Mine
7 Capítulo 07
Capítulo 07
Hibari nunca se sentiu tão frustrado com relação à distância. Ele já havia visitado a Itália outras vezes, mas em nenhum outro momento os continentes pareceram tão longe um do outro.
O vôo que levaria o moreno até Roma atrasou em algumas horas, além da longa escala que ele precisou fazer na América. Não havia um vôo direto para aquele horário, e o Guardião da Nuvem acabou tendo de pagar muito mais por uma vaga de urgência na primeira classe.
Aquela também foi a primeira vez que Hibari não teria se importado em viajar na classe econômica se isso significasse deixar o Japão o quanto antes.
Para ser sincero, muitas primeiras vezes estavam acontecendo naquele curto espaço de tempo...
As horas de atraso fizeram com que a visita do Guardião da Nuvem sofresse um desvio. Por causa da demora e dos imprevistos, ao pisar em solo italiano, a primeira coisa que o moreno fez foi contatar Romário, ouvindo que Dino fora transferido do Hospital e que estava em casa. Sabendo da presença do japonês na Itália, o braço direito dos Cavallone solicitou que ele permanecesse no aeroporto, pois enviaria alguns subordinados para buscá-lo.
O céu já estava escuro quando Hibari entrou na limousine. Os três subordinados dos Cavallone que estavam dentro do veículo o cumprimentaram e agradeceram sua presença. Esse gesto fez com que o moreno se sentisse levemente lisonjeado. Ele tinha contato com aqueles homens através de um certo louro, e por mais que os visse quase sempre, era difícil notar um ou outro em particular.
Entretanto, naquele começo de noite, o Guardião da Nuvem conseguiu relaxar no confortável banco de couro, sabendo que em poucos minutos ele estaria na companhia da pessoa que não saiu de sua mente por um único instante.
A enorme mansão dos Cavallone estava da mesma maneira como o moreno se lembrava. O largo portão de entrada, o belíssimo e longo jardim. A fonte próxima a entrada, onde um enorme Pegasus parecia receber os visitantes, e naquela noite, essa pessoa era Hibari Kyouya.
O Guardião da Nuvem foi recepcionado pessoalmente por Romário, que ao contrário do que ele imaginava o recebeu com um caloroso sorriso e as mesmas gentilezas de sempre.
- Boa Noite, Hibari. — O braço direito dos Cavallone começou a subir os degraus que levariam a enorme porta de entrada.
- Como ele está? — A voz do moreno saiu baixa. Seu coração dançava em seu peito, enquanto suas pernas sentiam a estranha necessidade de aumentar a velocidade um pouco mais.
- Dormindo. Eles precisaram fazer uma pequena cirurgia para retirar alguns fragmentos da bala, nada sério. — Romário meneou a cabeça ao passar pela porta de entrada, esta aberta por um dos subordinados que estava dentro da casa — Mas o Chefe sempre foi frágil para esse tipo de situação, então recomendei ao médico que receitasse alguns remédios para dormir junto com as demais medicações. Você verá o quão mimado um homem como ele pode ser.
Os dois caminharam pelo largo hall em silêncio, mas o braço direito dos Cavallone parou no primeiro degrau da escadaria que levaria ao segundo andar. Hibari fez o mesmo, somente porque achou que seria extremamente indelicado continuar a subir quando sua companhia claramente mostrava sinais de que os dois precisavam trocar meia dúzia de palavras antes de prosseguirem. O curto silêncio não durou muito, para alivio do moreno.
- O Chefe vai ficar bravo ao vê-lo, então se prepare, Hibari. Ele esteve lúcido por muito mais tempo do que o necessário e uma das coisas que me pediu foi para não contatá-lo. O remédio deve durar toda a noite, então sugiro que pense em algo para dizer amanhã pela manhã. — Romário ajeitava os óculos enquanto falava. — Porque a partir de agora ele é sua responsabilidade. Eu prometi a mim mesmo que meu trabalho como babá terminaria quando o Chefe finalmente encontrasse alguém que o merecesse. Um bom homem merece alguém que saiba valorizar isso, e eu tenho certeza de que ele fez a escolha certa. Agora suba, Hibari. Você pode usar o banheiro da suíte para tomar banho, ele não acordará com o barulho.
O Guardião da Nuvem engoliu seco, subindo os degraus com o coração ainda mais apreensivo. Se Romário soubesse o quão indiferente e egoísta ele havia sido nas últimas semanas, provavelmente não permitiria que fosse exatamente ele quem tivesse a responsabilidade de cuidar de seu precioso Chefe.
De qualquer forma, o moreno sentiu-se mais aliviado ao girar a maçaneta da porta do quarto de Dino, hesitando por um instante somente para retirar os sapatos.
Assim como acontecera anteriormente no quarto de Hotel, a suíte da Mansão estava completamente escura, com exceção da claridade que vinha de uma parte da cortina. O Guardião da Nuvem aproximou-se devagar, providenciando um pouco mais de claridade ao arrastar uma das cortinas, o suficiente para que ele pudesse enxergar a pessoa que dormia profundamente na larga cama de casal.
O Chefe dos Cavallone parecia extremamente pálido, e Hibari sabia que não era por causa da pouca luz. Sua respiração era calma, delicada e ritmada. Seus cabelos louros pareciam mais bagunçados do que de costume, e ao ver aquela frágil existência diante de seus olhos, o Guardião da Nuvem não conseguiu evitar tocá-lo.
O moreno aproximou-se com passos lentos, sentindo-se extremamente nostálgico ao sentar-se na beirada da cama. Seus olhos fitavam Dino com ternura enquanto a ponta de seus dedos sentiam a pele do rosto do italiano, contornando delicadamente seu maxilar em movimentos que subiam e desciam.
Por longos minutos Hibari permaneceu tocando o rosto do louro, como se admirasse uma bela e cara jóia. Seus olhos mal piscavam, com medo de que naquela insignificante fração de tempo o Chefe dos Cavallone pudesse desaparecer por entre seus dedos. E foi com grande relutância que ele seguiu até o banheiro da suíte e tomou um dos banhos mais rápidos de sua vida, somente para retornar o quanto antes ao quarto. Ele sabia que Romário tinha preparado um aposento para ele, mas não havia nada que pudesse tirar Hibari do mesmo espaço em que o louro estava.
- Tem certeza de que não prefere um quarto só seu? O sofá é caro, mas é bem desconfortável. — O braço direito dos Cavallone ficou surpreso ao ouvir que o Guardião da Nuvem dormiria em um dos sofás do quarto de Dino. Ele havia ido checar seu Chefe, mas a resposta que recebeu pareceu satisfazê-lo. — Se precisar de algo você sabe que pode chamar qualquer subordinado. Eu estarei nos meus aposentos.
- Obrigado, Romário.
O moreno fechou a porta, caminhando novamente para a cama em que o italiano dormia.
Durante o tempo que permaneceu ao seu lado, Hibari notou que em certos momentos Dino parecia estar sentindo dor pela maneira como suas sobrancelhas se juntavam durante o sono. O toque do Guardião da Nuvem foi responsável por suavizá-las, pois mesmo sabendo que não poderia fazer nada além de estar ali, ele se sentia extremamente responsável. O Chefe dos Cavallone estava inconsciente, então nada que Hibari fizesse seria visto ou lembrado. Nesses pequenos momentos ele permitia-se admirar o homem ao seu lado, sem medo de que isso pudesse envergonhá-lo.
Ao ouvir que Dino fora ferido, uma parte do moreno percebeu o quão ridículo toda a situação que eles viviam parecia aos seus olhos. A briga, as discussões, o ciúme e as palavras duras não tinham o menor valor naquele momento.
O italiano poderia deixar de amá-lo ou enxotá-lo dali na manhã seguinte. Nada disso faria com que Hibari deixasse a Mansão até que Dino estivesse recuperado novamente.
Ele cresceu com lutas, hematomas e batalhas. Ele amadureceu com esses mesmos valores, mas nunca a morte lhe pareceu tão temerosa e perigosa. A pele que ele sentia quando encostava a ponta de seus dedos estava quente. O homem ao seu lado respirava e seu coração batia. Aquilo era suficiente. Ter aquela proximidade. Ter aquela certeza de que a outra pessoa estava viva era o que Hibari precisava saber.
Não havia possibilidade de Dino deixar esse mundo, pelo menos por enquanto. Pois a única pessoa que merecia tirar a vida do italiano era o próprio Hibari.
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A noite não foi tão ruim quanto o Guardião da Nuvem esperava. O sofá foi extremamente confortável, mas por várias vezes o moreno se viu acordando, simplesmente para checar se o Chefe dos Cavallone estava bem. Essa constante sensação de preocupação acabou levando-o até a beirada da cama do louro, passando o restante da noite sentado em uma cadeira entre cochilos rápidos e olhadas em seu paciente.
O efeito do remédio, porém, passou quando a manhã chegou.
O Guardião da Nuvem lia algo no sofá quando ouviu um baixo gemido vindo da outra direção do quarto. Os passos que o separavam do italiano foram transpostos sem pressa, e ao chegar próximo a cama Hibari parou.
Dino tinha os olhos abertos e o olhava com as sobrancelhas juntas, provavelmente tentando assimilar o que estava acontecendo.
- Você está com dor? — A voz do moreno soou alta e clara. Ele não queria deixar dúvidas de que estava realmente ali.
- Sim. — Dino respondeu em seguida. A expressão em seu rosto suavizou-se, permitindo que o Guardião da Nuvem se aproximasse e pegasse o copo d' água em cima da cômoda. Havia uma infinidade de comprimentos, mas ele já havia decorado todos.
O Chefe dos Cavallone precisou de ajuda para conseguir segurar o copo. Sua mão direita estava enfaixada junto ao corpo, e a esquerda não possuía muita força por causa da recente transfusão de sangue. Hibari não se importou de auxiliá-lo. Seus olhos negros estavam fixos em qualquer mudança no semblante do louro que pudesse indicar dor ou desconforto.
- Eu vou pedir ao Romário que traga seu café da manhã. — O Guardião da Nuvem olhou o relógio. Em alguns minutos ele teria de dar outro medicamento e este não poderia ser tomado de barriga vazia.
- K-Kyouya, você... — O italiano fez menção de se levantar.
- Não tente sair da cama. — Hibari lançou um rápido olhar na direção de Dino. O italiano não pareceu se importar — Se você descer eles ficarão mais preocupados por vê-lo nesse estado.
O louro fechou os olhos, voltando a deitar-se. Havia um pesado silêncio entre eles, mas esse detalhe não parecia incomodar o Guardião da Nuvem.
Ele estava preparado.
- Eu sei que você não gostaria que eu o visse nesse estado, mas permanecerei até que você esteja recuperado. Temos algumas coisas para conversar e quando você estiver melhor nós vamos ter essa conversa. Até lá não faça nada que possa piorar ainda mais a situação.
O tom de voz do moreno foi claro e direto. Hibari deixou o quarto somente para avisar sobre o café da manhã, retornando rapidamente para o lado de Dino. Ele ajudou o italiano a sentar-se, sentindo-se um pouco melhor ao ver que o olhar sério e reprovador do louro não estava mais ali.
Havia muito o que ser conversado, não somente sobre a balançada relação em que ambos estavam envolvidos. A missão, o tiro, o estado em que o Chefe dos Cavallone se encontrava... Muitas perguntas que precisavam ser respondidas, mas que naquele momento não foram indagadas por nenhum dos dois homens. O Guardião da Nuvem estava decidido a permanecer, e Dino não demonstrou nenhuma relutância em aceitar aquela estranha e inesperada ajuda.
Somente Romário — este trouxera pessoalmente o café para seu Chefe — parecia ver a situação por um ângulo diferente. Aos seus olhos, os dois pareciam duas crianças que haviam brigado por um mesmo brinquedo, mas que agora não sabiam mais como retomarem a antiga relação sem que a disputa fosse o assunto.
Eles ainda não sabiam que poderiam simplesmente dividir o brinquedo. Era sempre mais divertido ter companhia.
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O primeiro dia do italiano após a tentativa de assassinato em praça pública passou sem nenhum problema além da persistente dor que ele sentia em alguns momentos. Graças aos medicamentos Dino passou boa parte do tempo dormindo, acordando vez ou outra, apenas para sentir dois olhos negros observando-o atentamente.
Hibari estava sempre ao seu lado da cama, sensível a menor reação que ele pudesse demonstrar.
O humor do louro melhorou desde o primeiro encontro pela manhã. Com as horas o Chefe dos Cavallone conseguiu travar algumas conversas nos momentos em que permanecia acordado, e ao fim do dia os diálogos com o Guardião da Nuvem pareciam quase casuais. Um dos subordinados do louro apareceu no quarto após o jantar, pronto para repassar alguns recados pertinentes ao Chefe.
O italiano ouviu a tudo com muita atenção. Dos presentes e desejos de melhoras recebidos de Famílias aliadas e amigos, até o aviso de que Tsuna em pessoa faria uma visita no dia seguinte. A notícia deixou Dino um pouco mais animado, imaginando o quão preocupado o Décimo Vongola não estaria. Hibari não soube dizer se a Família havia sido informada sobre o ocorrido, mas aparentemente nada passava despercebido por Sawada Tsunayoshi...
- Eu os receberei com o maior prazer. — O louro sorriu, sentindo-se um pouco melhor. — Obrigado, Francesco.
O moreno que esteve sentado o tempo todo no sofá, lançou uma rápida olhada na direção do Chefe dos Cavallone quando o subordinado deixou o quarto. Dino já não estranhava aquela abordagem, mas não conseguiu manter-se impassível ao ouvir as seguintes palavras:
- Eu o ajudarei no banho.
A mente do italiano não conseguiu imaginar tal cena. Seu rosto tornou-se vermelho, e por longos minutos ele negou a ajuda, achando que o Guardião da Nuvem estava indo um pouco longe demais com toda aquela inusitada solidariedade.
- E-Eu consigo fazer isso sozinho, o-obrigado. – As bochechas do italiano estavam extremamente coradas.
- Eu vou ignorar o quão ridículo a sua recusa soa, Cavallone. — Hibari já havia retirado o cobertor de cima de Dino, mostrando que não estava brincando — Não me faça lembrá-lo de quantas vezes não ouvi um insistente e pervertido italiano convidar-me para um banho a dois. Acredito que seja um pouco tarde para tais pudores, não?
O argumento do louro havia caído por terra, e a mão estendida em sua direção permaneceu imóvel até que ele a aceitasse. Os passos até o banheiro da suíte foram vagarosos, mas bem mais leves e firmes do que o moreno esperava. Ao encontrar o italiano naquela manhã, ele imaginou quanto tempo levaria para que o seu Dino estivesse de volta.
A banheira encheu-se enquanto o Guardião da Nuvem ajudava o Chefe dos Cavallone com as roupas. Durante todo o tempo o louro sentia que acabaria morrendo de vergonha, percebendo o quão diferente aquilo parecia dos diversos banhos que ele e Hibari haviam compartilhado ao longo dos anos.
- Você não vai entrar? — O Chefe dos Cavallone indagou sério ao ver que era o único dentro da banheira e que o moreno não parecia nem um pouco inclinado em tirar suas roupas.
- Eu tomarei o meu banho depois.
A sensação de estranheza e pudor não demorou muito a passar. Tendo uma personalidade tão aberta e espontânea, Dino conseguiu transformar o tímido banho em uma longa conversa. Sua companhia ouvia mais do que falava, mas a atenção que o Guardião da Nuvem lhe oferecia não passou despercebida.
Quando Hibari mudou de posição para esfregar suas costas, o italiano permitiu-se sorrir para si mesmo. Ele não estava odiando nem um pouco àquela situação, apesar dos meios que o levaram a estar daquele jeito.
O retorno ao quarto também marcou o inicio da longa e necessária conversa entre eles. Dino tomou os medicamentos noturnos, e teria simplesmente deitado e dormido se a relação entre ele e sua companhia não exigisse um pouco mais de palavras. Um pouco mais de atenção. Um pouco mais de afeto e carinho.
E o mais surpreendente foi que a iniciativa partiu de Hibari.
- Então, o que aconteceu?
O moreno estava parado em frente à larga cama quando fez aquela pergunta. Suas mãos tocavam um dos pilares de madeira ao redor da larga cama e seus olhos não desgrudaram um segundo se quer do Chefe dos Cavallone.
Dino hesitou por um tempo, esboçando um meio sorriso em seguida. Então aquela seria a primeira conversa entre eles.
- Eu estava e não estava esperando por isso. Havia um festival naquela tarde, e escolhi um restaurante ao redor da praça para almoçar. Fui ingênuo em acreditar que não seria um alvo fácil por causa da multidão. No final, eles não se importaram em causar uma comoção e eu recebi o tiro sem saber de onde ele partiu. – O louro não parecia se importar em relatar o que aconteceu, e isso incomodou um pouco Hibari — Minha sorte foi que eu estava com um colete a prova de balas por baixo do terno, mas o tiro acertou meu braço de raspão. Felizmente um dos atributos do meu Anel é o Sol, então devo me recuperar em poucos dias.
O Guardião da Nuvem havia se esquecido totalmente do fato de que o italiano também possuía um Anel. Aquilo o fez sentir-se mais aliviado, imaginando que a recuperação do louro seria menos dolorosa, mas ao mesmo tempo, curta. Isso significava que ele acabaria se tornando obsoleto mais rápido do que ele imaginava.
- Obrigado por ter vindo, Kyouya, de verdade. — O Chefe dos Cavallone roubou a atenção do moreno que parecia estar perdido em seus próprios pensamentos — Se sua agenda permitir fique um pouco mais na Itália. Eu gostaria que pudéssemos conversar melhor quando toda essa situação terminar.
- Eu disse que só voltaria quando você estivesse recuperado. — Hibari retrucou sem hesitar. — Eu vou tomar o meu banho agora. O remédio vai fazer efeito em pouco tempo, então é melhor que durma.
- Eu vou esperar que você saia do banho. — Dino colocou a mão esquerda sobre o espaço vazio em sua cama — O sofá é desconfortável, e eu apreciaria a sua companhia.
O moreno não respondeu, seguindo no mais puro silêncio para o banheiro. Seu banho foi rápido, não somente por não querer fazer o louro permanecer acordado por muito tempo, mas porque uma parte de si ansiava pelo menor tipo de contato físico que pudesse ter com o Chefe dos Cavallone. Eles se tocaram várias vezes durante o dia, mas não como Hibari esperava.
Um gesto, uma caricia, um olhar, um meio sorriso... Qualquer sinal de que a conversa futura que ambos teriam seria apenas uma formalidade, e que no fundo Dino já o havia desculpado.
Ao retornar ao quarto vestindo um pijama maior que seu corpo, o Guardião da Nuvem suspirou ao ver que o italiano dormia. Entretanto, havia um pequeno sinal de que a situação atual não teria relação com o desentendimento pessoal entre eles. Porque deitado de barriga para cima, o braço esquerdo do Chefe dos Cavallone estava estendido, mostrando ao moreno o lugar em que ele deveria dormir. Hibari arrastou-se até o meio da cama, entrando debaixo do cobertor e afundando o rosto entre o ombro e o pescoço de Dino. Suas bochechas tornaram-se coradas, sua respiração saiu do ritmo e por alguns minutos ele se permitiu ficar assim, apenas presente nos braços do homem que amava.
Sim. Amava. No fundo ele era completamente louco pelo italiano.
Continua...
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