Millenium - Fic Interativa

14 Lembranças e novos começos.


Notas iniciais
E nós resolvemos desenrolar um pouco alguns casais u.u
Heey, como vocês estão?
Comecem a fazer suas apostas quanto aos casais. Esperamos que gostem :)
Boa leitura!

Eram três da manhã quando Nick desistiu de ficar na cama, tentando dormir. Há dois dias estava assim, agitado, dormindo mal. O seu chefe — que já era implicante e irritante o suficiente — notou que ele andava aéreo, desatento, e estava com a mania de chamar a sua atenção na frente de todos, coisa que o tirava do sério.

Nick trabalhava há quase seis meses na empresa da família, mas não estava num bom cargo, como diretor, gerente... não, seu tio Hector fez questão de colocá-lo como um simples assistente. Nick foi até a cozinha pegar uma cerveja gelada, para esquecer tudo o que passou durante o dia. Mas quando chegou na cozinha, outra pessoa já tinha tomado conta da sua cerveja.

Nick observou bem o corpo de Mary, não era de se jogar fora. Pelo menos o que ele conseguia ver. Viu que ela estava distraída e resolveu assustá-la.

— E aí? — Sussurrou perto de seu ouvido, depois de dar alguns passos silenciosos. Ela deu um pequeno salto, se virando logo em seguida.

— O que você pensa que está fazendo? — Mary perguntou, irritada.

— Nossa, como você se estressa fácil... — Ele disse, bufando. Depois pegou a cerveja da mão da garota e sorriu — Eu é que deveria estar nervoso. Você pegou a minha cerveja.

— Seu nome está na cerveja? Não né? — Mary pegou novamente a cerveja e bebeu o último gole — Parece que a cerveja acabou — Sorriu de canto.

— É... — Nick concordou, ainda sorrindo. Como aquela garota gostava de provocá-lo! Se ela não fosse tão irritante...! — Mas eu até sei de um lugar onde isso não é problema. Se você quiser...

— Nossa que cantada barata. É claro que... Eu não vou, até porque mauricinhos não são muito bons na cama sabe? — Mary riu, enquanto encarava descaradamento o abdomen de Nick.

— Você que sabe, gata. — Nick riu, notou que a garota o observava. Foi até a porta, mas parou para respondê-la — Mas você sabe onde fica meu quarto, quando se cansar do detetive e quiser se divertir, apareça.

— Se eu tivesse algo com o detetive, porque eu iria querer ficar com você? — Mary disse sarcástica, ela se sentou no chão e suspirou. Dois dias na casa e já estava ficando doida.

Nick se aproximou dela novamente, aquela discussão estava o divertindo muito. Era impressionante como ele a afetava, ela nunca deixava de provocá-lo de volta. Alguém tossiu, de repente, assustando os dois. Era o detetive, e parecia surpreso ao vê-los na cozinha... o que estaria pensando, com aquela sobrancelha arqueada?

— Interrompi algo? — Ele perguntou, um tom desinteressado.

— Não, George. Com licença, tenho que dormir — Disse Mary, passando por George e dizendo "obrigada" em um sussurro.

Nick saiu logo depois, sem dizer nada ao detetive. George havia ficado lá, pensativo. Ah, que sensação mais estranha... já havia visto aquela cena antes, apesar — talvez para a surpresa de Johnnie, e de todos — de que na primeira vez ele foi o surpreendido. Ele ficou tão nervoso, mas ela soube lidar tão bem com a situação... Lucy...

" — Vamos lá George, pode não ser tão ruim assim — Disse Lucy, com um sorriso. Ela estava apontando para uma rochas perto deles. Ela estava linda com seus cabelos castanho longos presos em uma trança e seus olhos verdes brilhantes.

— Eu não sei, Lucy, aqui... Alguém pode chegar e — George disse, tímido. Lucy estava tão a vontade, que ele se sentia um idiota por estar tão nervoso perto dela... quer dizer, eram amigos há tanto tempo.

— Que isso George? Cadê seu espírito aventureiro? — Lucy riu e puxou o amigo pela mão. Era apaixonada por ele fazia tanto tempo, que já tinha aprendido a controlar seu nervosismo perto dele.

George assentiu e deixou-se levar pela garota, não poderia deixar que ela percebesse que estava assim. Lucy era impressionante... sua única amiga, a única que havia se atrevido a se aproximar dele. Para todos os outros, o garoto mantinha sua expressão séria, fechada, cara de poucos amigos — e era essa mesma a intenção, afastar. Ele conseguia se defender daquele grupo de valentões que sempre implicavam com qualquer garoto inteligente, ou que usasse óculos. Mas em compensação, todos tinham medo dele, medo do seu sorriso macabro. Exceto ela, Lucy.

— Olhe ali, George. Está vendo aquela árvore? É até onde quero chegar! — Lucy exclamou, soltando a mão do amigo mesmo sendo contra sua vontade. A verdade era que ela se sentia no topo do mundo, quando estava com ele. Ela rapidamente subiu a árvore, com ela atrás de si. Ela se sentia segura com ele por perto, como se nada pudesse atingi-la pelo simples fato dele estar ali. Ela sentou em um galho, e logo alguém sentou ao seu lado.

— Você sabe que eles vão começar a implicar com você, por minha causa. — George disse, ao lado dela, olhando o horizonte — Eu não acho que isto é uma boa coisa pra você. — Lucy se aproximou ainda mais de George, seus rostos muito próximos, ela precisava fazê-lo calar a boca. Antes que se beijassem, porém, alguém embaixo da árvore onde estavam tossiu, para interrompê-los.

— Me desculpem pombinhos, mas já está escurecendo — Disse um de seus amigos, Logan, com raiva. Não era surpresa que ele também gostasse de Lucy.

— Já estamos descendo, Logan. Pode ir — Disse George, um tanto irritado. Ele quase tinha conseguido o que queria desde seus 12 anos.

George e Lucy desceram daquela árvore e voltaram para casa, e não conversaram mais sobre o que quase fizeram. Ele estava cheio de raiva... Se Logan não tivesse os atrapalhado! Não, não. Era culpa dele. Ele que devia ter tomado a iniciativa, e há muito tempo."

Mas, alguns anos mais depois, as coisas se resolveram. Lucy e ele namoraram por pouco tempo, porém... George teve que fazer uma escolha. Um amor de infância era importante, mas seu sonho de se tornar um grande detetive significava altos riscos para as pessoas próximas a ele. Ainda sim, as melhores lembranças, os momentos mais felizes da vida dele, foram quando ele estava com ela. "Faz tanto tempo, Lucy. Será que você ainda se lembra de mim?"

Natan estava impaciente, chamara Jen para seu apartamento fazia 30 minutos. A verdade era que pretendia chamá-la para sair. Batia o pé, nervoso.

— Finalmente — Ele sussurrou quando ouviu a campanhia tocar. Ele abriu a porta e lá estava ela, parada com um longo casado e um sorriso.

— Olá Natan. Como você está? — Perguntou

— Estou bem, entre, fique a vontade. — Natan respondeu, sorrindo. Jen entrou, e se sentou no sofá, ainda não sabia porque o colega o havia chamado lá, e aquele silêncio já estava ficando constrangedor.

— Mas, então... como anda a sua parte na investigação? — Jen puxou assunto.

— Está indo bem, os arquivos de nós, hackers, estarão na mesa de George amanhã, eu entreguei os nossos para Mary — Disse Natan, com um sorriso no rosto.

— Hm. Legal. — Jen disse, revirando os olhos. Achava Natan charmoso, o modo como os seus cabelos brancos ficavam caindo, bagunçados, e como os seus olhos vermelhos brilhavam.

— Você... Uhn — Natan se atrapalhou um pouco com as palavras — Você quer sair comigo? — Perguntou rapidamente, ficando vermelho.

— Sair... tipo, um encontro? — Jen disse, mas depois se corrigiu, "claro que é um encontro, sua imbecil!" — Sim, eu aceito.

— Então, me acompanhe linda donzela... — Natan disse, e logo recebeu um tapa no braço — Ou então, vamos logo — Disse Natan, segurando a mão de Jen.

Natan e Jen foram até um café no centro da cidade, um lugar que Natan conhecia bem. Se sentaram perto da janela e uma garçonete veio para anotar os seus pedidos. Enquanto a comida não chegava, Natan apreciava a beleza de Jenna Cupper. Já a conhecia há algum tempo, mas não havia tido coragem de convidá-la para sair... até agora, a oportunidade perfeita apareceu, como estavam trabalhando juntos...

— Vou te dizer a verdade. Eu fiquei até surpresa com o convite, não achava que estava interessado em mim. Quero dizer, você podia estar interessado em todas as outras mulheres. Porque seria eu? — Jen disse, enquanto comia seu croissant.

— Eu que te pergunto, Jen. Por que não você? — Natan disse, com um sorriso bobo — Faz um tempo que eu queria te chamar para sair.

— Sério? Faz certo tempo que estou de olho em você — Jen disse, e começou a rir — Bem, mas aqui estamos, não? — Eles continuaram a comer e conversar. Para os dois, fora a melhor noite de suas vidas.

Notas finais
E então o que acharam?
Mandem reviews ok?
Até.