Minha Doce Loucura

2 Capítulo Para Inglês Ver


Notas iniciais
Aaaaahh muuuuitíssimo obrigado pelos reviews, cês não sabem como eu estou feliz :3
Certo, neste capítulo, Fred vai à sala do diretor e...
...
Boa leitura ;) kkk

Atrás do diretor Rodolfo, eu sempre enxergava um dragão. Um daqueles horríveis dragões chineses, vermelho com corpo ondulado.

Entrei na sala do diretor. A sala era... Careta. Tinha uma mesa com um computador velho, duas cadeiras do outro lado, um sofá, vários quadros da família do diretor, e outras dessas bobagens. Assim que coloquei o pé na sala, o diretor levantou-se de sua cadeira, e falou:

— Até que enfim hein? Pensei que eu teria de ir até a sua sala te buscar sabia?

— Ah, não precisa se preocupar diretor, você sabe que eu sempre respondo aos seus chamados.

— Engraçadinho – disse o diretor, me olhando sério – sente-se nessa cadeira, até nosso outro ‘amigo’ chegar.

— Outro amigo? Quem?

— Você logo verá.

Eu estava em uma das cadeiras da mesa do diretor, e Rodolfo estava em outra do outro lado, mexendo no computador. Ficamos em silêncio, e eu observava a sala devagar. Logo, uma voz começou a falar no meu ouvido:

— Essa sala é muito careta não é não?

Ignorei. Era uma voz na minha cabeça, um dos sintomas da loucura.

— Sabe o que nós podíamos fazer? Sair correndo, e deixar esse diretorzinho em pânico. Ou melhor, a gente podia...

— Para de falar do meu ouvido! – deixei escapar, e o diretor me olhou torto.

— Pare com essas brincadeiras! Já não basta o que você fez?

— Por que eu estou aqui? Quem nós estamos esperando?

— Paciência!

E ficamos quietos novamente. Até que o diretor levantou-se e foi na direção da porta:

— Tenho de resolver uma coisa – mas antes de sair, parou na frente da mesma. Me olhou torto como sempre fazia, e voltou a sua cadeira devagar – não, não vou deixar você sozinho aqui, para quebrar tudo como fez daquela outra vez.

— Run – resmunguei.

“Toc toc toc” alguém bateu na porta. O diretor gritou “entre!” e um homem muito bem vestido entrou. Ele estava de terno, gravata, com uma maleta caríssima por sinal, e com gel no cabelo. Vi uma vespa atrás dele. Atrás dele (de verdade) vinha uma garota, mais ou menos da minha idade, e... Ah meu Deus. É ela. A garota que dei umas “mordidas” no vestiário.

Assim que me viu, o homem se descontrolou. Jogou sua maleta, gritou “YOU!” e veio na minha direção, me estrangular.

— Acalme-se! – gritou o diretor, tirando o homem de cima de mim.

— O que esse maluco tem? – eu falei, me recompondo.

— Não chame meu pai de maluco! – falou a garota. Ela era muito bonita, cabelos negros, alta, vestia uma camiseta branca e calça jeans. Hum... Não, não me arrependi do que tinha feito com ela.

— Sente-se aqui senhor – falou o diretor, e o homem de terno se sentou. A garota pegou um banquinho e sentou do lado do pai.

— Quem é esse cara? – eu perguntei, e o diretor falou:

— É o senhor Mark Scrich Sandwhich.

E eu comecei a rir descontroladamente.

— Como assim o seu nome é sanduíche? – eu perguntei pra ele, e ele respondeu.

— I... I... no entendo... – ele tentava falar enroladamente.

— É, não ria do senhor Sandwhich Fred! Ele se mudou da Inglaterra para cá esse ano, e não sabe falar português direito.

— Tudo bem, eu sei falar inglês, conversamos no idioma dele – me virei para o Sr. Sanduíche e falei – What o senhor doing here?

— You! You raped my daughter!

— I? I não rapei a sua filha não!

— Pelo amor de Deus! – falou o diretor – Fred, você sabe muito bem o que você fez com essa menina no vestiário naquele dia!

— Eu não fiz nada demais! A gente... Ficou, e ela deixou eu fazer... O que eu fiz com ela.

— Não minta para mim Fred! Como é que a garota ia deixar você fazer uma coisa dessas?

O homem falou algo em inglês, em seguida o diretor traduziu para mim:

— Ele disse que sua filha não deixou você fazer nada. Isso então, é um estupro.

Não, não podia ser. Então falei ao diretor:

— Não foi não! Eu vou contar o que aconteceu: eu estava dentro de um Box com ela. A beijei e tudo mais. Então ela tirou a camiseta, pegou minha cabeça e levou na direção dos peitos dela. Foi isso!

O diretor traduziu para o Senhor Sanduíche, e os dois ficaram olhando para a menina.

— Foi isso mesmo? – o diretor Rodolfo falou devagar.

Ela hesitou, hesitou, e resmungou:

— Hum... é, mais ou menos...

O pai começou a brigar com a filha ali mesmo, e o diretor não sabia o que fazer. Como já estava cansado de ficar ali, eu falei:

— Bem, caso encerrado não é mesmo? – levantei e falei ao diretor – Até outro dia nesta sala careta – falei à garota – Até mais, te espero pra gente fazer aquilo de novo – e falei ao Senhor Sanduíche — Te mox! See you nos próximos times!

— Te mox? Fred, isso é latim! – falou o diretor.

— Ah... Tanto faz – e saí da sala.

Mas quando fechei a porta, pude escutar o Senhor Sanduíche falando bem alto:

— Next time, matricularei minha filha num colégio privado, where students are not perverts, as here.

***

Logo que saí da secretaria, a professora de biologia veio falar comigo. Ela era morena, alta, tinha uns 30 anos mais ou menos e tinha um urso vermelho atrás dela.

— Fred, tudo bem?

— É... Tudo sim – tentei parecer simpático.

— Você pode escrever um daqueles textos sobre sustentabilidade, para colocarmos no mural lá do pátio?

— Ah sim, tudo bem.

— Escreve e me trás à tarde, amanhã não vou estar por aqui.

Sim, eu escrevia textos sobre sustentabilidade. Ok, só tinha escrito uns 3 para colocar no mural do pátio, e nem eram tão bons. Mas aquela professora gostava dos meus textos.

Já estava na hora da saída, então eu andava em direção do portão. Paul e Julia me abordaram:

— Hey, o que o diretor queria? – perguntou Paul.

— Ah – não, Paul não sabia que eu tinha feito aquilo com a garota – só me dar mais bronca por causa daquele dia.

— Mas demorou tanto assim? Hum...

— Tá duvidando do Fred é? Por que ele mentiria? – Julia disse, enganchando em mim logo em seguida.

— Eu não disse que ele estava mentindo, só disse que...

— Olha, o portão – eu disse, tentando mudar de assunto.

O horário da saída era um Inferno também, ver um monte de gente e um monte de animais por todos os lados, tentando desesperadamente sair. Entramos no meio da multidão, e saímos. Lá fora, Julia se despediu com um beijo na bochecha e eu e Paul fomos pelo caminho que sempre íamos.

Andamos, conversamos e rimos como sempre, até chegar na minha casa. Não era tão longe do colégio. Cheguei e tinha um pavão bloqueando a porta.

Era um pavão... Com o rabo enorme. E em cada pena desse rabo, tinha um número romano. Ok, com certeza eu estava louco. Então fiz aquilo que me aconselharam a fazer: avançar normalmente. Tentei fazer isso, mas o grande rabo do pavão era assustador. Não conseguiria entrar em casa.

— O que é que você está fazendo? – disse alguém atrás de mim. Era meu tio.

— N-nada, só...

— Vamos entrar logo, quero falar com você – ele disse, e entrou na casa. O pavão tinha sumido.

Entrei, fui ao meu quarto, joguei a mochila em cima da cama (a cama gritou “aí!”) e tirei meus tênis. Fui para a cozinha, meu tio estava lá.

Eu só morava com ele. “O que aconteceu com seus pais?” vocês devem estar se perguntando. Enfim: eu era filho de mãe solteira, não conheci o meu pai. E ela... havia morrido, quando eu tinha uns 10 anos. Desde lá, tenho morado com o irmão dela, meu tio Pedro Fishman. Ele trabalhava num mercado ali por perto de manhã, e ficava o resto do dia em casa. Era meio gordo, tinha um bigode enorme e um péssimo humor. Ele não gostava nem um pouco de mim e sempre estava trazendo mulheres lá para casa...

— Você disse que queria falar comigo? – eu disse, pegando água na geladeira.

— O que é que você fez com a garota? Porque você fez aquilo moleque?

— Eu não fiz nada de mais, ela...

— Ligaram lá no mercado falar que você estuprou ela sabia? – ele me interrompeu.

— Eu não fiz isso! – disse bem devagar, dando ênfase em cada palavra – o diretor...

— O diretor disse que eu tinha de ir lá na sua escola para resolver tudo, mas eu disse que estava trabalhando.

— A gente já resolveu tudo ok? Eu tive de enfrentar o diretor, o pai da garota e ela sozinho!

— Enfrentar? Foi uma luta é?

— Dependendo do seu ponto de vista, sim!

Ficamos nos encarando. Larguei daquilo e fui para meu quarto, escrever o texto sobre sustentabilidade.

Notas finais
Gostaram? Queimei o capítulo com esse inglês de merda? Devo calar a boca? Ok... :x
kkkk
Mas espero do fundo do coração que tenham gostado :3
Até mais ;*