Milady das Trevas
14 Epilogo
Notas iniciais
Acordei com uma forte luz no rosto e uma falação desconexa do meu lado, que ja estava me dando dor de cabeça.
– da pra calarem a boca. — resmunguei tentando abrir os olhos.
– ela acordou. — ouvi alguém anunciando.
– nao é que sou sonâmbula e gosto de bater um papo dormindo. — disse abrindo os olhos e me sentando na maca, eu estava na ala hospitalar. — o que houve? — perguntei.
– voce desmaiou assim que chegamos. — disse alguém que atrás de todos. — ficamos assustados, faz duas semanas que você não acordava. — todos deram espaço e vi que era Draco que falava. ele estava um pouco mais longe que os outros.
– porque esta tao longe Draco? — perguntei desconfiada, eles disseram que as memorias voltariam mas não achei que ficaria desmaiada o tempo todo. todos olharam de mim pra ele.
– Draco... é estranho agora sabe, minha cabeça ta uma confusão. — disse ele e eu comecei a entender — eu me lembrei de tudo, desde minha família, ate meu ultimo suspiro.
– e agora me odeia. — disse e ele negou dando um passo para frente — tem medo? — ele negou e deu mais um passo para frente. — então...
– você voltou ao normal Madeleine, suas bênçãos se foram e com elas as maldiçoes... — começou ele
– mas ainda assim eu te matei. Nao é? — perguntei em um sussurro.
– sim, você me matou. — ele disse e meus olhos encheram de lagrimas, ele veio ate mim e segurou meu rosto — mas se arrependeu e ja sofreu muito com isso, eu prometi que te daria uma chance, como você deu a mim, posso ter as lembranças de Silas... — disse ele me abraçando — mas ainda sou o Draco. O Malfoy que você tanto ama.
– como sabe que eu amo? — disse
– bom, você salvou minha vida então achei... — disse ele me soltando
– Idiota. — disse me aproximando dele — é claro que eu te amo, até mais que amei o próprio Silas. — disse dando um beijo nele sem ligar para todos que lá assistiam. — bom — disse me separando — agora tenho que descobrir o que eles queriam dizer com não será a ultima... — disse me levantando mas ele me puxou para a cama de novo. Não havia mais ninguém na enfermaria.
– eu ja perguntei. — disse ele e eu o olhei sem entender — ainda sou seu aprendiz. — olhei com compreensão — suas vidas eram dadas por sua lealdade a eles, e se mantêm leal a eles ate hoje, você continuara renascendo... — disse ele
– mas não quero voltar sem você, já vivi 6 mil anos porque sabia que um dia você voltaria. Não... — comecei
– eu também vou voltar — disse ele me cortando.
– o que? — perguntei olhando para ele.
– assim como são seus deuses, eles agora são também os meus. — disse ele — juntos para sempre e sempre, lembra?
Meus olhos já estavam cheios de lagrimas. Agora me lembro o porque deu amá-los tanto. Meu Silas e agora Meu Draco. — juntos para sempre e sempre.
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