Terra Media. Era de ouro em que criaturas mágicas andavam livremente pela superfície, sem temor aos seres humanos. Uma época em que o mundo era governado por seres extremamente poderosos, divididos em seis espécies que se distribuíam pelos seis reinos principais. Ao Norte, embrenhados nas densas florestas de Helgar, viviam os Huffen, elfos bondosos e pacíficos que dedicavam suas vidas a preservarem suas florestas. Ao Oeste, escondidos entre os bosques e picos de montanhas congelantes, encontravam-se os cavaleiros de Dragões, os vellas Salas, do reino Slyther, belos e mortais lutadores, conhecidos por sua astúcia e frieza durante um combate. Ao Leste, escondidos e isolados no arquipélago de Howen, viviam os inteligentes Ravens, fadas de extrema sabedoria, acostumadas a leitura e a arte da meditação. Ao Sul, atravessando os escandalosos rios Ethes e Lótus, escondidos em algum local das proximidades do vulcão Goddric, viviam os Gryffin, povo metamorfo de grande poder mágico, habilidosos guerreiros conhecidos por sua bravura e sede de justiça.

Estes últimos eram os responsáveis por manterem as fronteiras seguras, protegendo toda a terra de seus mais ferrenhos inimigos, os Setrom, magos obscuros que viviam confinados nos pântanos de Elddir, no estremo sul da Terra Media. Esta tarefa havia-lhes sido confiada pelo Alto Antigo do reino central de Hogwarts, lar dos grandes Druidas, seres que dedicavam sua existência aos Deuses e a arte divina, sendo considerados os sacerdotes e conselheiros de todos os reinos, responsáveis por transmitirem as palavras divinas e fazer velar a paz em Eternia. Eram também os responsáveis pela proteção da Torre de Marfin, local onde era guardado o maior tesouro da Terra Media: o Ovo de Falwckor.

De acordo com o que foi predito em uma profecia tão antiga quanto os próprios Deuses, chegará o dia em que a Terra se fundirá nas trevas, onde tudo se transformará em nada. Quando isso acontecer, a luz de Falwckor brilhará e o ovo eclodirá, liberando uma criatura de poderes inimagináveis. Esta escolherá alguém para comandá-la. Um ser dentre os reinos que seja poderoso, sábio, inocente e justo. Alguém que irá tomar o controle de todos os outros reinos, liderando-os na Batalha Final contra as trevas. Assim se foi predito, assim ocorrerá.

~~~~~~~~~~~XXXXX~~~~~~~~~~~~

— Meu senhor. – uma sombra se aproximou de um imponente trono, se ajoelhando em uma respeitosa reverencia. – Tudo está indo conforme suas ordens. Dentro em breve estaremos de partida.

— E o Eleito? Alguma noticia? – a figura na poltrona sibilou e a frieza em sua voz enviou calafrios pela coluna do homem ajoelhado.

— Nada ainda, Senhor. – respondeu, abaixando submissivamente a cabeça. Deixou um imperceptível suspiro de alivio escapar por seus lábios quando seu senhor o dispensou com um aceno de mão, sem mais nada pronunciar.

Uma vez só, o soberano ergueu-se de seu trono e ficou a contemplar as chamas da lareira, o brilho do fogo sendo espelhado por um par de intensas esferas escarlates, que brilhavam com malícia.

-Muito em breve... Toda Terra Média se prostrará a meus pés e todos os segredos do universo pertencerão somente a mim.

Uma risada maquiavélica retumbou pelos corredores úmidos daquele sombrio castelo, perturbando aqueles que viviam ao redor.

~~~~~~~~~~~XXXXX~~~~~~~~~~~~

A calma reinante naquele primeiro dia de primavera foi quebrada pelo barulho de poderosas asas. Acima das frondosas árvores do bosque de fogo, uma formação de pontos negros manchava o céu. A medida que iam se aproximando, ia sendo possível se divisar a silhueta de grandes dragões, cada um deles sendo cavalgado por um cavaleiro e todos pareciam estar se dirigindo a uma das encostas de Goddric, onde uma imensa cachoeira abria seu caminho por entre as pedras vermelhas.

A frente da formação, três dragões se destacavam do resto da tropa. Encabeçando a formação com um porte altivo, vinha um belo espécime de lustrosas escamas prateadas e belíssimos olhos safira. O alo de poder a sua volta, bem como seus cornos e unhas afiados como navalhas e musculatura proeminente mostravam que, sem sombra de duvidas, aquele era o exemplar mais forte da tropa. Seu cavaleiro, um rapaz de não mais que 18 anos, se erguia em seus impressionantes 1,87 m de altura, afirmando sua liderança dentre os demais. De porte altivo, costas retas, musculatura bem definida, roupas impecáveis e refinadas, e duas esferas azuis prateadas, incrustadas em um rosto frio e sem emoções aparentes, emoldurado por sedosas e compridas mechas platinadas, presas elegantemente em um rabo de cavalo baixo. Assim era o temível príncipe de Slyther, Draco Malfoy, comandante dos Silver Dragons, a segunda maior força guerreira do reino do Oeste.

Atrás do jovem loiro, vinham seus dois fiéis comandantes: Blaize Zabini, um belo rapaz de pele morena, cabelos em um estranho tom acinzentado e penetrantes olhos azuis-marinhos, que cavalgava um belo dragão de escamas douradas; e Theodore Nott, um musculoso rapaz de 20 anos, de incríveis 1,90, cabelos curtos acobreados e inteligentes olhos castanhos, que montava um musculoso exemplar de escamas cor de vinho. O resto da comitiva, pouco mais de 20 guerreiros, permanecia respeitosamente afastada do trio.

— Hey Draco! Tem certeza que este é o caminho correto para o reino de Gryffin? – Blaize perguntou de forma zombeteira, quando percebeu que seu líder ia diretamente de encontro a queda d’agua.

Como resposta, o loiro se limitou a sorrir sarcasticamente e instigou seu dragão a avançar pelo meio da cachoeira, desaparecendo dentro dela. Resmungando, o moreno fez um sinal para o resto da comitiva e logo eles se encontravam pousando em uma escura e úmida caverna, escondida atrás das águas turbulentas. Draco os aguardava ainda com um sorriso sarcástico estampado no rosto.

— Respondi sua pergunta, Blaize?

O moreno fez uma careta, observando suas belas vestes que estavam completamente encharcadas. Com um aceno de sua mão, secou-as rapidamente. Suspirando abatido, Blaize olhou em volta, procurando por uma estrada ou algum caminho. Não encontrando, voltou-se novamente para seu lider. – Certo gênio! E agora? Para onde?

Como que respondendo a pergunta do comandante, uma seqüência de tochas se acendeu magicamente, indicando uma escadaria no canto mais afastado da caverna, onde um ser encapuzado aguardava parado regiamente. Armas foram desembainhadas, prontas para algum ataque surpresa. Draco limitou-se a observar o encapuzado, avaliando-o. Podia perceber uma forte presença mágica emanando dele, mas esta não aparentava qualquer ameaça.

“O que acha Phobos?” o dragão de escamas prateadas ergueu sua cabeça ao chamado mental de seu mestre e fitou a figura que ainda se mantinha parada entre as sombras. Longos minutos se passaram até a fera baixar a cabeça, um suspiro fazendo um ligeiro fiapo de fumaça sair por suas narinas.

“Não vejo qualquer perigo, pelo contrario... Há algo nele que me atrai de alguma forma, mas não sei o que poderia ser.”

O líder dos Cavaleiros ergueu uma sobrancelha ante o dito por seu dragão, mas se absteve de fazer qualquer comentário, limitando-se a apear, indicando a seus soldados para que o imitassem.

— Acho que aquele será nosso guia.

Ato seguido, o loiro se dirigiu para as escadarias, sendo seguido por sua ressabiada tropa. Os dragões começaram a brilhar e a encolher, até atingirem o tamanho de um falcão, voando até pousarem no ombro de seus respectivos mestres. O encapuzado esperou que todos estivessem ao seu alcance e se voltou para o escuro caminho da caverna, indicando-lhes que o seguissem.

-Espere! – um dos guerreiros veelas se aproximou, sua espada em riste, pronta para o ataque. – Você está diante do príncipe de Slyther! Curve-se e demonstre algum respeito, plebeu.

Vários o imitaram, levantando suas espadas para o encapuzado, que se mantinha impassível. Draco estava a ponto de argumentar com seus homens, quando uma voz suave e delicada, que lhe causou um arrepio inexplicável de prazer a subir-lhe pela espinha, retumbou no silêncio do recinto.

— Por favor, queiram me seguir. Os caminhos pelo interior de Goddric são, por vezes, enganosos. Seria uma pena perder algum guerreiro no momento que mais necessitamos. – e, assim dizendo, a figura negra se voltou e continuou a caminhar.

Draco fez sinal para seus homens se manterem calados e eles caminharam em silêncio pelo que pareceram algumas horas. O loiro notou, assombrado, que as cavernas por onde eles passavam eram, de fato, um gigantesco labirinto e, pelas ondas de magia que ele conseguia sentir em determinados pontos, cheio de armadilhas. Se não fosse por seu guia, que parecia saber exatamente para onde ir, eles poderiam ficar rodando ali por dias.

Logo, eles atingiram dois imponentes portões dourados adornados por duas estátuas de leões. O encapuzado se deteve e retirou um estranho apito de suas vestes, assoprando-o. Todos estranharam ao não ouvirem som algum proveniente do instrumento, mas os dragões se encolheram como se escutassem algo muito doloroso. O guia voltou a guardar o objeto quando um ligeiro barulho de dobradiças foi escutado e as pesadas portas começaram a se abrir.

— Bem vindos ao reino de Gryffin. – sussurrou o desconhecido.

Notas finais
Gente, um aviso muito importante: essa história ainda não possui um final e eu não tenho muita certeza de quando irei acabá-la. Só estou postando alguns caps. porque uma amiga praticamente me intimou a fazer isso (ela meio que encontrou a minha pasta onde eu deixo arquivada todas as minhas fics ^^')

Se eu pretendo terminá-la? Sim, com certeza.

Entretanto, eu estou me dedicando quase 100% a "Discovering" e ainda tenho algumas outras fics que são prioridade antes desta. Por isso, me perdoem por qualquer inconveniente.