Minha Doce Loucura
24 Schrödinger
Notas iniciais
Então... Voltamos aqui, depois de ficar uma semana sem postar, desculpem mesmo -.- kkkkk
Mas valeu a pena, pois afinal, fiquei EM TERCEIRO NA PROVA QUE FIZ EEEEEEEEE
UHUULLLLL
**mas só o primeiro e o segundo colocado ganham alguma coisa**
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Poisé, é verdade. Não entrei no colégio foda
MAAAAAS ai esta um novo capítulo pra vocês! Obrigado a todos que me desejaram boa sorte na prova tbm ><
Boa Leitura!
— Gra... Grá... Gr... Grá... G... Gra... – não, a palavra não saia da minha boca – Grá... GRÁVIDA?!
Eu realmente, me assustei. Como assim Claire estava grávida de mim? Isso não podia acontecer de jeito nenhum! Ou podia? Claro que podia, nunca usamos camisinha, e em todo este tempo de namoro, transamos várias vezes... Provavelmente foi por isso que ela não quis fazer comigo naquele dia da “noite do pijama”.
Nervoso eu estava. Como diabos seria agora? É claro que... Eu assumiria a criança. Nunca, em hipótese alguma deixaria Claire cuidando sozinha de um filho meu. Mas seria bastante complicado...
— Q-quando você s-s-soube? – perguntei, tremendo.
— Eu... Suspeito, na verdade. Ando com muita dor nas costas, tontura, e vomitando direto... É horrível estar assim... – ela falou, me abraçando, como se eu fosse um conforto. Na minha opinião, era melhor ela se encostar numa pedra do que em mim, mas é claro que não falei isso, pois gostava do abraço dela.
— Temos de p-pedir um exame mé... – eu ia falar, mas ela me interrompeu:
— Sim, eu vou pedir hoje de tarde. Mas você não vai poder ir comigo, desculpa.
— Porque não?
— Minha irmã vai comigo. Eu andava assim, com dores, vômitos e tudo mais, e foi ela quem me alertou sobre a grande possibilidade de uma gravidez. Ela pegou os números de quantas vezes transamos, os números do meu organismo (seja lá o que isso for) e calculou a probabilidade de eu estar grávida.
— Ela é tão inteligente assim? – é, eu estava cada vez mais assustado – com nove anos, ela já sabe tudo de sexo, e tudo mais?
— O pior é que sabe... Bem, as contas dela “disseram” que existe uma boa chance de eu estar grávida... Mas é só fazendo um exame pra ter certeza absoluta...
Continuamos ali, abraçados, por um bom tempo sem dizer nada. Mil dúvidas apareciam na minha cabeça, não fazia ideia de como seriam as coisas agora. Será que Claire estava preparada para dar luz a um bebê? Ou aquele seria mais um caso de televisão, em que o organismo da adolescente não está pronto para algo desse tipo?
Queria pelo menos tentar confortá-la. Será que estava conseguindo? Depois de algum tempo, uma professora viu a gente, e mandou cada um para a sua sala. Droga, era bem nesse momento que precisava ficar com Claire.
***
— O que você vai fazer de tarde? – perguntei pro Paul.
— Ah... Acho que vou ficar em casa, mexendo no computador, vendo televisão...
Aquilo era o que todo mundo respondia. As pessoas só pensavam naquilo mesmo? Eu sinceramente não conseguia fazer a mesma coisa todo santo dia, tinha de variar as coisas muitas vezes. Já estava na hora da saída, e todos contavam os segundos para o sinal bater.
O resto da manhã tinha passado se arrastando. Não conseguia parar de pensar em Claire e na sua gravidez. Tanto faz se ela tinha ido a uma festa sem minha permissão, ou qualquer bobagem do tipo. Isso não importava mais agora.
O sinal bateu, todos saíram correndo, e eu também, pois queria falar com Claire na saída. Cheguei no portão e esperei a mesma. A irmãzinha dela, Ana Paula, já estava esperando ela também.
— Oi Fred – ela disse, séria pra mim.
— É... Oi.
Claire chegou, e dei um selinho nela. Ela ainda parecia triste.
— Não posso ir com vocês mesmo?
— Não dá Fred, desculpa – Ana respondeu na frente.
— Por quê? Não vai ser nada de mais se eu...
— Eu já disse que não Fred – ela falou. Pegou na mão da Claire e já iam embora. Eu ia pedir mais uma vez, mas ela retrucou novamente – Fred, se distrai um pouco, arranja algo pra fazer.
— Eu não quero fazer nada, só me importo com a Claire. E o que mais eu posso fazer?
Ela ficou me olhando séria, e de repente disse:
— Olha na página 42 do seu livro de física – falou isso, e elas foram embora.
Tenho de admitir, fiquei um tanto curioso. Será que era algum exercício para eu fazer? Se fosse, eu não faria. De jeito nenhum. Ela não era minha professora. Eu acho.
Fui andando devagar até o apartamento. E se... O resultado do exame desse positivo? Muitas coisas mudariam... E se desse negativo? Claire ficaria triste? As perguntas e preocupações continuavam, e eu não tinha nenhuma resposta. No meio do caminho, resolvi pegar meu livro de física e abrir na página que a garotinha havia dito.
40, 41, e 42. Estava com preguiça de ler aquele texto enorme, mas fiz um esforçinho. Falava sobre gatos, veneno, bombas, caixas, física quântica e outras coisas do tipo. O que eu não entendi, era o que gatos tinham haver com física quântica. Era um experimento que parecia divertido de se fazer. “Gato de Schrödinger”.
Colocar um gato dentro de uma caixa, com uma bomba com 50% de chance de explodir, e 50% de chance de não explodir, e descobrir se o gato estava vivo ou não. Parecia bem simples! Do nada, provavelmente trazida pelo vento, uma curiosidade se implantou na minha cabeça, e fiquei com vontade de por em prática o experimento.
Não demorou muito para eu ser visto correndo atrás de uns gatos de rua por aí. Do que eu precisava mesmo? De um gato, de uma caixa, e de... Uma bomba. Uma bomba? Onde eu arranjaria uma bomba? Talvez eu pudesse pular essa parte.
Andando pelas ruas praticamente vazias, me aparece um gato... Verde. Sim, verde cor de ervilha. Mais verde do que... Sei lá, maconha. Não que eu já tivesse visto, mas enfim. Ele olhou pra mim e virou a cabeça. Me preparei, e comecei a correr atrás dele. Ele fugiu, e corria bem rápido. Ótimo, estava precisando de um desafio.
Ele corria em zigue-zague, miava alto não sei porque e fazia muitas curvas nos quarteirões. Corri um bom tempo atrás dele, e quando já estava ficando cansado, finalmente ele “parou”. Tínhamos chegados numa rua cheia de máquinas de demolição, que estavam prontas para derrubar um prédio. O gato subiu dentro de uma cabine de um grande veiculo; um guindaste, pendurando uma grande bola de ferro. Parei um pouco, e aproveitando que o veiculo estava vazio, e o gato praticamente cercado por ter entrado nele, fui pegá-lo.
Subi na cabine e assim que tentei pegar o gato, ele escapou. Já ia sair, quando vi um aviso no vidro: “não opere essa máquina sem usar um capacete apropriado”. Claro que eu desobedecia algumas regras, mas normas de segurança não. Peguei um capacete amarelo que estava por ali, e coloquei-o na cabeça.
— Hey, traga esse negócio para cá! – disse um homem lá de baixo, gritando para mim.
Ele queria o guindaste? Provavelmente. Eu não sabia dirigir, mas iria cair um braço meu se eu tentasse não é? Puxei algumas alavancas, pisei em alguns pedais (pisei bem fundo em um que dizia “acelerador”) e virei o volante. O veículo com o guindaste começou a andar, e sem querer quase atropelei algumas pessoas.
— Chega, chega!!! – o homem gritou, e bem a tempo saiu do meu caminho.
Passei por cima de alguns carros, e sai do local onde estavam as outras máquinas de demolição. Fui até a esquina do quarteirão, onde tinha um museu. Sem querer, operei o guindaste e fiz com que a bola de ferro acertasse o museu.
E, me deu uma sensação boa aquilo, ver a bola de ferro acertando o museu. Fiz com que ela acertasse de novo. E de novo. Outra vez.
Quando vi, os policias estavam tentando me prender, e o museu já estava demolido.
A Ana mandou eu me distrair? Me distraí.
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