Mine
3 Capítulo 03
Notas iniciais
Capítulo 03
O Chefe dos Cavallone demorou alguns segundos para responder. Ele não gostava de conversar quando estava naquele estado, e por algum motivo sentia-se envergonhado por Hibari estar vendo-o naquele momento. O olhar do moreno parecia mais penetrante e reprovador do que nunca, e mesmo sabendo que não era nem um pouco seguro dar as costas naquele momento, o italiano não conseguiu manter-se na mesma posição. O conteúdo do guarda-roupa parecia incrivelmente mais interessante e menos assassino.
- Eu vou tomar um banho, conversamos quando eu sair, ok? Se quiser pedir alguma coisa fique a vontade.
A porta foi fechada com força, fazendo o louro dar um passo para trás. O Guardião da Nuvem estava ao seu lado. Os olhos negros emolduravam o belo rosto que mesmo não estando em boas condições, Dino nunca se cansaria de admirar aqueles traços. Por mais que as pessoas dissessem que os japoneses eram praticamente iguais, não havia nenhum tipo de verdade nessa afirmação, e ele tinha certeza disso todas as vezes que olhava para o moreno. Mesmo em uma multidão o Chefe dos Cavallone seria capaz de distingui-lo com extrema facilidade.
- Você está cheirando a álcool — Hibari foi direto. Seus tonfas ainda estavam em suas mãos.
- Eu sei, por isso quero tomar um banho – O italiano sorriu. Aquele obviamente não era o único motivo, mas era o único que ele poderia oferecer naquele momento.
- Você pode deixar o banho para depois.
O Guardião da Nuvem deu um passo à frente, derrubando os tonfas sobre o grosso tapete que forrava praticamente toda aquela área da suíte. Suas mãos subiram pelo peito de Dino, fazendo-o encostar-se ao guarda-roupa. Aquele toque fez o louro arrepiar-se, segurando as mãos de Hibari e impossibilitando-as de continuarem o que faziam.
- Eu bebi um pouco a mais, e acho melhor pararmos por aqui, Kyouya.
O Guardião da Nuvem ergueu os olhos, dando um passo para trás. Só havia uma maneira de continuar sem precisar ouvir mais um discurso moralista por parte do italiano.
A facilidade com que o moreno retirou a próprio terno e a gravata pareceu ainda mais sutil para a atenção deturpada do Chefe dos Cavallone. Os movimentos pareciam lentos e torturantes. O terno deslizava pelo ombro, caindo ao chão sem nenhum tipo de barulho.
Quando Hibari fez menção de começar a desabotoar a camisa, Dino o impediu, segurando uma de suas mãos. Não era interessante que o moreno tivesse toda a diversão.
- Eu posso fazer isso.
O italiano diminuiu a distância entre eles, livrando-se de suas roupas com pressa. Ele realmente não queria estar fazendo aquilo, mas era impossível lutar contra o desejo e vontade de envolver o Guardião da Nuvem em seus braços todas as vezes que a oportunidade surgia. Havia tantas coisas que ambos deveriam conversar, que se o louro desse ouvidos ao seu lado racional, os dois estariam sentados e provavelmente discutindo ao invés de estarem tirando as roupas e acariciando um ao outro. Dino sabia que a conversa seria inevitável quando a parte física estivesse satisfeita, mas naquele momento nada disso parecia importar. O álcool em seu sangue apenas tornava os movimentos duas vezes mais sensíveis, além de ter aumentado o desejo em possuir o homem em seus braços o quanto antes.
Hibari sabia de tudo aquilo, e mesmo não estando acostumado a ter um Dino tão compelido em seus toques e caricias aquela diferente forma de desejá-lo não o irritou. Logo no primeiro beijo o moreno soube que estava lidando com uma versão diferente do louro. Os beijos entre eles geralmente começavam tímidos, como se os lábios fossem estranhos e que era necessário uma introdução prévia. O italiano era quem geralmente dava o próximo passo, permitindo que o Guardião da Nuvem apenas dançasse conforme a música. Porém, dessa vez foi diferente. A maneira forçosa com que o Chefe dos Cavallone invadiu os lábios de Hibari apenas demonstrava que além da bebida, havia alguma coisa acontecendo.
Os toques por parte de Dino foram tão apressados quanto os beijos. Não foi preciso muito para deixá-lo no clima, e ao ver o homem em seus braços tão excitado em poucos minutos, o moreno sentiu o próprio corpo responder. Apesar de estranho, era extremamente benéfico para o ego saber que ele fora capaz de deixar o louro naquele estado em tão pouco tempo, e sem ter feito praticamente nada. As roupas estavam ao chão, os dois haviam ido para a cama durante o beijo, e a cada minuto Dino parecia ainda mais apressado.
A rapidez com que o louro abriu uma das gavetas da mesinha de cabeceira e retirou o frasco de lubrificante, penetrando o moreno com um dos dedos foi surpreendente. Hibari mal teve tempo de assimilar o que estava acontecendo quando se sentiu invadido por um segundo dedo, este ainda mais forçoso do que o primeiro.
Em nenhum momento o moreno arrependeu-se de ter ido ao Hotel atrás de Dino. Ele sabia que o homem em seus braços não estava em seu estado normal, e suas intenções haviam sido realmente genuínas. O Guardião da Nuvem não era bom com palavras. A consciência de que toda vez que abria a boca era apenas para ralhar ou brigar com o italiano era presente e quase certa. Entretanto, da mesma forma como ele não perdia a chance de apontar as falhas e erros do Chefe dos Cavallone, Hibari não conseguia simplesmente fechar os olhos e fingir que nada estava acontecendo. A gota d' água foi o fato de Dino não ter aparecido no domingo e não ter avisado ou deixado alguma mensagem. Para alguém cujo bem-estar alheio sempre vinha em primeiro lugar, aquele acontecimento soava como um mudo pedido de ajuda que somente o moreno poderia ser capaz de ouvir.
E por esta razão, não importava o quão bruto ou gentil o italiano fosse naquele momento. Seus sentimentos permaneceriam inalterados.
O moreno sentiu o rosto corar levemente quando Dino o virou e ergueu levemente seu quadril, mostrando a posição que gostaria de continuar.
O Guardião da Nuvem mal teve tempo de afundar o rosto no travesseiro a tempo de abafar o gemido por ter sido penetrado. Aquela seria a primeira de uma série de reações que Hibari teria pelos próximos minutos. Seu corpo parecia sentir muito mais do que o normal, provavelmente porque o louro não limitava seus movimentos, procurando possuir cada pedacinho do moreno em cada estocada.
O Guardião da Nuvem foi o primeiro a chegar ao orgasmo. Dino ainda moveu-se por alguns minutos antes de preenchê-lo com seu clímax, mas isso não pareceu ter colocado um ponto final à situação. Hibari sentiu quando o Chefe dos Cavallone inclinou-se um pouco mais sobre ele, aproximando o rosto gentilmente.
- Você está bem, Kyouya?
O som daquela voz e a maneira delicada com que o italiano assoprou as palavras fizeram com que o moreno corasse ainda mais. O exercício o havia deixado rubro, mas ao ouvir a voz do louro, era como se seu peito ficasse um pouco mais leve.
O seu Dino Cavallone estava de volta.
Hibari rolou na cama, cobrindo o rosto com as mãos. Ele sentiu quando o Chefe dos Cavallone arrastou-se sobre dele, deitando-se e fazendo com que seus corpos se unissem em um erótico toque. Os lábios de Dino beijavam o pescoço de seu amante, esperando que o moreno permitisse que ele pudesse vê-lo. A resistência do Guardião da Nuvem durou muito pouco. Era difícil manter-se impassível quando os beijos e a maneira como seus corpos se esfregavam o deixavam excitado novamente.
- Você está bem, Kyouya? — Os lábios do Chefe dos Cavallone tocaram um dos ouvidos de Hibari, fazendo-o gemer baixo — Porque eu vou fazer amor com você novamente, então se existir algum problema eu gostaria de saber.
Dino não esperava que o homem em seus braços respondesse com palavras. Então quando o Guardião da Nuvem voltou a cobrir o rosto com os braços, o italiano sorriu e ajoelhou-se entre suas pernas, satisfeito com a resposta que recebera.
A segunda fez foi diferente da primeira. Não havia pressa ou força nos movimentos. O Chefe dos Cavallone movia-se devagar dentro de Hibari, e quando o moreno retirou os braços de seu rosto, ele finalmente pôde ver o que queria. Durante todo o tempo o louro o observou. Os olhos cor de mel estavam fixos na figura embaixo, fitando e admirando todas as reações que ele mesmo causava.
Não era a primeira vez que o moreno sentia-se observado naquela situação, mas aquela seria a primeira vez que ele não se importou. Sua voz tornou-se mais alta, e o Guardião da Nuvem permitiu-se sentir o máximo possível do momento.
Se o que quer que estivesse passando pela cabeça do italiano pudesse ser resolvido naquele instante, então ele daria o seu melhor.
x
Dino parecia mais relutante do que Hibari imaginava, e foi preciso bem mais do que horas em cima de uma cama para que ele conseguisse uma ou duas frases relevantes por parte de seu amante. Os dois passaram do quarto para o banheiro, e do banheiro novamente para o quarto sem que o assunto principal fosse mencionado. A roupa de cama inteira precisou ser trocada, e apesar de apreciar e aproveitar os raros momentos de silêncio que tinha enquanto estava na companhia do Chefe dos Cavallone, o Guardião da Nuvem sabia que quanto mais se calasse, mais difícil seria conseguir uma resposta.
O louro por sua vez não tinha conhecimento do que se passava na cabeça do moreno. Para ele Hibari estava agindo como sempre. Impulsivo e indiferente, aproximando-se quando lhe era conveniente, mesmo que nesse quesito o italiano não se importasse em aproveitar tal conveniência. O efeito da bebida era mínimo, mas Dino começava a se sentir cansado por causa das horas de exercícios que ambos praticaram. Seu estomago dava sinais de que era hora de fazer a segunda refeição do dia.
- Eu vou pedir o jantar. Tem algo que você não queira? — O Chefe dos Cavallone aproximou-se da mesa que usava para trabalhar, abrindo uma das gavetas e pegando alguns folhetos de restaurantes. Ele sabia que Hibari jamais desceria até o restaurante do Hotel, ainda mais em horário oficial de jantar.
- Qualquer coisa — O Guardião da Nuvem estava deitado sobre a cama. Ele vestia apenas a roupa de baixo e uma larga camisa, ambas emprestadas do italiano. A brisa que entrava pela sacada era incrivelmente agradável. Aquele verão estava sendo quente e abafado. — Não se esqueça da sobremesa.
Dino escolheu um restaurante italiano, sentindo-se um pouco nostálgico. Ele ainda não conversara com Romário, mas sabia que seu retorno ao Ocidente deveria acontecer em poucos dias. Pensar em tal coisa fez com que o louro suspirasse.
O pedido havia sido feito, e o Chefe dos Cavallone arrastou-se até o outro lado do quarto, esperando passar o restante de seu tempo nos braços do moreno. Hibari não estava na mesma posição, e foi difícil para o louro manter-se calmo e composto ao ver que o Guardião da Nuvem havia ido até a sacada para atender ao telefone.
Foi preciso bem mais do que força de vontade e autocontrole para que o italiano se sentasse na cama, de costas para a sacada. O guarda-roupa estava diante de seus olhos, mas tudo o que ele conseguia ver era o sorriso nos lábios do moreno, mesmo que ele não existisse na cena real.
Era necessário resolver aquele assunto o quanto antes e Dino sabia disso melhor do que ninguém. Mesmo que soasse infantil e imaturo, aquelas duvidas o estavam consumindo pouco a pouco, a ponto de impedi-lo de aproveitar por completo a companhia de seu precioso amante.
- Nee, Kyouya — O Chefe dos Cavallone sentiu quando Hibari saiu da sacada e entrou no quarto. Os passos foram abafados pelo grosso tapete, mas nada conseguiria omitir a forte presença que o louro sentia — Quem era ao telefone?
O Guardião da Nuvem encarou as costas do italiano, juntando as sobrancelhas momentaneamente.
- Trabalho — O moreno respondeu cruzando o quarto e colocando o aparelho celular em um dos bolsos do terno.
- Não sabia que Tsuna havia designado missões para vocês.
- Eu não trabalho para aquele herbívoro. Eu apenas empresto minhas forças ou meu escritório ficaria cheia de pedidos.
- Então quem era ao telefone?
A maneira direta com que Dino fez aquela pergunta surpreendeu Hibari. O Chefe dos Cavallone virou o rosto, e mais espantoso do que a pergunta em si era a maneira séria com que ela havia sido feita. Eram raros os momentos que moreno tinha a oportunidade de ver o italiano tão sério. Os olhos gentis e o meio sorriso que sempre eram sua marca registrada haviam sumido, dando lugar a uma expressão carregada de emoções, a maioria nem um pouco positiva.
- Não vou repetir o que acabei de dizer. Você escutou muito bem, e alias, por que se importa? Eu não interfiro em seu trabalho, então não permito que intervenha no meu, Cavallone — A resposta por parte do Guardião da Nuvem saiu ácida. Os olhos negros se apertaram, como um animal que estivesse diante de um predador cuja existência colocava em risco sua própria vida. Se havia algo que o moreno não permitia era que qualquer pessoa quisesse colocar regras na maneira como ele vivia sua vida. E isso também incluía Dino.
- Você está certo, eu não tenho direito algum de intervir em seu trabalho, isso se for realmente trabalho — O louro voltou a encarar o guarda-roupa. Ele sabia que a conversa tomaria aquele rumo. E era por esse motivo que até aquele momento o assunto permaneceu nas sombras.
- Eu não sei o que você está querendo implicar, mas se tem algo para dizer, então diga de uma vez. Não tenho tempo para decifrar o que se passa por sua mente todas as vezes que você decide mudar de humor. — O moreno cruzou os braços, esperando o que viria em seguida. Finalmente Dino resolvera tocar no assunto, mas até aquele momento ele só ouviu indiretas e implicações vazias — Hás dias você está agindo dessa maneira e eu não pretendo continuar com esse jogo.
- J-Jogo? — Aquele comentário conseguiu uma reação imediata por parte do Chefe dos Cavallone. O italiano ficou de pé, sentindo-se ofendido. — Você acha que eu estou brincando aqui? Não sou eu que recebo ligações em horários suspeitos e marca reuniões em lugares inusitados.
O Guardião da Nuvem permaneceu no mesmo lugar, mantendo a mesma expressão. Nada do que o louro dissera fazia sentido, então não haveria motivos para retaliação. Ele esperava ouvir algum motivo real, mas tudo o que escutou não passou de palavras soltas e desconexas.
- Você ainda continua bêbado? Eu não sei do que você está falando. Nada faz sentido.
Dino abriu a boca para responder, mas as palavras morreram em sua boca. Balançando a cabeça lentamente, o louro deu de ombros e aproximou-se devagar, tentando a todo custo sorrir. Era impossível naquele momento.
- Vamos deixar isso para lá, ok? Nós vamos acabar brigando desse jeito, e eu não quero isso. O jantar não deve demorar, então porque não assistimos um pouco de tv?
- A sua capacidade de se esquivar de suas responsabilidades nunca deixará de me surpreender, Cavallone — O moreno descruzou os braços. Os dois estavam afastados cerca de cinco passos um do outro — Se você tem algo a dizer, então diga. Ao menos que fale eu não ficarei sabendo o que está pensando.
Dino tentou de diversas maneiras fazer com que Hibari desistisse daquele assunto, mas seria impossível. Somente ao chegar naquele ponto foi que o louro percebeu o quão ridículo estava sendo. Suas inseguranças e medos pareciam irrelevantes, e enquanto encarava a expressão branca no rosto do moreno, o Chefe dos Cavallone tentava se preparar para o que viria em seguida. Porque algo viria em seguida.
- Certo, então você terá de me dizer a verdade, seja lá qual for — O italiano sentou-se na beirada da cama, ficando de frente a Hibari — O que está acontecendo entre você e a Guardiã da Névoa?
- Trabalho — A resposta saiu rápida e sem nenhum sinal de hesitação. Não havia vestígio de que o Guardião da Nuvem pensara para responder.
- Que tipo de trabalho?
- Isso não é relevante.
- Como você espera que eu acredite em você, Kyouya? — O louro passou as mãos pelos cabelos, tentando manter-se calmo. Cada vez que recebia uma negativa ou informação vaga como resposta sua insegurança tornava-se maior. — Você tem ligado e se encontrado com essa mulher pelas minhas costas e espera que eu não faça nada?
Hibari apertou os olhos. Ele começava a entender o que estava acontecendo.
Então era sobre aquilo que o louro estava falando? Inacreditável.
- Nós não temos esse tipo de relacionamento — O moreno sentiu-se péssimo por ter deixado seu par de tonfas tão longe. O momento era perfeito para morder um certo estrangeiro desconfiado até a morte. Aquilo era ultrajante. — Eu não sei o que tem passado por essa sua mente perturbada, mas não acredito que tenha feito nada que o fizesse acreditar menos no meu caráter. É uma ofensa ter de ouvir esse tipo de insinuação.
- Eu não pretendia ofendê-lo, Kyouya — O Chefe dos Cavallone apoiou os cotovelos sobre os joelhos — Claro que eu confio em você, mas coloque-se no meu lugar. Não posso evitar me sentir inseguro quando uma situação assim aparece. Se você diz que não está acontecendo nada, então eu acredito em você.
- Não, você não acredita — O Guardião da Nuvem desviou os olhos, caminhando na direção de suas roupas que estavam em cima de um dos sofás. Ele já havia invertido os papéis mentalmente, e era Dino quem não entendia como ele se sentia. — Eu vou para casa.
O moreno cruzou o quarto, caminhando na direção do banheiro.
O italiano ficou de pé, segurando a porta antes que ela fosse fechada. Por que a situação chegara até aquele ponto? Por que ele não tinha sido simplesmente mordido até a morte como sempre acontecia?
- Eu disse que acredito em você, Kyouya! — O louro sentia o coração bater mais rápido enquanto seu rosto tornava-se mais corado. Havia algo sério acontecendo, e aquilo o assombrava. — Se você estiver irritado pode me morder até a morte se quiser, eu sei que mereço, mas, por favor, diga alguma coisa.
Hibari tinha os olhos na direção do piso do banheiro durante todo o tempo. Quando ergueu o olhar, o Chefe dos Cavallone deu um passo para trás, soltando a porta devagar.
- Você não merece nem ser mordido até a morte. O tempo e energia que eu gastaria com você poderiam ser utilizados para algo mais proveitoso.
A porta foi fechada sem barulho.
O italiano não conseguiu se mover. Seu corpo permaneceu estático no mesmo lugar até que o Guardião da Nuvem deixasse o banheiro vestindo sua roupa social. O moreno passou sem uma palavra ou olhar. O segundo barulho que ele ouviu foi o da porta do quarto sendo aberta e consequentemente fechada.
Demorou alguns minutos para que Dino conseguisse sair do lugar, caminhando até a cama e jogando-se sobre o edredom. Ele imaginou que alguma coisa negativa fosse acontecer, mas não espera aquilo. Durante todos aqueles anos, as brigas entre eles sempre terminavam com violência. Hibari não era do tipo que ouvia e digeria as palavras. Ele batia primeiro e perguntava depois.
Então para o moreno estar agindo daquela forma, significava que o que quer que Dino dissera, atingiu um ponto que não deveria. Eles não eram mais tão jovens, e talvez aquilo fosse a peça chave para aquela reação inesperada por parte do Guardião da Nuvem.
Cobrindo o rosto com os braços, o Chefe dos Cavallone sorriu tristemente. Talvez tivesse sido melhor esperar algumas horas antes de se entregar a um copo de bebida, pois naquele momento ele realmente precisava de algo que o fizesse esquecer quem era, onde estava e o que deveria fazer.
Continua...
Fale com o autor