Millenium - Fic Interativa
7 Ouvindo atrás da porta
Notas iniciais
Mandem reviews ok?
Até.
George estava parado em frente ao seu quadro de anotações, obsevando a árvore genealógica da família. Era uma família complicada. Mas observando melhor as pessos que conhecia, era impossível não perceber que todos que morreram tinham algo haver com Victor Van Hamberd, irmão da Silena, falecido há muitos anos. As primeiras vítimas, Josh e Kendra, filhos de Juliet, assassinada tempos depois. O próprio Victor foi encontrado morto — mais um crime que nunca foi esclarecido. E George relembrando que Hector o contratara para investigar somente as mortes de Josh e Kendra, enquanto há tantos outros casos na família. E o primeiro investigador, que também foi assassinado...
Johnnie havia ficado de conseguir detalhes de como o investigador foi morto, mas enquanto George avaliava seu quadro de anotações, tinha aquela sensação, quase intuição, de que havia mais de uma pessoa envolvida em tudo isso.
Ele não sabia o que fazer para investigar a mansão e seus cômodos. Aquele mordomo de Silena estava sempre à espreita. Isso estava começando a irritá-lo, seu trabalho estava sendo atrapalhado e ele começara a ficar irritado com isso. Ele tivera uma ideia e até agora era sua única opção, mas não era das melhores.
Pegou o telefone e ligou para três pessoas. Eles teriam que partir para ação agora.
— Que bom que chegaram, já estava impaciente — Disse George ao ver Natan, Mary e Jason em sua frente. Os três o olharam com uma sobrancelha arqueada. Não era normal dele ser impaciente.
— Certo, para o que precisa de nossa ajuda? — Perguntou Mary, friamente. Ele estava sentada na poltrona ao lado de George.
— Eu tinha uma suposição, há alguns dias atrás. Que Kendra Van Hamberd teria um diário. E eu estava certo, descobri isso por achar algumas folhas dentro de uma gaveta no antigo quarto de Kendra, e nelas estavam escritas "Querido diário" e "Diário de Kendra" — Ele disse, sério. Natan murmurou algo como "Como sempre". George somente ignorou.
— Certo, e o que isso tem haver conosco? — Perguntou Jason, com uma sobrancelha arqueada.
— Eu vou precisar que vocês achem o diário — Disse George, direto.
— E onde esse diário se encontra? — Perguntou Natan, o olhando curioso.
— Em um dos escritórios de Hector Van Hamberd ou no de Silena Van Hamberd — Disse George, dando de ombros. Chegar àquelas conclusões não fora difícil. Eles dois pareciam os mais misteriosos. O resto da família, de longe, não parecia muito artilosa. Mas aqueles dois sim.
— E o que levou você à essas conclusões? — Perguntou Mary, sem expressão alguma no rosto. George suspirou.
— Não sei se vocês perceberam, mas de todos os membros que conhecemos, os que mais protegem a família são Silena e Hector. Além disso, eles não parecem confiar em mais ninguém. Não deixariam o diário nas mãos de qualquer um, e como eles não confiam muito nos outros... Só poderia estar com eles — Disse George, resumindo.
— Como você descobriu que tinha um diário? — Perguntou Jason, o olhando sério.
— Digamos que houve alguns descuidos da parte deles — Disse George, com um sorriso de canto.
— Certo. E o que exatamente você tem em mente? — Perguntou Mary, agora o olhando interessada no rumo que a conversa tomava.
— Cada um de vocês vai à um dos escritórios. Mary vai ao de Silena, Natan você irá no de Hector aqui na casa e Jason no escritório de Hector na empresa — Disse George, mostrando um quadro com a planta de todos os escritórios.
— Algo mais? — Perguntou Mary, observando a planta.
— Eu vou colocar um de vocês dentro da casa, tinha pensado em Mary pois não seria estranho um homem trazer uma mulher para "morar" com ele — Disse George, esperando para ver a reação de todos.
Natan se virou em sua direção com os olhos arregalados, Jason se mostrou um pouco surpreso mas logo riu descretamente. Mary, simplesmente se virou para ele com um olhar vazio.
— Estarei aqui pelo trabalho — Disse ela, sem emoção alguma.
— Nunca disse que seria outra coisa. Que bom que aceitou, agora vocês podem ir cada um para o escritório que lhe pertence — Disse George, dando de ombros.
Logo todos estavam saindo rapidamente da mansão sem que ninguém os visse.
Assim como foi acertado entre George e parte da sua "equipe" — ainda estava pensando num termo mais apropriado para eles — Jason mandou uma mensagem ao celular de George indicando que já estava lá, tentando acessar os arquivos do computador do escritório de Hector. George sabia que o tal mordomo de Silena — que estava o vigiando quase sempre — havia entrado em seu quarto, e remexido algumas coisas, o que mostra que Silena quer saber o que ele exatamente o que está investigando. "Provavelmente, há algumas câmeras nesse quarto. Sair agora para receber Natan e Mary não é uma opção", pensou ele, enquanto mandava mensagens para os dois parceiros.
Sabia, porém, que entrar na mansão seria difícil para eles, embora não fosse impossível. Natan e Mary tem um bom trabalho em equipe, e como já se meteram em trabalhos arriscados de extração de dados de grandes empresas, possivelmente sabem como entrar e escapar de um lugar antes que a polícia interceda. "Confio em vocês. Não falhem".
Realmente não fora uma boa ideia aceitar esse trabalho. Mary teria que ajudar Natan a entrar no escritório de Hector e logo em seguida ir para o de Silena que era praticamente no outro lado da cidade.
— Natan, eu não tenho o dia todo. Suba rápido — Disse Mary, enquanto servia de apoio para Natan entrar na janela mais próxima do escritório.
— Isso é estranho, Mary. Eu deveria estar te ajudando a subir e não ao contrário — Disse Natan com uma careta. Quando ele conseguiu entrar no corredor, puxou Mary.
- Ok, Natan — Disse Mary baixinho para o colega, em tom sério. — Vá ao escritório de Hector, faça o trabalho e esteja de volta, no ponto combinado, em quinze minutos. Se não estiver lá dentro desse tempo, vou embora sem você e nem vou chorar quando eles te derem de comida aos cães!
Natan olhou para Mary, com medo. Sabia que quando a garota ameaçava, ela fazia.
— Ok Mary, agora vá fazer sua parte — Disse Natan, com um sorriso de canto.
Mary revirou os olhos e caminhou silenciosamente até a saída do lugar. Parou assim que ouviu a voz de Hector.
— Como vocês se atravem a aparecerem em uma festa tão importante? — Perguntou Hector, para uma pessoa que Mary não reconhecia.
— Pagando bem, que mal tem? — Disse uma voz feminina, sensual — Ora, Hector, você não tem que ficar me dizendo o que fazer... Não aceito esse tipo de coisa de você. Não mais.
— Isso não importa, você sabia que era uma festa de alta sociedade. Prostitutas não são bem-vindas e... Olha, você é uma delas. Você não deve ouvir Nicholas, ouviu Lola? — Hector praticamente cuspiu o nome da garota.
Mary ouviu a moça gargalhar e dizer em seguida:
— Ora, Hector... Tô começando achar que tudo isso é saudade, e ciúme, claro. Mas eu já disse pra você, não vou mais tolerar nada vindo de vocês. Candy e eu apenas acompanhamos o playboyzinho do seu sobrinho, e isso não tem absolutamente nada a ver com você, seu velho babão. Não queira mandar no nosso trabalho. E eu tô caindo fora.
— Certo, não discutirei com você — Disse Hector, revirando os olhos. Sua paciência para com a garota em sua frente tinha acabado. A empurrou para fora da sala e fechou a porta.
Mary antes de Lola ser tirada da sala tinha pulado a janela e correu até sua moto. Pensava no que estava fazendo, aquela família não era normal.
Notas finais
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Até
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