Mil Flores de Cerejeira
11 Capítulo 11 - Revivendo memórias
Cheguei em casa toda sorridente e Akihiko logo percebeu, mas não disse nada.
—Ei, a Yukari me ligou hoje de manhã quando eu estava na escola, dizendo que uma onda de unicórnios, está vindo para o lado sul da cidade, o que temos que fazer? — disse Akihiko, sentado no sofá.
—Guiá-los para o oeste, mais especificamente para a floresta das nuvens. — respondi, enquanto pegava suco de maçã na geladeira. -Mas quando eles vão vir?
—Daqui a... 1 hora...
Cuspi todo meu suco, demora 30 minutos pra chegar à floresta das nuvens.
—O QUÊ?!
—Ô cara acabei de limpar o chão!
—Temos que sair agora! Pega logo seu machado, garoto!
—Tá bom! Tá bom!
Peguei minhas katanas, tirei o uniforme e coloquei minha roupa samurai para as batalhas, o colete de metal, a ombreiras, joelheiras, a sandália com a meia, e fiz um coque no cabelo e partimos. Como moramos ao leste da cidade, não demorou muito para chegarmos, demoramos uns 15 minutos. Claro que os unicórnios não vão chegar exatamente no horário, eles com certeza vão atrasar. Quando chegamos, 5 minutos depois, Akihiko viu ao longe os unicórnios chegando, e logo ficamos nas posições e quando o primeiro do grupo chegou, montei nele e, como unicórnios são criaturas calmas, logo consegui domá-lo. Akihiko montou no último do grupo e assim fomos guiando os unicórnios até o oeste, para a Floresta das Nuvens, eu na frente mostrando o caminho e Akihiko atrás mantendo as criaturas no caminho. Às vezes os unicórnios confundem as direções para onde tem que ir para chegar à Floresta das Nuvens, lugar onde eles migram para acasalar.
—Tudo aqui é tão... feminino. — comentou Akihiko, em relação à floresta. E realmente, a floresta é bem "menininha", é tudo muito rosa, doces, arco-íris, glitter e corações por todos os lados.
—Só tome cuidado com as borboletas. -eu o avisei.
—Borboletas? Por que? — perguntou Akihiko, que logo depois que perguntou, caiu do unicórnio, uma borboleta gigante havia o derrubado.
—As borboleta aqui são cegas, identificam as coisas pelo cheiro.
—E por que ela me atingiu? — perguntou novamente Akihiko, indignado, enquanto se levantava.
—Você colocou perfume de flores de laranjeira, e ela pensou que você fosse uma flor.
—Aff. — reclamou meu irmão.
—Olhe pelo lado bom, você está cheiroso. — eu disse, sorrindo com um dos lados da boca, e ajudando-o a levantar. — E além do mais, não precisa montar de novo, já chegamos no lugar certo.
Voltamos para casa e minha mãe já havia chegado, já eram 18 horas e eu havia esquecido que marquei de ir na casa de Patrick às 19h, perguntei a minha mãe se podia ir, ela disse que sim mas quando eu me virei para ir na cozinha, ela me perguntou algo que me deixou um tanto nervosa :
—Filha, você gosta do Patrick? Fale a verdade.
—Arf...sim... — respondi, soltando um suspiro.
—E ele gosta de você?
—Bom, ontem ele me disse que sim...
—Nas vezes que você foi na casa dele, vocês já...
—MÃE! — exclamei, assustada.
—Só tô perguntando! Eu sou sua mãe, eu tenho que saber!
—Não, só ontem ele me disse que gostava de mim.
—E por que você não tenta? Sei lá, pede ele em casamento, afinal vocês vão ter um filho.
—Medo talvez... — eu respondi, boquiaberta por dentro. Afinal, desde quando minha mãe é tão liberal?
—Oh filha... — ela disse, me abraçando. -Mas por favor, se acontecer, use proteção, se não quiser ganhar mais um filho.
—Ok mãe, tá bom, pode deixar.
Depois dessa conversa esquisita com a minha mãe, fiquei até com receio de ir na casa de Patrick com medo de ele querer transar comigo.
Quando cheguei na casa de Patrick, ele estava no jardim conversando com Shang. Os dois nem me viram chegando e me escondi atrás de um carro em frente a casa de Patrick para ouvir a conversa.
—Nisso eu queria saber se você e a Naomi não querem fazer uma visitinha lá na Organização dos ECM. — disse Shang.
—Pode deixar, amanhã mesmo eu dou uma passada por lá.
—Ok então, tchau Patrick! -despediu-se Shang, acenando. Patrick devolveu o gesto e entrou a casa. Permaneci escondida por 20 minutos depois que Shang saiu. Toquei a campainha e Patrick atendeu.
—Oi Naomi-chan! — Disse ele, recebendo-me. E o estranho é que quando ele estava conversando com a Shang ele estava de rabo de cavalo, short e blusa branca de manga, e quando me atendeu, ele provavelmente viu no olho mágico que era e eu e logo se trocou. Quando me atendeu ele estava com os cabelos soltos e sem camisa, só com o short. E eu lá... vestida igual um samurai de frente pra ele toda vermelha.
—Oi Patrick-kun, por que está vestido assim?
—Eu que pergunto. Por que está vestida igual a Mulan? -disse ele, rindo.
—Não é a Mulan, é a minha roupa de batalha.
—Então, não gostaria de entrar minha samurai?
—Claro. — eu respondi, rindo de volta.
Entrei e a casa estava um tanto escura, apenas acesas as luzes dos abajures.
—Onde estão seus pais? — perguntei.
—Eles sairam pra jantar.
Comecei a me preocupar, eu e ele, sozinhos numa casa mal iluminada e ele vestido daquele jeito sexy? Seja qual for suas intenções eu sei meus limites.
—Sabe aquele dia...que uma das cabeças do Dragão quase caiu em mim, você me salvou e tomamos banho na minha banheira? — provocou ele, enquanto caminhava chegando cada vez mais perto de mim.
—S-sim, eu lembro. — eu respondi, já toda corada.
—Eu...queria fazer de novo. — disse ele, olhando em meus olhos e começando a tirar minha armadura bem devagar. Quando eu estava apenas de kimono ele me levou no colo até o banheiro. E me despiu, me deixando apenas de calcinha e sutiã. Ele ligou a banheira e tirou o short, ficando apenas de cueca. Patrick começou a me beijar e soltar meus cabelos. Fomos para a banheira e ele ficou atrás de mim encostado na parede da banheira e eu na frente dele deitada em seu peito, deixando um espaço para minhas costas não machucarem sua barriga. Patrick esfregava levemente a bucha pelo meu corpo e beijava meu pescoço.
—Patrick, Patrick eu... — eu dizia, com voz baixa e ofegante.
—Fale...
—Não posso ir dormir muito tarde, tenho entrevista amanhã.
—Entrevista de quê? — ele perguntou.
—De emprego. Vou trabalhar como garçonete de um restaurante temático, pra podermos cuidar do bebê.
—Entendi. Ah Naomi... — disse Patrick, enquanto esfregava minha pernas, agora de frente para mim e eu encostada na parede da banheira. -Não quer dormir aqui hoje?
—Quero. — respondi, chegando perto dele e dando-lhe um beijo. Patrick retribuiu o gesto.
Depois era a minha vez de limpá-lo. Comecei pelos braços e tórax, depois as costas e por fim as pernas. Terminamos do banho e nos vestimos, ele vestiu uma cueca nova na minha frente, mas como ele se virou eu só pude ver sua bunda. MEU DEUS QUE BUNDA LINDA ERA AQUELA!
Patrick vestiu uma blusa regata azul clara e me emprestou uma blusa de manga amarela que era muito larga que mais parecia um vestido em mim.
Quando eu estava indo em direção a cama, Patrick diz:
—Naomi...
—Fala...
—Tem algo que desde que eu comecei a te amar eu sempre quis pedir. Você foi a única garota que eu amei que se importou comigo mesmo eu mentindo dizendo que não sentia o mesmo. — disse ele, acariciando meu rosto.
Eu ouvia atentamente mesmo sem entender o porquê de ele dizer isso.
—Você é a mulher que eu quero levar para a vida inteira, seu aniversário é daqui a 3 meses e eu queria que você viesse aqui no dia.
—Por que?
—Quero te dar seu presente.
Dei uma risada baixa e ele me deu um beijo, quente e delicado, me abraçando pela cintura. Eu até tinha esquecido do meu aniversário, ninguém comentou sobre e todos os meus amigos sabem o dia do meu aniversário, nem mesmo minha família disse a famosa frase "Aê vai ficar idosa hein?". Parece que só o Patrick lembrou do meu aniversário. Até porquê, é daqui a 3 meses, ainda e tá muito longe, é claro que ninguém vai se dar conta.
Fomos dormir na cama de Patrick e ele me abraçou de conchinha, me deu um beijo de boa noite e retribui o gesto. Como amanhã não terá aula, não preciso me preocupar em acordar cedo.
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