Milady das Trevas
12 Cap. 11 – Missão quase impossível
Notas iniciais
Acordei mais tarde no mesmo dia atordoada, mais uma vez os pesadelos de minhas vidas vieram a mente, e desta vez vi mais uma vez a morte de Silas. Espero que quando tudo voltar para Draco ele não me odeie por saber a verdade, mas agora minha preocupação é nao me aproximar dele, não posso amá-lo, não posso feri-lo de novo.
Levantei e me demorei no banho, coloquei uma calça jeans e uma regata, um tenis e amarrei meu cabelo.
Todos ja me esperavam em minha sala, os alunos foram dispensados e feitiços de proteção foram jogados na sala.
– Bom dia Mady. — disse Minnie
– É, bom dia. — disse pegando a xícara de café que Pok me entregava e me jogando na poltrona — Pok meu anjo, vai na cabana e me traga 5 latinhas de energético trouxa, por favor. — Ela desapareceu.
– tudo bem? — perguntou Draco
– É, tudo, só estou com sono, não dormi muito bem. — disse — todos estão prontos? — perguntei e eles assentiram — vamos aparatar no meu orfanato, de lá aparataremos em meu navio. — disse
– onde fica seu navio? — perguntou Rony
– O vingança da rainha Anna esta ancorado no Triangulo do Dragão, no norte da Ásia. — falei
– outro triangulo? — perguntou Rony
– esse é menos perigoso, não tem monstros e podemos aparatar dentro do barco, mas só do orfanato. — disse
– Espera, seu navio é o vingança da rainha Anna, O vingança da rainha Anna? — perguntou Hermione
– Sim, esse vingança. — falei rindo da sua expressão — ganhei ele de Ares, depois que seu filho Barba Negra, o construtor do navio, morreu. Isso foi a uns 1000 e poucos anos atrás, ele esta ancorado e amaldiçoado desde então, só pode sair de lá se eu o tirar. — contei — ele é um navio poderoso, nos levara em segurança para o nosso destino. Agora chega de papo e vamos. — disse me levantando e pegando as latinhas que Pok havia trazido.
– Não se preocupem os mandarei de volta em segurança. — falei dando a mão a todos e formando um circulo.
– você não vai voltar não é? — perguntou Minnie compreensiva
Olhei para Draco e todos seguiram meu olhar, ele me encarou. — Não posso cometer os mesmos erros Minnie, não vou arriscar. — e sem esperar por mais perguntas aparatei todos para meu quarto no orfanato.
Sarah ja nos esperava e veio correndo me dar um abraço. — estava morrendo de saudades Mady, e as crianças também. — disse ela
– também estava Sarah. — respondi
– eu conheço esse orfanato. — disse Harry olhando ao redor.
– esse era o orfanato onde Tom Riddle viveu. — respondi e eles me olharam compreendendo.
– Senhora Cole faleceu ontem, iria pedir a Pok para lhe contar, mas ai ela disse que vocês viriam — disse ela.
– Os deuses cuidaram bem dela agora. — falei — como as crianças reagiram?
– mal, mas melhor do que esperava. — respondeu ela
– que bom. Mas chega de papo temos que ir o mais rápido que der. — falei e ela assentiu abrindo a porta para minha sala. — vamos aparatar lá. — disse pegando a mao de todos. — adeus Sarah — e novamente levei-nos para meu precioso navio.
Ele não havia envelhecido um ano. Ele reconheceu a dona assim que pisamos nele.
– Quanto tempo meu bebe. — disse quando as velas ao me reconhecerem abaixaram e os mastros viraram. Fui ate o timão e empunhei a grande espada de ferro que lá estava, apontei para frente e o navio deu um solavanco. — Para o oceano Atlântico, triangulo das Bermudas. — gritei e o navio como mágica começou a traçar seu percurso.
– isso é demais. — falou Rony
– Venham para a cabine, o percurso vai demorar um pouco. — falei indo em direção a sala do capitão. — vai levar no Maximo 2 horas...
– como? — perguntou Hermione
– esse é o navio dos deuses, por assim dizer, ele não viaja como os outros navios. — falei indo em direção ao armário de navios. Todos ainda estavam lá, Andromeda, Perola Negra, Holandes Voador...
– podia responder minhas perguntas agora não? — perguntou Draco me tirando a concentração dos navios.
– não quero incomodar eles com historias... — comecei com a desculpa
– não nos importamos. — disse Harry que recebeu um beliscão de Hermione.
Suspirei e me sentei em minha mesa. — pergunte. — falei
– pode me contar sobre aquela vida, como é... eu era, como... nos... conhecemos. — disse ele
– Bom, — comecei. essa ia ser as 2 horas mais longas de minhas vidas. — O nome dele era Silas Mikaelson, ele havia perdido os pais cedo por causa de uma batalha por poder, era comum na época. Minha família deu abrigo a ele. — contei — Nos tornamos melhores amigos, tínhamos muito em comum, menos a ambição. Ele perdeu a família pelo poder então ele não o queria. — contei — mas eu... eu o queria acima de tudo. — comecei a me perder em lembranças.
– Eu clamei aos deuses a pedido de poder, e eles me deram, mas haviam conseqüência que no momento eu não liguei, em troca eles só pediram lealdade, fidelidade. porque enquanto um ser na terra clamar a eles... — comecei
– eles existiram. — disse Hermione
Eu assenti levemente. — o resto ja sabem. eu não contei a ninguém isso, e levei minha vida normalmente, mas ai tudo mudou. eu me apaixonei por Silas, a cada dia ao lado dele meu amor crescia e minha raiva também, eu não conseguia mais controlar meus poderes. Quando contei a ele o que fiz discutimos, ai tudo aconteceu... — meus olhos ja estavam enchendo de lagrimas e eu sabia que eles estavam azuis pela curiosidade que eles me encaravam — eu explodi em poderes e utilizei o feitiço proibido de Merlin... — falei
– nunca existiu alguém capaz de usá-lo. — disse Hermione
– eu consegui. Dizendo o feitiço meu olhos mudaram para o amarelo e caminhando ate ele só ergui minha mao e a levei em direção ao seu peito, meus dedos entraram sem dificuldade e sem nenhum sangue eu arranquei seu coração. — contei — nem os gritos me tiraram do tranze, quando me dei conta era tarde. Eu gritei aos quatro cantos e implorei ele de volta aos deuses, eles me mandaram escolher, o poder ou ele. eu sabia que se ele voltasse as memórias também voltariam, eu fiquei com medo, ele me odiaria... — falei ja chorando — então eu neguei, disse que preferia o poder a nada. — respirei fundo — Vaguei esses seis mil anos esperando o dia que ele retornaria, e me desse a chance de uma nova escolha... — contei — claro, se este me achar digna de uma segunda chance. — falei olhando para Draco.
– se eu for mesmo ele, é claro que te darei uma segunda chance. — falou ele vindo ao meu lado — Você foi a primeira e única que me deu uma segunda chance, merece uma também. — disse me abraçando e me reconfortando.
– obrigada, mas por enquanto é melhor que fique longe de mim. — falei e ele me olhou sem entender — eu preciso do poder para levá-los ate lá. Então enquanto não acabarmos não posso escolher e não posso arriscar machucá-lo. Então... — disse
– entendi, distancia. — falou ele.
– ja estamos chegando. — disse correndo ate a proa do navio. empunhei a espada para frente e a abaixei encostando no assoalho e o navio parou. mas a frente podíamos ver varias rochas pontudas formando um tipo de triangulo com uma extensão de uns 30 km.
– legal as pirâmides do mar. — comentou Hermione. olhamos para ela sem entender. — os trouxas acham que aquilo são o topo de pirâmides que existiam a milênios atrás. — explicou ela
– desculpe dizer, que eles estão errados. — falei e um rugido foi ouvido ao longe — aquilo são os dentes de Caribdis, e parece que ela ja sabe que estamos aqui. — disse e senti todos estremecerem.
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