Minha Doce Loucura
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Notas iniciais
Tudo bem com vocês?
Aí está mais um capítulo da nossa fanfic ^^
E
MUITO OBRIGADO PELA RECOMENDAÇÃO MINHA ROLI CRUZ ♥♥♥
Ela deixou uma recoomendação MAIS DO QUE PERFEITA
!!!
Muito obrigado, mesmo!
E
MUUUUUUUUUUITO OBRIGADO pela recomendação também Alley Coller *--------------*
PIREI com sua recomendação aqui também :D
Valeu mesmo pelas recomendações!
Alguém quer seguir o exemplo das garotas? XD
ok parei
Boa leitura!
Tudo o que ele sempre via era aquele monstro-criatura grudado no quadro, soltando tinta amarela pelo mesmo.
Também o que sempre ficava vários minutos/horas olhando era o quadro que todos eles juntos haviam feito, em várias semanas. Uma bela obra de arte feita por crianças de jardim de infância. Uma bela obra cheia de tinta, cores, etc. Era uma obra de arte perfeita, para crianças de jardim de infância pelo menos.
Era uma obra perfeita que era perfeita a semanas. Mas ele, como sempre, gostava de implicar. Aquele monstro-criatura amarelo o incomodava, pois ficava passeando pela pintura fazendo dançinhas estranhas. Pensou por semanas e semanas em como poderia eliminar o monstro-criatura amarelo, e decidiu de uma vez.
Pegou um lápis com a ponta extremamente ameaçadora, e fincou no monstro, que em seguida desapareceu. Logo, toda a pintura estava estragada, por conta dele ter passado o lápis por toda a pintura, e rasgado um pouco da tela.
Provavelmente, levaria semanas para consertar o que era perfeito.
***
— F-falar comigo? – perguntei, assim que Alice entrou no apartamento.
— Isso mesmo querido – ela falou, me dando um beijo na bochecha.
Ela se sentou no sofá da sala e mudou o canal de televisão, como se já fosse de casa. Richard pediu para que eu me sentasse, e eu sentei no sofá oposto ao de Alice. Ele sentou do lado da garota.
— Nesse horário quase não passa nada de bom – ela falou, pulando os canais da televisão.
— Vocês... São namorados? – perguntei, e a pergunta pareceu mais indelicada do que devia.
— Praticamente sim, só não oficializamos – Richard falou, sorrindo. Alice olhou com cara feia pra ele.
— Como assim não oficializamos? E aquele dia na lanchonete, em que você...
— Não precisa contar o que eu fiz aquele dia! – Richard a interrompeu – mas sei lá, acho que aquilo não foi um... “oficializamento”.
— Hum... Então, ainda bem que não foi, assim eu não te traí no nosso primeiro dia de namoro – ela falou, rindo.
— O QUE?! Mas... – ele tentou argumentar, mas logo eu entrei na conversa novamente:
— Você disse que queria falar comigo Alice?
— Sim, é... Richard, vai lá na cozinha fazer um café pra gente?
— Ok, entendi, assunto particular não é? – ele falou, já se levantando.
— Nem tanto, mas é que se você ficasse aqui, ficaria boiando – ela falou e Richard foi para o quarto.
Alice continuou trocando os canais da televisão, e parou numa novela mexicana que estava passando. O nome da novela era “Corações Encarniçados” e falava de uma humana que era apaixonado por um humano que na verdade gostava da irmã dela que era amiga da prima do vizinho dele.
— Sobre o que quer falar? – perguntei.
— Sobre umas coisinhas.
— Coisinhas? Q... – antes que eu pudesse falar, Alice resolveu parar de enrolar.
— Bem... To vendo que você gosta bastante da Claire neh? Quer namorar com ela e tudo mais.
“Pode começar a abrir o jogo Marcianita” disse um homem de chapéu e bigode na novela.
— Quem disse que eu quero isso? – falei, tentando mostrar um pouco de orgulho. Mas obviamente, o que Alice tinha falado era verdade.
— Ah Fred, eu já sei de tudinho sabe? Sei que vocês estão ficando pra lá e pra cá, etc. e tal – ela falou com uma piscadela.
— Fofocas se espalham rápido não é?
— Com toda certeza. E, é claro, todo mundo já está sabendo...
— Mas eu não ligo muito pra o que os outros dizem ou pensam – falei.
— Certo, mas pode começar a se preocupar com o que os outros vão fazer.
“Eu simplesmente não posso acreditar nisso meu caro Alfredo! Como uma coisa tão absurda pode ser verdade?” e a moça começou a chorar na televisão.
— Fazer? Como assim?
Ela pegou um daqueles canetões (que eu realmente não sei da onde ela tirou), jogou no chão algumas revistas que estavam em cima da mesinha que havia entre os dois sofás e começou a desenhar na mesma.
“É uma longa história minha querida Marcianita” disse o homem.
“Oh meu Alfredo” disse a mulher.
“Oh minha Marcianita”
“Oh meu Alfredo” a mulher falou de novo.
— Como eu já disse, o boato de que vocês dois estão namorando, ficando, sei lá, se espalhou um tanto... rápido – ela falava enquanto desenhava.
Ela desenhou na mesa dois bonecos palito de mãos dadas. Um tinha vestido e cabelos longos, outro não tinha nada. Logo Alice colocou um F em cima de um, e um C em cima de outro. E desenhou um coração ao redor dos dois também.
— Isso sou eu e a Claire? – perguntei, estranhando o desenho ruim dela.
— Óbvio.
— Não parece.
— Preste atenção! – ela voltou ao assunto – digamos que várias pessoas estão sabendo desse namoro, inclusive duas pessoinhas especiais: um garoto chamado Leonardo, e outro chamado Digory.
— Digory? Que nome é esse?
— Foco aqui! – ela falou rindo.
Ela tinha desenhado outros dois bonecos palito mais afastados. Eles estavam com carinhas raivosas. Escreveu um L em cima de um e um D em cima de outro. Do lado do L, ela escreveu um “L = ex”.
— O Leonardo é o ex-namorado da Claire. E o Digory é simplesmente um garoto que é louco por ela há um bom tempo...
— E daí?
— E daí que eles estão extremamente, espetacularmente, exuberantemente putos com esse mi-mi-mi de você e da Claire. Logo logo, eles vão te procurar e provavelmente, vão querer prestar contas contigo.
— Vão brigar comigo? Eles que venham, eu não tenho medo deles.
— Ah, mas o Digory é bem mais velho sabia?
— É? Quantas aposentadorias ele tem?
— Ele tem 21 anos. Eu meio que sou amiga dele... E se você quer a Claire para você, oficialize um namoro logo, antes que ele dê o bote.
— O que? Ah, eu confio na Claire, ela está apaixonada por mim – falei, com absoluta certeza do que eu estava dizendo.
— Eu não teria tanta certeza.
Ficamos nos encarando por um bom tempo. E comecei a pensar melhor naquilo. Claire estava mesmo apaixonada por mim não é? Quer dizer, se não estivesse não teria feito aquilo na festa comigo. É, ela tinha de gostar de mim. Mas namorar? Recapitulando agora, acho que nunca namorei sério mesmo na minha vida. Alice logo levantou e disse:
— E também tome cuidado com o Leonardo, ele até que é gente boa, mas quando o assunto é a Claire... Bem, ele encarna o diabo.
— Ótimo, eu me visto de exorcista o dia que ele vier falar comigo – disse e me levantei também.
— Não é uma má ideia – ela falou, rindo, e logo depois gritou para Richard, que estava no quarto – Amor, já estou indo!
— Já?! – ele gritou de lá e veio correndo para a sala – Ainda é cedo, hoje é o dia em que eu não preciso ir pro trabalho e...
— Desculpa, mas tenho mesmo de resolver algumas coisinhas.
Ela deu um selinho nele e deu um simples tchau para mim. Retribuí o tchau e sentei no sofá novamente, assim que Richard fechou a porta.
“Não tema Marcianita, eu estarei com vossa pessoa até o fim dos tempos e muito, muito além disso”.
“Oh meu Alfredo”.
“Oh minha Marcianita”.
“Oh meu Alfredo”.
“Oh minha Marcianita”. Alfredo disse na televisão e deu um daqueles beijos de cinema que dizem que não é beijo de língua mas na verdade é, afinal o autor que estava interpretando o personagem Alfredo já tinha engravidado mais de 7 mulheres, segundo a revista de fofocas Mexericos de 50.
***
Fui até o banheiro tirar água do joelho. Assim que terminei, já ia sair do banheiro mas notei algo no espelho.
Eu estava o que? Estava azul. Isso mesmo, azul como um avatar do filme do James Cameron. Me aproximei mais e analisei minha pele, estava azul mesmo. Mas somente no espelho. Olhando para mim mesmo, para minhas mãos sem olhar para o espelho, elas estavam no tom de pele normal. Aquele espelho então, devia estar com defeito, ou já devia ter passado do prazo de validade.
— Não se assuste Fred! – disse o “eu” no espelho.
Agora, já não era tão parecido comigo. Era um elfo, acho, pois tinha orelhas pontudas, pele azulada e um monte de jóias no pescoço e na cabeça.
— Ok, se você está dizendo... – falei, e já ia sair do banheiro.
— Espere! – ele disse, e eu esperei – tenho algumas coisas pra te falar!
— Ah, já tive conversas bastante desconfortáveis hoje ta?
— Essa conversa não vai ser desconfortável.
— Mesmo? – perguntei, e a figura no espelho pensou um pouco.
— Bem... Tudo depende do que você chama de desconfortável.
— Certo, fala de uma vez – falei, e fiquei olhando no espelho. A criatura azul era até parecida comigo, exceto por algumas coisas tipo tudo.
— Fred, como a menina Alice disse, estão vindo vários obstáculos para separá-lo da Claire. E eu estou aqui para dizer que você pode vencê-los!
— O detalhe é que: eu já sei disso – falei. Ok, eu era um tanto orgulhoso com minhas loucuras.
— Sei é? Eu acho que não.
— Como vencer esses obstáculos então senhor elfo azul? – perguntei cheio de ironia.
— Você vai descobrir.
— O que? Você não ia me contar agora?
— Ora, você disse que já sabia não é? E mesmo que não saiba, vai descobrir, afinal você tem uma coisa que ninguém mais tem.
— Loucura?
— Algo mais que isso.
O “coiso” azul nessa altura já tinha sumido. A essa altura, o banheiro inteiro estava girando e estava azul. Eu estava mais tonto do que nunca. Olhei novamente no espelho, e eu estava com a cor normal. Continuei olhando por mais um tempo, e decidi ir pegar um alicate, para tirar aquele aparelho dos meus dentes.
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