Mil Flores de Cerejeira
8 Capítulo 8 - Uma prova
Notas iniciais
Agradeço pelos comentários que recebo na história e são eles que me incentivam ainda mais a escrever. Muito obrigado! ♥
—Espera... o que aconteceu ontem? Por que eu estou dormindo contigo? E por que você tava me abraçando de conchinha?! — eu perguntei, pondo as mãos na cabeça. Ele tirou a coberta seu corpo, expondo seu peitoral. Que linda visão. Cabelos soltos e levemente desarrumados + sem camisa + short + carinha de zumbi = ♡—Você não lembra de nada?—Acho que não... — eu respondi, bocejando e desligando o alarme.—Teve uma festa ontem, na casa da Kyoko, e nós dois fomos. A gente zoou pra caraca. E você bebeu... saquê...—Eu...bebi? O que eu fiz?—Nada fora do normal. O álcool só deixou você meio esquecida. —Ah, que bom... Mas espera, como eu vim parar aqui?—Eu, Misaki, você e Takashi acabamos indo tirar uma soneca por causa da bebida no quarto de hóspedes na festa. Eu não bebi, só tava com sono mesmo, porque eram uma da manhã. Você veio parar aqui porque lá pras três da manhã o bebê chutou e eu acabei acordando, fui na cozinha beber um pouco d'água e tive até que desviar da galera espalhada pelo chão. Te peguei no colo e chamei um taxi pra nos trazer pra casa. E agora você está aqui. —Ah ta...Desculpe ter feito você fazer isso... — eu disse, levantando da cama. — Caramba! Temos que ir pra escola! Meu uniforme ficou em casa! Meus pais! Meu deus eles vão surtar quando não me virem em casa! — eu exclamei.—Fica fria, quando te trouxe pra cá eu liguei pros seus pais pra avisar que você estava aqui, e fui buscar seu uniforme e roupa limpa. — disse ele, apontando para minha roupa na cômoda.—Caramba, muito obrigada, você me salvou. — eu disse, rindo. —De boa — disse Patrick, chegando perto de mim e me deu um beijo na testa. -Pra retribuir o que você fez por mim na segunda. Eu ainda estava vestido a roupa da festa, calça jeans, blusa vermelha estampada com flores e jaqueta preta, ou seja, ele não abusou de mim, até porque, eu sentiria pois tenho sono leve e ele não faria isso, conheço Patrick desde quando tínhamos 4 anos. Fui ao banheiro, tomei banho e vesti o uniforme. Logo em seguida, Patrick fez a mesma coisa. Enquanto ele penteava seus longos cabelos, eu escovava meus dentes, e vice-versa. Descemos e Orihime estava com os cabelos presos em um rabo de cavalo e de avental, arrumando a mesa. Christian estava preparando o arroz. Apesar do ocidente ter tido muito influência no Japão atualmente, assim como a minha, a família de Patrick é bem tradicional, não segue muitos dos costumes ocidentais vindos de nossos coleguinhas europeus. Quando chegamos lá, a mesa estava farta, com Tsukemono (legumes em conserva), peixe grelhado em cima de uma tigela com arroz, Tamagoyaki (omelete japonesa).Agradeci aos pais de Patrick pela refeição e fomos para a escola. Hoje era a apresentação do festival, Kyoko iria trazer as roupas. Quando chegamos lá, estava tudo lindo e enfeitado, colocaram pisca-pisca nas sakuras do pátio, todas floridas. Haviam barracas vendendo o popular macarrão instantâneono potinho, bebidas; barracas de jogos, exposições, etc. A apresentação seria às 10:30 AM, portando tínhamos muito tempo para curtir o festival. Encontrei Takashi e Kyoko na barraca de bebidas. Nos cumprimentamos e Kyoko me mostrou a roupa, um kimono curto, florido com fundo vermelho, de seda. Paguei a ela e guardei o kimono na mochila. Andamos por todo o festival, comendo, rindo, brincando, cumprimentando outros amigos e colegas. Estava tudo perfeito, era o dia do ultrassom, eu e Patrick estávamos ansiosos. Quando eram 8:30 AM, Yukari me liga desesperada dizendo :—NAOMI!—Que foi mulher??!! Para de gritar sua doida—ACABEI DE OLHAR AS COORDENADAS NO CELULAR E TEM UMA ONDA DE ELFOS DAS SOMBRAS INDO PRA SUA ESCOLA!—É O QUE?! — eu exclamei, franzindo a testa. Patrick estava do meu lado ouvindo tudo, já que Yukari gritava como louca.—Vai pra cobertura da escola que você terá uma visão maior. Lembre-se, mate todos eles, pelo que eu vi aqui, eles matam pessoas e odeiam tudo que emite luz forte.—Ok, valeu Yuka.Pedi para Patrick ficar com o Takashi enquanto resolvia isso e para explicá-lo o porquê de estar indo para a cobertura caso ele perguntasse.Corri em disparada para a cobertura e olhei em volta, o elfos estavam em grupo mas só tinha uns 10 ou 12 no grupo. Dava pra controlar, a sorte era que não eram feiticeiros como as fadas das sombras, sua fraqueza era a pedra azul grudada na pele das costas.
Logo que eles chegaram, chamei a atenção deles com uma lanterna, eles vieram rápido e pousaram na minha frente. Puxei minhas katanas da mochila e matei todos eles a tempo da apresentação, e ainda coletei as pedras azuis que restaram dos elfos, elas têm o poder de crescer asas de seda iguais as das fadas nas pessoas que a usam, os elfos nem tiveram tempo de acionar as pedras pois eu já havia matado todos rapidamente. Quando eram 9:00 AM desci para me arrumar e Patrick veio correndo e disse, ofengante:—Conseguiu? Como você tá... uffa... tão limpa?—Primeiro, evita de correr, você está carregando uma criança, é óbvio que ficará cansado. — eu disse, sorrindo e levantando ele, acariciando sua barriga pequena de 3 meses. -Segundo, os elfos das sombras não possuem sangue, quando morrem viram poeira branca.—Ah tá... —Eu vou procurar a Kyoko pra gente ir se arrumar.—Ela já tá lá no banheiro. Qualquer coisa eu tô com o Takashi aqui ok?—Ok, valeu! — eu disse, acenando enquanto corria em direção ao banheiro onde Kyoko estava. A apresentação foi um sucesso completo, de lá do palco pude ver Patrick nos assistindo e assoviando. Ele sorria e aquilo me motivava a dançar com mais alegria e animação. Ao final todos aplaudiram e lá pras 04:00 PM o festival acabou e os alunos foram liberados. Eu e Patrick ficamos um pouco mais tarde para ajudar na limpeza e arrumação.O ultrassom estava marcado para às 06:30 PM. Saímos de lá e fomos para um restaurante pois mal comemos direito no festival devido à apresentação e à matança de elfos das sombras. De lá nos fomos para a clínica e quem nos atendeu foi o mesmo doutor que diagnosticou a gravidez de Patrick, o Dr. Ryuki. Entramos na sala e Patrick deitou na cama, eu estava bem ao seu lado, segurando sua mão.
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