Notas iniciais
E aí, galeraaa
Mais um cap, mas esse fim de semana vai ter só um cap, viu? Foi mal, tentaremos compensar na próxima :)
Bem, é só isso, boa leitura, comentem ^^
~Mordidinha

- O que vocês estão fazendo aqui? — Perguntou Jen, assim que viu todos parados na frente do prédio de Natan, ela recebera uma mensagem de George, mandando ela ir até lá. Alguma coisa acontecera, e ela sabia que não era algo bom.

Assim que viu Jason carregando Natan, que estava desmaiado — e não somente ele, Mary, Johnnie, Russell — todos estavam sendo carregados para o apartamento de Natan. George estava com uma cara péssima, segurando uma carta. Ela foi até ele, tentando entender o que aconteceu com todos.

- George... O que é que houve? Estão todos desmaiados! — Jen perguntava, nervosa.

- Eles interpretaram errado as páginas do diário e deu nisso — Disse George, com uma aparênica cansada. Ele naquele momento envelhecera alguns anos, e Jen começou a ficar irritada com ele. Ele deveria estar junto de todos, não deveria ter deixado eles sozinhos.

- Mas... Você não estava com eles? — Ela peguntou, tentando entender — Porquê?

- Eu vou explicar isso lá dentro, agora vamos — Disse ele, com a voz dura. Estava claramente sentindo muitas coisas ao mesmo tempo.

Jen subiu com os demais para o apartamento do Natan, furiosa com a atitude de George e a arrogância dele. Mas bem, ele queria se explicar, então eles o escutariam. Quando estavam todos lá em cima, Johnnie e Russel já estavam acordando, mas Mary e Natan permaneciam em sono profundo, dormindo como anjos. George começara seu discurso, encarando o olhar furioso de Jenna.

- COMO ASSIM, POR CAUSA DE UMA BRIGA VOCÊ DEIXOU ELES SOZINHOS? — Gritou Jenna, irritada assim que George acabou de falar a história.

- Eles não são crianças que precisam ser vigiadas ou cuidadas. São adultos. Não souberam medir os riscos, e foi o que aconteceu. Não me culpe. — George respondeu calmo e sério.

- Jenna, acalme-se. George não podia fazer nada. — Disse Johnnie, sério.

- Não é bem assim, George... — Mary disse, com dificuldade, acordando — Mesmo o idiota do Natan percebeu que você estava estranho. Eu enviei a mensagem para você, dizendo aonde estávamos e o que a gente ia verificar. Nem você percebeu que era um teste do babaca das sombras...

- E o que você vai falar agora? Que é minha culpa? Não ouse fazer isso — Disse George, um tanto irritado.

- Eu digo sim. Isso tudo é culpa sua, vai ver da próxima vez que você não me escutar, eu morro de uma vez só — Disse Mary, com nojo na voz. Ela estava sentindo dores no corpo todo mas ainda sim estava mais preocupada com Natan, que não acordava.

- Não admito que coloquem a culpa em mim. Sim, é verdade, a princípio nem mesmo eu desconfiei que isso era um teste. Mas não é assim, de repente, que se verificam pistas em um caso arriscado como esse. — George foi tentando se acalmar, enquanto falava, só conseguia olhar para Natan. No fundo, também se culpava um pouco — Essas coisas são planejadas com antecedência, e não de útlima hora como você fez, Mary. Admita a sua parcela de culpa também.

Mary se levantou e logo caiu, por falta de força e pelo corte em sua perna.

- Você quer saber George? Eu não vou admitir nada, eu tentei planejar com antecedência. Mas você estava tão ocupado com aquelazinha lá, que não deu a mínima. Comece a pensar que todos aqui estão dependendo de você! — Disse Mary, segurando a perna. Seu rosto estava vermelho e ela parecia prestes a chorar ou entrar em colapso.

- Gente, já chega — Maggie interveio, tentando acalmar os ânimos — Não cabe mais discutir de quem a culpa. Todos estão bem, Natan vai acordar logo, precisamos nos concentrar no que aconteceu. George, você recebeu uma carta, certo? — Maggie apontou para o envelope nas mãos dele.

- Ah claro, vamos ler. Sem interrupções por favor — Disse George, olhando especialmente para Mary e Jenna.

"Olá, caro ...

Pois bem, se você está lendo essa carta, me permita dizer que estou decepcionado com você. Cair tão facilmente em uma armadilha? Eu não disse que as coisas não vêm tão facilmente? Será que eu superestimei a sua inteligência — eu peço que não, prefiro sinceramente que não.

Até porque, se algo desse tipo, tivesse acontecido nós dois estaríamos em apuros agora. Mas pense bem, mesmo com quatro pessoas feridas, agora você tem uma pista. Uma ótima pista, devo dizer. E você realmente deveria tomar cuidado com quem fala, Sr. Detetive.

A questão é, novamente, eu poderia tê-los matado. Isso foi mais um teste, para que eu visse até onde vocês iriam pelo diário de Kendra — e francamente, invadir aquela casa, palco de assassinatos brutais, quer dizer muita coisa. E se eu dissesse que tenho o diário aqui comigo? Você acreditaria? Acreditaria se eu dissesse que estou por perto?

Mas como eu ainda não posso me mostrarnovamente, olhe dentro do envelope. Você vai achar algumas folhas, e nelas você provavelmente achará o que precisa. Espero que dessa vez você ajude seus companheiros nas missões!

Mas não esqueça que para toda ajuda existe um preço.

Atenciosamente

Um amigo brincalhão :)"

- Esse cara é bipolar? — Perguntou Mary, olhando para Jenna.

- Ele está brincando com a gente — Jenna concluiu — E aceitar o jogo dele é perigoso, se é que você não percebeu, George. — Alfinetou George,com um sorriso.

- Claro que eu percebi, o problema é que eu tenho a impressão que ele já se encontrou com um de nós — Disse George, com o cenho franzido.

- Certamente — Louis pegou a carta da mão de George, relendo o trecho onde o "amigo brincalhão" disse que não podia se mostrar novamente — Da nossa equipe, somente Mary, Natan e Jason têm verificado algumas pistas. Ninguém de vocês se lembra de nada?

- Será que... Já sei, eu lembro de ter encontrado um homem no escritório de Silena, bem... Poderia ser ele. Foi o mesmo cara, eles tem uma linguagem parecida. — Disse Mary, lembrando da sensação de pular da janela e estremecendo.

- Isso é importante. — Comentou Isabelle, avaliando a carta também — George, todos, é melhor fazermos um acordo aqui. De agora em diante, toda e qualquer pista, carta, desse nosso aliado duas caras, vai passar por mim, pelo Louis e pelo George primeiro. Para não acontecer mais acidentes assim. Todos de acordo?

- Claro — Disseram todos, de certo modo irritados.

- Vamos analisar essas páginas imediatamente — Louis disse, abraçando Isabelle — Não é, Bellinha?

- Me larga seu idiota — Disse Isabelle, empurrando Louis para longe dela.

- Certo, certo — George se voltou a todos, vendo que Natan dava sinais de que acordaria logo — Por hoje, é melhor tirarmos o dia de folga. E não se preocupe, Isabelle, você não vai estar sozinha com o Louis, quero analisar essa carta e essas páginas também.

- Ótimo, eu ficarei aqui com eles — Disse Jenna, apontando para os quatro que estavam machucados.

- Tanto faz — George respondeu — Vamos começar imediatamente. E não precisa se preocupar tanto com o Natan — Disse para Jen — Eu o conheço há mais tempo, ele é forte, vai acordar logo e vai estar melhor que todos.

- Se você diz — Disse Jen, se virando e andando em direção à Mary, precisava ver aquele machucado em sua perna.

- Estão aparentemente bem, Jen — Maggie disse a amiga. Johnnie e Russell conversavam sobre os últimos instantes antes que a porta do quarto do casarão trancasse e o gás começasse, Jen já estava fazendo um curativo na perna da Mary. Natan estava prestes a acordar, e ela queria estar por perto. — Ei, relaxa. — Maggie insistiu.

- Não dá, entendeu? Por causa da irresponsabilidade de George, eles estão todos nessa situação — Disse Jen, exaltada.

George ignorou o que Jen disse, não demonstrava, mas ele já estava se cobrando o bastante. "Como investigador, eu falhei. Deveria ter suspeitado que era uma armadilha, não, eu deveria ter ido com eles... Eu falhei" pensava. O retorno de Lucy em sua vida mexeu mesmo com a sua cabeça, mas isso não era algo que ele poderia deixar acontecer. "Preciso procurá-la novamente... dizer pra se afastar" concluiu. Pela segunda vez, teria que rejeitar o amor da sua vida.

- Você poderia tentar equilibrar as duas coisas, seria mais fácil — Disse Louis, ao ver a expressão no rosto de George — Quero dizer, se é que tem mais de uma coisa te incomodando.

- Não, não é nada. — George tentou sorrir, mas não conseguiu disfarçar a tristeza — Vamos, vamos começar.

- Claro, bem, já sabemos que nas folhas tem informações muito importantes. Mas o probelma é como vamos ver isso — Disse Isabelle, franzindo o cenho.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.