Mil Flores de Cerejeira

7 Capítulo 7 - A Organização dos ECM


[09/10/XX (Segunda-feira)

12:30 AM]

Às segundas temos aula até às 16:00, amo esse dia da semana, pois posso ficar mais tempo com Patrick. O sinal tocou e fomos para o refeitório para almoçar. Eu havia trago arroz e salmão grelhado, com alguns vegetais como: brócolis e tomates. Patrick trouxe okonomiyaki*. Sentamos em uma das mesas redondas e beges em que Kyoko e Takashi estavam. Ficamos conversando, rindo e contando histórias. Acabamos o almoço bem na hora em que o sinal tocou. Fomos para a sala aguardar a sensei de língua japonesa. Eu e Patrick sentamos na carteira do canto perto da porta. Eu na carteira encostada na parede e Patrick ao meu lado. Quando a sensei chegou na sala, sempre com sua saia social preta, saltos pretos, blaser cinza e blusa vermelho claro, com seus cabelos castanhos divididos ao meio, espalhados por seus ombros, e o óculos de aro preto em seu nariz. Patrick sempre com sua delicadeza disse:

–Ohayo sensei.

–Ohayo... — a sensei respondeu, nem olhou para Patrick.

A sensei sentou na mesa e simplesmente começou a corrigir provas de outras classes. Ela não iria dar aula nesse dia.

– Estou com sono... — disse Patrick, bocejando. — Dá licença...

– O-o que? — eu questionei. Foi quando ele se inclinou para trás e deitou em cima de mim. Como eu estava de lado, encostada na parede, ele repousou sua cabeça na minha barriga, fiquei toda vermelha. Por um minuto ele se virou, olhou para mim e disse :

– Que gracinha, está parecendo uma cereja de tão vermelhinha — acariciando meu rosto com seus dedos.

Ele se virou novamente mas eu nem pude responder de tão envergonhada que eu estava. Apenas dei uma risada. Mas o motivo pelo qual eu fiquei mais corada foi pelo fato de ele ter repousado sua cabeça no meio dos meus seios.

– Cara, você tá com a cabeça nos meus peitos...

– E daí? Você não gosta? Hahahaha! — ele respondeu, rindo. É claro que eu estava gostando, mas ele tava abusando. -Mas como eu te respeito...- foi quando ele desceu a cabeça, e a situação piorou, mesmo ele estando com a cabeça apenas na minha barriga, seu ombro estava na minha coxa...bem perto da... enfim. Aquilo me deixou muito "animadinha" mas eu consegui disfarçar mesmo com cara de idiota e toda corada.

Quando o sinal tocou e fui acordar Patrick ele levantou com uma cara de zumbi. Mas era um zumbi muito lindo. Prendeu seu cabelo novamente pois estava todo desarrumado. Quando ele levantou, sua calça estava apertada na frente e não pude deixar de ver seu membro levantado e pensei :

"Wow, parece que meus peitos trazem algum resultado"

–Ei, não esquece que sexta é o ultrassom. Mas acho que é só no próximo exame que poderemos saber o sexo do bebê. — eu cochichei em seu ouvido.

–Pode deixar. -ele respondeu, cochichando.

Quando acabou a aula, estávamos saindo da escola Patrick me convidou para ir em sua casa. Liguei para minha mãe e ela deixou. No meio do percurso ouvimos um estrondo que nos fez tampar os ouvidos. Dobramos a rua correndo para ver o que aconteceu e era Shang! Ela estava com a mesma jaqueta com aquele emblema estranho de uma espada dourada em cima de um escudo azul escuro. Ela atirou em um dragão gigante de 5 cabeças bem na junta dos cinco pescoços, o que fez com que todas as cabeças caíssem jorrando sangue verde.

–Shang! — eu gritei, bem no momento que as cinco cabeças caíram, mas a cabeça que fica entre a do meio e a última ía cair bem em cima de Patrick, que olhava para a cabeça de Dragão azul de 20 metros de comprimento chegar cada vez mais perto. E ele ficou parado em choque, apenas se movendo para trás. Pode parecer uma atitude lerda, mas quando estamos em estado de choque diante de uma situação na qual não temos conhecimento, ficamos paralisados, sem reação. Quando olhei para trás, não pensei duas vezes, puxei minha katana da mochila e corri desesperadamente em direção a Patrick, que estava a uns 10 metros de mim. Pulei na sua frente e parti a cabeça do dragão ao meio na vertical, fazendo com que as duas metades do pescoço da criatura ficassem dos dois lados e Patrick no meio. Shang estava correndo para ver se estávamos bem. Olhei para trás e vi Patrick protegendo cabeça com os braços e chorando. Agora sim essa gravidez tá começando a deixar ele muito sentimental. Estávamos completamente banhados em sangue verde. Cheguei bem perto de Patrick e disse, sorrindo e tirando delicadamente seus braços do rosto.

– Eu não vou deixar nada te machucar, confie em mim... — acariciei seu rosto enquanto sua lágrimas escorriam e ele me olhava tão gentilmente. E ele abriu um sorriso gratificante mesmo chorando. E isso me deixou feliz pelo resto do dia.

O sangue do Dragão de 5 cabeças tem propriedades curativas, peguei duas garrafas vazias que estavam na minha mochila, mergulhei as garrafas dentro da artéria principal, fechei a tampa e limpei o que ficou de sangue no exterior das garrafas e pus na mochila.

Shang perguntou se estávamos bem e dissemos que apenas estávamos sujos, porém intactos. Não consegui me segurar de tanta curiosidade e perguntei sobre seu emblema na sua jaqueta.

–É da Organização dos ECM. — ela respondeu. — É um clube de ECM's que trabalham em conjunto quando é um serviço pesado.

– Ah sim, mas quando nos conhecemos você estava sozinha, e matar um ciclope é um trabalho pesado.

– Aquele caso foi urgente. Não deu tempo de chamar reforços.

Shang me explicou que há uma sede dessa organização, peguei seu telefone e ela disse que quando eu puder era pra marcarmos para eu conhecer o tal clube.

Me despedi da Shang e, mesmo estando completamente sujos, fomos para a casa de Patrick.

–Ah é, esqueci que meus pais não estão em casa, eles saíram pra comprar as coisas da festa para o aniversário de minhas primas gêmeas, Kaai e Tsunade. — ele disse, abrindo a porta de sua casa e disse sorrindo — Vamos tomar um banho?

Fiquei um pouco envergonhada dessa pergunta devido ao sentido que seria ela. Mas concordei. O banheiro de sua casa era bem espaçoso e enquanto a banheira enchia e eu colocava minha mochila na sala, subi até o banheiro e o vi apenas de sunga. Mais uma vez meu rosto virou um tomate. Com aquele corpo perfeito e cabelos soltos, com a pele toda manchada de verde, ele entrou na banheira e disse:

–Vem também...

–M-mas eu... eu não trouxe roupa de banho...

–Poxa...Ah, vem de sutiã mesmo!

–O-O QUE??!! — Eu exclamei, toda vermelha.

–Está corada de novo... vem...

Dei um suspiro e fui para o quarto e tirei minhas roupas ficando apenas com o short que fica por baixo da saia e o sutiã tamanho 40. Estava morrendo de vergonha. Ele estava muito assanhadinho hoje. Não consigo resistir a isso.

Entrei no banheiro ainda muito envergonhada. Entrei na banheira, ele olhou o tamanho monstruoso de meus seios dentro do sutiã e eu disse, sorrindo :

–Vire-se pra eu poder te limpar...

Ele se virou e eu peguei o sabonete com a bucha e esfreguei suas costas e braços. Depois ele disse carinhosamente:

–Agora é a minha vez, vira aí...

Eu me virei e ele esfregou minhas costas e braços, mas passou a bucha nos meus seios e disse no meu ouvido:

–Desculpa, aí estava sujo também...

Esfreguei suas pernas, foi quando ele disse "ai", e quando o vi, ele estava olhando para baixo e só então fui perceber que acidentalmente eu com minha brutalidade, no movimento que fiz para limpar suas coxas, eu por acidente soquei seu membro escrotal. Pedi mil desculpas a ele e Patrick disse:

–Calma, não foi nada, tá sensível mesmo...

Enxaguamo-nos e nos secamos. Ele me emprestou uma de suas camisetas e lá estava eu...com uma blusa gigante e de short. Sentamos no sofá e ficamos conversando sobre o bebê, acariciando sua barriga e vendo tv até os pais dele chegarem, lá pras 17:30.

Depois dessa experiência posso dizer que o dele até que era grande. Se é que você me entende.