Notas iniciais
E aí, leitores?
Vocês viram? Temos uma recomendação! YAY!
Muito obrigada, Punk Girl! AMAMOS a sua recomendação... sem palavras para agradecer *----*
Esse cap é bem importante. O próximo vem amanhã :)
É isso, ótima leitura~
Mordidinha

– Que estranho, esse corpo não mostra nenhum indício de homício — Disse Maggie, observando melhor os exames. Não fazia sentido algum Juliet Van Hamberd, ter morrido de uma causa natural em menos de oito minutos. Maggie e Jenna estavam no laboratório.

– Exato — Respondeu Jenna, analisando uma ficha com todas as informações a respeito da saúde de Juliet — ela tinha uma vida by Text-Enhance\">saudável... Não tinha doenças do coração, ou hipertensão, diabetes... Nada. — Jenna estava com os cabelos compridos e escuros presos num rabo de cavalo alto, e estava usando óculos para ler, seus olhos negros estudando cada palavra da ficha.

– Isso com certeza não é natural. Você viu como estavam os órgãos dela? Não tive tempo de ver — Disse Maggie, esperando o relatório que ela sabia que sua amiga teria. Maggie estava com seu cabelo castanho-claro preso num coque alto e tinha uma expressão pensativa, seus olhos verdes estavam distantes.

– Sim — Disse Jenna, ainda analisando a ficha, tentando compreender — Diversas feridas na mucosa do estômago, do intestino... Juliet também apresentava sinais de forte desidratação.

– Jenna, já parou para pensar em envenenamento? — Perguntou Maggie, e logo as duas mulheres sorriram uma para a outra. Talvez tivessem uma solução.

– É uma das hipóteses mais fortes. — Sorriu Jenna — Temos que repassar isso ao George.

– Mas antes, temos que descobrir a substância. Teria que ser algo muito difícil de se encontrar em uma autópsia — Disse Maggie, pegando alguns arquivos de substâncias menos conhecidas.

– Analisando os sintomas... E o estado em que estava o estômago e o intestino... Acho muito difícil que Juliet tenha morrido em oito minutos. — Concluiu Jenna, sentando numa cadeira próxima, estava cansada.

– Ela provavelmente teve sintomas algum tempo antes, eu daria uma semana de fortes sintomas — Disse Maggie, olhando para Jenna.

– Sim. Descarto também inalação ou injeção de veneno. Seja o que for que a matou... ela ingeriu. — Jenna ia anotando todas as conclusões que ela e Maggie estavam fazendo, relacionando os sintomas com as substâncias que separaram para estudar.

– Provavelmente na comida, portanto alguém que ela confiava colocou em sua comida. Você disse que houve feridas na mucosa do estômago, certo? — Perguntou Maggie, olhando a amiga que assentiu.

– Sim. — Jenna respondeu — Considerando as pessoas que viviam naquela casa... Garanto que George já tem um ou dois nomes suspeitos.

– Você está certa. Agora, sobre a substância... Talvez ricina. Está relacionado à tudo que você falou. O que acha? — Perguntou Maggie, com uma sobrancelha arqueada.

– Ricina também é a minha aposta. — Jenna riu para a amiga — Tudo está relacionado... Mas, quem informou nessa ficha que Juliet morreu em oito minutos, e ainda mais de uma causa natural... Essa primeira autópsia que fizeram nela é muito mentirosa. Completamente forjada.

– Então temos alguém tentando encobrir um assassinato — Disse Maggie, com um sorriso de canto — Vamos tomar um café? — Disse para a amiga, enquanto pegava um casaco.

– Ah, com certeza — Jenna sorriu, pegando a sua bolsa e acompanhando a amiga.


Já na mansão dos Van Hamberd, as coisas não iam tão bem. Natan começara a ficar preocupado com Mary que não chegava. Ela não era de se atrasar. Ele logo ouviu um som de moto. E viu Mary pará-la em frente à ele. Ela saiu da moto meio cambaleante e cuspiu sangue. Natan foi o mais rápido possível até ela, e conseguiu segurá-la antes que ela caísse.

– Mary? — Natan não conseguia acreditar no que via. Nunca tinha visto a colega tão mal — Pelo visto você lutou com alguém.

– Me larga. Vamos logo até George, acho que tenho o que ele queria — Disse Mary, tentando se soltar do colega. Mas assim que percebeu, estar sem coordenação alguma no corpo, segurou novamente o ombro do garoto de cabelos brancos.

– Não, nós não vamos a lugar nenhum com você desse jeito. Além do mais, George me mandou uma mensagem: ele suspeita de que está sendo espionado. Marcou de se encontrar conosco amanhã, até me deu o endereço. — Natan respondeu, rispidamente e revirando os olhos vermelhos.

– O que acha que vai fazer? Me levar para um hospital? Não poderia fazer isso. — Disse Mary se encolhendo mais, por causa da dor.

– Ah, eu pensei em cuidar de você... no meu apartamento. — Natan sorriu maliciosamente para a colega.

– Você é um idiota sabia? — Disse Mary, revirando os olhos mas sorrindo de canto — Eu vou para seu apartamento, mas se você tentar alguma coisa eu acabo com seu "amiguinho" — Disse ela ameaçadora. Natan sorriu, e depois assumiu a moto de Mary e a levou para seu apartamento.


No dia seguinte, May foi a primeira a acordar. Não queria, de forma alguma, encontrar-se com a bruxa da Silena. Mandou uma mensagem ao irmão, dizendo que queria encontrá-lo na lanchonete onde costumavam ir desde sempre. O assunto não poderia ser outro — a loucura cada vez mais evidente da priminha Silena,o tio Hector cada vez mais distante... E aquele detetive metido.

– O que queria comigo, May? — Perguntou Nick, assim que se sentou na mesa da lanchonete. Ele estava morrendo de sono, mas também estava com fome.

– Relaxa, eu já pedi o de sempre pra gente. Nick — May olhou nos olhos do irmão, séria — Não sei não... Ficar naquela casa tá cada vez mais estranho. O clima tá cada vez pior. E não vem com esse papinho de "eu te protejo, maninha" não.

– Olha só May, nós não podemos fazer nada. Temos que ficar lá, querendo ou não. Entenda uma coisa, você não pode sair por aí fazendo coisas imprudentes, como sempre faz. Tem que pensar antes de fazê-lo. Eu não posso te proteger se estiver longe de mim — Disse Nick, sério. Isso não era normal, Nick quase nunca ficava sério. E May percebeu isso.

– Ficar lá, Nick? — May suspirou — Eu realmente entendo que devemos ir com calma e que não dá pra fazer nada... Mas Silena já não me deixa comer naquela casa, ficam de olho em mim o tempo todo... E mais aqueles caras que seguiram a gente. Só acho que é melhor cairmos fora enquanto é tempo.

– Eu sou seu irmão mais velho, e hoje vou tomar essa posição. Eu disse que vamos ficar, nós vamos ficar. É para seu bem, se você quiser ser caçada mundo a fora tudo bem, mas saiba que eu não vou com você, nem vou te apoiar. Desculpa May, mas você sequer está pensando nas consequências — Disse Nick, irritado. Não gostava de falar assim com a irmã, mas as vezes ela o irritava com esse jeito rebelde sem causa. Simplesmente acabaria morrendo se continuasse desse jeito.

– Pensar? — May levantou o tom da voz — Okay, maninho, vamos pensar um pouco. Josh e Kendra morreram na biblioteca. Por causa disso, tem aquele metido do George que fica zanzando pela casa. A tia Juliet também morreu, você se lembra, não foi uma coisa muito legal de acompanhar. Se você acha que vale a pena ficar com tudo isso, okay, mas talvez eu caia fora mesmo.

– Eu sei o que aconteceu, não precisa ficar me lembrando toda hora. Quer saber May, perdi a fome. Você consegue ser pior que Silena as vezes — Disse Nick, se levantando e saindo da lanchonete — E lembre de uma coisa, se você sair pela porta daquela casa, não me procure mais — Disse Nick, friamente. Não que quisesse brigar com a irmã, só que nesses últimos seis meses sua vida tinha virado de cabeça para baixo. Começou a andar pela rua, completamente sem rumo.

Notas finais
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