Millenium - Fic Interativa
6 Baile de máscaras
Notas iniciais
Mais personagens apareceram! Yay! E fiquem tranquilos, vamos mostrá-los em ação nos próximos caps, cada coisa a seu momento.
Ah, trilha sonora para o baile - http://www.youtube.com/watch?v=qrOeGCJdZe4 - a dança de George e Mary!
Bem, é isso. O capítulo tem os links para os vestidos e as máscaras.
Esperamos que gostem e comentem :*
~ Mordidinha
Mary com certeza odiava festas, sabia que não devia ter aceitado aquela proposta. Agora estava andando em direção à uma festa de riquinhos. E o pior, ela teria que chegar na festa sozinha. A festa começara fazia 20 minutos e ela ainda esperava o táxi chegar.Ela também odiava o fato de não poder andar de moto. Finalmente o táxi chegou, e ela seguiu para a mansão dos Van Hamberd.
A mansão, que antes parecia morta e sombria, estava deslumbrante. Elizabeth fez questão de cuidar de toda a decoração, e de instruir os criados a servirem muito bem cada convidado da festa, já que ali só havia a nata da sociedade, grandes empresários, contatos de Hector e políticos influentes. É claro que não se sabia ao certo quem era quem — pois estavam todos de máscaras.
– O que eu estou fazendo aqui mesmo? — Mary se perguntava enquanto olhava todas as pessoas entrarem na festa. Sabia que era normal dos riquinhos mas nunca 1 hora de atraso. Ela pagou o táxi e se dirigiu para a entrada da festa. Foi recebida por dois empregados, que a olharam de cima abaixo — Perderam alguma coisa? — Perguntou irritada. Eles logo olharam para outro lado e a levaram até o grande salão.
Mary mal entrou no grande salão e um rapaz, com duas moças agarradas nele, esbarrou nela. Porém, ele nem sequer olhou, continuou rindo com aqueles mulheres e tinha em uma das mãos uma garrafa de cerveja. Uma garota, com mechas de várias cores no cabelo foi até ele e começou uma discussão — e que ela logo se lembrou, a falsa imitação de punk... e aquele deveria ser o mauricinho que a chamou de vadia.
– Nick! — May disse ao irmão, irritada – É o que eu tô pensando? — E apontou para as duas garotas grudadas nele, acariciando os cabelos e beijando o pescoço dele. Nick parecia estar bêbado.
– E eu lá sei o que você está pensando? — Perguntou ele, soltando uma risada. As garotas, Lola e Candy, ao lado dele também riram.
– Prostitutas, Nick. — Disse ela, revirando os olhos. — Já basta um de nós estar encrencado.
– Ei, ei! — Uma das meninas, a que estava com o vestido verde, disse — É acompanhante, mocinha.
– Não me chame de mocinha, sua intrometida. A minha conversa aqui é com meu irmão. Agora se me dão licença — Disse May, saindo irritada de perto de seu irmão. Mary via tudo de longe, rindo baixinho.
– Senhorita Silena, me concede essa dança? — Perguntou um empresário qualquer, ao lado de Silena. Ela somente o olhou irritada, já era o décimo pedido só essa noite.
– Não, Sr. Savor — Disse ela, cordialmente.
– Mas será só uma danç... — Savor foi interrompido por um homem se colocando entre eles.
– Senhorita Silena — Interveio Edward, que embora fosse o mordomo pessoal de Silena, estava vestido com um smoking e estava muito charmoso — me concede essa dança? — Silena olhou para Edward e em seguida para Savor, e suspirou. Pegou a mão do mordomo e eles foram ao centro do salão, Silena com uma expressão entendiada de "fazer o quê".
– Edward — Silena sussurrou no ouvido do mordomo — Quero que não tire os olhos do investigador essa noite. Saiba exatamente o que ele está fazendo, não saia de perto dele nem por um segundo. Se não fizer, você sabe como isso tudo acabará. Morte não é algo tão ruim, certo? — Silena deu um sorriso frio.
– Como desejar, Madame. — Respondeu o mordomo.
Enquanto isso, no lado oposto do salão, George observava todas aquelas pessoas ilustres interagindo. Precisava escapar daquela festa e encontrar o quarto de Josh e Kendra, tentar achar aquele maldito diário, se é que existe um diário. Uma mão pousando sobre seu ombro o retirou de seus pensamentos. Mesmo com a máscara, George o reconheceu.
– Natan. — Cumprimentou o colega com um aperto de mão, em seguida, cumprimentou a moça ao lado dele.
– George, esta é Jenna Cupper. — Natan disse, calmo.
– É um prazer, Sr. Kennedy. Natan me passou as informações sobre a morte de Juliet Van Hamberd. — Jenna sorriu, simpática — Como esse caso... Parece um tanto... Perigoso, escolhi não trabalhar sozinha nele. — Jenna olha ao redor, procurando no salão pela amiga e colega.
Perto de onde Silena estava há alguns minutos, estava uma mulher de longos cabelos castanho-claros de olhos verdes, a mesma sorria para um homem de cabelos escuros e olhos da mesma cor.
– Ali está ela — Disse Jenna, apontando discretamente para a mulher, que estava acompanhada.
– Aquele deve ser Killer X, o Jason. — Natan reconheceu o colega. Jenna os trouxe até Natan e George, observando com atenção a sua "equipe".
– George, estes são Margareth Rayne Bohr e Jason Blake Thompson. — Jenna os apresentou.
– Muito prazer. — George sorriu e os cumprimentou com um aperto de mão — Se me permite dizer, admiro seu trabalho em conjunto com Jenna, Margareth. E Jason, Natan... e onde está aquela outra hacker que você me indicou?
– Ouvi do caso de Juliet, um caso muito interessante se me permite dizer. Mas porque iriam querer matá-la? — Perguntou Maggie, baixo para as pessoas ao redor não ouvirem.
Perto de uma pilastra, estava Mary parada e observando o ambiente. Logo reconheceu Natan, Jenna, Maggie e Jason. Eles estavam com um homem que não reconhecia, logo presumiu ser George. Viu quando Natan apontou para ela e quando George a olhou e se levantou. Esperou que o mesmo viesse falar com ela.
– Vamos logo, Mary. Não queria conhecer o George, o cara que vai livrar a sua barra? — Sorriu irônico, para a colega — Pela sua cara, vejo que está adorando o baile.
– Claro que quero conhecê-lo. Mas sendo uma pessoa que é conhecida SUA, não sei se posso confiar — Disse Mary, sarcástica.
– E sendo sincero com você, não sei se posso dizer que conheço George. — Respondeu, em tom mais baixo para somente Mary escutar. Ao se aproximar do grupo de George, Natan fez as apresentações.
Mary olhou para Natan com raiva e se aproximou de George com uma face impassível.
Depois dos dois serem apresentados, um silêncio constrangedor se instalou pelo ambiente. Quando uma música começou a tocar e todos os casais se levantaram indo para a pista, sobrando somente Mary e George.
– Bom... A senhorita me concede a dança? — George disse, tentando ser simpático, embora sua expressão fosse de indiferença.
– Claro — Disse Mary, com um sorriso de canto. Segurou a mão que George a estendia e logo estavam na pista de dança.
– Fiquei curioso quando Natan recomendou trabalhar com você. Ele disse também que queria falar comigo. — George comentou enquanto dançavam.
– Quero saber qual sua proposta. Também fiquei surpresa por ele ter me indicado, pois não somos tão próximos — Disse Mary, se separando rapidamente dele de acordo com a música e logo voltando a sentir a mão dele em sua cintura. Eles falavam baixo, pois não era muito prudente deixar que escutassem sua conversa.
– Na verdade é simples, Mary. Você me ajuda nesse caso e eu te livro de todas as acusações do governo. — George respondeu para Mary. Ao que parece, Natan e ela trabalharam juntos anos atrás, o que resultou numa pena de dois anos no reformatório para Mary, que na época, era menor de idade. Dois anos perdidos, por culpa do Natan. Mas isso não interessava a George, servia somente para trazê-la para o seu lado.
– Mas você sabe que não vou querer só isso, então tem uma carta na manga envolvendo reconhecimento no caso. Não como hacker, porque não poderia fazer isso mas como uma "parceira" sua, certo? — Perguntou Mary, com um sorriso irônico. George a olhou um tanto surpreso.
– Parceira? — George fingiu pensar por um momento, e depois olhou sério para a garota — Por falta de termo melhor... Então, você aceita trabalhar nesse caso, eu suponho.
– Claro, se você realizar o que acabou de falar. Temos um contrato — Disse Mary, sorrindo e parando de dançar junto com George. Olharam em volta e a música acabara junto com eles.
Silena, do outro lado do salão, observava a garota que dançara com George. Seria uma amiga do Nick, ou da May? Não a reconhecia de lugar algum. Aliás, não reconhecia também outros dois casais que estavam dançando. Quem os convidou? Sussurrou ao ouvido do mordomo a pergunta, e ele não soube responder. Já irritada, foi até May, sentindo uma veia saltitando na testa.
– May! O que essas pessoas estão fazendo aqui? Eu te disse que não poderia chamar ninguém — Disse Silena, irritada olhando para a prima.
May olhou confusa para a prima, num primeiro momento, não pode responder, estava com a boca cheia de salgadinhos. Vendo que Silena continuava esperando uma resposta, mastigou o mais calmamente possível, e depois tomou um gole do drinque que ela segurava.
– Hm, pessoas? De quem você está falando, priminha? — Respondeu finalmente.
– Daquelas pessoas ali, que você convidou. — Disse Silena apontando discretamente para o grupo, estava irritada mas não perderia a compostura.
– Ah. Sei quem é não, infelizmente, eu não convidei ninguém, mas ainda bem, né? Ô festinha chata, cadê os go-go boys? — riu para Silena, que continuava séria, porém estava ficando furiosa demais, e ela já estava muito encrencada. — Acredita em mim, não fui eu quem tive essa ideia brilhante para te irritar.
– Hm. Se você diz. Mas se é assim, preste atenção naquela esquisita ali — Disse Silena apontando para Mary, quando May a viu arregalou os olhos — Ela estava de papo com o detetive.
May se lembrou da garota que esbarrou nela... Definitivamente, era ela. E conversando com George? Eles se conheciam? No entanto, May decidiu não falar nada para Silena.
– Ai, Silena, você cansa minha beleza. Sei lá quem é a garota, isso é problema seu. Vai ver o detetive é namoradinho dela. Não enche não, sai para lá!
– Idiota — Silena murmurou, vendo sua prima se afastar e andar até o irmão. Vou logo à sua mesa. E logo mandou Edward ficar perto do detetive.
– Madame — disse Edward, antes de cumprir a ordem que lhe foi dada — George, o detetive, ficou conversando com essas pessoas por um bom tempo. Além do mais, durante a tarde, fez diversas ligações. Talvez... talvez tenha sido ele, Madame. — O mordomo olhou para Silena, um olhar arrependido e assustado — Por favor, Madame, não me puna! Não me puna! Não tinha como saber que ele...
– Não importa Edward. Saia da minha frente agora! — Disse Silena se levantando e andado calmamente até George. Assim que chegou perto do mesmo, chamou-o para o escritório do seu tio.
– O que você pensa que está fazendo? Chamando pessoas para uma festa que sequer é sua — Disse Silena, o olhando mortalmente.
– Ninguém disse que eu não poderia convidar alguém. — George sorriu, irônico e satisfeito.
– Você não sabe onde está se metendo. É minha casa, minhas regras. Escute bem o que estou falando, não sei de onde meu tio tirou essa ideia estúpida de lhe contratar. Mas como você sabe, se arriscar não é bom... O último detetive que fez isso, acabou morto — Silena o olhou, friamente.
– Está me ameaçando, Silena? Ouvi dizer que ameaçar é praticamente um hobby seu. Mas enfim, não tenho medo de morrer, e esse caso será solucionado querendo a senhora ou não. — George disse, tão frio quanto Silena — Seus olhares frios não me assustam, e se não tem nada a mais a falar, com licença, vou voltar ao baile.
– Você está brincando com fogo, meu querido — Disse Silena, vendo George sair do escritório. Ela sorriu macabramente e voltou para o baile.
Notas finais
:*
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