Minha Doce Loucura
35 Adeus
Notas iniciais
Então, o que fazemos por aqui em plena quarta-feira!?!? Bem, vou tentar postar duas vezes na semana a fic!!! Podem comemorar! Ok, nem tanto.
Enfim, aí mais um capítulo!
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Boa leitura!
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e mil desculpas Adres Dieres, por ter te chamado de menina, é que a maioria dos leitores são garotas, então... Já viu neh? kkkkkkkk (:
- Você vai o que?! – Marcy perguntou meio que desesperada pra mim.
- Vou fugir, eu tenho que fugir desse lugar!
- Se fala “deste”, não “desse”. – Ela colocou a mão no meu ombro.
- Ok, eu tenho de fugir deste lugar! Eu descobri que a Claire, minha antiga namorada, não tinha me traído, e...
- Mas, você disse que era feliz aqui Fred. – Ela chegou pertinho de mim.
- Eu sei, eu sei, mas eu descobri o que aconteceu de verdade... Eu tenho de voltar atrás. – Disse, tentando fazer com que ela compreendesse.
Isso seria ruim. Deixar Marcy ali, sozinha, e nunca mais vê-la. Isso se eu conseguisse fugir, é claro.
- Hey! – Tive uma brilhante ideia – Por que você não vem comigo? Vamos fugir juntos!
- Hum... Será? Seria bem divertido. – Ela mordeu o lábio – Mas... Eu não tenho família lá fora, nem nada...
E pensei melhor naquilo. O que seria de Marcy no mundo lá fora? Ela era louca, dizia coisas sem sentido e não se lembrava de nada. Aqui ela estava segura, e estava sendo tratada. Mesmo que eu gostasse muito dela, acho que o melhor a fazer era deixá-la em paz, aqui.
Falei isso pra ela, e ela concordou.
- Eu venho te visitar, ta bem?
- Se eu ainda me lembrar de você. – Ela sorriu pra mim.
Estávamos sozinhos, só nós dois, bem próximos um do outro. Não sabia se eu devia fazer isso mas... Aproximei o meu rosto, fiz um pequeno biquinho com os lábios, e me preparei para beijá-la. Assim que nossos lábios iriam se tocar, ela colocou o dedo entre nossas bocas e se afastou um pouquinho.
- O que você está fazendo? – Ela perguntou.
- Estou... É...
- Você acha que eu gosto de você? – Ela perguntou, não me acusando, mas por curiosidade mesmo.
“Acho!” era o que eu queria falar. Mas não falei. Como assim ela não gostava de mim? E o dia em que quase nos beijamos, e todos os mimimis, abraços, fofuras e tudo mais?
- Bem, então... Adeus mocinha. –Dei um abraço meio que sem graça nela. Acho que isso eu podia fazer.
- Adeus Fred – Ela disse, e logo nos soltamos.
Me afastei dela, e agora era só decidir como eu iria sair dali. Curiosamente, quando me afastei, o mundo ficou um pouco menos colorido.
***
Fui até um muro, ver se tinha como pular. Não, não tinha. Havia cerca elétrica lá em cima, e o muro tinha uns 5 metros. Inviável. Eu teria de... Sair pela porta da frente?
Voltei para a mesa onde a maioria dos pacientes sentavam. Curiosamente, nem todos estavam ali, a mesa estava bem vazia, pra falar a verdade. Todos estavam aglomerados em um grupo, olhando alguma coisa. Fui olhar também.
Era um guarda. No chão, desmaiado, ou morto. Todos olhavam ele e não falavam nada. O guarda tinha um bigode estranho, e... Era aquele que tinha me dado o celular. Me abaixei para vê-lo melhor, e vi que ele usava uma estranha roupa por baixo do uniforme.
Uma roupa de paciente. Ele era um paciente, mas estava disfarçado de guarda e ninguém tinha percebido até agora! O óculos que ele usava era sem lente e o bigode era falso também. Então, tive uma ideia.
Rapidamente, ele estava ali, só com o uniforme de paciente, e eu estava com um óculos falso, bigode, e vestido de guarda. Legal, agora era... Só sair? Fui até a porta que levava para dentro do edifício. Tinha um guarda do lado dela. Tentei abri-la, mas não adiantou. Fiz uma voz grossa e disse:
- Por obséquio, abre pra mim?
Ele fez uma cara estranha, mas abriu.
- Obrigado. – Eu disse, e entrei.
Me encontrei numa sala, onde haviam várias portas. Uma eu sabia que levavam para os quartos. Mas as outras...
- Pela direita! – Escutei alguém dizer.
- Hã?
- Pela porta da direita, mané! – A voz áspera e incomodante disse novamente.
Olhei ao redor, eu estava sozinho ali. Uma loucura. Agora não, agora não...
Mas mesmo assim, fui pela porta da direita. E ali, tinha uma outra sala, com outras portas.
- Essa, essa primeira! – Disse a voz.
- Quem é você? – Perguntei pra ela.
- Sou uma mente, que vai te guiar até a saída!
- Uma mente? E... Onde está o seu corpo?
- Ah... Deve estar por aí, em alguma festa. A gente não concorda muito sabe.
- Sei...
Fui seguindo as instruções, passando por corredores, salas, descendo escadas... Não lembrava que este hospício era tão grande assim. Passei por uma sala onde haviam vários guardas, e um deles me ouviu falando com a voz. Ele me pegou pela blusa e o meu bigode caiu.
- Você, está falando sozinho?!
- Não, eu... É...
- Você é um louco! – Ele gritou.
- Eu estou armado! – Falei, pegando o cassetete e apontando pra ele.
Mas eu estava segurando errado, apontando o lado certo para mim.
Droga.
Saí correndo. Desviei de alguns guardas que tentaram me pegar, passei por uma porta e lá estava a saída! Corri o mais rápido que eu podia, mas dois guardas me agarraram por trás. Cai no chão, e um deles ficou na frente da porta enquanto o outro preparava algemas para mim.
Mas antes que ele pudesse me prender, o guarda que estava na frente da porta desmaiou de repente. O outro tentou ajudá-lo, mas também desmaiou de uma hora para outra. Levantei e fiquei olhando os dois, no chão. Estranho.
Não havia mais nenhum guarda por ali, por isso saí tranquilo, pela porta da frente do hospício, onde eu tinha ficado uns... 3 meses? 4? Não sei. Por aí. Respirei um pouco de ar puro, e me preparei para começar a andar para casa.
- Fred! – Escutei alguém me chamar. Quase comecei a correr, pois pensei que era um guarda, mas era uma garota. Marcy.
- Marcy?! Como... Como você conseguiu fugir? – Disse, sem saber o que fazer. Olhei para o hospício, e outros loucos também estavam por lá, soltos, sem nenhum guarda tomando conta.
- Não sei... Depois que você saiu, todos te seguiram aos poucos, pois parece que uma garotinha colocou alguma substancia na água deles ontem. Parece que foi mercúrio... Ou urânio, sei lá.
Ana. Mesmo sendo inteligente e correta, sabia quando devia aprontar alguma.
- Então... Você vai comigo?
- Não, não vou.
- Não? – Fiquei surpreso.
- Vão sentir minha falta, e você tem de ir atrás da sua princesa sozinho, Fred.
Minha princesa?
- E eu não conseguiria viver no mundo aí de fora. Você sabe, eu não lembro das coisas. – Ela riu.
- Bem... Eu venho de visitar, ok?
- Fred.
- O que?
Ela estava radiante, estava... Feliz.
- Foi bom ter você por aqui. Alguém pra conversar, brincar, e... Passar o tempo.
Nos abraçamos.
- Fica bem ok? Quando puder, eu venho. – Falei, ela respondeu:
- Mas logo logo eu volto pra casa, não se preocupa.
- Casa? Onde você mora?
- Na minha casa ué! – Ela riu da minha cara. Engraçadinha. – Não se preocupa não, eu vou te visitar.
Ficamos quietos por um momento. Olhando por céu, pra qualquer coisa... Era bom ter a companhia dela. De outra louca, como eu.
- Bem, você tem de ir, antes que escureça! – Ela disse.
- Tenho mesmo. – Ia dar outro abraço nela, mas a menina se afastou. Ao invés disso, ela estendeu a mão. Peguei a pequena mão dela, e dei um beijinho na mesma. – Adeus mocinha, foi um prazer passar todo esse tempo com você.
Ela se inclinou levemente, segurando uma saia imaginária.
- Adeus Napoleão, vai lá atrás da sua princesa. Seja feliz.
Larguei dela, e comecei a andar. Nem sabia pra que lado ir, só sabia que eu tinha de ir.
- Não vá se perder por aí! – Ela gritou, quando eu já estava longe. Dei um tchauzinho pra ela, e olhei para frente.
Notas finais
Até mais o/
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