Milady das Trevas

13 Cap. 12 - O Mar de Monstros


– Espera você esta dizendo que temos que passar por aquilo? — gritou Rony

– sim. — disse simplesmente

– bom pelo menos ela esta aqui, damos a volta e entramos, não é tão difícil — disse Harry

– na verdade... — comecei e eles me olharam — ela é um monstro dos deuses. Não importa o lado que fomos, ela aparecera embaixo da gente.

– só posse ser brincadeira... — disse Draco

– e por cima, enfrentamos as Harpias. — disse Hermione

– Mas vão querer encarar Cila? — perguntei

– quem é Cila? — perguntou ele

– Um tipo de Hidra com asas e 5 cabeças que soltam fogo... Voem e ela aparece... — falei e eles arregalaram os olhos — vocês escolhem, eu prefiro Caribdis... — eles me olharam desanimados — vejam o lado positivo se ela nos engolir, passamos direto e chegamos no seu estomago ilesos... Conhecem a historia de Jonas contada pelos trouxas? ele foi engolido por um peixe e sobreviveu? — eles assentiram, me assustei por Draco conhecer — o peixe era Caribdis.

– Bom ele também conseguiu sair, então... — começou Draco

– Como disse, prefiro ela. — falei e eles concordaram.

– Então, vamos nessa. — disse Harry — mas antes. — ele se virou para Draco — como conhece historia bíblica de trouxas?

– bom é que eu estava andando no mundo trouxa uma vez e um sujeito me parou e começou a me falar desse Jonas, eu fiquei curioso e pesquisei sobre isso... — contou ele — esses trouxas são bem criativos devo dizer...

– Ta bom, agora acho melhor se segurarem. — disse empunhando a espada — nos vamos entrar — e com um movimento para frente da espada o navio foi para frente.

– ual é bem rápido. — comentou Rony se segurando no mastro.

– espero que rápido o bastante para nao sermos engolido. — gritou Hermione.

Assim que passamos pela extensão e entramos no mar de monstros o tempo foi se fechando e trovoes ecoaram do céu, um redemoinho surgiu no mar e Caribdis apareceu. estávamos entre seus dentes.

– Cadê seus deuses? — gritou Harry

– Eles não mandam aqui, esta fora do controle de Poseidon. Eles só podem chegar na ilha quando eu morro. — gritei.

O navio deu um solavanco e foi jogado para o lado acertando em um dos dentes.

– nao podemos ir parar no centro temos que nos manter entre os dentes ate o outro lado e ai sair. — gritei apontando para o outro lado da criatura — a ilha ja esta aparecendo, precisamos passar por ela para a ilha surgir por completo. — disse. Empunhei minha espada e apontei para frente — Mantenha o curso, Faça a volta — gritei e mantive a espada erguida e apontada para a frente. E mais rápido ele começou a traçar o curso a frente entre o enormes dentes de Caribdis. Quando finalmente estávamos do lado certo virei a espada para o lado — virar a Bon bordo, para o centro do triangulo. — gritei e em uma virada brusca ele surgiu em mar calmo, atrás de nos Caribdis começou a desaparecer com um rugido.

– Conseguimos... — comemorou Hermione.

– sim, conseguimos. — passei a mão pelo cabo da espada a acariciando, as cordas do navio começaram a andar e prenderam as pernas e braços deles.

– o que esta havendo? — gritou eles

– Mady! — gritou Draco

– Tripulação! — gritei.

A noite ja caia e a luz do luar iluminava a proa do navio, 6 criaturas surgiram do compartimento de carga, os olhos brancos e opacos sinalizavam ainda estar sobre o controle do navio.

– comecem o trabalho. vocês dois — disse para dois deles — fiquem de olho neles, eles vão implorar para sair, não permitam...

– o que esta fazendo? — esbravejou Draco

– Sereias Mitológicas. — falei encarando o mar.

– O que... — começou ele mas foi cortado por Hermione

– Sereias, elas cantam seu maior desejo e te arrastam para o mar. Depois te matam. — falou ela.

– Desculpem, mas ficaram ai ate que eu termine o feitiço e deixe o restante das criaturas aqui ao meu controle. — falei me virando e indo ate a ponta do navio.

La eu comecei a recitar feitiços e encantamentos, eu ja ouvia ao longe o canto das sereias, Harry e Rony ja imploravam para ir. Nao sei quantos minutos se passaram mas ao terminar as sereias se calaram e o mar parou. — soltem-nos — ordenei

– o que eles são? — perguntou Harry

– escravos do Navio. — disse dando de ombros — não sei a quanto tempo estão assim.

– olhem. — gritou Hermione apontando para um ponto luminoso a frente.

– a ilha de Calipso. — disse dando um sorriso — a quanto tempo. — refleti. — Mais rápido — falei passando a mao no cabo da espada e o navio acelerou — mesorius — recitei e uma forte luz prata nos puxou para a praia onde o navio atracou. — Chegamos!

– Bem vindos a ilha do cemitério das encarnações. — disse uma mulher linda e loira com um vestido grego branco.

– Ola Calipso. — disse a agarrando em um abraço apertado.

– Olá — disse ela quando a soltei — espero que encontre o que procura. — disse ela apontando para a entrada do cemitério e desaparecendo.

– isso foi estranho. — comentou Hermione

– Essa é uma prisão dela, ela não pode sair nunca. então não a critiquem muito. Vamos. — disse e comecei a caminhar ate o lugar que ela apontou.

A entrada era formada por duas grandes pilastras de pedra, uma madeira retangular era presa entre elas no alto com os dizeres "Καλώς ήρθατε στο νεκροταφείο των ενσαρκώσεις."

– o que esta escrito? — perguntou Hermione

– Bem vindo ao cemitério das Encarnações. — falei — venham temos mais de 600 túmulos para olhar.

– o que procuramos exatamente? — perguntou Draco

– um tumulo com os os dizeres "Αριθμός sexcentésimo ζωής ενενηκοστή ένατη." — eles me olharam tentando entender. — provavelmente em baixo estará a tradução na língua que eu falava naquela vida, então provavelmente estará escrito "Vida de numero sexcentésimo nonagésimo nono." — eles assentiram e começaram a procurar.

– não estaria em ordem numérica? — perguntou Rony.

– Esta... — ele me olhou esperançoso — só que na ordem numérica grega. E de todas as minhas vidas nunca fui grega. — disse — procurem a lapide mais nova. — falei dando de ombros e me virando para voltar a procura.

– Encontrei — gritou Draco ele estava de frente a uma grande lapide preta com uma caixa de vidro ao centro, onde se encontrava um caldeirão, um cachecol da sonserina, e o broche.

– é isso... — sussurrei

– porque essas coisas? — perguntou Hermione

– eu era mestre de poções naquela vida, e era da sonserina... — disse simplesmente. — e esse é a Horcrux.

– Como vamos tirar ela dai? — perguntou Rony

– Quebre. — disse Harry tacando uma pedra no vidro que nem barulho fez...

– espere. — disse tocando o vidro — ele esta enfeitiçado. — fechei meus olhos e comecei a recitar um encantamento antigo de prisão e objetos, minha mao começou a atravessar o vidro e puxei o broche para fora. — aqui. — eles me olhavam surpresos

– ual. — disseram juntos.

– aqui, eu trouxe uma das presas de basilisco. — disse Hermione e todos olharam pra ela — o que achei que poderia funcionar.

– ótimo, destruam ela. — disse entregando a Draco

– mas e você? — perguntou ele

– eu não posso, — eles me olharam sem entender — é magia das trevas, e eu sou uma bruxa das trevas.

Sem argumentar Draco a colocou em cima de uma pedra. Hermione sem contestar segurou firme a grande presa da cobra e com precisão fincou no centro do broxe. Uma fumaça negra subiu e começou a fazer uma grossa espiral subindo para o alto e se dividindo em uma explosão jogou todos no chão, quando olhei para o lado uma poça de sangue começava a formar na cabeça de Draco que ainda estava caído no chão ao lado de um dos túmulos.

– Draco! — gritei correndo ate ele — não por favor abre os olhos. — disse sacudindo seus braços. — pare de graça, levante!

Hermione agachou ao nosso lado e deitou no peito dele para ouvir o coração. — eu não ouço. — sussurrou ela — o coração nem a respiração. — falou ela

– não... Não. De novo não. — disse olhando para ela que me olhava com pena — diga que é mentira por favor. — chorei passando a mao no rosto gelado dele. — Não! — gritei para o céu. — Clamo a vocês. Tragam-no de volta. — eu gritava.

Uma forte luz desceu do céu pairando a minha frente e se dividiu em 20 pontos luminosos a nossa frente.

– Você nos clamou. — disseram juntos.

– por favor. — implorei

– conhece as regras. — disse uma

– deve escolher. — disse outro

– foi avisado. — disse a luz do meio.

– Faça a escolha certa desta vez. — disse a luz do lado.

– eu... eu quero ele. Eu sofri as conseqüências de Silas por 6 mil anos. eu escolho o amor. — disse

– então que assim seja. — disseram eles

Uma luz prateada começou a se formar ao meu redor e ao redor de Draco e segundos depois começou a abrir os olhos.

– ele se lembrara de tudo desta vida e da outra. — disse um deles

– mas seu juramento a nos continua. — disseram e eu assenti — lhes enviaremos de volta. — disseram eles e uma luz amarela começou a brilhar em nossa volta.

– Boa sorte nesta vida. — disse eles — Mas não será a ultima. — ouvi eles dizerem antes de aparecermos no meio do salão principal de Hogwarts, antes que pudesse dizer qualquer coisa a escuridão me tomou.