Notas iniciais
Olá leitores queridos!
Tudo bem com vocês?
Enfim, aqui está o capitulo novo sem nenhum atraso dessa vez! Espero que gostem ^^
E sim, o Fred seguiu o conselho de muitas de vocês... Vocês vão ver u.u kkk
Aliás, muito obrigado pelos reviews, mesmo, mesmo, meeeeeeeeeeeeesmo, eu fico MUITO feliz lendo cada um deles *---* Desculpem por não responder eles, mas enfim...
Boa leitura!

Não que eu quisesse, mas fui ao colégio no dia seguinte. Graças aos céus, eu não estava mais com dor de cabeça nem com aquela tontura. Mas ainda estava com um belo sintoma resultante daquele dia: uma enorme satisfação.

No dia anterior, no final da tarde, voltei para a casa de Paul, e dormi lá. Mas ele disse que aquele era o último dia que eu podia ficar ali. Ela não estava gostando de ter mais um “filho” pra cuidar. Então hoje mesmo de manhã, já peguei todas as minhas coisas, coloquei-as na mochila e fui com as mesmas para o colégio. Mas depois do mesmo, eu não sei para onde iria.

As primeiras aulas de matemática foram absolutamente chatas. Só estava interessado em dormir ao invés de resolver aqueles exercícios bregas de conjuntos.

Se você quiser ir lá em casa, pode ir, só não vai poder dormir lá” recebi um bilhetinho de Paul. Talvez eu fosse... Só pra pensar pra onde eu iria. Acho melhor pedir pra algum dos meus outros amigos, ou ainda poderia ir na Claire... Não, já tinha bastante gente naquela casa, e os pais dela estavam bravos, como ela já tinha contado. Será que ela veio para o colégio hoje?

“Viu a Claire hoje por acaso?” respondi no bilhetinho para Paul. A resposta era meio óbvia, pois viemos juntos para a escola, como sempre. Mas nunca se sabe. Ou não se sabe. Resolvi tentar prestar atenção para fazer aqueles exercícios. Olhei para o caderno. “x = {-3, -2, 0, 1, 4, 5, 7, eu, sairia, da, sala, correndo, agora, 18, 29}”.

Li de novo, e o curioso era que o “eu, sairia, da, sala, correndo, agora” não estava mais lá. Loucura?

“Não vi não, talvez ela nem tenha vindo...” Paul respondeu.

Não, ela tinha de ter vindo. Queria muito ver ela; estava com... Saudades?

***

Depois de um tempo que pareceu estupidamente longo, chegou o intervalo. O tão esperado intervalo. Fui o primeiro a sair da sala fui apressado até a sala de Claire. Vários alunos saiam correndo de suas salas também, como se nunca tivessem tido um intervalo na vida. Cheguei na sala dela, e ela já estava saindo.

— Olá – falei, me aproximando.

— Oi – ela respondeu animada, e me deu um abraço.

— Está bem? – perguntei, ainda abraçando-a.

— Sim, e você?

— Também – nos soltamos. Fiquei olhando ela por algum tempo, e disse – você ta muito linda.

— Cego – ela falou, mostrando a língua.

— Seus pais brigaram mesmo com você? – falei, e começamos a andar juntos na direção do saguão.

— Sim, eles piraram por eu ter chegado toda tonta e cheirando álcool em casa. Piraram mesmo, deu até medo. Acho que meu pai nunca mais vai me deixar sair de casa.

— Credo, se bem que meu tio também ficaria assim comigo, se eu ainda morasse com ele...

Aí me veio uma coisa na cabeça: o que será que meu tio esteve fazendo nesses dias? Provavelmente estava bem mais feliz, por não me ter mais por perto. Com certeza, agora estava levando bem mais mulheres e bebidas para casa.

— Você ta melhor? Richard disse que você tava com um corte na cabeça...

— Estou sim, não ta mais doendo graças aos céus.

— Se recuperou logo hein? – ela falou, mexendo nos meus cabelos.

Fomos até alguns bancos que tinham lá fora, em baixo de algumas árvores. Era delicioso ficar sentado ali, olhando os alunos andando de um lado para o outro, conversando, rindo, etc.

— Agora tenho de arranjar um novo lugar pra ficar... A mãe do Paul não quer que eu fique mais lá.

— Se eu pudesse, deixava você ficar lá em casa, mas mamãe nunca, em hipótese nenhuma iria deixar.

— Não esquenta com isso não, acho que vou ficar na casa de algum dos garotos lá da sala.

— Por que você não fica no Richard? Ele mora sozinho, não tem problemas com pais, etc...

— Eu nem conheço ele direito... Nem sei de onde ele me conhecia!

— Pior que eu também não sei... Pergunta pra ele depois, agora fiquei curiosa – ela falou, rindo – mas experimenta ficar lá, e ele parece ser bem gente boa.

— Verdade... Mas nem sei direito onde fica aquele apartamento. Vou pedir o telefone dele pra Paul, que deve saber.

Ficamos em silêncio, olhando para os lados, para todos os lugares menos um para o outro. Mas é claro que eu, mero mortal, não aguentei e olhei para Claire. Ela estava tão linda hoje, maravilhosa, sei lá. De repente ela percebeu que eu estava a olhando e perguntou:

— Que foi?

— Você é bonita.

— Para com isso menino – ela falou, soltando um sorriso. Um sorriso mais do que fantástico.

— É sério, que coisa!

— E você é muito fofo sabe?

— Não, isso eu não sou.

— Viu? É a mesma coisa – ela falou, e continuou olhando para qualquer lado.

Sem que a gente percebesse, já estávamos muito mais perto um do outro e de mãos dadas. Logo, quase todos olhavam para a gente, e cochichavam coisas do tipo “casal novo na área, não vai durar nem 3 dias”.

— Tava com saudades é? – ela perguntou, e eu respondi que sim. Mas logo percebi que ela tinha perguntado num sentido mais... Malicioso.

— Há, claro que estava, óbvio... Ainda estou na verdade.

— Você não presta Fred – ela falou, e se apoiou em meu ombro.

E é claro que não, eu não estava ligando para o que os outros estavam cochichando.

***

Na saída, fiquei esperando Claire também. Paul já estava cansado de esperar, pois saímos um pouco mais cedo, mas estávamos lá no portão mesmo assim. Eu iria para a casa dele e depois para Richard.

Logo ela saiu, estava belíssima. Veio na minha direção e me deu um beijo na bochecha.

— Desculpa, nem podemos conversar agora.

— Por quê? – perguntei, enquanto ela já se afastava.

— Estou sendo... Vigiada – ela falou, virando a cabeça para alguém que estava do seu lado. Era sua irmãzinha.

Sinceramente, se eu fosse um pai, não acharia uma boa ideia fazer a irmã mais nova buscar a mais velha na escola. A menininha falou alguma coisa pra Claire, e a mesma só me deu um tchauzinho tosco.

— É... – Paul falou – não sei se os pais dela são muito idiotas ou muito inteligentes.

Fiquei olhando as duas se afastando do colégio de mãos dadas, e pensando melhor, fiquei com a mesma dúvida de Paul.

Paramos de enrolar então, e decidimos ir para casa. Andamos devagar e sempre até a casa, conversando sobre qualquer bobagem. Fiquei meio deprimido, sabendo que iria ficar um tanto distante de Claire, por conta dos pais dela. Mas estava feliz ao mesmo tempo, por tudo estar indo tão bem com ela. Logo, eu não sabia o que pensar e só suspirava.

Chegamos na casa de Paul, e comemos qualquer coisa. Eu não estava com muita fome. Provavelmente era um dos sintomas daquilo que chamam de amor.

— Tem certeza de que não quer ficar a tarde toda aqui, pra só depois ir? – Paul perguntou.

— Não, é melhor eu ir agora, aproveitar que sua mãe nem está em casa.

— Você quem sabe.

Arrumei direito minhas coisas e fui embora dali. Mais uma casa que eu estava deixando. Me perguntei até quando iria ficar naquilo de ser um nômade sem dinheiro que vive de favor na casa dos outros.

Paul iria junto comigo. A casa era no centro da cidade, não muito longe dali. Mas também não era tão perto. Fomos a pé mesmo assim, para eu já aprender a como ir de lá para o colégio e vice-versa.

Depois de 20 minutos de caminhada, chegamos até o prédio. Ele era vermelho, não verde como quando eu tinha estado nele na primeira vez. Devia ser a loucura de trocar cores.

Subimos aquelas escadas que levavam ao sexto andar. Elas rangiam e isso me deixou com certo medo. Chegamos até o quarto e batemos na porta.

— Já vai! – Richard gritou lá de dentro.

Depois de alguns minutos, ele abriu a porta. Pelo visto, tinha arrumado o quarto as pressas.

— Ah, já estava esperando vocês – ele disse. Obviamente, não era verdade já que estava tudo bagunçado – não reparem na bagunça.

— Vou reparar no que então? – Paul falou, olhando roupas jogadas no chão.

— No resto!

— Resto? Mas...

— Enfim – interrompi os dois – Richard, eu gostaria de saber se... Posso ficar alguns dias aqui. Não posso ajudar a pagar porque não tenho nenhuma forma de ganhar dinheiro, mas...

— Claro que pode, é extremamente chato ficar sozinho aqui nesse lixo – ele falou.

— Você trabalha Richard? – Perguntei.

— Trabalho, numa lanchonete aqui por perto...

— Ah, você cozinha lá?

— Não, faço limpeza mesmo.

E Paul riu, como sempre.

Richard me mostrou o quarto em que ficaria. Era pequeno e bem parecido com aquele da casa do Paul: uma cama simples e com uma televisão logo na frente. Tinha um guarda-roupa do lado e uma escrivaninha com uma cadeira de rodinhas.

Coloquei minhas poucas roupas no guarda-roupa, e escutei alguém batendo na porta. Não que eu fosse muito curioso, mas saí do quarto para ver quem era também. Era aquela garota, Alice.

— Oi querido – ela disse para Richard, que havia aberto a porta, e deu um selinho nele. Espera, eles eram namorados? Ela virou para mim e disse – Fred, sabia que você estava aqui, preciso conversar contigo – ela disse, e Richard fechou a porta.

Notas finais
Gostaram? :3
Ah sim, uma última coisa: não que a fic esteja terminando (muito pelo contrário) mas estou tendo várias ideias legais pra ela e quero saber o seguinte: vocês preferem uma fic excepcionalmente looooooooonga, ou dividida em partes? (Minha Doce Loucura 2, Minha Doce Loucura 3, por exemplo. Não que vá tão longe assim mas enfim XD)
Muito obrigado por lerem! o/