Mine
4 Capítulo 04
Capítulo 04
Dino retornou à Itália no dia seguinte. O aviso de Romário não poderia chegar em melhor momento, sendo aceito sem nenhum tipo de reclamação ou pergunta. O braço direito dos Cavallone teria mentido se dissesse que isso não o surpreendeu. Ele sabia que havia algo errado com seu Chefe, e a ideia do retorno repentino não foi por mero acaso.
Romário estava no hall do Hotel quando viu Hibari passar pela recepção. A súbita partida do Guardião da Nuvem fez com que o mais fiel membro da Família Cavallone tivesse de tomar medidas drásticas, e isso envolvia tirar seu Chefe do Japão o quanto antes.
O louro dormiu cedo naquela noite, deixando o Hotel antes do nascer do Sol. Porém, ao contrário da negligência do último domingo, Dino em pessoa passou no Templo Namimori antes de seguir em direção ao aeroporto. Seus passos o levaram até a entrada da casa de madeira, depositando um pequeno envelope na caixa de correio. Ele sabia que Kusakabe revisava todos os dias a correspondência, então era certo que suas palavras chegariam até seu destinatário. Por alguns minutos o louro não fez nada além de admirar o fresco inicio da manhã japonesa. O Sol nasceria em poucas horas, mas infelizmente ele não estaria ali para observar o espetáculo.
Durante a noite o italiano teve tempo suficiente para pensar no que havia acontecido. A responsabilidade em seus ombros era grande e pesada, porém, da mesma forma como o Chefe dos Cavallone entendia seu erro, ele simplesmente não conseguia aceitar que fora o único enganado naquela história. O motivo principal que o fez adiar por tanto tempo a fatídica conversa com o Guardião da Nuvem era exatamente porque Dino sabia que seu amante reagiria daquela maneira. Para alguém tão orgulhoso e cheio de si como Hibari, ouvir tal coisa deve ter soado como uma grande ofensa. Entretanto, era difícil para o louro ignorar suas desconfianças.
Um dos pés do Chefe dos Cavallone pisou no primeiro degrau da escada de madeira que levava a casa do moreno. Suas mãos fecharam-se em forma de punhos ao lado do corpo, e Dino lutou contra si mesmo para não entrar e despedir-se pessoalmente do Guardião da Nuvem. O avião era particular e sairia a qualquer momento, mas no fundo o que impedia o italiano de dar os passos necessários não era sua agenda ou o trabalho que o esperava no Ocidente. Por mais insignificante que pudesse parecer, aqueles passos possuíam um significado muito maior do que apenas uma distância meramente física. Eles separavam o amor e o orgulho que o louro sentia, e que infelizmente dessa vez competiam entre si.
Colocando as mãos dentro dos bolsos da fina jaqueta que usava, Dino deu as costas e abaixou os olhos, refazendo o caminho em direção a escadaria do Templo. Por mais que lhe doesse deixar o Japão sem ver pela última vez o rosto de seu amante, o Chefe dos Cavallone sabia que não teria tempo para tentar uma reconciliação.
Não. Aquele não era todo o motivo. Intimamente o italiano desconfiava que se os dois conversassem tão repentinamente, o resultado seria basicamente o mesmo do dia anterior, e ele acabaria retornando ainda mais arrasado para a Itália. Talvez os dois realmente precisassem de um tempo longe um do outro.
As palavras de Dino chegaram ao seu precioso destinatário.
Hibari estava tomando tranquilamente seu café da manhã quando seu braço direito entrou e depositou o envelope sobre a mesa. Os olhos do moreno dançaram um tempo sobre sua nova companhia antes que ele decidisse abri-la. Não havia nada além de um pequeno pedaço de papel e três linhas. O Chefe dos Cavallone simplesmente avisava que estava retornando à Itália e não tinha previsão de volta. A mensagem terminava com um "Cuide-se" escrito pela caprichosa e romântica letra do louro, seguido por sua assinatura.
Por alguns minutos o Guardião da Nuvem não fez nada além de encarar o pedaço de papel. Seus olhos procuravam por algo mais do que aquela simples e indiferente mensagem, mas ele sabia que não importasse o tempo que olhasse nada mudaria.
Recolocando o pedaço de papel dentro do envelope, Hibari voltou à atenção para o seu café da manhã. Ele estaria ocupado pelos próximos dias, e a vida continuaria com ou sem Dino.
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Dez dias se passaram sem que o moreno recebesse qualquer tipo de mensagem por parte do Chefe dos Cavallone. O Guardião da Nuvem esteve bastante ocupado durante esse período, dividindo seu tempo entre os Vongola e o evento anual que o Colégio Namimori pretendia sediar. Entretanto, foi impossível para ele não checar seu celular nos momentos livres ou aguardar com certa ansiedade o instante em que Kusakabe aparecia com a correspondência todas às manhãs.
Nesse curto espaço de tempo Hibari pôde pensar bastante no que aconteceu naquela noite no Hotel. As palavras do louro martelaram em sua mente por noites, e as cenas eram revividas com certa intensidade todas as vezes que ele fechava os olhos. Nos primeiros dias não havia nada além de desprezo e arrogância por parte do moreno. Ter ouvido em alto e bom som que ele não era de confiança acertou-o em um ponto que até aquele momento permaneceu adormecido. Durante todos esses anos o Guardião da Nuvem nunca imaginou que pudesse passar esse tipo de impressão para as pessoas, principalmente para Dino.
Após o impacto inicial, Hibari permitiu-se analisar o ocorrido por diferentes ângulos. Ele não se arrependia de ter deixado o Hotel, da mesma forma como não pretendia ser o primeiro a entrar em contato. Porém, não poderia negar que sua falta de informação e disposição para resolver o problema pudesse ter ajudado a piorar a situação. O moreno não estava acostumado a dar satisfações sobre seus atos, ainda mais quando envolviam outra pessoa.
Chrome visitou o Templo Namimori quatro vezes nesses dez dias. Suas visitas aconteceram em horários diferentes, e em todos os momentos em que a moça esteve presente, a mente de Hibari lembrava-se das palavras do italiano. Ele era inocente. Não havia absolutamente nada além de trabalho entre ele e a Guardiã da Névoa, mas o peso em seu coração não diminuiu mesmo estando com a consciência tranquila. Quando a jovem deixava o escritório, o moreno sentia os olhos de Dino em suas costas e automaticamente seus lábios se repuxavam em uma fina linha.
O Chefe dos Cavallone deu sinal de vida na noite do décimo dia de sua ausência. O número que Hibari tanto gostaria de ver piscou no visor de seu telefone quando ele acabava de sair do banho. A toalha foi retirada de seus cabelos negros sem nenhuma delicadeza, deixando-os ainda mais embaraçados e eriçados.
- Hibari falando.
- Boa Noite.
A voz do outro lado fez o Guardião da Nuvem se arrepiar. A distância entre eles o deixou sensível, e foi somente ao ouvir a voz grossa e cantante do italiano que ele se deu conta de tal fato.
A conversa começou trivial. Dino perguntou como o moreno havia passado como foram seus dias entre outros assuntos rotineiros. As respostas foram monossilábicas, sem que houvesse pergunta alguma por parte de Hibari.
- Amanhã é o evento no Colégio Namimori, não? Eu gostaria de falar com você se for possível. — A voz do louro soou mais baixa, como se aquele fosse um pedido.
- Eu estarei apenas por poucas horas no Colégio pela manhã. Não posso garantir que nos encontraremos — Hibari encostou-se a uma das paredes de madeira enquanto falava. A sedutora voz do Chefe dos Cavallone e os dias que ele passou apenas esperando aquela ligação o deixaram fraco. Seu corpo todo parecia tremer com aquela simples conversa.
- Eu definitivamente estarei lá — O italiano calou-se por alguns segundos. O quarto do Guardião da Nuvem tornou-se ainda mais silencioso, e os únicos sons que ele conseguia ouvir era o barulho de seu próprio coração, e a maneira como sua respiração denunciava seu real estado — Eu senti sua falta, Kyouya...
O último comentário fez o Guardião da Nuvem corar levemente. Seus lábios tremeram, mas não houve resposta do seu lado. A conversa terminou quando o moreno desejou um frio boa noite, recebendo em troca um caloroso e amigável cumprimento por parte do louro. Não importava a situação, a personalidade gentil de Dino jamais permitiria que ele fosse rude além do necessário, e após todos aqueles dias, até mesmo o Chefe dos Cavallone parecia mais fácil de lidar.
Quando o telefone foi desligado Hibari deixou-o cair sobre o chão, fechando os olhos e sentindo o corpo escorregar pela parede. Apoiando a testa aos joelhos, o responsável pelo Templo Namimori suspirou. Seu rosto estava rubro, e outra parte de seu corpo começava a responder aquele momento de excitação.
Ele também sentira saudades.
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A vantagem de sua posição permitia que o Guardião da Nuvem não precisasse passar por certas situações. Chegando cedo ao Colégio no dia seguinte, o moreno foi direto para sua antiga sala, permanecendo ali durante as primeiras horas do evento. As ligações eram recebidas e respondidas daquele local, Kusakabe ficaria encarregado de lidar pessoalmente com os problemas que surgissem, e ele somente deixaria seu refugio em determinado horário.
A iniciativa dessa vez partiu do próprio Hibari. Sua mente não conseguia se concentrar, e arriscando um pouco de seu amor próprio, o Guardião da Nuvem mandou uma mensagem pelo celular, avisando ao italiano que estaria no terraço do Colégio.
Dino apareceu meia hora depois, e pela roupa que vestia, o moreno deduziu que o italiano provavelmente teria uma reunião após aquela conversa.
O encontro entre eles beirou o embaraçoso. O Chefe dos Cavallone não sabia se deveria se aproximar ou permanecer a uma certa distância, e o silêncio parecia crescer e tornar tudo ainda mais difícil. Hibari não encarava seu amante apenas por mera obrigação. O terno escuro, a camisa branca e os cabelos perfeitamente escovados davam ao louro um charme extra, e que o saudoso e nem um pouco indiferente Guardião da Nuvem poderia resistir. Admirar Dino sempre foi um passatempo extremamente pessoal e prazeroso para ele, e mesmo negando, Hibari intimamente desejava que aquela conversa terminasse logo para aproveitar um pouco toda aquela vestimenta, ou a total falta dela.
- Obrigado por encontrar algum tempo para me receber. — Dino passou a mão na nuca. Eles estavam um de frente para o outro, afastados por alguns passos. Porém, a distância parecia muito maior.
- Eu tinha algum tempo livre em mãos. — Hibari cruzou os braços. Seu coração batia rapidamente. Ele odiava conversa fiada.
- Desculpe por não entrar em contato durante esse tempo, mas estive atarefado e achei que seria melhor se não nos falássemos por alguns dias. — O Chefe dos Cavallone parecia nervoso. Ao contrário das outras conversas sérias que tiveram no passado, aquela possuía um estranho peso, e ele sentia a responsabilidade de manter o dialogo pelo menos educado.
- Você achou? — O Guardião da Nuvem estava visivelmente impassível. Não havia nenhum tipo de expressão em seu rosto. — Estou cansado do seu “achismo”, então, por favor, seja direto. Meu tempo livre não é eterno. — Por outro lado, a voz do moreno não parecia nem um pouco indiferente. Toda a frustração e irritação que ele sentira pareciam querer uma válvula de escape com urgência. Os dez dias não saíram de sua mente, e uma parte de Hibari não entendia porque esse tempo lhe fora imposto. Se o italiano realmente queria resolver o problema, por que então havia simplesmente desaparecido?
- Ouça, eu não estou aqui para brigar... — Dino parecia se esforçar para manter a calma. Suas palavras eram cuidadosamente escolhidas e ponderadas antes de deixarem seus lábios — Eu sinto muito por tudo o que eu disse naquela noite. Eu não tinha intenção de magoá-lo ou fazer com que você se sentisse ofendido. Sobre isso eu realmente sinto muito. — O Chefe dos Cavallone umedeceu os lábios antes de continuar. — Mas eu n--
A continuação da conversa coincidiu com a abertura súbita da porta do terraço. Os dois homens lançaram um rápido olhar na direção de sua nova companhia. O louro deu as costas e passou as mãos pelos cabelos. O momento foi totalmente inoportuno, mas ele agradeceu mentalmente por terem sido atrapalhados. Pelo visto a conversa seria tão intensa quanto àquela que se iniciou no quarto de Hotel semanas atrás.
A reação de Hibari, entretanto, não foi nem um pouco polida. Assim que a figura de Gokudera Hayato surgiu, um dos tonfas saiu de dentro de seu terno em uma velocidade espantosa, atingindo somente a porta fechada. O homem de cabelos prateados escapou do golpe por pura sorte.
- Continue... — O Guardião da Nuvem voltou a olhar para frente, ignorando totalmente o que havia acabado de acontecer.
- Como você pode agir dessa forma quando alguém aparece por acaso? — Dino virou-se. Sua expressão não parecia calma e composta como antes. — Por que você me trata de maneira tão fria? Não importa o quanto eu me desculpe ou peça perdão, no final eu sempre vou receber o pior tipo de tratamento e as palavras mais cruéis. Aquela noite no Hotel, por que você simplesmente não me atacou como costumava fazer?
- Se você deseja o mesmo tratamento eu ficarei feliz em oferecer meus serviços — Hibari retirou o outro tonfa de dentro de seu terno, segurando-o firme em suas mãos — Se pretende ficar reclamando ou compartilhando suas frustrações, permita-me informar-lhe que não estou interessado em nenhum dos dois. Não sei por qual motivo me chamou até aqui, mas dessa vez não vou permanecer calado. Se pensa que pode desaparecer por todos esses dias, retornar e fazer exigências então digo que você está completamente enganado, Cavallone.
O moreno ergueu levemente o braço, ficando em uma posição ofensiva.
O homem a sua frente o encarou por alguns segundos antes de colocar as mãos dentro do terno. A atenção de Hibari foi totalmente para aquele gesto, imaginando que teria pouco tempo para se defender caso Dino retirasse o chicote de seu bolso.
Entretanto, o ataque não veio.
Ao invés do chicote, o Chefe dos Cavallone retirou um pedaço de papel.
- Sabe, eu realmente aprecio as nossas conversas... — O italiano caminhou na direção do Guardião da Nuvem sem nenhum tipo de arma ou algo que pudesse defendê-lo. — Porque me fazem questionar o real motivo que me faz continuar querendo conversar com alguém que simplesmente não tem nada a dizer. Aqui, é a minha doação anual.
Dino colocou o pedaço de papel no bolso do terno de Hibari. O moreno abaixou levemente as mãos. Seu corpo não parecia obedecê-lo.
- Como eu dizia antes de sermos interrompidos, eu sinto muito por tê-lo ofendido naquela noite, mas não vou retirar nada do que eu disse, da mesma forma como não vou forçá-lo a me dizer o que está realmente acontecendo. Você estava certo, eu não tenho direito de me intrometer na sua vida, porém, isso me deixa um pouco triste porque eu tinha certeza de que depois de todos esses anos eu já fazia parte dela.
O louro havia dito todas aquelas palavras em uma proximidade extremamente perigosa. Seus olhos estiveram fixos no Guardião da Nuvem, enquanto este encarava o chão. Era incrível a maneira como Dino sentia como se estivesse repreendendo uma criança ao invés de conversar com seu amante.
E infelizmente, aquela sensação seria decisiva.
- Eu não entrarei em contato durante algum tempo, e apesar de saber que você não tentará me encontrar, gostaria que fizesse o mesmo. Achei que entenderia o tempo que passei afastado, mas aparentemente você só consegue ver o que lhe é conveniente, nos momentos em que forem bons para si mesmo. Enquanto estiver com aquele trabalho pendente, eu não quero ter nenhum tipo de contato com você, Kyouya. Eu sei que estou sendo egoísta, mas se eu não fizer isso continuaremos a andar em círculos.
O Chefe dos Cavallone respirou fundo. A parte importante ainda estava por vir.
- Sinta-se livre para colocar um ponto final no que temos se achar que estou sendo injusto. Não somos crianças e eu não vou correr atrás de você ou implorar qualquer tipo de atenção extra como tenho feito nos últimos anos, pois se eu não me respeitar eu não conseguirei lhe respeitar. Você sabe que eu o amo, mas não posso continuar com essa situação, Kyouya. Cada palavra, cada frase e pensamento que eu compartilho são sempre recebidos como uma ofensa ou uma piada. Selecionando o que quer ouvir e jogando sobre mim a responsabilidade por manter nossa relação equilibrada, você acaba se esquecendo que somente o meu amor não é capaz de resolver todos os problemas. E para ser sincero, eu estou um pouco cansado de ser o único lado que é compreensivo todo o tempo.
Dino suspirou e pousou levemente uma das mãos no ombro de Hibari antes de se afastar. Os passos do italiano ecoaram na mente do moreno, e o barulho da porta do terraço sendo fechada soou duas vezes mais alto.
O que foi aquilo? Desde quando uma conversa entre eles tinha um peso tão grande? Onde estavam as lutas que sempre acompanhavam um desentendimento? O Guardião da Nuvem foi ao terraço esperando por esse tipo de momento, que obviamente seguiria uma resolução e ambos retornariam juntos para a sala do Comitê Disciplinar, certo? Ao invés disso ele ouviu algo completamente diferente.
As palavras do Chefe dos Cavallone martelaram por algum tempo na mente de Hibari até que ele decidisse retornar a sua sala. O moreno ainda teria de permanecer algumas horas no Colégio por causa do evento, mas quanto mais tempo ficasse no terraço, mais difícil seria manter-se indiferente.
O que quer que tivesse acontecido ao louro nesses dias não beneficiou em nada a situação em que estavam, muito pelo contrário. Os dois pareciam mais afastados do que nunca. O Guardião da Nuvem questionou-se várias vezes se talvez não tivesse sido melhor ter enviado uma mensagem qualquer nesse tempo, não que tal pensamento pudesse mudar o que já estava acontecendo.
Deitando-se no confortável sofá de sua ex-sala, Hibari encarou o teto sério. Aquele Colégio havia sido testemunha de muitos momentos entre eles. Alguns bons, outros ruins, mas era a primeira vez que algo assim havia acontecido. A mistura de sentimentos em seu peito era aterradora, e o simples pensamento de que existia a possibilidade deles nunca mais se encontrarem como amantes o deixou assustado. Aquele não era o Dino que ele conhecia. As palavras ríspidas e diretas. As frases sem emoção, a falta de carinho e amor em suas ações...
O Guardião da Nuvem mentiu para si mesmo durante os últimos dias, e a realização de tal coisa o pegou completamente desprevenido.
A vida dificilmente continuaria sem Dino, mas ele não fazia ideia do que deveria fazer. Hibari não conhecia outra maneira de conversar além da linguagem dos punhos.
Continua...
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