Notas iniciais
Ei, leitores lindos o/
Novo cap, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo heim? É melhor nossa equipe ficar bem atenta ;D
Prestem atenção em alguns detalhes ^^
Esperamos que gostem, boa leitura, deixem reviews fofos, até o/
Mordidinha~

Mary acelerava a sua moto, indo a toda velocidade até o provável lugar onde estava o Diário de Kendra. Natan estava morrendo de medo, Mary era completamente louca! Como deixavam uma criatura dessas guiar um veículo? Em poucos minutos, Mary parou em frente a um casarão abandonado, num lugar bem afastado da cidade.

– Então a ex namorada do George resolveu reaparecer carente de atenção? — Natan concluiu, tentando recuperar o fôlego — Muito estranho tudo isso.

– Eu não confio nela, de jeito algum. A aparição repentina dela foi... Alarmante, não sei o que mais ela não me parece uma boa pessoa — Disse Mary, pegando algumas de suas anotações. — E então, o que achou do passeio de moto? — Perguntou ela, ao ver o rosto pálido de Natan.

– Maravilhoso. — Natan respondeu, irônico — Mas, voltando ao assunto, como você soube desse lugar? Quer dizer, provavelmente é uma armadilha.

– Não se for um anagrama nas folhas que eu tinha achado. E outra, eu entrei no quarto de Kendra, e vasculhei. Logo, achei algumas outras folhas e voilá aqui estamos — Disse Mary, mostrando as anotações.

– Sim, mas precisamos ter cautela. Façamos assim, eu vou primeiro. Vou dar uma checada no lugar, daqui a uns cinco minutos você entra. — Natan propôs, já estudando uma forma de entrar no lugar, os muros eram muito altos e não poderiam chamar atenção — Na verdade, Johnnie e Russell seriam de boa ajuda agora. Mas você foi precipitada...

– Eles devem chegar daqui 10 minutos, enquanto você encarava o muro... Eu estava mandando mensagens para eles — Disse Mary, com um sorriso no rosto.

– Ótimo. Vamos tentar achar uma entrada... Nem pensar que eu vou tentar pular esse muro.

Natan e Mary contornaram o muro até encontrar uma pequena abertura, onde era possível passar se eles se arrastassem. Ficaram esperando que Russell e Johnnie os encontrassem, mas não trocaram uma palavra enquanto isso. Mary mandou uma mensagem a George, dizendo onde estavam. Assim que os policiais chegaram, eles entraram no terreno do casarão, passando pelo buraco do muro. Natan estava começando a achar aquilo tudo uma má ideia.

– Natan, se você não se acalmar... Eu juro que te taco, eu mesma, por cima do muro. Meu Deus, nada vai dar errado. Fique quieto, o máximo que pode acontecer é um machucado ou outro — Disse Mary, suspirando.

– Eu tenho razão em ficar preocupado, tá? Além do mais, eu não dou para essas coisas. Por isso escolhi ser hacker, gosto de uma vida sem ação e sedentária. — Natan reclamou, pela milésima vez.

– Ok Natan, todos nós entendemos o quanto você está gostando desse nosso momento especial. — Russell interveio — Ótimo, e agora?

– Agora nós entramos, é claro — Disse Mary, com um sorriso no rosto.

– Isso nós entendemos, mas o problema é como entraremos — Disse Johnnie, revirando os olhos.– Aliás, um fato curioso sobre essa casa... Ela já foi o cenário de crimes brutais. Um serial killer, há três anos, assassinou a ex namorada aqui. Uma seita satanista também usava essa casa para sacrifícios e rituais macabros. — Johnnie olhou para Mary, sério — Está achando mesmo que Natan só está sendo fresco?

– Fresco? Vocês estão sendo é idiotas, o que vocês acham que vai acontecer? Quer saber, vou entrar com vocês ou não — Disse Mary, empurrando um tijolo solto na parede. — Se eu morrer, eu juro que volto aqui só para aterrorizar vocês — Disse com um sorriso irônico.

Mary avançou uns passos e abriu a porta da frente do casarão com um chute. Como o lugar estava abandonado há anos, teias de aranha estavam espalhados por todo o lugar, muitos ratos e baratas, e um cheiro forte de algo podre. Johnnie e Natan foram os próximos a entrar, seguidos de Russel, que estava completamente apavorado.

– Ok, vamos procurar logo essa droga de diário e dar o fora desse lugar sinistro — Russell comentou, tirando algumas teias de aranha de sua cabeça.

– Ok, acéfalo. Não precisa ter medo ok? Nada vai te fazer mal aqui — Disse Mary, em um tom tranquilizador que não era muito normal dela — Bem, de acordo com as pistas deve estar em algum dos quartos no segundo andar — Disse, e começou a andar em direção à escada.

– Calma aí, Mary. — Johnnie a fez parar, e assumiu a frente da garota, sacando sua arma, Russell o acompanhava, ainda que tremendo de medo — Nós vamos na frente.

– Claro, sem problema — Disse Mary, tirando a faca do bolso discretamente.

– Vamos logo — Disse Natan, e logo todos estavam subindo a escada que fazia um estranho barulho como se gemesse.

No segundo andar, o cheiro podre ficava ainda mais forte. Haviam alguns castiçais com velas acesas, e quatro quartos para serem averiguados. "Não podemos nos separar aqui... Essas velas foram acesas há pouco tempo, certamente tem alguém querendo nos recepcionar". Johnnie e Russell iam na frente, com Mary e Natan atrás. Conforme se aproximavam do final do corredor, o cheiro podre ficava insuportável.

– É esse quarto — Disse Mary, abrindo calmamente a porta. Todos entraram após dela e tudo ficou preto.

–.-.-.-

– Essas poucas páginas do diário de Kendra são muito interessantes — Isabelle comentou, enquanto relia seu trecho favorito, mordendo a tampa da caneta que segurava — A relação que ela tinha com o irmão, Josh, é muito estranha.

– Estranha como? Eu não peguei nenhuma das páginas sobre o irmão dela — Disse Louis, parando de escrever e olhando para Isabelle.

– Não, não tem nada específico sobre Josh, mas sobre uma casa abandonada. Kendra odiava aquele lugar, mas sempre acompanhava o irmão quando ele ia. Ela descreve os pesadelos que tinha depois que visitava o casarão com Josh de uma maneira tão... perturbadora. — Isabelle comentou.

– Calma aí, isso são cópias não é? As originais ficaram com Mary... Eles devem estar lá e estão em perigo — Disse Louis, levantando rapidamente.

– Acha que esse é o recado que o tal homem das sombras quer passar? Mas ele não tinha dito que era nosso "amigo"? — Isabelle perguntou, preocupada.

– Tem alguma pista lá dentro, mas alguém tinha que receber o impacto e então eles estão lá... Isabelle, temos que falar com George — Disse Louis, pegando o celular e as chaves do carro.

George, Louis e Isabelle chegaram ao casarão abandonado cerca de quinze minutos depois. Aquela altura, depois de terem analisado com mais calma as páginas de Kendra, todo o medo dela daquele lugar... E sim, havia um anagrama que fazia referência ao diário que tanto procuravam, e talvez até estivesse mesmo lá, mas era certo que aquilo tudo era uma armadilha.

– Vocês estão ouvindo esse barulho? Esse de gás? — Perguntou George, assim que entrou na casa.

Louis e Isabelle assentiram, o barulho de gás vinha do último quarto, que ficava no fim do corredor. Quando George se aproximou da porta do quarto, o barulho de gás foi cessando aos poucos, mas a porta continuava trancada. George começou a chutar a porta, desesperado, tentando abrí-la, sem sucesso. Da mesma forma que o barulho de gás parou, a porta se abriu, quase que por mágica. Quando George entrou no quarto, Mary e os outros estavam desacordados, e havia outra carta.

Notas finais
vish... e agora?
deixem reviews o/