Millenium - Fic Interativa
4 Início das investigações
Notas iniciais
As postagens serão provavelmente no fim de semana mesmo, durante a semana talvez, se for possível :)
Ah, muito obrigada pelos reviews lindos *-* esperamos que gostem, e continuem comentando!
É isso. Boa leitura ~
George tinha acabado de chegar ao endereço indicado por Hector Van Hamberd. "Aqui é o lugar onde os jovens foram assassinados" ele lembra, olhando a mansão e esperando o empregado que estava vindo recepcioná-lo.
"- Você já soube do caso dos Van Hamberd? — Perguntou Johnnie para George. O caso havia sido publicado não fazia muitos anos, mas acontecera a 11 anos. George era uma criança na época que acontecera.
– Sei somente o que foi passado nos jornais da época. — Respondeu George, para o colega — Preciso de mais informações, soube que você tem contato com quem trabalhou diretamente no caso.
– Sim, mas esse caso é complicado George, não é muito prudente da sua parte tentar resolvê-lo — Johnnie disse, franzindo o cenho.
– É... — George riu, acendendo outro cigarro. — Acredito que você tenha uma ideia de quantos casos complicados e arriscados eu me envolvi e solucionei — sorriu para o colega — Agradeço sinceramente a sua preocupação, mas eu vou conversar com quem trabalhou nesse caso com a sua ajuda ou não. Se bem que se você me ajudasse...
– Você simplesmente não terá chances de conversar com ele. Pois foi morto misteriosamente, e o corpo nunca achado. Mas já que quer saber tanto... — Johnnie olhou para ele, se levantou e pegou uma pasta com vários arquivos — Aqui, tem todas as anotações feitas por antigos detetives. Foi a única coisa que eu consegui salvar.
George pegou a pasta com os arquivos e a guardou. "O detetive que investigou o caso... morto? O corpo nunca foi encontrado?". Certamente esse crime estava relacionado com o caso Van Hamberd, porém, a insistência de Johnnie em pará-lo e a morte do detetive que iniciou as investigações, era preocupante. Não poderia, dessa forma, trabalhar sozinho. Para avançar seria preciso muita cautela."
– Olá, Sr Kennedy. Entre, o senhor Hector Van Hamberd deseja vê-lo — Disse-lhe o empregado, conduzindo-o pelo jardim até o interior da mansão.
– Olá Sr. Kennedy — Disse um homem alto e grisalho. Esse era Hector Van Hamberd. — Peço-lhe que sente-se.
– Obrigado, Sr. Van Hamberd — respondeu George, sentando-se e observando-o — Preciso dizer... fiquei intrigado com a sua ligação. Disse que queria me fazer uma proposta.
– Sobre a proposta. Quero que investigue para mim a morte de Josh e Kendra. Você com certeza já ouviu deles — Disse Hector, sério.
– Sim, eu já ouvi. — Disse George, olhando com uma expressão indiferente — E aceito sua proposta, Sr. Van Hamberd.
– Certo. O pagamaneto veremos outra hora. Agora Pietro lhe mostrará seu quarto — Disse Hector, se levantando e saindo da sala. Sem deixar George sequer responder.
Pietro, o empregado que o recepcionou, entrou no escritório de Hector e fez um sinal para que George o seguisse. "Homem de poucas palavras, esse senhor" pensou ele, avaliando-o "Não quis prolongar essa conversa e isso é intencional. Como se não quisesse que eu lhe perguntasse o óbvio. Por que só agora?". Pietro o levou para o segundo andar da mansão e lhe mostrou o quarto de hóspedes no fim do corredor, de decoração sóbria e morta, como toda a mansão se parecia.
– Fique a vontade, senhor. O café da manhã é sempre às sete. O almoço é às onze, e o jantar às seis. Qualquer coisa, é só me chamar — Pietro lhe disse, antes de sair.
– Certo, obrigado, Sr. Pietro — Disse George, entrando no quarto e fechando a porta assim que o empregado estava longe. Ele precisava falar com Nathaniel, pois resolver esse caso sozinho era suicídio, não que não conseguisse resolver sem ajuda, ele conseguia mas se eles fossem dois matá-los não seria tão fácil.
– Hm... Alô, George? — Finalmente Nathaniel atende a ligação.
– Olá, Natan. Preciso de um favor seu. Tenho um caso muito importante, e preciso que investigue a família Van Hamberd — Disse George, seu tom demonstrava que o caso era sério.
– A família Van Hamberd... Eu me lembro desse sobrenome. Está se referindo ao caso de doze anos atrás? — Nathaniel lhe respondeu — Vou ver o que posso fazer por você. Mas conheço alguém que será de grande ajuda nesse caso... tá parecendo muito sério, para você pedir ajuda...
– Quem? — George perguntou, não contendo a curiosidade. Normalmente Natan não indicava outras pessoas, a não ser que estivesse ocupado.
– Darkness. Ela é hacker, assim como eu. Vou entrar em contato com ela, retorno depois — disse Nathaniel, friamente e desligou.
Qual será o problemas entre esses dois? Nathaniel não parece gostar muito dela — George pensou em voz alta e logo deu de ombros, isso eram problemas alheios.
– Então, o que você queria comigo? — Perguntou Mary, assim que viu Nathaniel no meio da rua. Ele a ligou dizendo ter algo urgente para falar com ela.
– Um colega meu, George Kennedy, está investigando o caso do assassinato de dois jovens da família Van Hamberd. É um caso difícil, e arriscado. Soube que o primeiro detetive que iniciou as investigações foi morto. — Natan parou por um instante para observá-la. Não havia mudado nada, continuava com a mesma altura e os cabelos repicados e com mechas azuis e roxas. — Ele vai precisar da nossa ajuda.
– A morte não é o probelma, o problema é ter que trabalhar com você de novo. Na última vez a única coisa que ganhei foi 2 anos em um reformatório. O que eu ganharia dessa vez? — Mary o olhou, irritada. Ele continuava o mesmo, cabelos brancos bagunçados e olhos vermelhos
– Esqueça disso, Mary. O passado passou. Desde quando você é essa menininha reclamona? Estou te oferecendo algo grande. Pensei que gostasse de desafios, mas... — Natan a encarou, sério — Se somente isso não atrai você, saiba que George Kennedy pode te livrar de todos as acusações.
– Está falando sério? E para sua informação, não sou reclamona. Só estou falando a verdade. Onde encontro esse tal George Kennedy?
– Vou entrar em contato com ele. Vocês se verão logo, não se preocupe — Disse Natan, sorrindo animado. Apesar de realmente não gostar de trabalhar com Mary, especialmente depois do ocorrido há dois anos, Natan estava ansioso pra começar, e ajuda dela seria muito importante... considerando os riscos.
May e Nick haviam se encontrado em uma rua pouco movimentada e logo estavam voltando para casa. Estavam cansados e confusos, não era todo dia que eram seguidos na maior cara de pau. Nick, entretanto, não conseguia parar de pensar naquela estranha garota que sabia tanto sobre eles. Com a perseguição, não sabiam se era era uma boa ideia voltar para casa, e May certamente ia querer confrontar novamente Silena, uma má ideia.
Não demorou muito para eles chegarem em casa. E por sorte, Silena não estava em casa.
– Pelo menos a bruxa não está aqui — Disse May, revirando os olhos.
– É, mas nada de discutir com ela quando chegar. — Disse Nick para a irmã — May, não diga nada, não faça nada.
– Não farei, até porque não tenho nada em mente — Disse May, rindo. De repente, um homem entrou na sala onde eles estavam. Ele andava com um caderno olhando, o ambiente ao seu redor. Ele simplesmente ignorou a presença dos dois ali.
– Hey — Disse Nick, para o homem com o caderno — Posso te ajudar? Perdeu alguma coisa?
– Não pode me ajudar e não perdi nada. Mas já que vocês são da família, devem saber que eu sou o detetive contratado. Espero que não guardem nenhum segredo. Pois terei prazer em descobri-lo — Disse George, sem olhar para a dupla.
Nick e May se entreolharam, imediatamente lembrando da estranha garota que encontraram e o que ela disse sobre o detetive.
– Detetive contratado? — Perguntou May para George, totalmente indiferente e imerso em suas anotações — Foi meu tio que contratou você? Para investigar exatamente o quê?
– Meu trabalho não interessa à vocês. Somente a mim e ao seu tio. Mas vocês podem esperar que eu venha a me comunicar com vocês. E se não quiserem falar... Bem, terei que usar métodos não muito convencionais — Disse George, com um sorriso frio para eles.
– Escuta aqui, cara — Disse Nick, se aproximando de George, sério — Você não faz ideia do que é essa casa, essa família. Eu sugiro que você não vá fazendo ameaças assim a qualquer um por nada. E quanto ao meu tio e a Silena... é melhor tomar cuidado, ficar fora do caminho, e não atrapalhar a gente também.
– Escuta aqui você. Não pense que pode sair me ameaçando assim. Estou aqui para descobrir o que aconteceu com seus primos, o resto não importa. Se eu, por acaso tropeçar em um dos seus segredos não será problema meu. Eu sei exatamente como é essa família — Disse George, calmo.
– Não, não — Nick riu — não sabe não. E não estou te ameaçando, estou te aconselhando.
– Se você acha isso? Então modere no seu tom de voz, agora com licença. Minha paciência está acabando — Disse George, se retirando da sala. Sabia que Nick o observava com raiva. Soltou um sorriso sarcástico. Seria divertido.
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