Millenium - Fic Interativa
8 Planos frustrados
Notas iniciais
Bem, aqui está o segundo cap... e as coisas começam a ficar perigosas xD
E desculpem o atraso. Mil tretas, vocês sabem. Mas gostamos muito desse cap, viu? Esperamos que vocês também.
Então, boa leitura~
E deixem reviews fofos.
Enquanto Mary dirigia até a empresa, Hamberd Inc, para invadir o escritório do tal Hector — e que estranha conversa com aquela moça, a tal prostituta — ela sentia-se um tanto estranha, com um pressentimento ruim. Ao chegar na sede da empresa, notou que havia apenas dois seguranças, em compensação, certamente no interior do lugar haveriam muitas câmeras de vigilância.
- Ah que droga, porque eu tinha que ficar com a parte mais difícil? — Perguntou para si mesma, enquanto achava uma brecha nas câmeras, mas lá tinha um segurança. Então ela teve uma ideia, saiu correndo até um dos caixas de retirada de dinheiro e fingiu não o ver. Logo estava tentando quebrá-lo, o segurança ao ver isso logo a segurou pelos braços e ela não fez nada.
- Porque você está me segurando? — Mary perguntou, em um falso tom de inocência.
- Menina... o que pensa que está fazendo aqui? — Respondeu o segurança, ainda a segurando.
- Tentado roubar esse caixa, não está na cara? — Perguntou, rindo baixinho. Ela odiava pessoas sem ação. Ela somente pode suspirar de alívio quando o segurança começou a puxá-la para dentro da empresa.
- Ah, é? — O segurança riu, despreocupadamente — O procedimento correto seria eu te imobilizar e chamar a polícia... — Já estavam no interior da empresa, numa das primeiras salas — Mas não vou fazer isso não. — O homem sorriu, malicioso. Empurrou a garota para uma cadeira e foi até ela, agarrando-a — Vamos nos divertir um pouquinho antes, já que você é bem bonitinha.
- Com certeza... Eu vou me divertir. Já você, eu não sei — Disse Mary, chutando a barriga dele e logo em seguida a cabeça dele. Ele caiu desmaiado perto dela — Fácil demais — Disse Mary, com um sorriso quase sádico no rosto. Logo o amarrou em um cano e saiu da sala cuidadosamente. Estava no corredor da sala de Silena e andou mais rápido, se escondendo das câmeras cuidadosamente. Mas tinha um sentimento de que estava sendo seguida.
Mary se apressou e finalmente localizou o escritório de Silena, e suspirou aliviada. A sensação de que tinha alguém a seguindo continuava, porém ela tinha que se arriscar, se alguém aparecesse — só tinham dois seguranças, afinal, e Mary sabia bem como imobilizar — ela estava atenta e preparada. Poucos segundos foram suficientes para que ela abrisse a porta do escritório e entrasse, o coração acelerado. Tinha cinco minutos para fazer o que tinha que fazer e dar o fora.
Observou o espaço a sua volta e começou a revirar as gavetas. Na realidade ela não achava o maldito diário. Logo resolveu pensar como Silena. Onde ela guardaria?
Olhou ao seu redor e viu uma pequena ondulação no chão, assim que afastou o tapete viu um ladrilho falso. Ali tinha alguma coisa. Assim que conseguiu retirar o ladrilho, viu um pequeno cofre. Silena era muito esperta. Descobrir senhas, afinal, era sua maior habilidade. Abriu o cofre, mas mal teve tempo de olhar seu conteúdo.
- Boa noite, senhorita. — Uma voz masculina disse, em meio a sombras. Pelos passos, haviam dois homens. "Droga" Mary pensou.
Ela só teve tempo de pegar o conteúdo sem que percebessem e levantar. O capuz cobria seu rosto e ela segurava seu canivete com a mão livre, dentro do bolso. Um homem muito alto e moreno saiu das sombras, era um dos seguranças e segurava um pedaço de pau. O homem que a havia cumprimentado não saiu das sombras, seu rosto estava apenas parcialmente iluminado pela luz da lua que entrava pela janela.
- O que você procura... — continuou o homem das sombras — Não vai ser possível de encontrar, senhorita. — Os dois riram, Mary olhava os lados tentando encontrar uma forma de cair fora, e a janela era o único jeito. Tentando manter a calma... Precisava ganhar tempo.
- E o que estou procurando, exatamente? — Ela o desafiou.
- Talvez... Um diário? — Respondeu o homem das sombras. O brutamontes com o pedaço de pau estava a três passos de distância. Mary o olhou nos olhos, e começou a contornar a mesa, aproximando-se da janela. O grandalhão acompanhando seus movimentos.
- Um diário? — Ela perguntou, arqueando uma sobrancelha e se fazendo de sonsa — Imagino que tipo de segredos alguém pode escrever num diário que se guarda num cofre.
- Do tipo que, pessoas como você não podem descobrir — Disse o homem das sombras. Agora ela estava à três passos da janela. Dali até o chão era muito alto, mas ela já arriscara entrar teria que arriscar aquela saída.
Mary sorriu para o homem das sombras, e se atirou pela janela, estraçalhando-a e ferindo-se um pouco. Rolou pelo chão e antes que conseguisse correr para longe dali, o grandão conseguiu segurá-la pela blusa e a jogou novamente no chão.
Ela deu um chute em seu joelho, fazendo o homem cair no chão. O mesmo deu um soco no rosto dela. Ela deu graças a Deus seu capuz não ter caído. O homem as sombras devia estar vendo tudo de lá de cimea. Ela cuspiu um pouco de sangue e acertou um chute nas costelas dele. Enquanto o homem rolava de dor no chão, Mary se afastou como pode dali, sem poder ser veloz, e ainda sofrendo com o soco que recebeu, cuspia sangue.
O homem retirou uma arma e apontou para ela, ameaçando com palavrões e muito descontrolado. Mary desviou do primeiro tirou e, habilmente, desarmou o cara e pegou a arma dele, mas apenas começou a correr dali. Estava consideravelmente longe quando o grandão se recompôs e tornou a persegui-la, mas ela, a essa altura, já alcançou a sua moto e partiu para o ponto combinado com Natan.
Candy andava despreocupada na rua, desde a festa dos Van Hamberd, não teve que se preocupar com dinheiro. Nicholas pagara muito bem, ela e Lola. Em falar em Lola, não via a garota desde a festa.
Ouviu uma buzina perto da rua onde estava. Se virou para o carro e estava prestes a dizer que hoje não estava disponível, quando sentiu um cano de uma arma em sua cabeça e uma voz mandado ela entrar no carro. Ela tentou correr mas ao invés de ouvir um disparo, sentiu seu cabelo sendo puxado e sua cabeça batendo no chão. Desespero tomou conta de seu corpo antes de cair na escuridão.
Vinte minutos depois ela acordou, completamente assustada mesmo que não mostrasse isso para ninguém. Percebera que tinha um corte fundo na coxa e outro na cabeça. Seus olhos estavam vendados e suas mãos e pés amarrados.
- Então você é a prostituta que negociou com Nicholas Van Hamberd, para ir na festa? — Perguntou uma voz masculina que ela não reconhecia.
- Quem... — Candy disse, com muita dificuldade — É você? O que quer comigo? — Ela começou a chorar — Me solta, me solta... Eu não fiz nada! É só um trabalho!
- Então a senhorita deveria escolher melhor os seus clientes. — A voz do homem lhe disse. Apertou o seu ferimento da coxa e a garota gritou de dor. — Não seja idiota, menina. Encare essa nossa... — E apertou mais e mais, o ferimento sangrava — Conversinha como um conselho amigável, certo? — Ele não obteve a resposta, apertou o pescoço dela — Certo?!
- Certo! Certo! Eu entendi! — Candy respondeu, desesperada.
- Não mexa com os Van Hamberd, mocinha. Este é o último aviso. — Ele disse, por fim, Candy desmaiou.
Quando voltou a acordar, Lola a olhava preocupada. Ouvia várias vozes, mas não conseguia reconhecer nenhuma. Quando sua visão voltou a ficar focada, Candy percebeu estar em um hospital.
- O que eu estou fazendo aqui? — Perguntou em um fio de voz.
- Calma, Candy... — Lola foi até a amiga e colega, acariciou os cabelos dela e sorriu — Tá tudo bem agora. Você vai ficar bem, ok?
- O que acontec... — Candy ia começar a perguntar quando todas as imagens vieram como um turbilhão. Olhou para sua coxa e fechou os olhos tentando controlar as lágrimas. Só voltou a abrí-los quando já não ameaçava chorar — Quando terei alta?
- Candy... vai demorar uns dias, você perdeu sangue e sofreu umas fraturas, mas não deve se preocupar com isso. — Lola ficou séria, e mudou o tom de voz completamente — Sei exatamente quem foi que fez isso com você. Não. Vai. Ficar assim. — Olhou nos olhos da amiga — A primeira coisa que vou fazer é proteger você deles. — sorriu para Candy, maliciosa — Nem que pra isso eu tenha que jogar toda a merda no ventilador.
- Lola, você não sabe onde está se metendo. Não faça nada por agora ok? Por mim — Disse Candy, suplicante. Não queria ver a amiga machucada.
- Ok, Candy. Só por agora. Mas eu vou buscar ajuda, não vou deixar ficar assim não. Não podemos ficar tão vulneráveis. — Lola respondeu, mais calma.
- Obrigada Lola — Disse Candy, com um sorriso.
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