – eu disse rindo.

— Não, a professora de matemática também – e nós dois rimos, pois a professora Margareth me detestava, e foi ela quem mandou me colocarem de suspensão.

O que eu havia feito? Melhor não comentar...

— Cara, como é que você se disfarça de mulher só para entrar no vestiário das meninas?

Ah, Paul sempre estragando o suspense.

— Como aconteceu mesmo? Você se vestiu de mulher, entrou no vestiário das meninas, viu um monte delas nuas e ainda conseguiu ficar com uma! Qual era o nome dela mesmo?

— Eu nem lembro o nome dela, no calor do momento sabe...

— Só sei que ela não apareceu mais lá na escola.

— Ficou doente... – esperei um momento para completar a frase – de amor!

Ok, deixe-me explicar melhor essa história:

Eu não era nenhum tipo de... travesti, Drag Queen ou qualquer outra coisa do tipo. E eu não sei por que havia feito aquilo; me vestir de mulher... E na verdade eu não havia apenas beijado aquela garota. No Box do banheiro, eu... Tirei a camiseta dela, e dei apenas algumas “mordidas”. Mas ela havia deixado, então não seria nada de mais.

Continuamos conversando sobre outros assuntos. Gostava de conversar com Paul, ele era animado, contava piadas, etc.

— O céu esta que cor hoje? – perguntei para ele.

— Azul, sempre está azul Fred!

— Pra mim está verde.

Olhei para o céu. Estava verde mesmo.

Minha “doença” as vezes fazia isso. Eu trocava as cores de algumas coisas. O céu era sempre, as paredes da minha casa também. Todos os dias de uma cor diferente. Era a minha “loucura”. Eu enxergava coisas que não existiam, coisas surreais. Ouvia também coisas, sentia coisas. Isso tudo era engraçado as vezes, e me fazia aprontar coisas no colégio e outros lugares.

Um dos sintomas, por exemplo, é que sempre que conheço uma pessoa, vejo um grande animal atrás da mesma. Acontece quando vejo a pessoa também, mas logo passa. Quando vi Paul, enxerguei um cachorro azul atrás dele por alguns segundos.

Só algumas pessoas sabiam que eu tinha esses problemas; essa loucura. E eu tentava fazer o máximo para esconder isso.

— Tomou aquelas pílulas hoje? – perguntou Paul.

— Não, esqueci. – então tirei da mochila as pílulas que serviam para “controlar” minha loucura. Ainda via coisas depois que tomava elas, mas se não as tomasse... As coisas ficavam ainda mais pretas. Ou qualquer outra cor.

— Viu? Se não fosse por mim, você estava louco por ai, fazendo loucuras loucamente loucas – ele disse, rindo.

Mas o pior de tudo, é que era verdade.

***

Chegamos ao colégio. Isso era o Inferno para mim. Todas as pessoas com animais atrás delas? Mesmo que fosse apenas por alguns segundos, chegava a ser assustador.

Descíamos até a sala, e eu via um zoológico. Leões, zebras, focas, ursos, crocodilos, lhamas e até peixes, atrás de cada um dos alunos.

— Olha, a gostosa da Fred voltou! – um pirralho gritou enquanto eu passava. Todos na escola sabiam o que havia acontecido, provavelmente.

— Que roupa feia essa Fred! Bem diferente daquela que você usou da ultima vez que te vi – disse uma garota, rindo.

— Feia? Ok, então vamos trocar? – eu disse rindo.

Sim, eu ria de tudo aquilo. Não ligava pra o que os outros diziam e sobre as piadas que faziam. Eu até fazia piada comigo mesmo, mesmo os outros achando isso estranho.

Chegamos na sala, e todos os olhares se voltaram para mim.

— O que estão olhando, estão me achando bonito? Olha que eu nem vim com seios postiços hoje – eu disse, e todos riram.

Sentei no meu lugar, Paul foi falar com algum amigo dele, e Julia chegou para falar comigo.

— Fred! Que saudades suas – ela disse, passando a mão no meu cabelo.

Ela era bonita até. Mesmo nos primeiros momentos, tendo um coelho branco atrás dela. Julia tinha olhos azuis, era um tanto loira e um tanto baixinha. Certo, tenho de confessar: tínhamos/temos um “rolo”. Já fiquei com ela, numa festa que teve na escola. Depois daquele dia... Não ficamos mais, mas todos diziam que estávamos namorando, ou bobagens assim. Se eu gostava dela? Ham... Acho que não, mas ficaria com ela outras vezes.

— Ah sim, igualmente – respondi, tentando ser simpático.

— Você tem de pegar a matéria que perdeu, tem de fazer as pazes com os professores. Sabe como eles são não é?

— As pazes com os professores? É mais fácil eu pular de um prédio.

Certo, isso não era tão difícil, tanto que um dia quase fiz isso.

O professor de história entrou na sala. Ele era um daqueles que me odiavam. Eu gostava de história, muito mesmo, mas as aulas dele eram chatas, e todo mundo dormia.

Ele lia um texto sobre as grandes navegações e eu... Tentava prestar atenção. Mas não conseguia. Chegou uma mensagem no meu celular. Peguei discretamente, e a li. Era do Paul.

“Oq você ficou fazendo esses dias em casa? Assistiu o programa sobre a Nigéria?”

Ia responder a mensagem, mas alguém bateu na porta da sala. Escondi o celular, e era uma das pedagogas do colégio. Aquelas senhoras que ficam na secretaria e não fazem nada.

— Senhor Fred Fishman – ela disse, olhando diretamente para mim. Conseguia ver uma lontra atrás dela – o diretor quer vê-lo na sua sala, na última aula. Não tente fugir!

Eu lá tinha medo de dragões para fugir? Quer dizer, de diretores?

***

— Eu ouvi dizer que o diretor Rodolfo assiste novela – Paul falou, enquanto comia seu sanduíche.

Era o intervalo. Estávamos em uma mesa, eu, Paul, Rodrigo e Peter. Rodrigo era um filhinho-de-papai qualquer, mas era legal. Não era muito metido igual aos outros riquinhos do colégio, mas chegava a ser um pouco.

Peter era um dos mais inteligentes da sala. Na verdade era para ele estar no 1º ano do Ensino Médio, e não no segundo. Mesmo adiantado era um dos mais inteligentes.

Conversávamos animadamente no refeitório. Eu olhava as pessoas comendo, conversando... Não sei por que fazia aquilo, gostava de ver as pessoas. Até que olhei para a porta do refeitório e vi a Morte.

Me assustei. Os outros perguntaram o que havia acontecido, mas falei que não era nada. Olhei de novo para a porta do refeitório, e aquele ser de capa preta e foice não estava mais lá, felizmente. Era só mais uma das minhas visões.

— A Milena não é pro meu bico não é? – disse Peter, e todos olhamos para uma outra mesa, onde estavam várias meninas sentadas.

— Quem é a Milena? – eu perguntei, e ele apontou para a garota morena. Atrás dela eu via um pássaro. Pardal, para ser mais exato.

— Aquela garota é uma tábua cara! – Paul gritou, mas logo percebeu que gritou alto demais e ficou calado.

— Mas até que é bonitinha, chega lá e fala com ela! – eu disse.

— Idiota, pega ela pra você! – uma voz disse no meu ouvido. Não havia sido nenhum dos três meninos, por isso estranhei. Ah, já sabia o que era. Então ignorei aquilo.

— Não... eu não tenho coragem – disse Peter.

— Medo de mulher, da onde já se viu isso? – falou Rodrigo.

Continuamos conversando, e o sinal para entrar para as salas soou. Mais uma aula e eu iria lá, ver o dragão. Quer dizer, o diretor.

Notas finais
G-gostaram? Odiaram?
Vão me crucificar?
Ok, independente do que acharem, deixem reviews pleeease, pra... saber melhor a opinião de vocês *-*
Muito obrigado por lerem, até mais!