Mil Flores de Cerejeira

3 Capítulo 3 - O Despertar da Lótus


Cheguei a casa de Patrick o mais rápido que pude de bicicleta. Quando cheguei, apertei a campainha e quem atendeu foi o pai de Patrick, Christian, homem alto, de 1,81 m, cabelos negros e curtos, vestia uma camiseta de manga azul clara e calça preta. Ele recebeu-me tão formidavelmente. Sua mãe, Orihime, uma mulher baixa, de 1,57 m, cabelo ruivo e longo, vestia uma blusa branca com uma calça de moletom com um avental de cozinha florido por cima da roupa. Ela era tão doce e transbordava de tanta gentileza. Christian perguntou como estavam meus pais, conversamos por 5 minutos.

—Patrick está no quarto — disse a Sra. Orihime. -Vá lá vê-lo.

—Ok, obrigada. – respondi, e fui subindo as escadas de madeira, até chegar ao corredor, o quarto de Patrick ficava logo no final do corredor. Bati na porta do quarto e disse:

—Oi, sou eu.

—Ah, você veio, entra.- Ele disse.

Entrei no quarto e Patrick estava deitado na cama que fica do lado da porta. Com os cabelos soltos, estava vestindo uma blusa regata branca e uma calça larga de algodão preta.

—Então, o que houve?

—Não sei, dores repentinas, chutes, sei lá. — Disse ele, sentando na cama e esfregando as mãos no rosto.

—Mas então me explica, como tudo isso aconteceu?

—Você sabe que hoje em dia, os homens nascem com um útero assim como as mulheres não é?

—Sei, sim.

—Então, sabe aquelas fadinhas feiticeiras, ou melhor, bruxas, porque, cê sabe né, são criaturas ruins e tal; que ficam perambulando pelo parque?

—Sim, uma vez eu fui ao Parque para matá-las enquanto estavam aglomeradas em uma reunião numa caverna que fica logo no final do parque. Só que quando estava prestes a atacá-las, como são muito pequenas, as desgraçadas desviaram, todas elas! Foi nesse momento que elas lançaram-me o Feitiço Ativador. Por mais que eu tentasse desviar, uma delas acertou o feitiço no meu estômago, fiquei com a maior fome pelo resto do dia.

—Exato, eu estava lá nesse parque e passei por um tronco de árvore oco, nele tinha uma portinha, quando abri a porta, tinha uma dessas fadas fazendo um feitiço, comida ou sei lá o quê em um caldeirão. Foi nessa hora que ela me viu, se assustou e lançou esse feitiço em mim, nem tive tempo de desviar, como estava curvado, acertou em cheio em meu útero, e aqui estamos.

—Entendi.-respondi, me sentando ao lado dele. — Mas me dê mais detalhes tipo, quantos meses, quando isso aconteceu.

— Dois.

—Dois o quê? — perguntei, como eu consigo ser tão lerda?

—Dois meses de gestação.

— Espera, isso aconteceu há dois meses atrás? Por que não me contou antes? — perguntei, calmamente, porém ainda indignada.

-Só fui descobrir uma semana atrás, quando fui ao Ryuki.

Ryuki Iroshiha é um dos médicos que atendem casos relacionados às criaturas mágicas, por exemplo, acidentes com tais criaturas; feitiços, como é o caso de Patrick; entre outros.

— Você está com as mãos frias. — observei, segurando suas mãos.

—Sério? Nossa...- disse ele, sentindo as próprias mãos com um pequeno sorriso no rosto.

Nesse momento, a mãe de Patrick bateu na porta, que já estava meio aberta, entrou e perguntou:

—Naomi, você gostaria de jantar conosco?

—Não sei, meus pais podem ficar preocupados e... — antes de conseguir terminar a frase, meu celular toca, era meu pai, atendi e disse:

—Alô, pai?

—Filha, o que houve? Você tá demorando.

—Pai, eu posso jantar na casa do Patrick hoje?

—Tá... mas volte antes das 10! Você tem escola amanhã.

—Tá bem, obrigada pai.

—Então...ele deixou? — Perguntou Patrick.

—Sim.

—Ok então, venha.

Acompanhei Orihime com o Patrick até a cozinha, jantamos, rimos bastante das histórias de Christian. Quando o jantar acabou, me despedi dos pais de Patrick e quando fui abraçá-lo para me despedir, sussurrei em seu ouvido:

—Sabe que pode contar comigo para tudo...

—Sei sim... senão, você não teria nem aceitado vir aqui e jantar na minha casa. —

Naquele momento, meu coração acelerou muito rapidamente. Aquelas poucas palavras dele me deixaram tão feliz.

Pequei a bicicleta e fui pedalando até em casa, quando estava na metade do caminho, o que me aparece? Um ciclope gigante, claro! Quando fui pegar a katana da bolsa, percebi que não tinha trago-a.

“Aaah, que isso?! Eu jurava que tinha colocado ela na bolsa! Não importa, tenho que achar alguma coisa para matá-lo.” — pensei.

Estava olhando em volta, procurando algo para atacá-lo, achei um pedaço de ferro quebrado de 1,24 m. Serve.

Subi até a cobertura de um prédio que estava bem perto do ciclope, pulei em direção à cabeça do gigante com a barra de ferro apontada para ele. Mas vi uma pessoa do meu lado, e pulamos ao mesmo tempo, parecia ser um garoto, pelo que consegui ver, tinha cabelos curtos e avermelhados, com uma mecha da franja cobrindo um de seus olhos.

Acertei em cheio a cabeça do ciclope, fui caindo, e barra de ferro atravessando a criatura. Quase consegui parti-lo ao meio, mas a barra de ferro quebrou e eu caí de uma altura de 5 metros, aterrissei num caminhão de carga com um monte de sacas de café importados do Brasil. Grãos de café não são muito macios. Mas é melhor do que cair de cara no chão da calçada.

A pessoa misteriosa desceu do prédio e veio na minha direção. Era uma garota! Vestia uma calça jeans azul escura, blusa preta e um casaco com um emblema estranho.