Notas iniciais
MIL desculpas pelo atraso!!! D:
Mesmo, tive muito pouco tempo pra escrever essa semana -.-
To até pensando em mudar o dia da fanfic pra sexta, pq ai eu posto no dia certo RSRS
Enfim, espero que gostem desse, e feliz 2013 pra todos vocês!
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Esse capítulo é dedicado a Mariana, que deixou uma recomendação LINDA!!! :D :D :D
Pirei. Com a recomendação :$
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Boa leitura!

É claro que aquela frase não fazia sentido algum, nem me ajudaria a escapar do hospício. Mas decidi seguir o conselho que ela trazia.

As semanas que se passaram foram muito boas. Por dois motivos: no dia seguinte, após aquele em que dancei com Marcy, ela se lembrou de mim. Eu estava de pé, lá fora, procurando por ela, até que a menina correu até mim e disse “Você! Eu lembro de você!”. Ela ficou muito feliz por ter se lembrado de pelo menos uma coisa enquanto estava ali no hospício.

Segundo motivo: estava começando a fazer mais amigos por ali. Agora já era de tarde, e eu e Marcy estávamos sentados naquela grande mesa, conversando com os outros, num grupo pela primeira vez.

— Por que você está aqui? – Perguntei para um garoto mais ou menos de 25 anos, com cara de maluco, que estava sentado na nossa frente.

— Ah, é uma longa história...

— Temos a tarde toda – Marcy falou, enganchando em mim.

“Era ano-novo. Eu morava sozinho num apartamento apertado, mas aconchegante, com os meus 2 gatos e 1 peixe importado diretamente das águas do Mediterrâneo. Como era época de comemoração, confraternização, coisa e tal, decidi passar as férias na praia. Mas não podia deixar os meus amados animaizinhos sozinhos, abandonados no apartamento, por isso pedi para uma amiga minha cuidar deles enquanto eu estava fora. Ela topou, e eu ia pagar 300 reais pra ela”.

“Ia ficar na praia por uns 5 dias, ou uma semana. Fui e lá estava uma delícia. O sol estava muito quente e não choveu em nenhum dia. Havia garotas peitudas na praia, mas infelizmente não fiquei com nenhuma. Dormi num hotel 3 estrelas e meia, que era um grande luxo. É, aqueles dias foram muito bons”.

“Eu estava voltando para o meu apartamento, e muito ansioso para encontrar novamente meus gatinhos e meu peixe importado do Mediterrâneo. Cheguei, e a porta estava estranhamente destrancada. Abri, entrei, e vi a minha amiga deitada no sofá, só de calça e sutiã, assistindo televisão. O sofá estava todo bagunçado cheio de cobertores.

— Ah, Thiago, eu não sabia que você ia voltar hoje! – Ela falou, levantando-se e vestindo uma blusa. De repente, o cobertor começou a se mexer, e eu vi que tinha um garoto nu, ali coberto. A garota deu um sorrisinho tosco pra mim – Eu posso explicar!

— Tá, tá, limpa tudo isso. Cadê os meus filhotes? – Perguntei. Ela ficou calada.

Devagar, ela se abaixou e colocou as mãos no tapete. Debaixo do tapete, estava o meu gato. Ele estava deitado dormindo, mas estranhamente, sem respirar. Até que percebi. Ele estava morto.

— O QUE VOCÊ FEZ? – Eu gritei para ela – E o outro? Está vivo?!

— Tá trancado no banheiro – Ela disse, apontando pro banheiro.

Fui até lá, abri a porta e o gato pulou em cima de mim. Mas não para me abraçar, e sim porque queria sair do banheiro. Ele correu pela sala e pulou pela janela. O detalhe é que estávamos no 10º andar.

Meu peixe também, estava boiando no aquário. É claro que eu entrei em colapso. Sem pensar, peguei a televisão (que era de tubo) e enfiei na cabeça da menina. “Logicamente, me pegaram alguns dias depois, e me mandaram pra cá”.

Ok, foi um tanto engraçado, eu admito, mas não é por isso que comecei a rir na frente dele.

— Tadinho dos gatinhos! Ainda bem que matou a garota – Marcy falou, sorrindo.

— Não, eu não matei a menina – Ele falou – ela apenas... Ficou retardada? – Todos riram.

— Vocês riem assim, só porque não sabem o porquê de eu estar aqui – Uma garota que estava do meu lado falou. Ela tinha cabelos pretos com pontas loiras, um rosto arredondado, e... Um tanto atraente.

“Um dia, quando eu era mais nova, com uns... 15, 16 anos, por aí, estava passando algumas semanas em uma fazenda dos meus primos. Eles tinham a minha idade. Até hoje têm... Enfim.

Era bem legal lá, bem do jeitão caipira. Bastante animais, espaço aberto... Não que eu curtisse muito isso, pois era horrível ficar dias sem internet. Não pegava nem telefone lá, e o computador que tinha era velho e acabado, onde o único programa instalado era um jogo de paciência.

Acordávamos sempre cedo, para tirar leite das vacas, cuidar dos animais e coisa e tal. Nesse dia, eu e um primo meu fomos até o celeiro, as vacas estavam lá. Eu não gostava nada de ficar pegando em tetas de vaca, mas meu primo me ‘obrigava’ a fazer isso.

— Ai, porque você não tira hoje? – Perguntei pra ele, enquanto eu sentava no banquinho do lado da vaca.

— Eu tiro o ano inteiro, agora que você está aqui, tem de ajudar um pouco – Ele disse, e eu me convenci, já ia começar a tirar o leite quando ele falou – Hey, eu tiro o leite hoje e amanhã, se você fizer uma coisa...

— Qualquer coisa! – Eu disse, disposta levantando do banquinho.

— Você tem de (...) – E ele falou o que eu tinha de fazer. Que maluco!

— Não! De jeito nenhum seu safado, tá pensando o que?! – Gritei pra ele indignada.

— Ah vai, é bastante bom, você vai gostar, ninguém está acordado a essa hora.

— Não! – Cruzei os braços. Mas pensei um pouco no assunto. Como seria a sensação... Fazer aquilo que ele falou?

Pelo menos uma vez na vida eu tinha de fazer aquilo. Pensei duas vezes, e disse pra ele:

— Hum... Ok, eu faço... Vira de costas, e se você me olhar enquanto tiro a roupa, eu te esfolo!

— Calma, eu te respeito, sou seu primo, esqueceu?

— Respeita? Sugerindo essas coisas pra mim, não sei se respeita – Falei, olhando com malícia pra ele.

Ele se virou, e eu hesitante comecei a tirar a roupa. Não que eu tivesse tanta vergonha dele, pois ele já tinha me visto nua quando eu era menor, e eu também já tinha visto ele. Mas agora era um tanto diferente por que... Neh.

— Você quer que eu corra nua pela fazenda, totalmente nua? Sem calcinha, sem sutiã?

— Claro, tem de tirar tudo! – Ela falou, ainda de costas.

Viado! Tirei logo as duas peças. Só então percebi como estava friozinho. Mas nada muito grave. Respirei fundo, e saí correndo do celeiro. Nua, do jeito que vim ao mundo, como meu primo havia desafiado”.

- Menina, como é que você obedeceu ele? – Marcy perguntou, ainda rindo da história como todos.

— Ah, deu vontade sabe, e é bom mesmo sentir o ventinho lá... Nos lugares.

— Mas como é que por conta disso você veio parar aqui?! – Perguntei pra ela, curioso, pois aquilo não parecia ser um crime. Pelo menos, eu acho que não era.

— Pois é, acontece que depois desse dia, me deu vontade de fazer de novo sabe? Até depois que voltei pra minha casa, na cidade. E... Bem, já dá pra imaginar o que aconteceu não é? – Ela disse, sem vergonha.

Todos riram novamente. Então... Tinham duas mulheres taradas aqui? Ok, uma não era tarada... Só gostava de sair nua por aí.

Íamos continuar contando histórias, até que a professora que sempre dava alongamentos para nós apareceu. Ela não tinha dado as caras de manhã.

— Olá pessoal – Ela falou alto para todos, um tanto apressada – me atrasei bastante hoje, desculpem, tive problemas com o meu marido sabe! Vamos lá gente, todo mundo de pé para fazermos alguns exercícios!

Que saco.

***

Depois deles, dos exercícios, a maioria foi se sentar. Mas Marcy ficou lá de pé, e vi ela fazendo um sinal pra mim. Do tipo “vem cá”. Fui até ela, e pela primeira vez naquele dia, ficamos sozinhos. Ela estava bonita.

— Você é muito engraçado sabia? – Ela falou, olhando pra mim com um sorriso.

— Nem era eu quem estava contando as histórias. – Disse, retribuindo o sorriso.

— Mas os comentários eram legais. E engraçados. – Ela disse, mordendo o lábio.

Será que... Em alguma hipótese, ela estaria afim de mim? Dizem que você sabe quando encontrou o amor da sua vida quando pode ficar um minuto em silêncio com a pessoa sem dizer uma palavra e ainda se sentir a vontade. Ficamos quietos por 2 minutos, e ainda me sentia... Confortável.

Agora com ela e com outros “amigos” por ali, com certeza o tempo passaria mais rápido.