Millenium - Fic Interativa
15 Uma surpresa para George
Notas iniciais
Então, segundo cap do fim de semana, desculpem a demora!!
Como a Mya disse, estamos desenvolvendo os casais :)
Ah, fiquem atentos ao final, galera! É isso, boa leitura galera o/
~Mordidinha
Edward era uma peça indispensável de Silena naquela casa. Cuidava da organização da casa, inspecionava o trabalho dos demais empregados, mas sua maior preocupação, a pessoa a quem se dedicava totalmente era ela, a sua madame. Sabia que ela o usava, simplesmente. Isso não o incomodava. Ser usado por aquela mulher tão imponente, exuberante, altiva... Era um prazer, além de ser a única forma de contato que lhe era permitida.
Todo dia era a mesma coisa, ele acordava e se arrumava. As sete horas, acordava Silena e a esperava para servi-lhe o café. Depois que ela saia, ele arrumava tudo da casa, coordenava tudo de longe. Ele não sabia como vivera tanto tempo sem Silena, ele simplesmente a amava e ela tirava proveito disso, mas ele não se importava tudo isso era inferior à sua vontade de ver a madame feliz.
- Edward — Silena o chamou, estava na sala de estar, lendo, porém ele sabia que ela estava somente pensando... Talvez decidindo a sua próxima ordem. — O detetive já saiu?
- Sim, senhora. Ele saiu faz três minutos — Disse Edward, calmamente — Que a senhora deseja?
- Claro, senhora. Eu peço perdão por ter errado tantas vezes. Eu enviei, não duvide. — Disse Edward, parecendo um tanto quanto chateado. Ele odiava falhar com Silena.
- Adoraria estar aqui para ver a reação dele. Mas tenho que ir na empresa, e depois tenho que sair. Hector tem estado pouco nessa casa... — A última frase foi dita com um tom de preocupação. Na verdade, o fato de Hector estar distante de casa nesses últimos tempos a irritava. "Ele contrata o detetive, mas não fica na casa, convivendo com ele... Enquanto que eu sou obrigada a ficar aturando a sua presença e a daquela garota."
- Sim minha senhora, o seu carro já está pronto. E espero que tenha um bom dia no trabalho — Disse Edward, enquanto abria a porta para Silena. Ela andou até o carro e partiu sem lhe dizer mais nada. Edward suspirou e voltou para dentro de casa, mais um dia de trabalho.
Johnnie estava preocupado com Lola, e Candy, claro. Quando contou a George, numa conversa em particular, o que aconteceu com Candy e o que Lola havia dito a ele, George reagiu de uma maneira bem... preocupante. "Francamente, Johnnie, elas são prostitutas, é impossível protegê-las... ou elas não farão o trabalho delas. Por outro lado, se algo acontecer, será até positivo do ponto de vista da investigação, vai nos dar mais detalhes e informações..." — George disse a ele.
- Bom dia — Johnnie disse a uma senhora, que parecia ficar o dia inteiro na recepção do hotel, com as pernas para cima, fumando e bebendo enquanto assistia reprises na televisão — Eu gostaria de falar com Dolores Martins, por favor.
- Certo. Vou chamá-la — Disse a senhora, com uma sobrancelha arqueada. Logo o que ele viu foi Lola andando até ele, como sempre ela estava com seu ar de superioridade. Mas ele sabia que ela estava querendo falar com ele. Ele sorriu e acenou.
- Então, eu pensei sobre o que você disse... Sobre Candy e eu nos mudarmos daqui. Não dá, Johnnie. Você sabe que não dá. — Lola comentou, com um olhar triste. — E pensando bem, talvez seja melhor você... parar.
- Vocês realmente deveriam fazer o que eu estou falando. Eu deveria parar com o que? Ajudar vocês? Me desculpe, mas eu não pararei — Disse Johnnie, sério.
- Você não entendeu... Mas, tá. Eu e Candy nos mudamos, e vamos para onde? Para o seu apartamento? Ótimo. E ali pode ser o nosso novo ponto também, se não se importar que a gente use a sua cama... talvez você pode até ganhar um extra, alugando o seu quarto por um tempo, já que o seu salário de policial deve ser uma droga.
- Você é tão estranho. Eu pedi a sua ajuda, e mesmo eu dizendo que não quero mais... Você insiste. Eu nunca conheci alguém tão disposto... — Lola se aproximou dele, colocando seus braços em volta do pescoço. Sussurrou ao ouvido dele — A me ajudar, em troca de nada... Ou será que você gostaria de alguma coisa? Talvez...
- Pode parar por aí, senhorita Dolores. Eu posso ser estranho, mas não serei usado para satisfazer seus desejos, entendeu? — Johnnie, afastou Lola e respirou fundo sem que a mesma reparasse. Aquela garota acabaria o deixando louco — Já que aceitou a proposta, esteja pronta em três dias junto com Candy, eu providenciarei seu quarto.
- Ok, ok... eu não estava falando nesse sentido, você que maliciou. Mas eu estou agradecida, de verdade. — Ela disse, rindo alto — Estaremos prontas, mas... Não, vamos estar prontas, não se preocupe.
- Certo. Então até mais — Disse Johnnie, andado na direção oposta à Lola. Ele suspirou e continuou andando, aquela garota o tirava do sério.
Jason andava pelas ruas, distraído. Ele estava pensando nos arquivos que encontrara na empresa, eram coisas absurdas. Se somassem todos aqueles crimes, eles com certeza acabariam em prisão perpétua. Ele continuou andando distraído até esbarrar em algo, melhor, alguém.
- Desculpe, desculpe, eu estava distraída e — Era Maggie, e estava carregando uma pasta com vários papeis, que se espalharam pelo chão. Jason ajudou a amiga a recolhê-los. "Que coincidência" Jason pensou. — Ei, Jason!
- Certo, Margareth. Como você está? — Perguntou ele, calmamente. Ele achara ela muito bonita, mas não tinha tempo para esse tipo de relacionamento.
- Ah, eu estou bem, mas... Me chame de Maggie — Ela riu, se sentindo boba por dizer aquilo. Jason riu também, parecia ser um cara muito legal, e tão atraente. — Escuta, é... Estou com um tempo livre agora e, quer tomar alguma coisa?
- Claro, porque não? — Jason sorriu e começou a andar. Maggie estava ao seu lado, eles andavam calmamente somente aproveitando a presença um do outro.
George retornou a mansão Van Hamberd, ainda pensativo. Aquele momento com Lucy, na árvore "deles"... Aquela lembrança não saía de sua mente. Precisava falar com Mary, tinha algumas considerações a fazer sobre o caso, e importantes informações que Jason queria lhe passar, mas ele não podia ficar indo ao apartamento de Natan todas as vezes, especialmente se alguém, talvez até mesmo o aliado que havia lhe escrito aquela carta, o estivesse espionando. "O mordomo..."
- Olá, George. Há quanto tempo, não? — Ele escutou uma voz feminina doce e conhecida o chamar.
George se virou rapidamente, com os olhos um pouco arregalados. Mas logo voltou a ficar sério. Não acreditava, ela estava ali de pé diante dele. Com seus longos cabelos castanhos e seus olhos verdes brilhantes. Em sua boca estava um sorriso irônico.
- Lucy... O que você está fazendo aqui? — Ele perguntou, monotonamente. De longe, Edward os assistia.
- Quis fazer uma surpresa. Pela sua cara, eu consegui. — Lucy sorriu, satisfeita. Caminhou até o detetive, olhando para ele de um jeito sério, mas carinhoso — Não está feliz em me ver?
- Estou realmente muito feliz em vê-la, mas quando perguntei o que estava fazendo aqui, me referia a casa em si — Disse George, com um sorriso de canto.
- Ora, eu tive dificuldades em achar você sabia? E quando perguntei ao tal... Johnnie, eu acho, ele me disse que eu te encontraria aqui. Não fique bravo com ele. Queria conversar com você, mas... — Lucy sussurrou para George — Aquele mordomo me assusta.
- Relaxa, ele assusta todo mundo — Disse George, com um sorriso no rosto. Como sentira falta de Lucy. A mesma soltou uma risada e abraçou o amigo, que instantemente a abraçou de volta.
- George! Preciso falar com você urgentemente — Uma voz o chamou, era Mary. Que assim que o viu abraçado com Lucy arregalou os olhos — Quem é ela?
Notas finais
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