Notas iniciais
Olá, como vocês estão?
Então, mais um capítulo. Meu primeiro capítulo com minha linda co-autora. Então, esperamos que gostem. Nós inovamos no jeito de escrever, pois é.
Dos personagens que apareceram, seguimos as personalidades?
A nova autora, Mordidinha. Digam olá para ela -risos-
Bem, deixem comentários. Ah, as postagens provavelmente serão nos fins de semana.
Boa leitura.

Eram duas da manhã quando George acordou. Levantou e a primeira coisa que buscou foi seu maço de cigarros e o isqueiro. Na parede de frente a sua cama estava o mural de seu trabalho, com fotos de vítimas e anotações dos últimos casos que ele resolveu. George não pode evitar de sorrir ao se lembrar do rosto incrédulo de Peter Black quando ele solucionou um caso de assassinato cujo corpo nunca foi encontrado. Ele vivia o chamando de "garoto", o apelidou de Kenny e disse que ele teria "muita coisa pra aprender" e completou dizendo que ele teria que "comer muito arroz com feijão pra ser investigador de verdade".

Há algumas horas, porém, ele recebeu uma ligação inquietante. Hector Van Hamberd. Sua memória hábil de investigador logo associou o sobrenome ao caso de assassinato de dois jovens, doze anos atrás. Hector disse que queria lhe fazer uma proposta. Certamente, pensava ele, sobre o ocorrido há doze anos, mas... porque somente agora?

Sorriu, animado. Sempre ficava assim com um novo caso, um novo desafio para ele.

— Então, bom dia — Disse Nick, tentando começar um diálogo na mesa do café. A frieza que sempre estava sobre sua família, já não o surpreendia. Mas valia a pena tentar quebrá-lo.

— Bom dia — Respondeu Hector, seu tio. Sequer olhou em seus olhos, estava muito ocupado lendo o jornal — Que milagre você acordar tão cedo.

E lá ia seu plano de uma conversa agradável por água abaixo. Realmente não conseguia entender como seus parentes conseguiam ser tão mortos. Principalmente Silena, aquela sim não era uma mulher que gostaria de ter como inimiga.

— Idiotas — Sussurrou Nick, baixinho. Nenhum deles ouviu ou se ouviu, fingiu não prestar atenção.

Nesse instante sua irmã, May, chegou e observou seu tio Hector, Silena e ele num silêncio mortal. Como Nick, May detestava fazer parte dessa família tão fria e distante, só que May geralmente os provocava mais. Vestia um jeans rasgado e usava uma maquiagem pesada, e tinha mechas de várias cores no cabelo loiro e comprido, um visual que destoava completamente da sobriedade de Silena e seu tio Hector.

— Sempre desarrumada. Não me impressiona que as pessoas não costumem gostar de você — Dise Silena, fria. Ela bebia seu café, enquanto lia um livro.

— Como se as pessoas gostassem de você, Silena, queridinha — Riu levemente, para Nick que segurou um sorriso

— Mas não sou eu que normalmente é expulsa de lugares por ser mal criada, mimada e uma... Não existe palavra para descrevê-la — Disse Silena, levantando o olhar para sua prima. Uma máscara de indiferença estava em seu rosto.

— Nossa, estou tão magoada. Volta aí para o seu livrinho e me deixa ao menos, saborear o meu café da manhã em paz. — Respondeu a garota, mandando um beijo para Silena. Sim, detestava carregar o peso do sobrenome Van Hamberd, mas achava essas briguinhas até divertidas.

— Acho que o café da manhã acabou. Podem retirar a mesa, e lembrem-se May não pode entrar na cozinha para pegar comida e se voltar para casa trazendo alguma coisa, tem direito de retirar dela e jogar no lixo. E outra coisa, qualquer sinal de que ela está fazendo baderna, a tranquem no quarto sem rota de escapatória e esperem que eu chegue — Disse Silena, com um olhar ameaçador para os empregados que somente assentiram. May a olhou indignada, Silena nunca fora tão longe. — E você, se lembre. Você está nessa família querendo ou não. E como está jogando meu jogo, terá que obedecer minhas regras — Silena se levantou, enquanto os empregados acabavam de retirar a comida e passou perto de May, com um sorriso frio no rosto.

— É impressionante — gritou Nick, levantando-se da mesa — Você tem o dom de tornar tudo insuportável, Silena. Vamos, May, vamos sair pra comer fora hoje e não temos hora pra voltar, não, e ah, Silena — Olhou diretamente nos olhos da prima, com desprezo e raiva — Por que você ao invés de ficar enchendo o nosso saco não procura um homem pra te satisfazer? Esse mau humor todo só pode ser falta. — Pegou a irmã pela mão e saíram, antes que Silena lhe respondesse.

— Os siga, não quero eles perambulando por aí. Como vocês sabem, é bom termos segredos como armas — Disse Silena, para um dos empregados. Ele somente assentiu.

— Quem aquela mulher pensa que é para falar assim comigo? — Perguntou May, completamente irritada. Não era a toa que odiava Silena. Não entendia como tanto ódio poderia ficar acumulado em um só coração.

— Tá tudo bem, May, relaxa. Aquela bruxa ainda vai ter o que merece... e não deixarei que ela faça nada com você, eu prometo — Nick sorriu para a irmã e abraçou. Ele era a única pessoa daquela família que ela amava. Seu irmão mais velho, protetor, carinhoso, cheio de defeitos, sim, mas a única pessoa que ela tinha no mundo.

— Claro que terá. E espero que atrás das grades — Disse May, com um sorriso sarcástico. Eles estavam passando na frente de um beco, quando alguém esbarrou em May que caiu.

— Hey, você tá cega, não olha por onde anda não, caramba? — Disse Nick, ajudando a irmã a se levantar — May, você se machucou?

— A garota nem se levantar sabe. Só podiam ser riquinhos mesmo — Disse a figura, que se mostrou uma garota baixa, de cabelos pretos completamente repicados e desnivelados, com mexas azuis e roxas. Seus olhos eram incrivelmente azuis.

— Como é que é, vadia? Além de desastrada não tem educação não? — Disse Nick, à garota.

A garota se aproximou de Nick, com uma mão no bolso.

— Escuta aqui, mauricinho. Me chama de vadia mais uma vez e vai sentir sua garganta sendo cortada pelo canivete que estou segurando nesse exato momento. E quanto a você, falsa imitação de punk... — Disse a garota se virando para May — Olhe você por onde anda, não é porque você é rica que pode pisar nos outros. E reclamar da família na rua não é bom, principalmente quando estão sendo vigiados — Disse, girando um canivete entre os dedos.

Enquanto Nick encarava com raiva a garota baixinha de cabelo repicado, May não deu atenção as ofensas e olhou ao redor, procurando por algum empregado que provavelmente estava os vigiando a mando de Silena. Localizou dois deles e notou que um falava no celular.

— Nick, esquece essa daí e olha para os lados discretamente. Ela tem razão, estamos sendo seguidos.

— Na realidade, eles já tem fotos de vocês — Disse a baixinha, colocando o capuz — Sua prima Silena realmente leva isso a sério. O tio de vocês resolveu descobrir o que acontecera com Josh e Kendra, e contratou um detetive, sabiam? Vocês deviam ter cuidado, já que vários segredos podem ser descobertos nessa "brincadeira" — Disse ela, sorrindo ironicamente e saindo logo em seguida, carregando uma bolsa tiracolo.

Nick e May se entreolharam, sem acreditar no que acabou de acontecer. Observaram enquanto a garota se distanciava e, enquanto isso, Nick sussurrou no ouvido da irmã uma forma de despistá-los. Começaram a andar, devagar, para que eles não percebessem que já foram vistos. Quando alcançaram uma rua do centro da cidade, Nick e May se separaram e se misturaram à multidão, deixando seus perseguidores para trás, confusos e irritados. Marcaram de mais tarde se reunir, em um local seguro. Nick não estava acreditando... Silena seria mesmo capaz de seguí-los e fotografar? Para quê? E quem era aquela garota baixinha? Como ela sabia tanto sobre a família deles?

Notas finais
Então, o que acharam?
Esperamos que tenham gostado.
Até os reviews.