Notas iniciais
Olá leitores!!!!
Tudo bem com vocês?
Então, aí está outro capítulo e vou logo avisando: ele está MUITO LOUCO KKKKKK
Sério, não é recomendado para caretas u.u
Enfim, espero que gostem
E
A vida do Fred vai mudar a partir desse capítulo ;)
Este é dedicado à RollingStone ♥ que praticamente teve orgamos esperando esse cap KKKK
Boa leitura :3

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Teoricamente, aquilo tinha sido muita loucura.

Apanhar do meu tio daquele jeito, como se eu fosse uma criança, tinha sido vergonhoso. Passei a noite toda dolorido, com a pele ardendo como se tivesse pegando fogo. Nunca uma noite tinha sido tão longa, e pela primeira vez eu havia sonhado. E justamente com ela, Claire...

Ah, o dia com ela tinha sido tão bom, o beijo dela então... A melhor coisa do mundo! Não via a hora de ir para a escola segunda-feira só para ver ela novamente.

Me sentei na minha cama e fiquei um pouco olhando qualquer coisa. As paredes do meu quarto estavam vermelhas, da cor da minha pele. O céu então, devia estar um tomate só.

Olhei no rádio-relógio e vi que eram 12:00. É, parece que fiquei a madrugada acordado mas dormi quando amanheceu o dia. Eu estava tão tonto ainda... Levantei e cambaleei até a janela. Abri a mesma e a luz do sol invadiu o quarto, me deixando cegeta por uns 5 segundos. Peguei uma jaqueta qualquer do armário (pois estava um tanto frio) e fui até a porta do quarto. Antes de abri-la hesitei, pensando no meu tio. Será que ele ainda estava bravo? Iria me bater mais no momento em que me visse?

Não, não podia estar bravo até agora. Saí do quarto e fui para a cozinha, onde ele estava, sentado na pequena mesinha que havia ali. Estava comendo uma torrada, só a torrada mesmo. Me aproximei, mandei a cafeteira fazer café e falei em voz alta ao titio:

– Bom dia – e não, ele não respondeu.

Encostei-me na pia, tomei o café delicioso, e fiquei olhando para qualquer lugar menos para o meu tio. Ficamos lá em silêncio, até que ele se levantou, chutou a cadeira no lugar e foi para a sala. Terminei o café e deixei minha caneca na pia. Fui para o quarto, não estava interessado em saber o que meu tio ia fazer. Peguei uma revista qualquer e fiquei um belo tempo lendo.

***

Dormi lendo a revista. Acordei ainda sentindo um pouco de dor, e olhei no relógio: 14h15min. Joguei a revista em qualquer lugar e levantei (novamente). Olhei pela janela e o dia estava ensolarado, com o céu vermelho.

Fui até a sala ver o que meu tio estava fazendo. Ele não estava lá... Procurei no quarto e na cozinha, ele não estava em lugar nenhum... Não pensei que ele ia me deixar sozinho aqui. Mas hoje eu não ia sair, ficaria de “luto” em casa. Luto pela minha pele.

E escutei uma coisa da cozinha. Era... Um saxofone?

Não, era só uma loucura minha, não era real. Tinha de ignorar aquele som, e fui para meu quarto novamente. Me tranquei lá e me deitei. O som do saxofone parou por algum tempo. Mas logo outra coisa começou a soar: um texto estava sendo lido, por uma voz velha e cansada, vinda da cozinha. Não, eu não iria lá.

Mas continuei quieto, escutando o texto. Fechei os olhos pra prestar mais atenção, só entendia algumas palavras. “(...) como se operam por suas mãos tão grandes milagres? Não é ele carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? (...)”

Isso era... Um trecho da Bíblia. Quem recitaria em trecho da Bíblia assim, na cozinha, e porque eu estava ouvindo aquilo? Tapei os ouvidos para tentar não ouvir aquilo, mas não adiantava, eu ainda escutava o trecho sendo lido baixinho, lá da cozinha. Não aguentei e fui ver o que era.

Me aproximei devagar da cozinha, com cautela extrema. Olhei lá e vi a coisa mais louca, esquisita, estranha que eu já tinha visto:

Era uma guitarra vermelha, mas duas vezes maior do que uma normal. No lugar onde era pra estar as peças para afinar, estavam saindo cornetas, cornetas grandes que faziam curvas e iam para todos os lados. De cada uma delas saia um som diferente: uma gritava (sim, gritava mesmo) a frase “Don’t panic, keep calm! Keep calm and don’t panic!”, outra fazia sons estranhos e ridículos, onomatopéias que eu não conseguia descrever. Outra estava recitando o trecho da Bíblia, agora muito mais alto.


Todos esses sons se misturavam fazendo da minha cozinha um caos completo. Mas mesmo assim, conseguia distinguir cada som de cada corneta. Aquilo começou a machucar os meus ouvidos, então peguei a primeira coisa que vi para me proteger: um guarda-chuva. Não sei como um guarda-chuva tinha vindo parar na cozinha e como ele ia me proteger, mas tentei usá-lo assim mesmo.

Fiquei ali, lutando contra aqueles sons, até que um diferente começou a soar. Era uma voz... Sexy, doce, de uma mulher... Não saia das cornetas então olhei para os lados para ver de onde vinha. E vinha dela: da minha cafeteira vermelha.

– Fred! – ela gritou. Ok, hoje eu estava louco mesmo.

– Estou meio ocupado agora! – respondi.

– Fred... Tome cuidado! Coisas ruins estão por vir – ela disse.

– Coisas ruins?

– Aliás, meu nome é Lucy, não nos apresentamos direito – ela dizia, com uma sensualidade e calma extrema na voz.

– Lucy? Mas você é da marca Lucielle. “Cafeteiras Lucielle”.

– Mas pode me chamar de Lucy – ela disse.

– Certo... Meu nome é...

– Fred – ela completou – você toma o café que eu faço todos os dias querido, eu te conheço bem...

– O que você disse sobre coisas ruins? Vai acontecer isso hoje? Amanhã? – eu falava, ainda me “protegendo” dos sons com o guarda-chuva.

– Não Fred, no futuro, num futuro longe, mas nem tanto assim...

– Diz logo o que é!

– Não posso Fredzinho... – ela falou, como se lamentasse. Quase fiquei com pena. Quase.

– Porque não pode?

– Estragaria o enredo da fanfic!

– O que? Fanfic?

– Você não entenderia, é um conceito complicado.

Ela parou de falar, e continuei com aquele guarda-chuva, me protegendo dos sons. Aquilo ia estourar os meus ouvidos logo, pois ficavam mais altos a cada segundo.

– Fred! Só tem um jeito de vencer isso! – disse a cafeteira.

– Qual é?

– A guitarra é feita de madeira, madeira queima com o fogo!

Olhei, e aquela guitarra estranha estava certinho do lado do fogão. Fui até ele, e acendi as quatro bocas. Não, aquilo não iria queimar a guitarra. Então fiz uma coisa que me arrependi de ter feito 5 minutos depois: abri o botijão de gás que estava perto do fogão, e esperei que o gás se espalhasse um pouco pela cozinha. Os sons estavam insuportáveis, eu tinha de parar com aquela coisa. Algum tempinho depois, peguei uma caixa de fósforos e acendi um. A cozinha explodiu no mesmo instante.

A cozinha toda pegou fogo, coisas voaram pelo ar, gavetas explodiram e tudo mais. A guitarra pegou fogo, e os sons diminuíam devagar. Eu me queimei feio, e vi: minha jaqueta e minha calça estavam pegando fogo. Corri pela casa procurando algum jeito de “me apagar” e quando cheguei na sala, fiz o que sempre mandavam fazer: rolar no tapete.

Rolei, me esfreguei, dancei ali naquele tapete de todos os jeitos. Minha pele estava queimando de verdade dessa vez, a explosão tinha sido feia. Mas consegui apagar minha jaqueta e minha calça. Levantei e o tapete estava todo sujo e preto.

Fui até a cozinha, e ela estava pegando fogo, completamente. O fogão, a pia, os armários, tudo. Então eu notei o que havia feito. Eu tinha de apagar aquilo rápido, antes do meu tio chegar. Mas assim que pensei isso, ouvi a porta da frente batendo.

Antes que eu pudesse fugir, me esconder ou qualquer coisa do tipo, meu tio veio até a cozinha e viu tudo aquilo. Ficou com uma cara de chocado, e é claro que ele não sabia o que dizer. Ali estava eu, um louco todo queimado que havia de explodir a cozinha. Ele olhou para mim, com raiva nos olhos, e disse devagar:

– Fred, pode arrumar suas malas e ir embora IMEDIATAMENTE! – Ele gritou com raiva a ultima palavra.

– Para onde eu vou? – falei.

– VÁ PARA O DIABO QUE O CARREGUE! – Ele gritou, e se preparou para me surrar de novo.



Notas finais
E AGORA GENTE?!?!!?? O Fred vai para onde?!?
E sim, eu SEMPRE coloco a cafeteira Lucy em todas as minhas fanfics :3
Bem, alguma candidata ai, que possa emprestar a casa para nosso querido Fred morar? KKKK
Muito obrigado por lerem, muito mesmo *-*
Até mais!